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Resolução nº 412, de 09 de agosto de 2005 (REVOGADA)

Publicado: Segunda, 15 Agosto 2005 09:41 | Última atualização: Quinta, 18 Abril 2019 16:58 | Acessos: 544

Vide Resolução nº 482/2007

Revogada pela Resolução nº 708/2019

Aprova Norma para Certificação e Homologação de Telefones de Uso Público.

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no DOU de 15/8/2005.

 

O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 22 da Lei n.º 9.472, de 16 de julho de 1997, e art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, aprovado pelo
Decreto n.º 2.338, de 7 de outubro de 1997,

CONSIDERANDO os comentários recebidos em decorrência da Consulta Pública n.º 555, de 20 de agosto de 2004, publicada no Diário Oficial da União de 24 de agosto de 2004;

CONSIDERANDO que, de acordo com o que dispõe o inciso I do Art. 214, da Lei n.º 9.472, de 1997, cabe à Anatel editar regulamentação em substituição aos regulamentos, normas e demais regras em vigor;

CONSIDERANDO deliberação tomada em sua Reunião n.º 355, realizada em 3 de agosto de 2005, resolve:

Art.1º Aprovar a Norma para Certificação e Homologação de Telefones de Uso Público, na forma do Anexo a esta Resolução.

Art.2º Determinar que, após 90 (noventa) dias da data de publicação desta Resolução, o cumprimento das disposições contidas na Norma para Certificação e Homologação de Telefones de Uso Público tornar-se-á compulsório.

Art.3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

ELIFAS CHAVES GURGEL DO AMARAL
             Presidente do Conselho

 

ANEXO À RESOLUÇÃO Nº  412, DE 9 DE AGOSTO 2005

NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE
TELEFONE DE USO PÚBLICO

1. Objetivo

1.1 Esta norma estabelece os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade dos Telefones de Uso Público – TUP utilizados na prestação do Serviço Telefônico Fixo Comutado – STFC destinado ao uso do público em geral e de pessoas com deficiência auditiva parcial, para efeito de certificação e homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações.

1.2 Os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de telefones de uso público para pessoas portadoras de deficiência auditiva total, bem como de deficiência visual e com mobilidade reduzida, para efeito de certificação e homologação, deverão ser estabelecidos em norma específica.

2. Definições

Para fins desta norma, são adotadas as seguintes definições:

I – Faixa de Freqüência de Voz: faixa de freqüência compreendida entre 300 Hz e 3400 Hz;

II – NC - “Noise Criteria”: critério de ponderação para medição de ruído ambiente, conforme a Norma ISO 226;

III – Ponto de Referência da Boca: ponto situado 25 mm à frente dos lábios no eixo horizontal que passa através do centro da abertura da boca, conforme Recomendação P.64 da ITU-T (Figura A.1);

IV – Posição LRGP: posição que o monofone do equipamento telefone de uso público deve assumir para a realização dos ensaios eletroacústicos;

V – Receptor do Pulso de Tarifação: circuito interno ao telefone de uso público capaz de reconhecer os pulsos de tarifação enviados pelo equipamento de tarifação;

VI – Sistema de Supervisão: sistema destinado à supervisão do TUP com a finalidade de detectar condições de falhas, coletar dados referentes às chamadas efetuadas a fim de obter informações estatísticas do TUP.

3. Símbolos

Para fins desta norma, são adotados os símbolos apresentados a seguir.

 

 4. Abreviaturas Para fins desta norma, são adotadas as seguintes abreviaturas:

I – dBm Decibel relativo a 1 mW;

II – dBmp dBm medido com ponderação psofométrica (Rec. O.41 da ITU-T);

III – dBPa Decibel relativo a 1 Pascal (Pa);

IV – dBPa(A) Decibel relativo a 1 Pascal medido com ponderação A (IEC 60651);

V – dB SPL Decibel relativo a 20 μPa;

VI – dB SPL(A) Decibel relativo a 20 μPa medido com ponderação A (IEC 60651);

VII – DTMF “Dual Tone MultiFrequency”;

VIII – LRGP “Loudness Rating Guard-Ring Position”;

IX – PRB Ponto de Referência da Boca;

X – Rf Resistor variável utilizado para limitar a corrente de enlace;

XI – TUP Telefone de uso público;

XII – Vbat Tensão da bateria da central;

XIII – Vef Tensão eficaz medida em Volt (rms).

