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Resolução nº 394, de 25 de fevereiro de 2005 (REVOGADA)

Publicado: Terça, 01 Março 2005 08:56 | Última atualização: Terça, 04 Setembro 2018 08:29 | Acessos: 2249
Revogada pela Resolução nº 570/2011

Aprova Norma para Certificação e Homologação de Acumuladores Chumbo-Ácido Estacionários Regulados por Válvula.

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no DOU de 2/3/2005.

 

O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 22 da Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, e pelo art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, aprovado pelo Decreto nº 2.338, de 7 de outubro de 1997,

CONSIDERANDO os comentários recebidos em decorrência da Consulta Pública nº 524, de 4 de maio de 2004, publicada no Diário Oficial da União de 4 de maio de 2004;

CONSIDERANDO que, de acordo com o que dispõe o inciso I do art. 214, da Lei nº 9.472, de 1997, cabe à Anatel editar regulamentação em substituição aos regulamentos, normas e demais regras em vigor;

CONSIDERANDO deliberação tomada em sua Reunião nº 334, realizada em 23 de fevereiro de 2005,

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Norma para Certificação e Homologação de Acumuladores Chumbo-Ácido Estacionários Regulados por Válvula, na forma do Anexo a esta Resolução.

Art. 2º Determinar que, após 120 (cento e vinte) dias da data de publicação desta Resolução, o cumprimento das disposições contidas na Norma para Certificação e Homologação de Acumuladores Chumbo-Ácido Estacionários Regulados por Válvula tornar-se-á compulsório.

Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

ELIFAS CHAVES GURGEL DO AMARAL

Presidente do Conselho, Substituto

 

ANEXO À RESOLUÇÃO Nº 394 DE 25 DE FEVEREIRO DE 2005

NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE ACUMULADORES CHUMBO-ÁCIDO ESTACIONÁRIOS REGULADOS POR VÁLVULA

1. Objetivo

Esta norma estabelece os requisitos mínimos a serem verificados na avaliação da conformidade dos acumuladores chumbo-ácido estacionários regulados por válvula, utilizados como fonte de energia elétrica, para efeito de certificação e homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel.

2. Abrangência

Esta norma se aplica aos acumuladores chumbo-ácido estacionários regulados por válvula, adequados para instalação no mesmo ambiente de equipamentos eletrônicos e utilizados no Serviço Telefônico Fixo Comutado – STFC e no Serviço Móvel Pessoal – SMP.

3. Referências

Para fins desta norma, são adotadas as seguintes referências:

I – Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, emitido pela Anatel.

II – NBR 6179:1986 - Chumbo refinado – Especificação;

III – UL 94:1991 - Underwriters Laboratories - Test for flammability of plastic materials for parts in devices and appliances, vertical burnning test for classifying 84 V-0 or 94 V-2;

4. Definições

Para os fins a que se destina esta norma, aplicam-se as seguintes definições:

I – Acumulador Chumbo-Ácido: acumulador elétrico no qual os materiais ativos são o chumbo e seus compostos e o eletrólito uma solução aquosa de ácido sulfúrico;

II – Acumulador Chumbo-Ácido Estacionário Ventilado: acumulador chumbo-ácido com livre escape de gases e que permite a reposição de água;

III – Acumulador Chumbo-Ácido Regulado por Válvula: acumulador chumbo-ácido fechado, que tem como princípio de funcionamento o ciclo do oxigênio, apresenta eletrólito imobilizado e dispõe de uma válvula reguladora para escape de gases, quando a pressão interna do acumulador exceder a um valor pré-determinado;

IV – Acumulador Chumbo-Ácido Regulado por Válvula com Eletrólito Absorvido: acumulador chumbo-ácido regulado por válvula, que apresenta o eletrólito, constituído por uma solução aquosa de ácido sulfúrico, absorvido no separador;

V – Acumulador Chumbo-Ácido Regulado por Válvula com Eletrólito na Forma de Gel: acumulador chumbo-ácido regulado por válvula, o qual apresenta o eletrólito imobilizado na forma de um gel, constituído por uma solução aquosa de ácido sulfúrico e uma matriz gelificante;

VI – Acumulador Elétrico: dispositivo capaz de transformar energia química em energia elétrica e vice-versa, em reações quase completamente reversíveis, destinado a armazenar sob forma de energia química a energia elétrica que lhe tenha sido fornecida, restituindo a mesma em condições determinadas;

VII – Acumulador Estacionário: acumulador que, por natureza do serviço, funciona imóvel, permanentemente conectado a uma fonte de corrente contínua;

VIII – Autodescarga: descarga proveniente de processos eletroquímicos internos do acumulador;

IX – Bateria: conjunto de elementos interligados eletricamente;

X – Capacidade em Ampère-hora (Ah): produto da corrente, em Ampère, pelo tempo, em hora, corrigido para a temperatura de referência, fornecido pelo acumulador em determinado regime de descarga, até atingir a tensão final de descarga;

