Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Início do conteúdo da página


Ato nº 14011, de 21 de novembro de 2017

Publicado: Segunda, 05 Fevereiro 2018 11:12 | Última atualização: Segunda, 22 Abril 2019 10:36 | Acessos: 55
 

 

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no Boletim de Serviço Eletrônico em 5/2/2018.

 

O SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e

CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do Art. 19 da Lei n.º 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

CONSIDERANDO o Inciso II do Art. 9º do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução nº 242, de 30 de novembro de 2000;

CONSIDERANDO o Art. 1º da Portaria nº 419 de 24 de maio de 2013;

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.081725/2017-72;

RESOLVE:

Art. 1º  Aprovar os requisitos técnicos para avaliação da conformidade do produto "Multiplex de Acesso xDSL - DSLAM", conforme o Anexo I deste Ato.

Art. 2º  Este Ato entra em vigor na data de sua publicação no Boletim de Serviço Eletrônico da Anatel. 

VITOR ELISIO GOES DE OLIVEIRA MENEZES

 Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação  

 

ANEXO I

REQUISITOS TÉCNICOS PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DO PRODUTO MULTIPLEX DE ACESSO XDSL - DSLAM 

1. OBJETIVO

1.1. Estabelecer os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de Multiplexadores de Acesso xDSL - DSLAM junto à Agência Nacional de Telecomunicações.

2. REFERÊNCIAS NORMATIVAS

2.1. Rec. G.961 do ITU-T - Digital Transmission System on Metallic Local Lines for ISDN Basic Rate Access;

2.2. Rec. G.992.1 do ITU-T - Asymmetric digital subscriber line (ADSL) transceivers;

2.3. Rec. G. 992.2 do ITU-T - Splitterless asymmetric digital subscriber line (ADSL) transceivers;

2.4. Norma ANSI T1.413 Emissão 2;

2.5. Interface ATM UNI 3.1 – ATM Forum – Technical Committee;

2.6. ETR 080 do ETSI;

2.7. Requisitos Técnicos para Certificação de Equipamentos de Telecomunicações quanto aos Aspectos de Compatibilidade Eletromagnética

3. REQUISITOS TÉCNICOS PARA CERTIFICAÇÃO

3.1. Características elétricas da Interface RDSI-FE com o STFC - Camada 1 do Acesso Básico – lado rede

3.1.1. Requisito

3.1.1.1. Verificar a conformidade da interface U às especificações definidas na recomendação G.961, itens II-12 e II-13 do Apêndice II e aos seguintes requisitos:

a) As seguintes obervações são aplicáveis à recomendação G.961:

I - O item "3.4 - DLL Eletrical Characteristics" não se aplica;

II - O item "4 - System Performance" não se aplica;

III - O método de transmissão utilizado é o descrito no "Appendix II - Core requirements for a system using 2B1Q line code".

b) Características do Sinal na Recepção

I - O modem deve operar com uma taxa de erro (BER) menor ou igual a 10-7.

II - A taxa de erro especificada deve ser obtida quando o sistema operar em qualquer uma das seguintes configurações de linha:

  • Linha Tipo 1:

 

  • Linha Tipo 2:

 

 

  • Linha Tipo 3:

 

  • Linha Tipo 4:

 

III - As características de resistência/km, indutância/km e capacitância/km dos cabos que compõem as linhas Tipo 1 a Tipo 4, especificadas nestes requisitos, estão definidas nos requisitos técnicos para certificação relativos a cabos telefônicos.

IV - Condições de Degradação: o desempenho especificado deve ser obtido para cada uma das linhas apresentadas (Tipo 1 a Tipo 4), com o receptor do modem em avaliação configurado ora como MTL ora como MTR, e sujeito a ruído de paradiafonia e ruído metálico:

  • Paradiafonia:

  • a paradiafonia simulada deve ser introduzida no receptor do modem em teste. Esta é obtida a partir de uma fonte de ruído branco aleatório, modelada por meio de um filtro gaussiano calibrado;

  • a fonte interferente é modulada em frequência e estabelecida em um determinado nível de forma a simular a paradiafonia de 49 pares interferentes, que compõem um grupo de pares de cabo;

  • a densidade espectral de potência (dep) desta interferência é maior nas altas frequências (acima de 50 kHz) do que qualquer sinal 2B1Q padrão que atenda esta especificação.