5. Referências

I – IEC 60651: Sound level meters;

II – IEC 60318-1 (1998-07): Electroacoustics – Simulators of human head and ear – Part 1: Ear simulator for the calibration of supra-aural earphones;

III – ISO 226: Acoustics – Normal equal-loudness level contours;

IV – ITU-T Rec. O.41: Psophometer for use on telephone-type circuits;

V – ITU-T Rec. P.64: Determination of sensitivity/frequency characteristics of local telephone systems;

VI – ITU-T Rec. E.161: Arrengement of digits, letters and symbols on telephones and other devices that can be used for gaining access to a telephone network.

6. Características Técnicas

6.1 Características da Operação

6.1.1 O TUP deve identificar e operar com o cartão indutivo homologado conforme o Regulamento para Certificação do Cartão Indutivo.

6.1.2 O TUP deve atender a todos os requisitos funcionais, de serviço, operação e uso definidos no Regulamento para Utilização do Telefone de Uso Público do STFC.

6.1.3 O TUP deve possibilitar o ajuste interno do nível de intensidade sonora gerado pelacampainha de tal forma que, em pelo menos uma posição de ajuste, atenda ao especificado no item 7.3.7 desta norma.

6.1.4 O TUP deve dispor de tecla suplementar destinada a aumentar o nível sonoro do sinal de voz recebido da linha telefônica. O sinal recebido da linha telefônica sem amplificação é a referência para avaliação de todas as características acústicas do TUP.

6.1.4.1 O acionamento dessa tecla deve possibilitar o aumento do nível sonoro em pelo menos 10 dB, em passos de 5 dB, podendo, para retornar ao volume inicial, ser utilizada a mesma tecla ou outra de livre escolha. Após a reposição do monofone no gancho o TUP deve restabelecer, automaticamente, o volume sonoro original.

6.1.5 O TUP deve apresentar, no visor, os dígitos marcados pelo usuário durante 3 s ± 50 ms, após o que deve ser omitida essa apresentação.

6.1.5.1 No caso do usuário marcar um dígito após ter sido encerrada a apresentação dos dígitos marcados anteriormente, devem ser mostrados todos os dígitos marcados, desde que o tempo decorrido entre as duas marcações não ultrapasse 8 s ± 50 ms.

6.1.5.2 Os dígitos marcados após o recebimento do pulso de tarifação não podem ser apresentados no visor.

6.1.6 O TUP deve ser capaz de reconhecer o recebimento de uma chamada e emitir o sinal de chamada correspondente, conforme especificado no item 7.3.7 desta norma.

6.1.7 Quando do uso do cartão indutivo como meio de cobrança o TUP deve, ao coletar o último crédito do cartão, conforme disposto no item 7.3.8 desta norma, emitir aviso sonoro ao usuário, e apresentar, no visor, a mensagem “TROQUE O CARTÃO”.

6.1.7.1 Durante um intervalo de tempo adicional de (5 ± 1) s não serão considerados pulsos de cobrança, de modo a permitir a substituição do cartão em uso por outro que contenha créditos.

6.1.8 O TUP deve ser dotado de leitora de cartão indutivo que, em caso de obstrução da leitora, admita a desobstrução pela introdução de outro cartão pelo usuário.

6.1.9 O comprimento do cordão do monofone do TUP deve ser de, no mínimo, 0,80 m.

6.1.9 O comprimento do cordão do monofone do TUP deve ser de, no mínimo, 0,80 m.

6.2 Características do Visor

O TUP deve ser dotado de visor com características de iluminação de forma a permitir a leitura das mensagens apresentadas, tanto em ambientes com iluminação deficiente, como em ambientes com alta intensidade de luz.

