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Resolução nº 399, de 15 de abril de 2005

Publicado: Quarta, 20 Abril 2005 10:00 | Última atualização: Segunda, 04 Fevereiro 2013 13:27 | Acessos: 2149
 

Aprova Norma para Certificação e Homologação de Conectores para Cabos Coaxiais.

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no DOU de 20/04/2005.

 

O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 22 da Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, e pelo art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, aprovado pelo Decreto nº 2.338, de 7 de outubro de 1997;

CONSIDERANDO os comentários recebidos em decorrência da Consulta Pública n.º 556, de 20 de agosto de 2004, publicada no Diário Oficial da União de 24 de agosto de 2004;

CONSIDERANDO que, de acordo com o que dispõe o inciso I do Art. 214, da Lei n.º 9.472, de 1997, cabe à Anatel editar regulamentação em substituição aos regulamentos, normas e demais regras em vigor;

CONSIDERANDO deliberação tomada em sua Reunião n.º 338, realizada em 23 de março de 2005;

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Norma para Certificação e Homologação de Conectores para Cabos Coaxiais, na forma do Anexo a esta Resolução.

Art. 2º Determinar que, após 120 (cento e vinte) dias da data de publicação desta Resolução, o cumprimento das disposições contidas na Norma para Certificação e Homologação de Conectores para Cabos Coaxiais tornar-se-á compulsório.

Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

ELIFAS CHAVES GURGEL DO AMARAL
Presidente do Conselho

ANEXO À RESOLUÇÃO Nº 399, DE 15 DE ABRIL DE 2005

NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE CONECTORES PARA CABOS COAXIAIS

1. Objetivo

Esta norma estabelece os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade dos conectores para cabos coaxiais, para efeito de certificação e homologação pela Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel.

2. Abrangência

Esta norma aplica-se aos conectores para cabos coaxiais de 50 Ohms ou de 75 Ohms, utilizados para transmissão de sinais de telecomunicações.

3. Referências

Para fins desta norma, são adotadas as seguintes referências:

I – Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução nº 242 da Anatel, de 30 de novembro de 2000;
II – IEC 61169-1 (1998-01) – Radio-frequency connectors – Part 1: Generic specification – General requirements and measuring methods;
III – IEC 60169-29 (1995-07) – Radio-frequency connectors – Part 29: Miniature R.F. coaxial connectors with screw, push-pull and snap-on coupling or slide-in rack and panel applications; Characteristic impedance 50 Ohms (Type 1,0/2,3);
IV – IEC 60169-13 (1976-01) – Radio-frequency connectors – Part 13: R. F. coaxial connectors with inner diameter of outer conductor 5.6 mm (0.22 in) – Characteristc impedance 75 Ohms (Type 1.6/5.6) – Characteristic impedance 50 Ohms (Type 1.8/5.6) with similar mating dimensions;
V – IEC 60169-13 Amendment 1 (1996-03) – Radio-frequency connectors – Part 13: R. F. coaxial connectors with inner diameter of outer conductor 5.6 mm (0.22 in) – Characteristc impedance 75 Ohms (Type 1.6/5.6) – Characteristic impedance 50 Ohms (type 1.8/5.6) with similar mating dimensions;
VI – IEC 60169-16 (1982-01) – Radio-frequency connectors – Part 16: R. F. coaxial connectors with inner diameter of outer conductor 7 mm (0.276 in) with screw coupling – Characteristc impedance 50 Ohms (75 ohms) (Type N);
VII – IEC 60169-16 Amendment 1 (1996-03) – Radio-frequency connectors – Part 16: R. F. coaxial connectors with inner diameter of outer conductor 7 mm (0.276 in) with screw coupling – Characteristc impedance 50 Ohms (75 Ohms) (Type N);
VIII – IEC 60169-8 (1978-01) – Radio-frequency connectors – Part 8: R. F. coaxial connectors with inner diameter of outer conductor 6.5 mm (0.256 in) with bayonet lock – Characteristc impedance 50 Ohms (Type BNC);
IX – IEC 60169-8 Amendment 1 (1996-03) – Radio-frequency connectors – Part 8: R. F. coaxial connectors with inner diameter of outer conductor 6.5 mm (0.256 in) with bayonet lock – Characteristc impedance 50 Ohms (Type BNC);
X – IEC 60169-8 Amendment 2 (1997-11) – Radio-frequency connectors – Part 8: R. F. coaxial connectors with inner diameter of outer conductor 6.5 mm (0.256 in) with bayonet lock – Characteristc impedance 50 Ohms (Type BNC);
XI – IEC 60169-28 (1994-02) – Radio-frequency connectors – Part 28: Radio-frequency coaxial connectors with inner diameter of outer conductor of 5.6 mm (0.220 in) with snap-on coupling – Characteristic impedance 75 Ohms;
XII – IEC 60169-15 (1979-01) – Radio-frequency connectors – Part 15: R. F. coaxial connectors with inner diameter of outer conductor 4.13 mm (0.163 in) with screw coupling – Characteristic impedance 50 Ohms;
XIII – IEC 60169-15 Amendment 1 (1996-02) – Radio-frequency connectors – Part 15: R. F. coaxial connectors with inner diameter of outer conductor 4.13 mm (0.163 in) with screw coupling – Characteristic impedance 50 Ohms (Type SMA);
XIV – IEC 60169-10 (1983-01) – Radio-frequency connectors – Part 10: R. F. coaxial connectors with inner diameter of outer conductor 3 mm (0.12 in) with snap-on coupling – Characteristic impedance 50 Ohms (Type SMB);
XV – IEC 60169-10 Amendment 1 (1986-01) – Radio-frequency connectors – Part 10: R. F. coaxial connectors with inner diameter of outer conductor 3 mm (0.12 in) with snap-on coupling – Characteristic impedance 50 Ohms (Type SMB);
XVI – IEC 60169-10 Amendment 2 (1996-03) – Radio-frequency connectors – Part 10: R. F. coaxial connectors with inner diameter of outer conductor 3 mm (0.12 in) with snap-on coupling – Characteristic impedance 50 Ohms (Type SMB);
XVII – IEC 60169-9 (1978-01) – Radio-frequency connectors – Part 9: R. F. coaxial connectors with inner diameter of outer conductor 3 mm (0.12 in) with screw coupling – Characteristic impedance 50 Ohms (Type SMC);
XVIII – IEC 60169-9 Amendment 1 (1996-03) – Radio-frequency connectors – Part 9: R. F. coaxial connectors with inner diameter of outer conductor 3 mm (0.12 in) with screw coupling – Characteristic impedance 50 Ohms (Type SMC);
XIX – IEC 60169-17 (1980-01) – Radio-frequency connectors – Part 17: R. F. coaxial connectors with inner diameter of outer conductor 6.5 mm (0.256 in) with screw coupling – Characteristic impedance 50 Ohms (Type TNC);
XX – IEC 60169-17 Amendment 1 (1993-05) – Radio-frequency connectors – Part 17: R. F. coaxial connectors with inner diameter of outer conductor 6.5 mm (0.256 in) with screw coupling – Characteristic impedance 50 Ohms (Type TNC);
XXI – IEC 60169-4 (1975-01) – Radio-frequency connectors – Part 4: R. F. coaxial connectors with inner diameter of outer conductor 16 mm (0.63 in) with screw lock – Characteristic impedance 50 ohms (Type 7-16);
XXII – IEC 60169-27 (1994-01) – Radio-frequency connectors – Part 27: R. F. coaxial connectors with screw coupling, typically for use in 75 Ohms cable distribution systems (Type E);
XXIII – IEC 60169-24 (1991-11) – Radio-frequency connectors – Part 24: R. F. coaxial connectors with screw coupling, typically for use in 75 Ohms cable distribution systems (Type F);
XXIV – IEC 61169-24 (2001-11) – Radio-frequency connectors – Part 24: Sectional specification – Radio-frequency coaxial connectors with screw coupling, typically for use in 75 Ohms cable distribution systems (type F);
XXV – IEC 60169-26 (1993-07) – Radio-frequency connectors – Part 26: R. F. coaxial connectors with screw coupling – Characteristic impedance 50 Ohms – Frequency range 0 to 18 GHz (Type TNC 18 GHz);
XXVI – IEC 60068-2-14 (1984-01) – Environmental testing – Part 2: Tests. Test N: change of temperature;
XXVII – IEC 60068-2-61 (1991) – Environmental testing – Part 2: Test methods – Test Z/ABDM: Climatic sequence;
XXVIII – IEC 60068-2-2 (1974) – Environmental testing – Part 2: Tests. Tests B: Dry heat;
XXIX – IEC 60068-2-2-Amd.1 (1993) – Amendment N° 1;
XXX – IEC 60068-2-2-Amd.2 (1994) – Amendment N° 2;
XXXI – IEC 60068-2-30 (1980) – Environmental testing – Part 2: Tests. Test Db and guidance: Damp heat, cyclic (12 + 12-hour cycle);
XXXII – IEC 60068-2-30- Amd.1 (1985) – Amendment N° 1;
XXXIII – IEC 60068-2-1 (1990) – Environmental testing – Part 2: Tests. Tests A: Cold;
XXXIV – IEC 60068-2-1 Amd.1 (1993) – Amendment N° 1;
XXXV – IEC 60068-2-1 Amd.2 (1994) – Amendment N° 2;
XXXVI – IEC 60068-2-78 (2001) – Environmental testing – Part 2-78: Tests – Test Cab: Damp heat, steady state;
XXXVII – IEC 60068-2-11 (1981) – Environmental testing – Part 2: Tests. Test Ka: Salt mist;
XXXVIII – IEC 60529:2002 – Degrees of protection provided by enclosures (IP code).