  • após a aplicação de um modelo simplificado da paradiafonia para a densidade espectral de potência (dep) assumida de interferência, obtém-se a dep da paradiafonia que é dada pela equação 1, como sendo Pnext, e que está plotada no gráfico 1 que apresenta a dep para Paradiafonia Simulada para Teste do Sistema 2B1Q:

  • a equação a seguir representa a dep unilateralmente, por meio da integral de Pnext com relação a frequência que varia de 0 a infinito, fornecendo a potência em watts:

  • o modelo simplificado da paradiafonia é decrescente com inclinação de 15 dB/década e com atenuação de 57 dB em 80 kHz. É importante observar que Pnext tem nível significativo na faixa de 160 kHz, e ainda em frequências superiores. Todavia, um filtro imitador de faixa pode ser usado para limitar abruptamente a dep nas frequências acima de 320 kHz. O projeto deste filtro não é considerado neste documento;

  • a paradiafonia simulada deve ser aplicada num nível de tensão apropriado para não perturbar a impedância do cabo ou do transceptor;

  • a paradiafonia simulada dada pela equação apresenta dois termos "A" e "B", onde "A" representa a diafonia de 49 sinais interferentes e "B" é uma função de transferência de paradiafonia decrescente à 15 dB/década de frequência e com 57 dB de atenuação em 80 kHz;

  • para a linha do Tipo 1 a margem de ruído injetado deve ser -6 dB, para as linhas do Tipo 2 e 3 deve ser 0 dB e para a linha do Tipo 4 deve ser +6 dB.

Gráfico 1.

  • Ruído metálico: uma simulação de ruído por indução de linhas de energia elétrica (frequência 60 Hz e suas harmônicas) deve também ser introduzida no receptor do modem. O ruído deve consistir da combinação de quaisquer duas harmônicas, listadas na Tabela 1 abaixo, no nível de potência indicado na própria tabela.

Frequência (Hz)

Potência do tom (dBm em 135 ohms)

60

-47

180

-49

300

-59

420

-65

540

-70

660

-74

Tabela 1. 

3.2. Características de telealimentação da Interface RDSI-FE com o STFC - Camada 1 do Acesso Básico – lado rede

3.2.1. Requisito

a) A provisão de telealimentação para o TR1 e um terminal em situação de emergência é opcional para a interface U. Caso a central implemente esta função, o teste especificado pode ser aplicado. Este teste é baseado no item 10.5 da ETR 080 do ETSI.

b) A interface U com limitação fixa de corrente entre 40 mA e 55 mA deve prover a corrente de X mA (X dado na tabela 2 por pelo menos 1,5 segundo antes de desligar a alimentação fornecida.

c) A interface U sem limitação de corrente ou com limitação de corrente com valor acima de 55 mA não deve desligar a alimentação quando o circuito de teste da figura 1 é conectado.

3.2.2. Instrumentos de teste

a) Voltímetro CC;

b) Amperímetro CC;

c) Resistores e capacitores conforme a montagem de teste da figura 1.

3.2.3. Montagem de teste

Figura 1 - montagem para teste de características de telealimentação.

 

3.2.3.1. A tabela 2 determina os valores dos resistores e capacitor conforme a tensão de telealimentação fornecida pela interface U.

Tabela 2

3.2.4. Procedimento de ensaio

a) Interligar a montagem de teste conforme figura 1;

b) Medir a tensão e a corrente de telealimentação para situação da chave ligada e a telealimentação sendo fornecida.

3.3. Características funcionais da Interface RDSI-FE com o STFC - Camada 1 do Acesso Básico – lado rede

3.3.1. Requisito

a) Verificar se a interface U opera conforme o especificado, com relação às características de ativação e desativação dos acessos, indicações de falha, operação de canal EOC, tratamento do procedimento CRC12. Alguns dos bits especificados no multiquadro da interface U são opcionais e, neste caso, testes relativos a eles não são aplicáveis.

3.3.2. Instrumento de teste

a) Emulador/analisador de protocolos para acesso básico RDSI, equipado com interface U;

b) Simulador de linhas, capaz de simular as linhas especificadas para teste.

