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Esta área da Agência tem entre suas principais atribuições outorgar, regulamentar, controlar o espectro radioelétrico, certificar produtos e fiscalizar o cumprimento das obrigações legais, normativas e regulamentares, assumidas pelas prestadoras, por radiodifusores e por entidades outorgadas e licenciadas, usuários de radiofreqüências. Esse conjunto de atividades é desenvolvido, em parte – especialmente a atribuição de fiscalizar – por intermédio dos 11 escritórios regionais e das 16 unidades operacionais da Agência, localizadas no Distrito Federal e nas capitais de todos os estados brasileiros.
As atividades de fiscalização obedeceram, em 2006, às diretrizes traçadas pelo Conselho Diretor da Agência, que levaram em conta as orientações estratégicas daquele colegiado, as necessidades das superintendências da Anatel e do Ministério das Comunicações, as recomendações de órgãos de controle externo, além do histórico das atividades fiscalizadoras. Em decorrência da necessidade de compatibilizar as demandas de fiscalização com os recursos disponíveis e em atendimento às prioridades estabelecidas nas diretrizes, as atividades fiscalizadoras foram preferencialmente direcionadas para os serviços prestados em regime público e privado de interesse coletivo, por terem maior impacto sobre os interesses da sociedade. Fiscalização O planejamento da Anatel previu, para 2006, o desenvolvimento de 266,8 mil ações de fiscalização, mas atingiu 329.187, volume que representa aumento de 14,2% em relação ao mesmo período do exercício anterior e de 18,9% em relação à previsão para 2006. O gráfico 1 mostra a evolução das ações de fiscalização. Na impossibilidade de realizar as ações presenciais (feitas in loco) planejadas para o período, devido à insuficiência de recursos orçamentários, inclusive para contratação de apoio à fiscalização para coleta de dados e de informações, os esforços da fiscalização foram direcionados para ações remotas (feitas a distância, com recursos tecnológicos avançados). Essa alternativa permitiu que a meta de ações de fiscalização previstas para o Ministério das Comunicações fosse superada em 22,3%. Em outro segmento, a Anatel concluiu, em 2006, as ações de fiscalização das lojas de atendimento do Serviço Telefônico Fixo Comutado, trabalho iniciado no exercício anterior em conformidade com o Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TCAC), assinado entre a Agência e as prestadoras de telefonia fixa em 2004. As ações compreenderam, em 2006, a fiscalização de 1.736 lojas, das quais 698 na região da Brasil Telecom, 788 na região da Telemar e 250 na região da Telefônica. No ano anterior foram fiscalizadas outras 4.230 lojas. Com relação ao Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), a Anatel procedeu, em 2006, à verificação de cumprimento de metas até 31/12/2005, declaradas pelas concessionárias. Foram fiscalizadas 3.923 localidades, das quais 2.577 na região da Telemar, 963 na região da Brasil Telecom, 245 na região da Telefônica, 74 na região da Companhia Telefônica do Brasil Central (CTBC), 57 na região da Embratel e sete na área de operação da Sercomtel S.A. – Telecomunicações. Fust e Funttel Em decorrência dessa decisão e diante da possibilidade de se instaurar, em 1º de janeiro de 2007, o instituto da decadência dos créditos relativos ao exercício de 2001, a Agência realizou exaustiva fiscalização complementar dos recolhimentos relativos àquele exercício em todas as empresas prestadoras dos serviços de telecomunicações. Esse esforço de fiscalização tributária e financeira, que previa ações verificatórias em 488 empresas, alcançou 877, como mostra o gráfico 2. Os resultados dessa empreitada, executada por um Grupo de Trabalho formado por 42 servidores de diversas áreas da Anatel, foram altamente satisfatórios, como também destaca o gráfico 2. Com relação ao Fust, apurou-se recolhimento a menor de R$ 267,8 milhões; com relação ao Funttel, recolhimento a menor de R$ 104,8 milhões, valores que, atualizados em 2006 e aplicada multa de 2% e juros de 1% a.m., se elevaram para R$ 750 milhões e R$ 293,6 milhões, respectivamente, um montante de R$ 1,043 bilhão. Registra-se também que esses montantes poderão sofrer alteração após as análises das impugnações impetradas pelas empresas, principalmente com relação aos valores arbitrados para 399 delas, por não terem atendido aos requerimentos de informações da fiscalização. Para 2007, e conforme decisão do Conselho Diretor, o Grupo de Trabalho incumbido da fiscalização dos recolhimentos das contribuições do Fust, do Funttel e do Fistel estará ampliado para 72 servidores, com a incumbência de realizarem a fiscalização nos exercícios de 2002 e 2003. Pados Dos 6,5 mil Pados