XI – Capacidade Especificada: capacidade em Ampère-hora definida para um determinado regime de descarga, podendo ser o nominal ou o indicado;

XII – Capacidade Indicada (Ci): capacidade em Ampère-hora definida para um regime de descarga diferente do nominal, em corrente constante à temperatura de referência (25°C), até a tensão final de 1,75 V por elemento;

XIII – Capacidade Nominal (C10): capacidade em Ampère-hora definida para um regime de descarga de 10 h, em corrente constante à temperatura de referência (25°C), até a tensão final de 1,75 V por elemento;

XIV – Capacidade Real em Regime Nominal (Cr10): capacidade em Ampère-hora obtida ao final de uma série de descargas com corrente de descarga numericamente igual C10 dividido por 10, a temperatura de referência (25°C), até a tensão final de 1,75 V por elemento;

XV – Capacidade Real em Regime Diferente do Nominal (Cri): capacidade em Ampère-hora obtida ao final de uma série de descargas com corrente de descarga diferente do valor nominal, à temperatura de referência (25°C), até a tensão final de 1,75 V por elemento;

XVI – Carga de um Acumulador: operação pela qual ocorre a conversão de energia elétrica em energia química dentro do acumulador;

XVII – Carga de Flutuação: carga aplicada visando compensar as perdas por autodescarga, mantendo-o no estado de plena carga;

XVIII – Carga com Tensão Constante: carga realizada mantendo-se limitada a tensão na fonte de corrente contínua;

XIX – Circuito Aberto: condição na qual o elemento ou monobloco ou bateria encontra-se desconectado de circuito externo, não havendo circulação de corrente entre pólos ou terminais;

XX – Coeficiente de Temperatura para a Capacidade: constante utilizada para corrigir à temperatura de referência, o valor da capacidade obtida à uma determinada temperatura;

XXI – Corrente de Carga: corrente fornecida ao acumulador no processo de carga;

XXII – Corrente de Descarga: corrente fornecida pelo acumulador quando o mesmo está em descarga;

XXIII – Descarga de um Acumulador: operação pela qual a energia química armazenada é convertida em energia elétrica alimentando um circuito externo;

XXIV – Elemento: conjunto constituído de dois grupos de placas de polaridades opostas, isolados entre si por meio de separadores e/ou distanciadores, imersos no eletrólito dentro do vaso que os contém. O mesmo que acumulador elétrico;

XXV – Eletrólito: solução aquosa de ácido sulfúrico imobilizada na forma de um gel ou absorvida nos separadores;

XXVI – Família de Acumuladores: conjunto de modelos de acumuladores constituídos pelo mesmo tipo de placas, considerando as suas características físicas e elétricas, diferenciando apenas no tamanho do vaso e quantidade de placas empregadas;

XXVII – Instante Final de Descarga: instante em que um elemento atinge a tensão final de descarga especificada;

XXVIII – Monobloco: conjunto de dois ou mais elementos interligados eletricamente, montados em um único vaso, em compartimentos separados com eletrólito independente;

XXIX – Placa: conjunto constituído pelas grades e matéria ativa;

XXX – Plena Carga: estado do elemento quando atinge as condições do instante final de carga;

XXXI – Regime de Descarga: condição de descarga de um acumulador, definido por uma corrente necessária para que seja atingida a tensão final de descarga, em tempo e condições especificados;

XXXII – Regime de Flutuação: condição em que o elemento ou bateria é mantido a uma carga de flutuação contínua;

XXXIII – Tampa: peça de cobertura do vaso fixada ao mesmo, com aberturas para a passagem dos pólos e colocação de válvula;

XXXIV – Temperatura Ambiente: temperatura do local onde está instalado o elemento ou bateria;

XXXV – Temperatura do Elemento: valor da temperatura obtida na superfície do elemento;

XXXVI – Temperatura Média Anual: valor da média ponderada da temperatura do local de instalação do elemento ou bateria no período de 12 meses;

XXXVII – Temperatura Média de Descarga: média das temperaturas dos elementos durante a descarga;

XXXVIII – Temperatura de Referência: temperatura à qual devem ser referidos os valores medidos. Para os acumuladores estacionários a temperatura de referência é de 25°C;

XXXIX – Tensão de Circuito Aberto: tensão existente entre os pólos de um elemento em circuito aberto;

XL – Tensão Final de Descarga: tensão na qual se considera o elemento tecnicamente descarregado para um determinado regime de descarga;

XLI – Tensão de Flutuação: tensão acima da tensão de circuito aberto estabelecida para elemento carregado, acrescida apenas do necessário para compensar as perdas por autodescarga, mantendo o elemento carregado. Para este tipo de acumulador, é utilizada também como tensão de recarga;

XLII – Tensão Nominal de um Elemento: valor de tensão que caracteriza o tipo de acumulador. Para elemento chumbo-ácido a tensão nominal é de 2 V;

