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Ato nº 939, de 08 de fevereiro de 2018

Publicado: Sexta, 09 Fevereiro 2018 15:40 | Última atualização: Quarta, 03 Julho 2019 11:21 | Acessos: 465
 

 

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no Boletim de Serviço Eletrônico em 9/2/2018, retificado em 18/1/2019.

 

O SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e

CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do Art. 19 da Lei n.º 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

CONSIDERANDO o Inciso II do Art. 9º do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000;

CONSIDERANDO o Art. 1º da Portaria nº 419 de 24 de maio de 2013;

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.009149/2016-55,

RESOLVE:

Art. 1º  Aprovar os requisitos técnicos para avaliação da conformidade de Antena de Estação Terrena, conforme o Anexo I deste Ato.

Art. 2º Este Ato entra em vigor no dia 12 de fevereiro de 2018.

VITOR ELISIO GOES DE OLIVEIRA MENEZES

Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação

 

 ANEXO I

REQUISITOS TÉCNICOS PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DE ANTENA DE ESTAÇÃO TERRENA

 

1. OBJETIVO

1.1. Este documento tem por objetivo estabelecer os requisitos técnicos gerais e específicos mínimos para avaliação da conformidade de antena de transmissão utilizada em estação terrena que opere com satélites geoestacionários.

2. ABRANGÊNCIA

2.1. Este documento se aplica a antena de estação terrena, operando com satélites geoestacionários, com ganho acima ou igual a 25 dBi.

2.2. Os presentes requisitos técnicos abrangem, também, as antenas estabilizadas utilizadas em estações terrenas transmitindo para satélites geoestacionários e aquelas utilizadas em estações de rastreio, telemetria, controle, monitoração e de acesso transmitindo para satélites não geoestacionários, salvo em situações excepcionais justificadamente demonstradas, sendo objeto de análise da Agência.

3. REFERÊNCIAS

3.1. IEEE STD 149-1979 – IEEE Standard Test Procedures for Antennas.

4. DEFINIÇÕES

4.1. Ângulo Teta Inicial (θini): é o maior ângulo, expresso em graus, entre 4,5º e o ângulo θ correspondente ao valor de 198,36 θ/D (limite entre o primeiro e o segundo lóbulo secundário); 

4.2. Ângulo Teta mínimo (θmin): maior ângulo, expresso em graus, entre 1°  e 100° θ/D; 

4.3. Antena: dispositivo para, em sistemas de telecomunicações, radiar ou captar ondas eletromagnéticas no espaço. Pode incluir qualquer circuito que a ela esteja mecanicamente incorporado; 

4.4. Área da Abertura: área formada pela projeção do perímetro da antena sobre um plano perpendicular ao eixo da antena; 

4.5. Antena Isotrópica: antena hipotética cuja intensidade de radiação é uniforme para todas as direções do espaço; 

4.6. Antenas Estabilizadas: Caracteriza-se pela antena que mantém suas características operacionais quando em mobilidade;

4.7. Antena “offset”: antena refletora não simétrica;

4.8. Antena Simétrica: antena refletora em que o refletor principal é constituído por uma superfície de revolução, tendo como eixo a direção para a qual o ganho é máximo; 

4.9. Antena Transportável: Caracteriza-se pela antena que dispõe de recursos e facilidades para seu transporte e para múltiplas instalações ou reinstalações, não opera em mobilidade.

4.10. Comprimento de Onda (θ): razão entre a velocidade da luz no espaço livre e a frequência de operação da antena; 

4.11. Diagrama de Radiação: diagrama representando a densidade de potência radiada pela antena, em um dado plano, a uma distância constante da antena, em função de um ângulo medido a partir de uma direção de referência, para uma dada polarização do campo elétrico. Para efeito desta norma, consideram-se os diagramas de radiação descritos em função de sistema de coordenadas esféricas;

4.12. Diagrama de Radiação em Polarização Co-polar: diagrama de radiação para a polarização co-polar do campo elétrico;

4.13. Diagrama de Radiação em Polarização Cruzada: diagrama de radiação para a polarização cruzada do campo elétrico; 

4.14. Eixo da Antena: direção para a qual o ganho da antena é máximo; 

4.15. Envoltória do Ganho: curva em relação à qual o ganho deverá ter valores menores ou iguais para qualquer ângulo de radiação; 

4.16. Erro de Apontamento: valor médio quadrático do ângulo, medido em graus, formado pela direção de apontamento desejada e a direção de máxima radiação; 

4.17. Potência equivalente isotropicamente radiada (EIRP): Potência entregue a uma antena, multiplicada pelo ganho da antena em relação a uma antena isotrópica, numa determinada região.