6.3 Características do Teclado 

6.3.1 O TUP deve possuir teclado com a disposição física das teclas apresentada na figura 1, baseada na Recomendação E.161 do ITU-T.

Figura 1 – Disposição Física das Teclas

6.3.2 A tecla que representa o dígito 5, deve ter identificador tátil que possibilite, facilmente, a sua identificação por deficientes visuais, com dimensões conforme a Recomendação E.161 do ITU-T.

6.3.3 A identificação alfabética pode ser gravada na própria tecla ou no painel do teclado.

6.3.4 Teclas suplementares, caso existam, devem ser dispostas de forma padronizada.

6.3.5 As teclas devem ser constituídas de material resistente a choques mecânicos e à corrosão do meio ambiente, e devem ser capazes de suportar a operação de marcação, conforme disposto no item 7.7 desta norma, bem como de evitar danos físicos ao usuário em caso de quebra.

6.3.6 Ao ser pressionada uma tecla, deve ser emitido para o usuário um aviso sonoro correspondente à operação de marcação realizada.

6.4 Características da Sinalização

6.4.1 A sinalização usada para a marcação de chamada pelo TUP deve ser, preferencialmente, a DTMF, assumindo automaticamente a decádica caso, no momento da sua instalação na rede do STFC, os tons DTMF não sejam entendidos pela central telefônica.

6.4.2 Tanto a sinalização decádica quanto a sinalização DTMF, enviadas pelo TUP, devem atender às disposições dos itens 7.4.6 e 7.4.7 desta norma.

6.4.3 Quando em operação com sinalização decádica, o TUP deve comutar para o modo de sinalização DTMF em um período de tempo de 8 s ± 50 ms após a marcação de qualquer dígito ou devido ao recebimento do pulso de atendimento, permanecendo nesse modo até a reposição do monofone no gancho.

6.4.4 A cada comunicação, no horário pré-determinado pelo Sistema de Supervisão, o TUP deve proceder à tentativa de conversão da sinalização decádica em sinalização DTMF.

6.4.5 O TUP deve tarifar de forma automática as chamadas dele originadas, independentemente do tipo de sinalização de cobrança recebida da central, conforme disposto no item 7.4.10 desta norma.

7. Requisitos para Certificação e Homologação

7.1 Requisitos Ambientais

7.1.1 O TUP deve atender às condições ambientais especificadas na figura 2.

7.1.2 O TUP deve atender às condições de ambiente salino, especificadas no item 8.7.2 desta norma.

7.2 Requisitos Funcionais

O TUP deve atender a todos os requisitos de funcionamento do Regulamento para Uso do Telefone de Uso Público do Serviço Telefônico Fixo Comutado.

7.3 Requisitos Eletroacústicos

7.3.1 As características eletroacústicas do TUP devem ser verificadas utilizando-se fonte de alimentação de 48 V, ponte de 2 x 250 Ω e linha de assinante com condutor de 0,40 mm de diâmetro (280 Ω/km, 50 nF/km). 

 

  Observações:

T1 Intervalo de tempo para a variação das condições climáticas (30°C/hora, sem ocorrência de condensação);

T2 Intervalo de tempo para a estabilização das condições climáticas (2 a 3 horas);

T3 Tempo de teste;

* Alternativamente às condições 23°C/60%, pode ser iniciado e concluído o ciclo com a câmara aberta, em condições ambientais, quando estas últimas não diferirem muito das primeiras;

** Condição em que devem ser realizados os testes necessários à verificação de que o equipamento continua em serviço/operação, não necessariamente atendendo às respectivas garantias de desempenho, sem sofrer danos ou alterações permanentes; SCU Sem controle de umidade relativa.