XLIII – Válvula: dispositivo destinado a permitir a liberação de gases formado no interior do acumulador, dificultando a saída de partículas do eletrólito arrastadas durante o processo de carga e impedindo a entrada de impurezas no mesmo. Esta válvula pode apresentar características de segurança, evitando a penetração de gases e explosão do elemento;

XLIV – Válvula Reguladora: dispositivo do elemento/monobloco que permite o escape de gases quando a pressão interna atinge um valor pré-determinado, impedindo, entretanto, a entrada de ar;

XLV – Vaso: recipiente que contém os grupos de placas, seus separadores e/ou distanciadores e o eletrólito;

XLVI – Vida Útil de um Acumulador: intervalo de tempo entre o início de operação e o instante no qual sua capacidade atinge a 80% do valor da capacidade nominal, nas condições normais de operação;

XLVII – Vida Útil Projetada: vida útil de um acumulador, baseada nas suas características de projeto, fabricação e aplicação.

5. Características Gerais

5.1 Os acumuladores descritos nesta norma, em função do regime de descarga, são classificados como:

a) Média intensidade de descarga: corresponde a tempos de descarga maiores que 1 hora até 20 horas, aplicados a sistemas de telecomunicações, e devem atender às seguintes capacidades para C10 / 1,75 V / 25ºC: 25 Ah a 2500 Ah;

b) Alta intensidade de descarga: corresponde a tempos de descarga iguais ou menores que 1 hora, aplicados a sistemas de energia ininterrupta (UPS).

5.2 A vida útil projetada para os acumuladores objeto desta norma deve ser superior a 10 anos, em regime de flutuação, com temperatura de operação entre 20ºC e 25ºC.

5.3 Todos os materiais poliméricos utilizados devem apresentar resistência mecânica compatível com a aplicação e serem inertes em relação ao eletrólito, devendo apresentar estabilidade química frente ao ácido e/ou material ativo e estabilidade dimensional frente à variação de temperatura.

5.4 O selante e/ou adesivo, caso utilizado na fabricação dos acumuladores, deve ser inerte e ter características de resistência ao eletrólito e à temperatura de trabalho, sem perder as suas propriedades específicas.

5.5 Todos os materiais empregados na fabricação dos acumuladores devem ter características de qualidade nunca inferiores às indicadas nesta norma, devendo corresponder àquelas declaradas pelo fabricante, de modo a garantir o perfeito funcionamento durante sua vida útil.

5.6 Os acumuladores não devem apresentar qualquer componente utilizado previamente em outros acumuladores. O chumbo utilizado como matéria prima na fabricação do material ativo, deve ser de grau extra, conforme especificado na NBR 6179. Admite-se para o caso do bismuto um teor máximo de 0,015% e para prata de 0,002%. O chumbo reciclado pode ser utilizado

5.7 Os separadores devem ser de material microporoso com estabilidade química frente ao eletrólito e/ou material ativo e estabilidade dimensional frente à variação de temperatura.

5.8 O eletrólito deve ser uma solução de ácido sulfúrico em água deionizada e/ou destilada, imobilizado no acumulador através da utilização de agente gelificante ou absorvido nos separadores.

5.9 Os materiais poliméricos constituintes dos vasos e tampas devem apresentar características de auto-extinção em relação à chama, grau V-0.

5.10 As interligações (barras e cabos), porcas e parafusos devem ser protegidos contra a oxidação do meio ambiente.

5.11 Os acumuladores devem ter suas grades compostas de chumbo puro ou ligas de chumbo. As placas positivas devem ser do tipo tubulares ou empastadas.

5.12 O projeto dos acumuladores deve ser tal que ao longo de sua vida útil os efeitos da corrosão dos pólos e da expansão das placas não prejudiquem o seu desempenho.

5.13 Os pólos e as barras coletoras devem ser soldados de forma a não propiciar trincas ou bolhas na região de solda, que possam comprometer o desempenho do acumulador.

5.14 O projeto dos acumuladores deve ser tal que não contenham eletrólito livre e quando submetidos a ciclos térmicos, não apresentem vazamento de eletrólito.

5.15 Em condições de operação, as válvulas reguladoras devem ser capazes de aliviar a pressão interna gerada pelos gases formados durante os processos de flutuação ou carga, de forma a evitar a ocorrência de deformações ou outros danos ao acumulador, devendo também, impedir a entrada de gases ou impurezas no seu interior. Após, normalizada a pressão interna, ela deve retornar a sua condição original. O valor da pressão de abertura da válvula deverá ser informado pelo fabricante.

5.16 O acumulador deve assegurar no mínimo 100% de capacidade no primeiro ciclo de descarga.

5.17 Os elementos/monoblocos não devem apresentar vazamento de gás ou eletrólito ou danos à sua integridade física, quando submetidos a uma pressão positiva de 30 kPa (0,30 kgf/cm2), durante um minuto.