4.18. Família de Antenas: conjunto de modelos de antenas, de um mesmo fabricante, com a mesma polarização, a mesma faixa de frequências, e com elementos constitutivos de mesma natureza; 

4.19. Ganho: razão entre a intensidade de radiação em uma dada direção e a intensidade de radiação de uma antena isotrópica, para uma mesma potência incidente na entrada das duas antenas. Quando não especificado de outra forma, o ganho refere-se à direção em que é máximo;

4.20. Ganho Mínimo (Gmin): menor valor do ganho na direção do eixo, dentro da faixa de frequências de operação da antena; 

4.21. Ganho Relativo: razão entre o ganho da antena em uma dada direção e o ganho na direção do eixo; 

4.22. Intensidade de Radiação: potência radiada por unidade de ângulo sólido, em uma dada direção; 

4.23. Largura de Feixe: faixa angular dentro da qual o diagrama de radiação em polarização co-polar apresenta valores maiores ou iguais a 3 dB em relação ao seu valor máximo;

4.24. Largura de Feixe de 1 dB: faixa angular dentro da qual o diagrama de radiação em polarização co-polar apresenta valores maiores ou iguais a 1 dB em relação ao seu valor máximo;

4.25. Lóbulo Lateral: lóbulos de radiação existentes, excetuando-se o lóbulo principal;

4.26. Lóbulo Principal: lóbulo de radiação que contém a direção de máximo ganho da antena; 

4.27. Perda de inserção da antena: É assumida como sendo a perda de inserção do alimentador dada pela relação, expressa em dB, entre a potência existente na sua porta de alimentação e a potencia encontrada na porta de saída do sistema alimentador (ou elemento radiante primário). A perda de inserção total do sistema alimentador é o somatório da perda ôhmica que ocorre nos respectivos materiais condutores e dielétricos, da perda que ocorre devido ao descasamento da antena, e da perda devida a fuga e vazamento indesejável de sinal de radiofrequência; 

4.28. Plano E: plano que contém o vetor campo elétrico, para pontos de observação na direção de máxima radiação, e a direção de máxima radiação. Definição válida apenas para antenas com polarização linear; 

4.29. Plano H: plano perpendicular ao plano E. Definição válida apenas para antenas com polarização linear; 

4.30. Plano 45°: plano que forma um ângulo de 45° com os planos E e H. Definição válida apenas para antenas com polarização linear; 

4.31. Polarização de uma Antena: polarização do campo elétrico que contém a maior parte da energia radiada, na direção de máxima radiação; 

4.32. Polarização Co-polar: para a direção do eixo, é a polarização idêntica à polarização da antena; para outras direções, é a polarização do campo elétrico recebido através da medida do diagrama de radiação, mantendo-se inalterada a polarização da antena transmissora durante a medida do diagrama;

4.33. Polarização Cruzada: para antenas com polarização linear, é a polarização do campo elétrico ortogonal à polarização co-polar; para antenas com polarização circular, é a polarização circular com sentido de rotação oposto ao definido para a polarização co-polar;

4.34. Regiões de Transbordamento: regiões angulares do diagrama de radiação nas quais ocorrem os transbordamentos da iluminação nos refletores da antena. Definição válida apenas para antenas refletoras; 

4.35. Regiões de Cáustica: regiões angulares do diagrama de radiação onde se concentram os raios produzidos por espalhamento nas bordas dos refletores da antena. Definição válida apenas para antenas refletoras; 

4.36. Ventos de Sobrevivência: ventos cuja velocidade é a máxima que a antena pode suportar sem a ocorrência de deformações e outras avarias que alterem permanentemente as suas características elétricas; 

4.37. Ventos Operacionais: ventos cuja velocidade é a máxima que a antena pode suportar sem que o seu eixo sofra desvios angulares maiores que 15% da largura de feixe.

5. CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS

5.1. Ganho Mínimo

5.1.1 O valor nominal do ganho mínimo e a porta de referência utilizada na determinação deste parâmetro deverão ser informados pelo fabricante.

5.1.2 No caso da antena possibilitar diversas opções de configurações de número de portas, diplexers e polarizações, o ganho deve ser referenciado à porta de entrada da corneta, e deverão ser informadas as perdas de inserção de cada configuração opcional.

5.1.3. O valor medido desse ganho não deverá diferir do valor nominal informado por mais de 0,5 dB.

5.2. Envoltória do Ganho em Polarização Co-polar

5.2.1.  A envoltória do ganho, em polarização co-polar, para direções compreendidas entre θmin e 180°, é dada pelas relações detalhadas na Tabela 1, com os critérios de tolerância do item 5.4.

Tabela 1 

5.3. Envoltória do Ganho em Polarização Cruzada

5.3.1. As envoltórias do ganho em Polarização Cruzada, para antenas operando em Polarização Linear em frequências menores ou iguais a 17 GHz, são dadas pelas relações detalhadas na Tabela 2 abaixo, com os critérios de tolerância do item 5.4.

Tabela 2 

5.3.2. As envoltórias do ganho em Polarização Cruzada, para antenas operando em Polarização Linear na faixa de frequências compreendida entre 17 e 31 GHz, são dadas pelas relações detalhadas na Tabela 3 abaixo, com os critérios de tolerância do item 5.4.

Tabela 3 

5.3.3. As envoltórias do ganho de Polarização Cruzada, para antenas operando em Polarização Circular em frequências menores ou iguais a 7,075 GHz, são dadas pelas relações detalhadas na Tabela 4 abaixo, com os critérios de tolerância do item 5.4.

Tabela 4 

5.3.4. As envoltórias do ganho de Polarização Cruzada, para antenas operando em Polarização Circular na faixa de frequências compreendida entre 7,075 e 12,7 GHz, são dadas pelas relações detalhadas na Tabela 5 abaixo, com os critérios de tolerância do item 5.4.

Tabela 5 

5.3.5.  As envoltórias do ganho de Polarização Cruzada, para antenas operando em Polarização Circular nas faixas de frequências compreendida entre 12,7 e 17 GHz, são dadas pelas relações detalhadas na Tabela 6 abaixo, com os critérios de tolerância do item 5.4.

Tabela 6 

5.3.6. As envoltórias do ganho de Polarização Cruzada, para antenas operando em Polarização Circular na faixa de frequências compreendida entre 17 e 31 GHz, são dadas pelas relações detalhadas na Tabela 7 abaixo, com os critérios de tolerância do item 5.4.

Tabela 7 

5.4. Critérios de Tolerância para a Envoltória do Ganho

5.4.1. Para verificação de critérios de tolerância referentes à envoltória do diagrama de radiação entre θmin e θini, será considerado no ângulo de análise o Ganho Médio, calculado da média aritmética dos valores de ganho dos diagramas de transmissão da antena nos diversos semi-planos de cada polarização ortogonal e para cada frequência. O Ganho Médio, expresso em dBi, na frequência f e polarização p, para um determinado ângulo θ, é obtido por:

5.4.1.1. Para um determinado ângulo θ, qualquer dos valores absolutos de ganho a serem considerados para o cálculo do Ganho Médio não poderá estar mais do que 1,5 dB acima do nível da envoltória do diagrama de radiação, para aquele mesmo ângulo.

5.4.2. Para verificação dos critérios de tolerância para a envoltória do diagrama de radiação para ângulos superiores a θini, serão considerados os valores de ganho dos diagramas de transmissão da antena em cada semi-plano de cada polarização ortogonal e para cada frequência.

5.4.3. As tolerâncias para as envoltórias do ganho em Polarização Co-polar, para antenas operando  em frequências menores ou iguais a  8,4 GHz, são dadas pelas relações detalhadas na Tabela 8 abaixo.

Tabela 8

5.4.4. As tolerâncias para as envoltórias do ganho em Polarização Co-polar, para antenas operando na faixa de frequências compreendida entre 8,4 e 17 GHz, são dadas pelas relações detalhadas na Tabela 9 abaixo.