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Ato nº 14747, de 15 de dezembro de 2017

Publicado: Terça, 06 Fevereiro 2018 11:15 | Última atualização: Terça, 23 Abril 2019 14:46 | Acessos: 73
 

 


Observação
: Este texto não substitui o publicado no Boletim de Serviço Eletrônico em 06/02/2018.

 

O SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e

CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do Art. 19 da Lei nº 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

CONSIDERANDO o Inciso II do Art. 9º do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução nº 242, de 30 de novembro de 2000;

CONSIDERANDO o Art. 1º da Portaria nº 419 de 24 de maio de 2013;

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.085144/2017-18;

RESOLVE:

Art. 1º  Aprovar os requisitos técnicos para avaliação da conformidade dos produtos Terminal de Linhas Ópticas e Terminal de Linhas Ópticas com Multiplex Integrado, conforme o Anexo I deste Ato.

Art. 2º  Este Ato entra em vigor na data de sua publicação no Boletim de Serviço Eletrônico da Anatel.

VITOR ELISIO GOES DE OLIVEIRA MENEZES

Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação

 

ANEXO I

REQUISITOS TÉCNICOS PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DOS PRODUTOS TERMINAL DE LINHAS ÓPTICAS E TERMINAL DE LINHAS ÓPTICAS COM MULTIPLEX INTEGRADO

1. OBJETIVO

1.1. Estabelecer os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de Terminais de Linhas Ópticas e Terminais de Linhas Ópticas com Multiplex Integrado junto à Agência Nacional de Telecomunicações.

2. REFERÊNCIAS NORMATIVAS

2.1. ITU-T Rec. G.703 (10/98): Physical/electrical characteristics of hierarchical digital interfaces;

2.2. ITU-T Rec. V.35 (edição de 1984): Data transmission at 48 kbit/s using 60-108 kHz group band circuits.

3. REQUISITOS TÉCNICOS PARA CERTIFICAÇÃO

3.1. Teste sistêmico

3.1.1. Os equipamentos devem ser fornecidos, em pares, configurados ponto a ponto e separados por um lance de fibra em série com um atenuador óptico, tal que o comprimento do lance de fibra esteja abaixo, mas próximo do valor máximo
de operação especificado pelo fabricante com atenuação menor ou igual a 0,40 dB/km para cumprimento de onda de 1300 nm.

3.1.2. No Teste Sistêmico mede-se a taxa de erros (BER) com os terminais operando na taxa de transmissão especificada pelo fabricante.

3.1.3. Durante o Teste Sistêmico mede-se a Distância Máxima de Transmissão entre dois terminais, mantendo o BER abaixo do valor especificado.

3.1.4. Este teste também é chamado de Teste de Sensibilidade de Recepção a uma taxa de erro (BER) abaixo do valor especificado pelo fabricante.

3.2. Características Ópticas

3.2.1. Comprimento de Onda do sinal óptico de saída do terminal, que deve estar entre 1275 e 1335 nm;

3.2.2. Estabilidade do Comprimento de Onda do sinal de saída ao longo do tempo, que deve permanecer estável e que é verificado ao longo dos testes, num período de 168 horas. O mesmo se aplica a terminais especificados para operarem em 1550 nm e a faixa de operação dos lasers deve estar entre 1525 a 1570 nm. Um terminal que apresente variações de comprimento de onda superiores a 2 nm durante o teste é considerado instável.

3.2.3. Largura Espectral do sinal óptico de saída do terminal, que deve ser inferior 7,0 nm, medido a meia altura, nos terminais ópticos que utilizam laser e a Estabilidade da Largura Espectral durante o mesmo período também é avaliada, sendo considerado estável os terminais que mantém a Largura Espectral. No caso de terminal que usam LEDs a Largura Espectral medida pode ser até 75 nm.

3.2.4. A Potência Óptica de Saída na porta de saída óptica do terminal, que deve ser entre 0dBm a -15dBm.

3.2.5. A Estabilidade de Potência de Saída Óptica durante as medidas, não deve ultrapassar a ± 2 dB. Nos terminais que utilizam LED, a potência de saída deve ser da ordem de -14dBm até -19dBm.

3.2.6. A Razão de Extinção Óptica da portadora deve ser superior a 20 dB, medido numa janela de 10 nm. A Razão de Extinção Elétrica do sinal elétrico detectado, mede-se comparando o nível de sinal detectado correspondente ao dígito "um" com o nível de sinal detectado correspondente ao dígito "zero". E que deve ser superior a 10 dB.
Observação:

Para equipamentos que fazem uso de transmissão de sinais com protocolo Ethernet, até 1 Gb/s, no requisito técnico “Razão de Extinção Elétrica” poderá ser adotado valor superior a 6 dB.

3.2.7. Perda de retorno deve ser < -20dB em todas as portas ópticas.

3.3. Desempenho

3.3.1. Requisito

a) A taxa de erro medida entre a entrada de qualquer sinal digital e a sua respectiva saída com o “loop” na interface de maior velocidade, deve ser menor ou igual a 10-10.

3.3.2. Procedimento de ensaio

a) Se o terminal tiver interface G.703, realizar o ensaio com aplicação de “jitter” conforme ITU-T Rec. G.703 (10/98).

3.4. Quando possuir interface à 64 kbit/s

3.4.1. Requisito

a) Item 4.2 da Recomendação ITU-T G.703 (10/98).

3.5. Quando possuir interface V.35

3.5.1 Requisito

a) Item 10 da Recomendação ITU-T Rec. V.35 (edição de 1984).

b) Anexo II da Recomendação ITU-T Rec. V.35 (edição de 1984).

3.6. Interface elétrica do multiplexador integrado

3.6.1. Requisito

a) Os requisitos funcionais para a parte relacionada à multiplexação do equipamento terminal de linha óptica com multiplex integrado devem ser os mesmos do multiplex PDH no que for aplicável.

3.7. Compatibilidade eletromagnética

3.7.1. Requisito:

a) Utilizar, na integra, aquilo que for aderente ao produto, os requisitos técnicos vigentes relativos à Compatibilidade Eletromagnética.

3.7.2. Procedimento de ensaio:

a) Aplicar os procedimentos definidos nos requisitos técnicos vigentes relativos  à Compatibilidade Eletromagnética.

4. ORIENTAÇÕES FINAIS

4.1. Os procedimentos de ensaios não discriminados serão objeto de estruturação pelos laboratórios avaliados pelos OCD.

4.2.  Os procedimentos para a coleta de amostras quando não tratados nos documentos normativos, serão definidos entre os OCD, laboratórios de ensaios e fabricantes. As amostras, do produto a ser certificado, deverão vir acompanhadas de uma declaração do fabricante, indicando terem sido coletadas na produção.

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