instaurados, a maior parte (5,5 mil) teve origem nas ações fiscalizadoras programadas e o restante na demanda dos seguintes setores da Agência: Serviço Telefônico Fixo Comutado, Serviços Móveis, Comunicação de Massa e Universalização. No final do exercício, era a seguinte a situação dos Pados instaurados: 37,3 mil vindos de 2005; 6,5 mil instaurados e 3,2 mil encerrados no período, totalizando 40,6 mil em dezembro de 2006, dos quais 26,7 mil julgados em primeira instância e aguardando trânsito em julgado ou a apreciação de recursos interpostos. Com relação às multas, destaca-se que ao longo de 2006 foram aplicadas e publicadas o correspondente à soma de R$ 220,9 milhões, dos quais foram arrecadados R$ 78,9 milhões. No ano anterior, foram aplicadas/publicadas multas no montante de R$ 175,8 milhões e arrecadados R$ 43,5 milhões; em 2001, foram aplicadas/publicadas R$ 2,1 milhões em multas e arrecadados R$ 1,2 milhão. Radiomonitoragem O SGME é apenas parte do complexo de fiscalização, montado sobre o lastro de avançadas tecnologias. Está integrado com o Sistema de Informações Técnicas para Administração das Radiocomunicações (Sitar-web), onde estão cadastradas todas as entidades do País autorizadas a usar sinais de radiofreqüência. No exercício, foram implantadas mais quatro estações fixas do SGME, que, ao final de 2006, contava com 51 das 56 estações fixas previstas e com 28 móveis. Ao longo de 2007, o Sistema será complementado com a instalação das cinco estações fixas faltantes. Do total já implantando, 47 estações fixas estão interligadas ao Centro Nacional de Controle, que funciona na sede da Anatel, em Brasília. O mapa 1 mostra a localização das Estações Remotas de Monitoragem (ERM) e das Unidades Móveis de Radiomonitoragem (UMR) em funcionamento. Radiovideometria Essa rede, além de atender a demandas sobre conteúdo vindas do Ministério das Comunicações, auxilia também no controle de obrigações dos serviços de radiodifusão e de telecomunicações. Mantém atualizada a base de dados de cadastro de entidades, inclusive registrando o uso indevido do espectro nas diversas capitais. Para o processamento e o armazenamento das informações coletadas, as estações de trabalho estão equipadas com servidores de vídeo, de rádio, de aplicações e de base de dados. Em 2006, os agentes de fiscalização realizaram, com o uso dos recursos da Rede Nacional de Radiovideometria, 251.560 ações de fiscalização. Os recursos técnicos e tecnológicos da RNR dão suporte e auxiliam não apenas as atividades da Anatel; estendem seus benefícios também a outros segmentos da sociedade. Por convênios, a Agência permite que outras instituições usem esses modernos recursos. Exemplos desse procedimento são os acordos firmados pela Anatel com a Agência Nacional de Cinema (Ancine) e com a Secretária Nacional de Justiça (SNJ) – órgão do Ministério da Justiça – que acessam, diretamente de suas sedes e por terminais disponibilizados pela Anatel, as plataformas da RNR. A Anatel expediu, em 2006, 1.623 certificados de homologação, abrangendo 2.450 novos modelos de produtos nas três categorias existentes. Com esse desempenho, superou em 14,21% os resultados de 2005 e a previsão feita (que era de 1.400 homologações) para o exercício. Esses resultados, que evidenciam ganhos consideráveis, são atribuídos a três fatores com ocorrência conjunta: a ação de fiscalização no comércio e nas operadoras de serviços de telecomunicações; o acréscimo de novos produtos à lista de equipamentos passíveis de certificação compulsória; e o crescimento da demanda por produtos certificados. A propósito das atribuições da Agência, relacionadas à atividade de regulamentação técnica – e, especificamente, no caso da certificação –, um dos objetivos sustentados no ano foi manter a base regulamentar atualizada de acordo com a evolução da tecnologia e com a demanda da sociedade. Essa visão leva, com freqüência, à substituição de normas que se tornaram obsoletas. Ao mesmo tempo, exige a concepção contínua de novos requisitos técnicos e de procedimentos de ensaio que garantam a confiabilidade da avaliação de novos produtos distribuídos no mercado. Com relação à regulamentação técnica, no segmento da Certificação, em 2006 foram aprovados: o Regulamento para a Certificação de Equipamentos de Telecomunicação Quanto aos Aspectos de Compatibilidade Eletromagnética, que introduz inovações relativas à aplicação de requisitos técnicos aos equipamentos que produzem emissões intencionais; a Norma para Certificação e Homologação de Transmissores e Transceptores de Estações Radiobase e de Estações Repetidoras do STFC; e a Norma para Certificação e homologação de Terminais Móveis de Acesso aos Serviços de Telecomunicações por Satélite. Além desses três regulamentos aprovados, outros nove