Figura 2 – Condições ambientais

7.3.2 O TUP deve atender às seguintes características de índice de sonoridade, para linha de assinante variando de 0 km a 4,3 km, com a tecla de aumento do nível sonoro em sua posição original (sem amplificação do nível de sinal na recepção):

a) o índice de sonoridade de emissão deve estar entre +3 dB e +14 dB;

b) o índice de sonoridade de recepção deve estar entre -10 dB e +1 dB;

c) o índice de sonoridade de efeito local de mascaramento deve ser maior ou igual a 7 dB;

d) quando a tecla de aumento do nível de sinal da recepção estiver na posição de ganho máximo (pelo menos 10 dB), o índice de sonoridade de recepção deve sofrer alteração na mesma proporção.

7.3.3 O TUP deve atender às seguintes características de resposta em freqüência, para linha de assinante de 0 ( zero ) km:

a) a curva de resposta em freqüência de emissão, deve enquadrar-se dentro dos limites do gráfico apresentado na figura 3;

b) a curva de resposta em freqüência de recepção, deve enquadrar-se dentro dos limites do gráfico apresentado na figura 4, medida com ouvido artificial especificado na Norma IEC 60318-1.

 Figura 3 – Curva de Resposta em Freqüência para Emissão 

 Figura 4 – Curva de Resposta em Freqüência para Recepção

7.3.4 A distorção harmônica total, medida na faixa de 300 Hz a 3400 Hz, para a corrente de alimentação do TUP equivalente a 4,3 km de linha deve estar:

a) na emissão: pelo menos 25 dB abaixo do nível da componente fundamental, medida nos terminais do TUP, com estímulo acústico de -4,7 dBPa no ponto de referência da boca;

b) na recepção: pelo menos 30 dB abaixo do nível da componente fundamental, com estímulo elétrico de -18 dBV nos terminais do TUP.

7.3.5 O TUP deve atender às seguintes características de ruído:

a) a potência de ruído de emissão, medida nos terminais do TUP, com o monofone fora do gancho e sem sinal acústico proveniente da cápsula emissora, deve ser menor ou igual a –64 dBmp, quando medida com corrente de enlace variando entre 20 mA e a máxima corrente de enlace possível;

b) a potência de ruído de recepção, medida com um ouvido artificial acoplado à cápsula de recepção, com o monofone fora do gancho e sem sinal acústico proveniente da cápsula emissora, deve ser menor ou igual a -49 dBPa(A), quando medida com corrente de enlace variando entre 20 mA e a máxima corrente de enlace possível.

7.3.6 O TUP deve atender às seguintes características de linearidade:

a) para um estímulo acústico de -4,7 dBPa, no ponto de referência da boca, com variação de ±10 dB, a resposta elétrica deve variar na mesma proporção (±10 dB), com tolerância de ±1 dB para a média das medições e de ±1,5 dB para as medições individuais em freqüências na faixa de 300 Hz a 3400 Hz;

b) para um estímulo elétrico de -18 dBV nos terminais do TUP, com variação de ±10 dB, a resposta acústica deve variar na mesma proporção (±10 dB), com tolerância de ±1 dB para a média das medições e de ±1,5 dB para as medições individuais em freqüências na faixa de 300 Hz a 3400 Hz.

7.3.7 O nível de intensidade sonora produzido pela campainha do TUP, quando submetido a um sinal de 70 Vef em 25 Hz deve ser maior ou igual a 67 dB SPL(A), medido a um metro do TUP com o ajuste de volume da campainha na posição de máxima intensidade.

7.3.8 O sinal de advertência ao usuário gerado pelo TUP, indicando a coleta da última unidade de crédito ou a retirada do cartão da leitora, deve ser de 800 Hz ± 120 Hz, com duração de 450 ms ± 150 ms, chaveado por uma onda quadrada de 10 Hz ± 2 Hz, disponibilizado na cápsula receptora do monofone com nível sonoro entre 40 e 50 dBSPL e acompanhado da mensagem correspondente no visor, conforme o item 6.1.8 desta norma.