4. Definições

Para fins desta norma, são adotadas as seguintes definições:

I – Contato: elemento condutivo de um componente que combina com um elemento correspondente para formar um caminho elétrico (formar contato elétrico);
II – Contato macho - (Contato de pino): contato destinado a realizar a ligação elétrica em sua superfície externa e que o realiza em um contato fêmea (soquete);
III – Contato fêmea - (Contato de soquete): contato destinado a realizar a ligação elétrica em sua superfície interna e que para realizá-lo aceita um contato macho (pino);
IV – Contato hermafrodita: contato destinado a se acoplar a um contato idêntico;
V – Contato resiliente: contato que tem propriedades elásticas para prover uma força em sua região de contato;
VI – Conector: componente usualmente aplicado a um cabo (excluindo adaptador) para unir eletricamente partes de uma linha de sistema de transmissão;
VII – Par de conectores: dois conectores que possuem faces de acoplamento e meios de engate mutuamente adequados;
VIII – Conector macho: pino de contato macho com propósito de fazer a junção elétrica utilizando um encaixe de contato do tipo fêmea;
IX – Conector fêmea: pino de contato fêmea com propósito de fazer a junção elétrica aceitando a entrada de um pino de contato macho;
X – Família: conjunto de conectores de uma mesma série ou tipo e que possuem a mesma impedância característica;
XI – Tipo (Série): termos que caracterizam as faces de acoplamento de um par de conectores, com relação à construção e dimensões;
XII – Estilo: forma ou formato particular de conector, bem como uma combinação de conectores, porém sem variação de sua face de acoplamento. Exemplos: conector reto ou angular;
XIII – Variante: variação de um estilo em detalhes particulares, como variação das dimensões da parte posterior do conector, destinadas a compatibilizar sua aplicação a cabos distintos;
XIV – Grau: qualidade de um conector no que concerne à sua precisão mecânica e elétrica, em especial quanto ao coeficiente de reflexão.