5.18 Todos os elementos ou monoblocos devem ter indicados, no mínimo, as seguintes informações gravadas de forma legível e indelével:

a) fabricante/fornecedor;

b) tipo;

c) número de série de fabricação;

d) mês e ano de fabricação;

e) capacidade nominal;

f) identificação dos pólos na cor vermelha e/ou "+" e na cor azul ou preta e/ou "-";

g) tensão nominal.

5.19 A temperatura ambiente para operação do acumulador deve estar entre -10ºC e 45ºC, sendo 25ºC a temperatura de referência. Acima da temperatura de 25ºC, haverá redução da vida útil. O fabricante deverá informar os procedimentos para ajustar a tensão de flutuação, bem como os valores aplicáveis, caso a temperatura do ambiente de operação seja diferente da referência.

5.20 Os acumuladores devem ser instalados em local protegido da incidência direta de raios solares ou fonte de calor e intempéries, com uma distância mínima entre si de 5 mm a 10 mm, de forma a propiciar ventilação suficiente para dissipar o calor gerado quando em operação. Não deve ocorrer variação de temperatura igual ou superior a 3ºC entre os elementos.

5.21 Os acumuladores devem ser instalados em local suficientemente ventilado garantindo uma boa dissipação do calor e não permitindo a formação de atmosfera explosiva por acúmulo de hidrogênio, gerada pela carga de flutuação normal ou em decorrência de falhas ou maus tratos ao acumulador. Os acumuladores regulados por válvula não devem ser instalados em locais hermeticamente fechados.

5.22 A umidade relativa do ar do local de instalação do acumulador deve estar entre 10% e 80%, sem condensação.

5.23 Não existem restrições operacionais quanto à altitude.

6. Objetivos, Requisitos e Métodos de Ensaios

6.1 Inspeção visual

6.1.1 Objetivo: verificar se o aspecto geral dos elementos ou monoblocos corresponde ao indicado na documentação técnica apresentada pelo fabricante.

6.1.2 Requisito: cada elemento de identificação do acumulador deve conter, no mínimo, as informações contidas no item 5.18.

6.1.3 Método de ensaio:

a) verificar se o aspecto geral dos elementos ou monoblocos corresponde ao indicado no manual técnico do fabricante;

b) verificar se cada elemento ou monobloco contém, no mínimo, as informações definidas no item 5.18;

c) verificar se o alinhamento dos pólos está correto;

d) verificar se o vaso está limpo, uniforme quanto à cor; sem rebarbas, sem trincas ou quebras e sem riscos grosseiros nas laterais;

e) verificar se a tampa apresenta-se limpa, uniforme quanto à cor, sem rebarbas, sem trincas ou quebras, sem riscos grosseiros e sinais de queima;

f) verificar se há uniformidade e continuidade da selagem na junção tampa / vaso;

g) verificar se não há vazamento de solução em qualquer ponto da junção tampa / vaso , tampa / pólo e tampa / válvula;

h) quando da possibilidade de montagem dos elementos fora de módulos metálicos, verificar se o vaso, quando exposto a uma superfície plana permanece nivelado;

6.2 Tratamento Prévio

6.2.1 Objetivo: preparação inicial da amostra, de modo que antes do início dos ensaios elétricos, constantes desta norma, o acumulador apresente valor estável em sua capacidade.

6.2.2 Requisito: as amostras devem ser submetidas a, no mínimo, dois ciclos e, no máximo, dez ciclos de carga e descarga, de modo a se obter dois valores consecutivos de capacidade maior ou igual a 100% de C10, com diferença menor ou igual a 4%, nas mesmas condições, e corrigidos em temperatura conforme a seguinte equação:

CT

C25 = ______________________

1 + l(T - 25)

onde:

C25 : capacidade corrigida para 25°C;

CT : capacidade na temperatura T;

l : coeficiente de temperatura para a capacidade (0,006 para regimes de descarga maiores que 1 hora e 0,01 para regimes iguais ou menores a 1 hora, ou outro valor indicado pelo fornecedor);

T : temperatura dos elementos em °C (vide nota).

NOTA: para regimes de descarga até 5 horas, inclusive, a temperatura (T) a considerar é a inicial. Para regimes superiores, considerar (T) como sendo a média aritmética das temperaturas obtidas no decorrer da descarga.

6.2.3 Método de ensaio:

a) proceder a descarga com corrente constante e numericamente igual à capacidade nominal (C10) do elemento dividida por 10. A descarga é considerada terminada quando qualquer dos elementos atingir 1,75 V. No caso de monoblocos, 1,75 V vezes o número de elementos do monobloco;

b) registrar as medidas de tensão e temperatura de todos os elementos/monoblocos, durante a descarga em, no mínimo, 10%, 20%, 50% e 80% da duração esperada da mesma e, em seguida, em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga de 1,75 V;

c) medir a temperatura na superfície externa do elemento ou monobloco, no ponto indicado pelo fabricante, que corresponda melhor à média da distribuição de temperaturas no interior do elemento ou monobloco;

d) durante toda a descarga a temperatura ambiente deve ser mantida entre 25°C ± 3°C;