3.3.3. Montagem de teste

Figura 2: montagem para teste de características funcionais

3.3.4. Procedimento de ensaio

a) Conectar os equipamentos conforme a montagem especificada na figura 2;

b) Configurar a linha de teste no simulador de linhas;

c) A sequência detalhada na tabela 3 deve ser realizada, observando-se que funções relativas aos bits opcionais, caso não sejam suportadas pela interface em teste, não devem ser realizadas

Tabela 3: testes de características funcionais. 

3.4. Testes de desempenho da Interface RDSI-FE com o STFC - Camada 1 do Acesso Básico – lado rede

3.4.1. Requisito

a) A taxa de erro medida deve ser ≤ 10-7.

3.4.2. Instrumentos de teste

a) Emulador/analisador de protocolos para acesso básico RDSI, equipado com interface U(2);

b) Simulador de linhas, capaz de simular as linhas especificadas para teste.

3.4.3. Montagem de teste

Figura 3: montagem para teste de desempenho. 

3.4.4. Procedimento de ensaio

a) Conectar os equipamentos conforme montagem especificada;

b) Configurar a linha de teste no simulador de linhas e inserir as condições de degradação especificadas;

c) Gerar uma chamada do emulador do lado A para o emulador do lado B, conectados a duas interfaces de assinante RDSI da central em teste;

d) Transmitir um padrão pseudo-aleatório no canal B escolhido para a chamada, programar o emulador conectado ao lado B para receber este padrão;

e) Medir a taxa de erro de bit no canal de 64 kbit/s durante um tempo mínimo de 13 minutos;

f) Liberar a chamada e esperar desativar o acesso;

g) Repetir os itens b) e f) para cada uma das linhas especificadas.

3.5. Características elétricas da Interface RDSI-FE com o STFC - Camada 1 do Acesso Básico – lado usuário

3.5.1. Formato dos Pulsos na Saída de Transmissão

3.5.1.1. Requisito:

a) Verificar se os pulsos transmitidos pelo equipamento na Interface de Linha atendem à especificação. O teste verifica a conformidade em relação à máscara para os pulsos associados aos símbolos +3 e -3.

b) Tanto o pulso positivo quanto o negativo devem atender á máscara associada aos símbolos +3 e -3. Esta máscara é obtida multiplicando-se os níveis da máscara normalizada por 2,5 V.

3.5.1.2. Instrumentos de teste

a) Osciloscópio Digital com Memória.

3.5.1.3. Montagem de teste

Figura 4 - Teste do Formato dos Pulsos na Saída de Transmissão

3.5.1.4. Procedimento de ensaio

a) Configurar o equipamento para transmitir pulsos singulares (um a cada 1,5 milissegundo) na Interface de Linha. Se o equipamento for gerador de telealimentação, inibir geração da tensão de telealimentação;

b) Comparar a forma de onda do pulso de polaridade positiva e também do pulso de polaridade negativa com a máscara normalizada para pulsos de transmissão da Interface de Linha. As escalas de amplitude e tempo do osciloscópio devem ser, respectivamente, 500 mV/Div e 5 microssegundos/Div.

Observação: a máscara normalizada deve ser multiplicada por 2,5 V.

3.5.2. Espectro de potência do sinal transmitido

3.5.2.1. Requisito

a) Verificar se o espectro de potência do sinal transmitido pelo equipamento na Interface de Linha atende á especificação;

3.5.2.2. Instrumentos de teste

a) Analisador de Espectro.

3.5.2.3. Montagem de Teste

Figura 5 - Teste do Espectro de Potência do Sinal Transmitido

3.5.2.4. Procedimento de Teste

a) Configurar o equipamento para transmitir um sinal pseudo-aleatório com formatação de quadro e multiquadro na Interface de Linha. Se o equipamento for gerador de telealimentação, inibir geração da tensão de telealimentação;

b) Utilizar o analisador com uma entrada de alta impedância e nas seguintes condições:

  • RBW (RESOLUTION BANDWIDTH): 1 kHz;

  • VBW (VIDEO BANDWIDTH): 30 Hz;

  • ST (SWEEP TIME): 80 s;

  • IRG (INPUT RANGE): +20 dBm

c) Selecionar no analisador o modo de operação "SPECTRUM" e varredura logarítmica cobrindo a faixa de frequências de 1 kHz a 1 MHz;

d) Corrigir os valores em dBm fornecidos pelo analisador, para se ter valores em dBm/Hz referenciados à carga de 135 ohms, conforme Notas a seguir.