5. Requisitos específicos

5.1 O interessado deve declarar formalmente qual é a freqüência máxima de operação e o grau do conector a ser certificado.

5.2 Os requisitos mínimos dos conectores devem ser verificados através dos ensaios estabelecidos na tabela 2, e devem estar de acordo com as especificações correspondentes, conforme tabela 1.

5.3 Quando houver limitações impostas pelo cabo utilizado na montagem dos corpos-de-prova, o interessado deve apresentar declaração dos limites de freqüência, rigidez dielétrica e temperatura, para efeito de certificação.

5.4 Requisito para exame visual

5.4.1 As amostras não devem apresentar qualquer imperfeição, deterioração ou dano mecânico visível; o engate e desengate dos conectores devem ser realizados de forma manual normalmente e a marcação (quando aplicável) deve estar legível.

Tabela 1 – Normas Específicas 

Tipo (Série)

Norma específica

Modificação

1.0/2.3 – 50 Ohms

IEC 60169-29 (1995-07)

 

1.6/5.6 – 75 Ohms

IEC 60169-13 (1976-01)

Amendment 1 (1996-03)

1.8/5.6 – 50 Ohms

IEC 60169-13 (1976-01)

Amendment 1 (1996-03)

N – 50 ou 75 Ohms

IEC 60169-16 (1982-01)

Amendment 1 (1996-03)

BNC – 50 Ohms

IEC 60169-8 (1978-01)

Amendments 1 (1996-03) e 2 (1997-11)

BNC – 75 Ohms

IEC 60169-8 (1978-01)

Amendments 1 (1996-03) e 2 (1997-11)

SMB – 75 Ohms

IEC 60169-28 (1994-02)

 

SMA – 50 Ohms

IEC 60169-15 (1979-01)

Amendment 1 (1996-03)

SMB – 50 Ohms

IEC 60169-10 (1983-01)

Amendments 1 (1986-01) e 2 (1996-03)

SMC – 50 Ohms

IEC 60169-9 (1978-01)

Amendment 1 (1996-03)

TNC – 50 Ohms

IEC 60169-17 (1980-01)

Amendment 1 (1993-04)

IEC 60169-26 (1993-07)

 

7/16 – 50 Ohms

IEC 60169-4 (1975-01)

 

F – 75 Ohms

IEC 60169-24 (1991-11) e

IEC 61169-24 (2001-11)

 

6.  Ensaios e métodos

6.1  Devem ser realizados os ensaios listados na tabela 2, conforme os agrupamentos definidos no item 6.3 desta norma.

Tabela 2 – Ensaios e Métodos

Nº de Referência

Ensaio

Método de ensaio

01

 

Exame visual

Vide item 5.4.1.

 

IEC 61169-1 item 9.1.2

02

Ensaio de Compatibilidade Mecânica

IEC 61169-1 item 9.1.3.3

03

 

Resistência de Isolamento

Instrução para o ensaio: as amostras devem ser ensaiadas “não conectadas”.  

IEC 61169-1 item 9.2.5

04

 

Rigidez Dielétrica

Instruções para o ensaio:

1- as amostras devem ser ensaiadas “não conectadas” e “conectadas”;

2- a tensão aplicada no ensaio pode ser limitada pelo valor máximo admitido pelo cabo utilizado na montagem da amostra.

 

IEC 61169-1 item 9.2.6

05

 

Resistência de Contato do Condutor Central / Cabo

Instrução para o ensaio: as amostras devem ser ensaiadas “conectadas”.

 

IEC 61169-1 item 9.2.3

06

 

Continuidade do Condutor Externo

Instrução para o ensaio: as amostras devem ser ensaiadas “conectadas”.

 

IEC 61169-1 item 9.2.3

07

 

Coeficiente de Reflexão (COE)

O interessado deve declarar qual é a freqüência máxima para o ensaio, a qual constará no Certificado de Conformidade/Homologação.