e) proceder, em seguida, a uma carga com valores de tensão, limitação de corrente e tempo, conforme recomendação do fabricante;

f) durante a carga a temperatura das amostras não deve ultrapassar 40°C, caso isso ocorra, a carga deve ser interrompida e reiniciada após o elemento atingir 30°C;

g) após cada carga, antes de ser iniciada outra descarga, os elementos devem ser mantidos em repouso, no mínimo, por 4 horas e, no máximo, por 24 horas, quando não especificado outro período pelo fabricante;

h) o tratamento prévio de preparação para os ensaios elétricos estará concluído quando forem alcançados os resultados determinados no item 6.2.1;

i) não sendo obtidos os requisitos especificados no item 6.2.2, as amostras devem ser substituídas pelo fabricante. Persistindo o não atendimento aos requisitos especificados, o ensaio deve ser encerrado.

6.3 Capacidade em regime nominal (Cn10)

6.3.1 Objetivo: determinar a capacidade em Ampère-hora dos elementos ou monoblocos, nas condições nominais. Para tanto é necessário submetê-los a uma descarga no regime de 10 horas.

6.3.2 Requisito: o valor da capacidade em Ampère-hora obtido no ensaio, corrigido à temperatura de referência (25ºC), não deve ser inferior a 100% da capacidade nominal indicada pelo fabricante.

6.3.3 Método de ensaio:

a) antes de iniciar o ensaio deve-se garantir que os elementos ou monoblocos estejam no estado de plena carga, que é obtido submetendo-os a uma carga, conforme item 6.2.3 alínea (e) observando o disposto no item 6.2.3 alínea (f);

b) antes de iniciar a descarga, devem ser registrados os seguintes dados:

- temperatura ambiente;

- tensão de todos os elementos ou monoblocos em circuito aberto;

- temperatura de todos os elementos.

c) as leituras de temperatura e tensão de todos os elementos ou monoblocos durante a descarga devem ser registradas, no mínimo, em 10%, 20%, 50% e 80% da duração esperada da mesma e, em seguida, em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga especificada;

d) descarregar a bateria com corrente constante de 0,10C10. A descarga deve ser interrompida quando qualquer dos elementos atingir a tensão final de 1,75 V por elemento (VPE), ou no caso de monoblocos que não permitam leitura individual da tensão, este valor de tensão vezes o número de elementos do monobloco. O resultado obtido deve ser corrigido conforme equação do item 6.2.2;

e) a capacidade obtida não deve ser inferior a 100% do valor nominal especificado pelo fabricante;

f) após o ensaio, os elementos ou monoblocos devem ser recarregados conforme item 6.2.3 alínea (e), observando-se o disposto no item 6.2.3 alínea (f).

6.4 Capacidade em regime diferente do nominal (Ct)

6.4.1 Objetivo: determinar a capacidade em Ampère-hora dos elementos ou monoblocos em regime diferente do nominal. Para tanto é necessário submetê-los a uma descarga por um período de tempo determinado em função do regime escolhido.

6.4.2 Requisito: o valor da capacidade em Ampère-hora obtido no ensaio, corrigido à temperatura de referência (25ºC), não deve ser inferior a 100% da capacidade indicada pelo fabricante para o regime escolhido.

6.4.3 Método de ensaio:

a) antes de iniciar o ensaio deve-se garantir que os elementos ou monoblocos devem estar em estado de plena carga, que é obtido submetendo-os a uma carga conforme item 6.2.3 alínea (e), observando o disposto no item 6.2.3 alínea (f);

b) descarregar os elementos ou monoblocos, com corrente constante e numericamente igual a Ci/t onde "t" representa o regime de descarga em horas escolhido, mantendo-a dentro de um limite de ± 1%, sendo permitidas variações de ± 5% desde que os ajustes não ultrapassem 20 segundos. A descarga deve ser interrompida quando qualquer dos elementos atingir a tensão final de descarga de 1,75 V por elemento (VPE), ou, no caso de monoblocos que não permitam leitura individual da tensão, este valor de tensão vezes o número de elementos do monobloco. O resultado obtido deve ser corrigido conforme equação do item 6.2.2;

c) a capacidade obtida não deve ser inferior a 100% do valor especificado pelo fabricante;

d) após o ensaio os elementos ou monoblocos devem ser recarregados conforme item 6.2.3 alínea (e), observando o disposto no item 6.2.3 alínea (f).

6.5 Adequação à flutuação

6.5.1 Objetivo: avaliar o comportamento dos elementos ou monoblocos que operam em regime de flutuação, quanto à equalização em tensão e quanto à capacidade.