Notas:

1) Se as medidas em dBm do analisador forem referenciadas a uma carga Z diferente de 135 ohms, devem ser corrigidas para serem referenciadas a 135 ohms, de acordo com a correção a seguir:

Correção = 10.log(Z/135)

2) Para se ter valores em dBm/Hz, deve-se aplicar a seguinte fórmula de correção:
N=M+B+S
onde:
- N é o valor em dBm/Hz;
- M é o valor em dBm fornecido pelo analisador corrigido;
- B é o termo de correção devido ao valor de RBW utilizado, que no caso RBW = 1 kHz é -30 dB;
- S é o termo de correção de sensibilidade do detetor do analisador.

3.5.3. Potência Média do Sinal Transmitido

3.5.3.1. Requisito

a) Verificar se a potência média do sinal transmitido pelo equipamento na Interface de Linha, na faixa de 0 a 80 kHz, mantém-se entre 13,5 ± 0,5 dBm.

3.5.3.2. Instrumentos de teste

a) Medidor de Nível Seletivo.

3.5.3.3. 6.13 Montagem de Teste:

Figura 6 - Teste de Potência Média do Sinal Transmitido

3.5.3.4. Procedimento de Teste:

a) Configurar o equipamento para transmitir um sinal pseudo-aleatório com formatação de quadro e multiquadro na Interface de Linha. Se o equipamento for gerador de telealimentação, inibir geração da tensão de telealimentação;

b) Utilizar o medidor de nível seletivo com uma entrada de alta impedância, medindo na faixa de 0 a 100 kHz;

c) Corrigir o resultado obtido para se ter o valor em dBm referenciado à carga de 135 ohms, conforme Nota a seguir.

Nota:

Se a medida em dBm do medidor de nível seletivo for referenciada a uma carga 2 diferente de 135 ohms, deve ser corrigida para ser referenciada a 135 ohms, de acordo com a correção a seguir:

Correção = 10 log (2/135)

3.5.4. Perda de retorno

3.5.4.1. Requisito

a) Verificar se a perda de retomo do equipamento na Interface de Linha, em relação à impedância nominal de 135 ohms, atende à especificação.

b) A magnitude da perda de retorno, para cada frequência em kHz, deve ser maior que os seguintes valores:

Frequência

Magnitude Mínima

1 kHz a 10 kHz

20.log(f) dB

10 kHz a 25 kHz

20 dB

25 kHz a 200 kHz

20.log(250/f) dB

3.5.4.2. Instrumentos de teste

a) Medidor de Nível Seletivo;

b) Gerador de Sinal;

v) Ponte de Reflexão (vide Figura 7).

3.5.4.3. Montagem de Teste

Figura 7 - Teste de Perda de Retorno

3.5.4.4. Procedimento de Teste:

a) Colocar o equipamento no estado inativo;

b) Utilizar o medidor de nível seletivo com uma entrada de alta impedância e o gerador de sinal com saída de impedância nula;

c) Desconectar o equipamento da terminação A da ponte de reflexão mostrada na Figura 7. Colocar a terminação A da ponte de reflexão em curto-circuito e ajustar o nível do sinal senoidal, injetado pelo gerador, para que na terminação B da ponte de reflexão seja medido o nível de tensão de 0 dB;

d) Retirar o curto-circuito da terminação A da ponte de reflexão e conectá-la ao equipamento. Medir o nível da tensão na terminação B em relação ao nível do sinal injetado na terminação C, calibrado conforme procedimento anterior. A perda de retorno é numericamente igual ao valor em dB da relação entre o valor da tensão medida na terminação B, quando a terminação A está em curtocircuito, e o valor da tensão medida na terminação B, quando a terminação A está conectada ao equipamento;

e) Repetir os procedimentos anteriores em valores de frequência entre 1 kHz e 200 kHz. Realizar as medidas pelo menos nas seguintes frequências: 1kHz, 2kHz, 5 kHz, 8 kHz, 10 kHz, 12 kHz, 15 kHz, 18 kHz, 20 kHz, 25 kHz, 50 kHz, 75 kHz, 100 kHz, 150 kHz e 200 kHz.