foram postos em Consulta Pública; desses, oito estavam em fase de aprovação no final do exercício. Neste enfoque sobre Certificação de produtos, merece registro ainda o fato de, ao longo de 2006, a Anatel ter atuado na elaboração de mais de duas dezenas de regulamentos técnicos de interesse de vários segmentos da sociedade, assim resumidos: No esforço continuado pela expansão e pelo aprimoramento da infra-estrutura laboratorial do País, a Anatel incluiu mais três laboratórios na lista dos acreditados para a realização de ensaios de produtos para telecomunicações com fins de certificação. Ao todo, contava o País, ao final de 2006, com 33 laboratórios – 22 avaliados e 11 acreditados – capacitados para a realização de ensaios de produtos para telecomunicações. Com a definição pela Anatel, em 2006, de mais um Organismo de Certificação Designado (OCD), elevou-se para treze o número de entidades integrantes da rede de organismos de certificação, designados para atuar no processo de certificação de produtos para telecomunicações. Tendo em conta que o processo de certificação e de homologação já dispõe de número expressivo de OCDs e considerada a dimensão e a realidade do mercado de telecomunicações do Brasil, a Agência suspendeu temporariamente, pelo ato nº 56.573, de 7 de março de 2006, a designação de novos organismos de certificação. A suspensão permanecerá até que os estudos em andamento sejam concluídos, de modo a permitir o estabelecimento de novos critérios para o aperfeiçoamento do sistema de designação de organismos certificadores. • aprovação de regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências nas Faixas de 2.170 a 2.182 MHz e de 2.500 MHz a 2.690 MHz, destinadas ao Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) e, adicionalmente, ao Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS). As inovações inseridas neste regulamento são importantes para a prestação de serviços interativos e por permitirem a facilidade de mobilidade restrita, potencializando a infra-estrutura de MMDS voltada para o provimento de serviços de valor adicionado, particularmente os de acesso à internet; • alteração dos regulamentos sobre canalização e condições de uso das faixas de 4 GHz (3.800 a 4.200 MHz), 6 GHz (5.925 a 6.425 MHz) e 8 GHz (7.725 a 7.925 MHz e 8.025 a 8.275 MHz), visando fixar prazo adequado e razoável para a efetivação de mudança de características técnicas de sistemas que façam uso dessas radiofreqüências; • elaboração do regulamento que estabelece a canalização e as condições de uso de radiofreqüências nas faixas 381,025-381,750 MHz e 391,025-391,750 MHz, para aplicações voltadas às atividades de Segurança Pública, no âmbito do Grupo de Trabalho Anatel/Forças Armadas/Órgãos de Segurança (GT-AFAOS); • atribuição de faixas de radiofreqüências de 225,000 MHz a 235,000 MHz, de 267,000 MHz a 315,000 MHz, de 363,100 MHz a 363,275 MHz e de 378,700 MHz a 378,875 MHz, ao serviço móvel, em caráter primário, visando dar suporte à destinação de faixas para uso da Marinha do Brasil; • aprovação do regulamento sobre Canalização e Condições de Uso da Faixa de Radiofreqüências de 27 MHz para uso do Serviço de Rádio do Cidadão, que também destinou a subfaixa de 26,960 MHz a 27,860 MHz para este Serviço, em caráter secundário e uso não exclusivo, e que teve como objetivo principal ampliar a canalização disponível, objeto de vários pleitos; • aprovação do regulamento que trata do estabelecimento das condições de uso de canais de radiofreqüências da faixa de 450 MHz, aplicáveis a sistemas analógicos ou digitais do serviço móvel, para uso em aplicações do Serviço Limitado Privado executado por empresas dos setores de infra-estrutura aeroportuária e de transporte aéreo de passageiros e de cargas, também conhecido como “serviço de rampa”, no âmbito dos aeroportos nacionais; • aprovação dos regulamentos sobre condições de uso de radiofreqüências pelo Serviço de Radioamador, condições de uso das subfaixas de radiofreqüências de 1.880 MHz a 1.885 MHz, de 1.895 MHz a 1.920 MHz e de 1.975 MHz a 1.990 MHz, condições de uso de radiofreqüências nas faixas de 800 MHz, 900 MHz, 1.800 MHz, 1.900 MHz e 2.100 MHz e canalização e condições de uso de radiofreqüências nas faixas de 460 MHz, 800 MHz e 900 MHz para o Serviço Limitado Móvel Privativo (SLMP) e Serviço Móvel Especializado (SME); • edição anual do Plano de Atribuição, Destinação e Distribuição de Faixas de freqüências no Brasil, e seu respectivo Quadro, aprovados pelo Conselho Diretor da Anatel, além da atividade contínua para manter atualizadas essas informações no portal da Agência na internet, imediatamente após a edição das resoluções e dos regulamentos anexos. Estudos
Uso temporário Radiação
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