6.5.2 Requisito: sob condições normais de operação a tensão de flutuação em cada elemento não deve apresentar desvios inferiores a -0,05 V e superiores a +0,10 V em relação a tensão média dos elementos inicialmente ajustada, e não deve ser inferior à tensão crítica de 2,13 V. Para monoblocos, quando não permitirem a leitura da tensão individual dos elementos, os desvios não devem ser inferiores a -0,05 V e superiores a +0,10 V, onde "n" representa o número de elementos que compõem um monobloco. Nestas condições, quando o acumulador for submetido ao ensaio de capacidade em regime nominal, o valor da capacidade obtido não deve ser menor que a capacidade nominal indicada pelo fabricante.

6.5.3 Método de ensaio:

a) o ensaio deve ser efetuado em elementos ou monoblocos que tenham passado pelo ensaio de capacidade nas condições nominais conforme item 6.3;

b) os elementos ou monoblocos devem estar em estado de plena carga, que pode ser obtido submetendo-os a uma carga, conforme item 6.2.3 alínea (e) observando-se o disposto no item 6.2.3 alínea (f);

c) aplicar uma tensão de flutuação indicada pelo fabricante, com precisão de ± 0,01 V por elemento. Esse valor não deve variar durante o ensaio mais que 0,1% do ajustado inicialmente;

d) durante todo o ensaio, a temperatura do ambiente deve estar entre 25°C ± 3°C;

e) após três meses do início do ensaio, deve-se verificar a tensão de todos os elementos. Neste momento, a tensão de cada elemento não deve apresentar desvios inferiores a -0,05 V ou superiores a +0,10 V em relação à tensão média dos elementos inicialmente ajustada. Para monoblocos que não permitam a leitura individual dos elementos, os desvios apresentados não devem ser superiores a +0,10 V ou inferiores a -0,05 V em relação à tensão média dos monoblocos, onde "n" representa o número de elementos que compõem um monobloco;

f) se na primeira verificação os elementos ou monoblocos apresentarem valores dentro dos limites esperados, devem ser mantidos na tensão de flutuação por mais três meses, ao fim dos quais os valores de tensão deverão estar situados dentro dos limites indicados no item anterior;

g) se após a primeira verificação os limites forem ultrapassados, deve ser aplicada uma carga conforme instruções do fabricante. Se os elementos ou monoblocos não voltarem a ficar dentro dos limites esperados, os ensaios de tipo devem ser encerrados;

h) se restabelecida a equalização na tensão, o ensaio deve continuar, só que prorrogado por três meses, sendo este momento considerado como o inicial. Se durante os três meses seguintes repetirem-se desvios, além dos limites especificados, o ensaio deve ser encerrado pelo mesmo motivo indicado anteriormente;

i) em seguida, os elementos ou monoblocos devem ser descarregados com corrente constante e numericamente igual a 0,1C10, conforme procedimento descrito no item 6.2.3 alíneas (a), (b) e (c);

j) a capacidade obtida não deve ser inferior a 100% do valor nominal indicado pelo fabricante; caso contrário, os ensaios de tipo devem ser encerrados;

k) após o ensaio, os elementos ou monoblocos devem ser recarregados conforme item 6.2.3 alínea (e), observando-se o disposto no item 6.2.3 alínea (f).

6.6 Eficiência de recarga

6.6.1 Objetivo: avaliar o comportamento dos elementos ou monoblocos, quanto a sua habilidade de recarga, quando os mesmos são submetidos a uma descarga de longo período.

6.6.2 Requisito: os elementos ou monoblocos após uma descarga no regime de C20, até uma tensão de 1,75 VPE, devem ser capazes de serem recarregados num período de 24 horas, no mínimo até 90% de sua capacidade nominal, nas condições de flutuação indicada pelo fabricante.

6.6.3 Método de ensaio:

a) os elementos ou monoblocos devem estar em estado de plena carga. Se necessário, proceder a uma carga conforme item 6.2.3 alínea (e), observando-se o disposto no item 6.2.3 alínea (f);

b) descarregar os elementos ou monoblocos com uma corrente constante numericamente igual a 0,05C20. A descarga é considerada terminada quando qualquer dos elementos atingir a tensão final de descarga 1,75 V ou, no caso de monoblocos, 1,75 V vezes o número de elementos no monobloco. Durante a descarga a temperatura do ambiente deve estar entre 25°C ± 3°C. A corrente de descarga deve ser mantida constante com variação máxima de 1%, durante toda a descarga, sendo permitidas variações de 5%, desde que não ultrapassem 20 segundos;

c) em seguida efetuar uma carga na tensão de flutuação e na corrente, recomendada pelo fabricante, por um período de 24 horas;

d) logo após interromper a carga, realizar uma descarga conforme procedimento descrito no item 6.2.3 alíneas (a), (b) e (c);

e) a capacidade obtida não deve ser inferior a 90% da nominal especifica pelo fabricante, caso contrário, os ensaios devem ser encerrados.

6.7 Desempenho frente a ciclos de carga/descarga

6.7.1 Objetivo: determinar quantos ciclos de carga/descarga, nas condições de ensaio, o acumulador pode suportar.

6.7.2 Requisito: os elementos ou monoblocos quando submetidos à verificação do número de ciclos de carga/descarga nas condições de ensaio, devem suportar, no mínimo, 200 ciclos. Ao final dos 200 ciclos a capacidade obtida não deve ser inferior a 80% do valor da capacidade nominal indicada pelo fabricante.