3.5.5. Tensão Longitudinal de Saída

3.5.5.1. Requisito

a) Verificar se a tensão longitudinal de saída do equipamento na Interface de Linha atende à especificação.

b) O nível da tensão longitudinal em RMS medido em qualquer largura de faixa de 4 kHz, com uma média temporal de I segundo, deve ser:

  • menor do que -50 dBv na faixa de frequências de 100 Hz a 170 kHz;

  • menor do que -80 dBv na faixa de frequências de 170 kHz a 270 kHz.

3.5.5.2. Instrumentos de teste

a) Analisador de Espectro;

b) Ponte de Balanceamento (vide Figura 8).

3.5.5.3. Montagem de Teste:

Figura 8 - Teste de Tensão Longitudinal de Saída

3.5.5.4. Procedimento de Teste.

a) Configurar o equipamento para transmitir um sinal pseudo-aleatório com formatação de quadro e multiquadro na Interface de Linha. Se o equipamento for gerador de telealimentação, inibir geração da tensão de telealimentação. O terra de referência para o teste deve ser o fio terra do equipamento, caso esteja ligado. Caso contrário, deve ser utilizado o terra da placa digital do equipamento.

b) Utilizar o analisador com uma entrada de alta impedância e nas seguintes condições:

  • RBW (RESOLUTION BANDWIDTH): 1 kHz;

  • VBW (VIDEO BANDWIDTH): 3 Hz;

  • ST (SWEEP TIME): 250 s;

  • IRG (INPUT RANGE): 0dBm

c) Selecionar no analisador o modo de operação "LEVEL" e varredura linear cobrindo a faixa de freqüências de 1 kHz a 251 kHz. Isto resulta em 250 medidas, cada uma em uma frequência espaçada de 1 kHz de sua predecessora e sucessora;

d) Medir com o analisador o nível de potência do sinal que resulta sobre a carga longitudinal de teste (resistor de 100 ohms em série com o capacitor de 0,15 uF) em qualquer largura de faixa de 4 kHz na faixa de frequências de 1 kHz a 251 kHz. Para se ter a medida numa largura de faixa de 4 kHz qualquer, é necessário somar 4 medidas consecutivas fornecidas pelo analisador, conforme Notas a seguir.

Notas:

1) Se as medidas do analisador forem referenciadas a uma carga Z diferente de 135 ohms, devem ser corrigidas para serem referenciadas a 135 ohms, de acordo com a correção a seguir:

Correção = 10.log(Z/135).

2) Para medir o nível do sinal longitudinal numa largura de faixa de 4 kHz deve-se selecionar adequadamente o valor de RBW (Resolution Bandwidth) do analisador. RBW determina a largura de faixa de 3 dB do filtro seletivo sintonizável do analisador, na saída do qual é feita a decteção do nível do sinal. De modo geral, RBW pode assumir valores que são múltiplos de dez dos valores 1 e 3 (3 Hz, 10 Hz, 30 Hz, 100 Hz, 300 Hz, etc.). Neste caso deve-se medir o nível de sinal longitudinal com RBW igual a 1 kHz em quatro pontos consecutivos de frequência espaçados de 1 kHz. A potência em uma largura de faixa de 4 kHz é aproximadamente igual a soma dos quatro valores consecutivos medidos em larguras de faixa de 1 kHz.

3) Para aproximar o efeito de tomar-se o nível do sinal longitudinal numa média temporal de 1 segundo como estabelece a especificação, deve-se ajustar VBW (Video Bandwidth) do analisador para um valor menor ou igual a 10 Hz. O controle VBW determina a largura de faixa de 3 dB do filtro (de suavização) de vídeo, localizado depois do detetor do nível do sinal.

4) Para se obter os valores em dBv, deve-se aplicar a seguinte fórmula de correção:

V=M-8,7dBv

onde:

- V é o valor do nível do sinalem dBv;

- M é o valor em dBm fornecido pelo analisador corrigido;

- 8,7 é o termo de correção para a impedância de 135 ohms.

e) Repetir os dois procedimentos anteriores, mas colocando a faixa de frequências de varredura do analisador entre 20 kHz e 270 kHz. Realizar as medidas entre 250 kHz e 270 kHz.