Instrução para o ensaio:

1- devem ser utilizadas técnicas de medição de Coeficiente de Reflexão no domínio do tempo;

2- para os casos em que a norma específica estabeleça o COE em formato de rampa em função da freqüência, deve ser considerado, para efeito de certificação, o máximo valor obtido dentro da faixa de freqüência do ensaio.

 

IEC 61169-1 item 9.2.1

08

Ensaio de Condicionamento Climático

Variação Rápida de Temperatura

IEC 61169-1 item 9.4.4 – restrito aos aspectos da norma:

 

 

 

IEC 60068-2-14 Test Na

As amostras devem ser submetidas a 5 ciclos de:

Temperatura T1: -40°C durante 30 minutos;

Temperatura T2: +85°C durante 30 minutos;

Tempo de transição T1/T2 = 3 minutos

Instruções para o ensaio:

1- as amostras devem ser ensaiadas “conectadas” com as pontas livres protegidas para evitar penetração de umidade;

2- as temperaturas aplicadas no ensaio podem ser limitadas pelos valores admitidos pelo cabo utilizado na montagem da amostra.

 

09

 

 

Ensaio de Condicionamento Climático

 

IEC 61169-1 item 9.4.2 – restrito aos aspectos das normas:

Seqüência Climática

IEC 60068-2-61

Test Z/ABDM – Climatic Sequence

- Calor seco (85°C / 16 horas)

IEC 60068-2-2

IEC 60068-2-2-Amd.1

IEC 60068-2-2-Amd.2

Test B – Dry Heat

- Calor úmido acelerado (1 ciclo de 24 horas)

 

IEC 60068-2-30

IEC 60068-2-30-Amd.1

Test Db – Damp Heat

- Frio (-40°C / 2 horas)

 

IEC 60068-2-1

IEC 60068-2-2-Amd.1

IEC 60068-2-2-Amd.2

Test A – Cold

- Calor úmido acelerado (5 ciclos de 24 h)

 

IEC 60068-2-30 Test Db – Damp Heat

Instruções para o ensaio:

1- as amostras devem ser ensaiadas “conectadas” com as pontas livres protegidas para evitar penetração de umidade;

2- as temperaturas aplicadas no ensaio podem ser limitadas pelos valores admitidos pelo cabo utilizado na montagem da amostra.

 

10

Ensaio de Condicionamento Climático

Calor Úmido Prolongado

IEC 61169-1 item 9.4.3 – restrito aos aspectos da norma:

Temperatura: 40°C

Umidade Relativa: 93%

Duração do ensaio: 21 dias

Instruções para o ensaio: as amostras devem ser ensaiadas “conectadas” com as pontas livres protegidas para evitar penetração de umidade.

IEC 60068-2-78 Test Cab – Damp Heat, Steady State

11

Ensaio de Condicionamento Climático

Névoa Salina

IEC 61169-1 item 9.4.6 – restrito aos aspectos da norma:

Duração do ensaio: 48 horas

Instruções para o ensaio: as amostras devem ser ensaiadas “conectadas” com as pontas livres protegidas para evitar penetração de umidade.

IEC 60068-2-11 Test Ka

Nota:

A finalidade dos ensaios de Condicionamento Climático é condicionar os corpos-de-prova para a verificação visual e para a realização dos ensaios elétricos finais.

6.2 Amostras para ensaios

6.2.1 Devem ser apresentadas amostras em número suficiente, conforme a tabela 3, para representar a família a ser certificada.

6.2.2 Caso a família de conectores contenha conectores de estilos diferentes, devem ser apresentadas amostras dos diversos estilos para verificação do COE.

6.2.3 O Interessado deve apresentar para o OCD, para inclusão no processo de certificação, evidências que comprovem a fabricação dos conectores componentes da família a ser certificada. Podem ser consideradas evidências, fotos detalhadas e/ou desenho mecânico em vista isométrica com dimensões externas e o código do produto (marcação), alternativamente, podem ser fornecidas amostras dos produtos, para serem fotografadas e submetidas a exame visual no laboratório.