7.4 Requisitos Elétricos

7.4.1 O TUP deve ser alimentado pela linha telefônica, ter suas funções independentes da polaridade da linha e operar corretamente quando alimentado com tensão de 44 V a 52 V com até 1200 Ω de resistência de enlace e ponte de 2 x 250 Ω.

7.4.2 O TUP deve atender aos seguintes limites quanto à sua resistência equivalente em corrente contínua:

a) com o monofone fora do gancho, deve permitir a circulação de corrente de linha com intensidade mínima de 20 mA, quando alimentado por uma fonte de 48 V com ponte de 2 x 250 Ω e resistência de enlace de 1200 Ω, equivalente a 4,3 km de linha.

b) com o monofone no gancho, deve permitir a circulação de corrente de linha com intensidade máxima de 2 mA, quando alimentado por uma fonte de 48 V com ponte de 2 x 250 Ω e resistência de enlace entre 0 Ω e 1200 Ω.

7.4.3 Na condição de enlace aberto, o TUP deve atender aos seguintes limites de impedância:

a) para uma tensão aplicada de 70 Vef em freqüência de 25 Hz, o módulo da impedância deve ser maior ou igual a 3,3 kΩ;

b) na faixa de freqüência de voz, o módulo da impedância deve ser maior ou igual a 10 kΩ, medido com tensão de 0,275 Vef, equivalente a -9 dBm em 600 Ω.

7.4.4 O balanceamento longitudinal do TUP, na condição de enlace fechado, deve ser maior ou igual a:

a) 40 dB na faixa de 60 Hz a 600 Hz;

b) 46 dB na faixa de 600 Hz a 3400 Hz.

7.4.5 A perda de retorno do TUP, em relação a 600 Ω, deve ser maior ou igual a 14 dB, na faixa de 300 Hz a 3400 Hz, com corrente de enlace variando entre 20 mA e a máxima corrente de enlace possível.

7.4.6 O TUP deve atender às seguintes características de sinalização decádica:

a) o sinal emitido deve ser um trem de pulsos que interrompa a corrente circulante na linha telefônica, em um número de vezes igual ao dígito acionado, sendo que ao dígito zero correspondem 10 pulsos;

b) as características do sinal, independente da velocidade de acionamento das teclas, são:

- freqüência de 10 ± 1 pulsos por segundo;

- tempo de abertura entre 58 ms e 77 ms;

- tempo de fechamento entre 28 ms e 40 ms;

- pausa interdigital de 700 ms a 1300 ms;

- durante o tempo de abertura de enlace, a corrente deve ser menor ou igual a 1 mA;

- durante o envio do trem de pulsos, deve existir monitoração das teclas pressionadas por meio de sinal audível, na cápsula receptora, com nível sonoro entre 40 e 50 dB SPL.

7.4.7 O TUP deve atender às seguintes características de sinalização multifreqüencial:

a) o sinal emitido pelo TUP deve ser composto de um par de freqüências emitidas simultaneamente, de acordo com a tabela 1, com as seguintes características:

- o nível de potência das freqüências do grupo baixo (abaixo de 1 kHz) deve ser de -10 dBm ± 3 dB;

- o nível de potência das freqüências do grupo alto (acima de 1 kHz) deve ser de -8 dBm ± 3 dB;

- o nível de potência emitida nas freqüências do grupo alto deve estar (2 ± 1) dB acima do nível de potência emitido nas freqüências do grupo baixo;

- cada freqüência fundamental emitida deve estar dentro de ± 1,5 % de seu valor nominal;

- tempo mínimo de emissão do sinal: 65 ms;

- intervalo mínimo da pausa interdigital: 65 ms;

- os sinais multifreqüenciais enviados para a linha devem ser audíveis através da cápsula receptora;

- a atenuação do sinal de voz na linha, proveniente da cápsula emissora, durante o envio da sinalização multifreqüencial, deve ser maior ou igual a 40 dB.