6.7.3 Método de ensaio:

a) os elementos ou monoblocos devem ser conectados a um dispositivo automático, onde serão submetidos a uma série de ciclos contínuos de carga e descarga, sendo 21 horas em carga com 2,40 V ± 0,01 V por elemento, ou outro valor de tensão especificado pelo fabricante, e descarga com corrente média de 0,2C10, por 3 horas;

b) a corrente no início da carga deve ser limitada a 0,2C10;

c) durante o ensaio devem ser observados os limites de variação da temperatura e da corrente de descarga estabelecidos nos itens 6.2.3 alínea (d) e 6.3.3 alínea (d);

d) a cada 50 ciclos ± 3 ciclos deve ser reavaliada a capacidade em regime nominal (Cn10), segundo o método definido no item 6.3;

e) os ensaios devem ser encerrados se a capacidade obtida for inferior a 80 % da capacidade nominal (C10), antes de atingir o número mínimo de 200 ciclos;

f) ao final dos 200 ciclos a capacidade obtida não deve ser inferior a 80% do valor nominal especificado pelo fabricante.

g) após o término do ensaio, os elementos ou monoblocos devem ser recarregados conforme item 6.2.3 alínea (e), observando-se o disposto no item 6.2.3 alínea (f).

6.8 Retenção de carga (autodescarga)

6.8.1 Objetivo: avaliar a autodescarga do acumulador após determinado período em circuito aberto.

6.8.2 Requisito: após 90 dias em circuito aberto à temperatura de 25°C, a capacidade remanescente obtida não deve ser menor que 72% da capacidade real obtida no ensaio em regime nominal (Cr10).

6.8.3 Método de ensaio:

a) os elementos ou monoblocos devem estar em estado de plena carga. Se necessário, proceder a uma carga conforme item 6.2.3 alínea (e), observando-se o disposto no item 6.2.3 alínea (f);

b) manter as superfícies dos elementos ou monoblocos limpas e secas, evitando que qualquer agente externo possa facilitar descargas, além de sua própria autodescarga;

c) em seguida, armazenar os elementos ou monoblocos por 90 dias em circuito aberto, em lugar seco e com temperatura média de 25°C ± 3°C, que deve ser monitorada;

d) após o intervalo de tempo especificado anteriormente, os elementos ou monoblocos devem ser descarregados conforme procedimento descrito no item 6.2.3 alíneas (a), (b) e (c);

e) a perda percentual da capacidade (r) (autodescarga) é calculada pela equação a seguir:

Cr10 - CP

r = ___________________ x 100

Cr10

onde:

Cr10 : capacidade real obtida em regime nominal;

CP : capacidade obtida na descarga após 90 dias de repouso.

f) o valor de "r" deve ser menor ou igual a 28%, caso contrário, os ensaios de tipo devem ser encerrados;

g) após o término do ensaio, os elementos ou monoblocos devem ser recarregados conforme item 6.2.3 alínea (e), observando-se o disposto no item 6.2.3 alínea (f).

6.9 Avalanche térmica

6.9.1 Objetivo: avaliar a susceptibilidade dos elementos ou monoblocos à ocorrência da avalanche térmica.

6.9.2 Requisito: os elementos ou monoblocos devem ser submetidos a uma tensão de 2,45 VPE durante 168 horas. Em seguida a tensão é elevada para 2,60 VPE por mais 168 horas. Durante cada período a temperatura dos elementos ou monoblocos não deve exceder a 60°C.

6.9.3 Método de ensaio:

a) o ensaio deve ser efetuado em elementos ou monoblocos que tenham passado pelo ensaio de capacidade nas condições nominais conforme item 6.3;

b) os elementos ou monoblocos devem estar em estado de plena carga. Se necessário, proceder a uma carga conforme item 6.2.3 alínea (e), observando-se o disposto no item 6.2.3 alínea (f);

c) durante todo o ensaio a temperatura ambiente deve ser mantida entre 20°C e 25°C e o fluxo de ar entre os elementos ou monoblocos deve ser menor que 0,5 ms-1;

d) devem ser instalados três sensores de temperaturas da seguinte forma:

- um sensor em contato na superfície externa do elemento ou monobloco localizado em posição mediana do conjunto;

- um sensor no espaço compreendido entre dois elementos ou monoblocos quaisquer, preferencialmente na posição intermediária ao conjunto;

- um sensor afastado 100 mm do conjunto dos elementos ou monoblocos.

e) aplicar uma tensão de 2,45 VPE por um período de 168 horas, registrando a cada 15 minutos a corrente e a temperatura nos três sensores indicados no item anterior;

f) após o procedimento descrito na alínea (e), os elementos ou monoblocos devem ser colocados em circuito aberto até atingirem a temperatura de 25°C;

g) em seguida, aplicar uma tensão de 2,60 VPE por um período de 168 horas, registrando a cada 15 minutos a corrente e a temperatura nos três sensores indicados na alínea (d);

h) durante os procedimentos descritos nas alíneas (e) e (g) a temperatura em quaisquer dos sensores não deve ultrapassar a 60°C, caso isso ocorra o ensaio deverá ser encerrado;

i) para facilitar a análise dos resultados, a evolução da corrente e da temperatura podem ser esboçados na forma de gráficos.