6.3 Grupos de Ensaios

6.3.1 As amostras devem ser montadas em corpos-de-prova e submetidas às seqüências de ensaios, conforme definido na tabela 3.

Tabela 3 – Grupos de Ensaios

Número do Grupo

Quantidade de Corpos-de-prova

Constituição do corpo-de-prova

Seqüência de ensaios

(Conforme números de referência da Tabela 2)

01 06  O interessado deve fornecer 6 amostras de conectores, sendo 3 de cada gênero. Quando a montagem mecânica do conjunto for necessária, as amostras devem ser conectadas em 6 segmentos de cabo coaxial, cujo comprimento deve ser o menor possível.  02
02 03   O interessado deve fornecer 6 amostras de conectores, sendo 3 de cada gênero, conectadas em 3 segmentos de cabo, com 1 (um) conector macho e 1 (um) conector fêmea em cada extremidade, conforme figura 1. O comprimento do cabo (“L”) deve ser tal que permita a caracterização de cada conector isoladamente quando da aplicação de técnicas de medição de Coeficiente de Reflexão no domínio do tempo.    
Número do Grupo Quantidade de Corpos-de-prova Constituição do corpo-de-prova Seqüência de ensaios(Conforme números de referência da Tabela 2)
03 07  O interessado deve fornecer 3 amostras de conectores machos e 3 de conectores fêmeas montados em 6 segmentos de cabos coaxiais idênticos, com comprimento de 100 mm ± 3 mm, conforme instrução abaixo: Preparar todas as extremidades para receber um conector, de forma idêntica e, em seguida, montar um conector em cada segmento.Um segmento de cabo com 200 mm ± 3 mm deve ser preparado de forma idêntica aos demais, porém sem conectores, e apresentado para servir de referência no cálculo da resistência de contato do condutor central/cabo.   
04 07  O interessado deve fornecer 3 amostras de conectores machos, 3 de conectores fêmeas montados em 6 segmentos de cabos coaxiais idênticos, com comprimento de 100 mm ± 3 mm, conforme instrução abaixo:Preparar todas as extremidades para receber um conector, de forma idêntica e, em seguida, montar um conector em cada segmento. Um segmento de cabo com 200 mm ± 3 mm deve ser preparado de forma idêntica aos demais, porém sem conectores, e apresentado para servir de referência no cálculo da resistência de contato do condutor central/cabo   

 

NOTAS:

1) Nos casos em que a categoria do índice de proteção (estanqueidade) do conector seja menor que IP 68 M, conforme IEC 60529, é admitida a utilização de material termo-contrátil ou material semelhante sobre a junção do conector com o cabo, para os ensaios de condicionamento climáticos.

2) O interessado deve fornecer:

- material de proteção termo-contrátil, na bitola do cabo utilizado, para ser colocado na extremidade livre (sem conector) de todas as amostras com a finalidade de protegê-las durante os ensaios climáticos;

- as especificações dos cabos utilizados na montagem dos corpos-de-prova.

3) Para a realização do ensaio de COE, o interessado pode fornecer o kit de calibração compatível com o conector a ser testado, quando o laboratório não o possuir.

Figura 1

7. Identificação da Homologação

7.1 A marcação do selo Anatel e a identificação do código de homologação e do código de barras devem ser apresentadas na embalagem externa do produto, em conformidade com o disposto no artigo 39 e Anexo III do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução 242, de 30.11.2000. Também podem ser utilizados, opcionalmente, meios de impressão gráfica nos catálogos dos produtos ou na documentação técnica pertinente.

7.2 Opcionalmente, pode ser impressa de forma legível na embalagem externa, a identificação alfanumérica da homologação do produto, da seguinte forma:

ANATEL: HHHH-AA-FFFF

Onde:
HHHH – identifica a homologação do produto por meio de numeração seqüencial com 4 caracteres
AA – identifica o ano de emissão da Homologação com 2 caracteres numéricos
FFFF – identifica o fabricante do produto com 4 caracteres numéricos

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