3.5.6. Grau de desequilíbrio

3.5.6.1. Requisito

a) Verificar se o grau de desequilíbrio do equipamento na Interface de Linha atende à especificação.

b) O grau de desequilíbrio deve ser:

  • maior do que 60 dB para frequências até 4 kHz;

  • maior do que 55 dB para frequências na faixa de 4 kHz a 160 kHz.

3.5.6.2. Instrumental de Teste:

a) Medidor de Nível Seletivo;

b) Gerador de Sinal;

c) Ponte de Balanceamento (vide Figura 9).

3.5.6.3. Montagem de Teste:

Figura 9 - Teste de Grau de Desequilíbrio

3.5.6.4. Procedimento de Teste:

a) Colocar o equipamento no modo inativo. O terra de referência para o teste deve ser o fio terra do equipamento, caso esteja ligado. Caso contrário, deve ser utilizado o terra da placa digital do equipamento;

b) Utilizar o medidor de nível seletivo com uma entrada de alta impedância e o gerador de sinal com saída de impedância nula. A tensão EL deve ser aplicada e medida em relação ao terra de referência. O nível desta tensão deve ser de 1 V RMS;

c) Injetar um sinal senoidal longitudinal cuja tensão EL é 1 V RMS e medir a tensão transversal resultante VT, que nesta situação é o valor do grau de desequilíbrio. Isto deve ser executado nas seguintes frequências: 1kHz, 2 kHz, 4 kHz, 10 kHz, 20 kHz, 40 kHz, 80 kHz, 100 kHz, 130 kHz e 160 kHz.

3.6. Características de desempenho da Interface RDSI-FE com o STFC - Camada 1 do Acesso Básico – lado usuário

3.6.1. Requisito:

a) Verificar se o desempenho do equipamento na Interface de Linha atende à especificação.

b) A taxa de erro deve ser menor ou igual a 10-7.

3.6.2. Instrumentos de teste

a) Simulador de Linhas;

b) Analisador de Dados;

c) Emulador com Interface U e Simulação de Protocolo LAP-D.

3.6.3. Montagem de Teste:

Figura 10 - Teste de Desempenho

3.6.4. Procedimento de ensaio

a) Utilizar uma interface do equipamento para conectar ao analisador;

b) Programar o modo de operação do analisador para operar conforme interface disponível do equipamento;

c) Programar o modo de operação do emulador (modo TR para equipamento do tipo MTL e modo TL para equipamento do tipo MTR) e fechar loop;

d) Configurar a linha de teste no simulador de linhas e inserir as condições de degradação especificadas no documento pertinente ao equipamento;

e) Ativar a Interface de Linha via emulador e medir a taxa durante 13 minutos;

f) Repetir os procedimentos anteriores para cada uma das linhas especificadas e para cada interface do equipamento.

3.7. Quando houver interface ATM

3.7.1. Requisito

a) Conformance Abstract Test Suite for UNI 3.1 ATM Layer of End System da Referência Normativa 2.5;

b) Conformance Abstract Test Suite for UNI 3.1 ATM Layer of Intermediate Systems da Referência Normativa 2.5;

c) Conformance Abstract Test Suite for the ATM Adaptation Layer Type 5 Common Part. (Part 1) da Referência Normativa 2.5.

3.8. Requisitos aplicáveis às interfaces xDSL

3.8.1. Requisito

a) Referenciar os requisitos vigentes para avaliação da conformidade técnica modem digital xDSL, no que for aplicável.

3.9. Compatibilidade eletromagnética

3.9.1. Requisito

a) Aplicar, na integra, aquilo que for aderente ao produto, os requisitos técnicos vigentes relativos à Compatibilidade Eletromagnética.

3.10. Condições ambientais de teste

3.10.1. Requisito

a) A realização dos testes em câmara climática deve obedecer o ciclo de temperatura/umidade e o grau de severidade definidos nos requisitos vigente referentes a Condições e Ensaios Ambientais Aplicáveis a Produtos para Telecomunicação.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

4.1. Os procedimentos de ensaio não discriminados serão objeto de estruturação pelos laboratórios avaliados pelos OCD.

4.2. Os procedimentos para a coleta de amostras quando não tratados nos documentos normativos, serão definidos entre os OCD, laboratórios de ensaios e fabricantes.

4.3. As amostras dos produtos a serem certificados deverão estar acompanhadas de uma declaração do fabricante, indicando terem sido coletadas na produção.

Fim do conteúdo da página