6.10 Índice de inflamabilidade

6.10.1 Objetivo: avaliar as características de auto-extinção em relação à chama dos materiais plásticos constituintes da tampa e vaso.

6.10.2 Requisito: os materiais poliméricos devem apresentar características de auto-extinção em relação à chama grau V-0, caso contrário, os ensaios devem ser encerrados.

6.10.3 Método de ensaio: o procedimento de ensaio adotado é aquele indicado no método de ensaio padrão da UL 94.

6.11 Ciclagem térmica

6.11.1 Objetivo: avaliar a integridade do sistema de vedação dos elementos ou monoblocos, quando submetidos a variações térmicas.

6.11.2 Requisito: submeter 3 elementos ou monoblocos da amostra do grupo IV a 120 ciclos térmicos, onde cada ciclo consiste de 12 horas a uma temperatura de 0°C e 12 horas a uma temperatura de 50°C.

6.11.3 Método de ensaio: após cada 30 ciclos, proceder como indicado abaixo:

a) retirar as válvulas dos elementos ou monoblocos;

b) conectar por meio de mangueira adequada, dispositivo composto de fonte de gás comprimido (ar ou nitrogênio, filtros para retenção de água e óleo, e manômetro de dois estágios de baixa pressão), com tubulação isenta de umidade condensada no mesmo local da válvula retirada e submeter todos os elementos ou monoblocos da amostra a uma pressão positiva de 30 kPa durante 5 minutos;

c) os elementos ou monoblocos não devem apresentar vazamento, caso contrário, os ensaios devem ser encerrados.

7. Composição da Amostra e Seqüência de Ensaios

7.1 Para a realização de ensaios, a amostra deve ser composta de 23 elementos ou de 17 monoblocos, devendo ser dividida em 5 grupos, da seguinte forma:

a) grupo 1 = 6 elementos ou 3 monoblocos;

b) grupo 2 = 3 elementos ou 3 monoblocos;

c) grupo 3 = 3 elementos ou 3 monoblocos;

d) grupo 4 = 5 elementos ou 5 monoblocos;

e) grupo 5 = 6 elementos ou 3 monoblocos.

7.2 Na composição das amostras devem ser selecionados acumuladores de famílias de placas das seguintes capacidades: 25, 35, 50, 75, 100, 125, 150, 175, 200, 225, 250, 300, 350, 400, 450, 500, 600, 750, 850, 1000, 1100, 1250, 1350, 1500, 1750, 1850, 2000, 2100, 2250, 2350 e 2500 Ah.

7.3 Para efeito dos ensaios elétricos dentro de cada grupo, os elementos ou monoblocos dos grupos 1, 2, 3 e 5 devem ser associados em série. Os elementos do grupo 1, devem ser dispostos em duas filas de 3 elementos ou monoblocos de modo a ser utilizada uma interligação entre filas.

7.4 Os ensaios a serem realizados nos elementos pertencentes aos grupos de 1 a 5 devem obedecer a distribuição e a seqüência definida na Tabela 1.

7.5 Os ensaios elétricos devem ser iniciados no máximo 3 meses após o fornecimento dos elementos pelo fabricante e deve ser seguida a seqüência pré-determinada, sem prejuízo na continuação dos ensaios.

Tabela 1 - Distribuição e seqüência de ensaios

Distribuição e seqüência dos ensaios

Grupos

Item

1

2

3

4

5

Características construtivas

Inspeção visual

X

X

X

X

X

6.1

Ensaios elétricos

Tratamento prévio

X

X

X

 

X

6.2

Capacidade em regime nominal (Cn10)

X

X

X

 

X

6.3

Capacidade em regime diferente do nominal (Ct)

X

       

6.4

Adequação à flutuação

X

       

6.5

Eficiência de recarga

   

X

   

6.6

Desempenho frente a ciclos de carga e descarga

 

X

     

6.7

Retenção de carga (autodescarga)

   

X

   

6.8

Avalanche térmica

       

X

6.9

Ensaios de materiais

Índice de inflamabilidade

     

X

 

6.10

Ciclagem térmica

     

X

 

6.11

8. Identificação da homologação

Os acumuladores deverão portar o selo Anatel de identificação legível, incluindo a logomarca Anatel, o número da homologação e a identificação da homologação por código de barras, conforme modelo e instruções descritas no Art. 39 e Anexo III do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, anexo à Resolução nº 242, de 30.11.2000, ou outra que venha substituí-la.

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