 Tabela 1 – Sinalização Multifreqüencial

b) o nível de potência total das componentes espúrias, medido na faixa de 300 Hz a 3400 Hz, deve ser 20 dB inferior ao nível de potência da freqüência do grupo baixo do sinal;

c) o nível de qualquer freqüência individual não desejada, medida numa largura de faixa de 100 Hz, não deve exceder os seguintes limites:

- Na faixa de 300 Hz a 4300 Hz: -33 dBm;

- Na faixa de 4300 Hz a 12000 Hz: -37 dBm (atenuando 12 dB/oitava de 4300 Hz a 12000 Hz);

- Na faixa de 12 kHz a 150 kHz: -55 dBm.

7.4.8 As teclas selecionadas pela freqüência de grupo alto de 1633 Hz podem ser utilizadas para funções especiais quando não houver a necessidade do envio dos pares de freqüências correspondentes para a central telefônica a qual o TUP estiver conectado.

7.4.9 A campainha do TUP deve ser acionada quando o equipamento for submetido a um sinal com as seguintes características:

a) tensão de 70 Vef, com variação de freqüência de 15 Hz a 30 Hz;

b) freqüência de 25 Hz, com tensão de 70 Vef e resistência de 10 kΩ em série.

7.4.10 O TUP deve reconhecer o pulso de cobrança recebido da central telefônica com as seguintes características possíveis:

a) pulsos de cobrança por inversão de polaridade conforme apresentado nas figuras 5 a 8.

b) pulsos de cobrança por freqüência com as seguintes características: freqüência de (12 ± 0,6) kHz; duração do pulso de (150 ± 50) ms; duração mínima entre pulsos de 900 ms; nível mínimo do sinal de 100 mVef; nível máximo do sinal de 3,2 Vef.

 

       T1: de   30 a 96 ms                                   P1: Instante do atendimento pelo terminal chamado

T2: de 400 a 500 ms                                P2: Máximo ponto para a primeira cobrança

T3: de 600 a 1400 ms                              P3: Máximo ponto para a segunda cobrança

Figura 5 – Pulsos de Cobrança por Inversão de Polaridade - 1

 

Figura 6 - Pulsos de Cobrança por Inversão de Polaridade - 2

 

Figura 7 - Pulsos de Cobrança por Inversão de Polaridade - 3

 

Figura 8 - Pulsos de Cobrança por Inversão de Polaridade - 4

7.4.11 O TUP deve decrementar os créditos existentes no cartão indutivo inserido na leitora, no momento em que forem reconhecidos pulsos de cobrança, com cadência condicionada à tarifa da chamada (local, de longa distância nacional ou internacional), em uma das modalidades abaixo:

a) inversão de polaridade: deve coletar um crédito a cada pulso de cobrança recebido, sendo de 1 pulso a cada 2 segundos a máxima freqüência de cobrança;

b) tom de 12 kHz: deve coletar um crédito a cada pulso de cobrança recebido, sendo de 1 pulso a cada 900 ms a máxima freqüência de cobrança.

7.4.12 O TUP, quando tiver a possibilidade de auto tarifação, deve comparar o número do acesso chamado com a sua tabela de tarifação por prefixos, e efetuar a coleta de créditos a partir da informação do atendimento, com cadência máxima de uma coleta a cada 900 ms.

7.4.13 Caso o TUP receba pulso de cobrança e não haja cartão inserido na leitora ou o cartão em uso não disponha de créditos, a chamada deve ser interrompida por abertura forçada do enlace dentro de, no máximo, 700 ms após o recebimento do pulso de cobrança especificado no item 7.4.10 desta norma.

7.4.13.1 O enlace deve permanecer aberto por um período de tempo entre 900 ms e 1300 ms, com a corrente circulante, nessa condição, menor ou igual a 2 mA, medida nas condições de alimentação do item 7.4.1 desta norma.

7.5 Requisitos de Compatibilidade Eletromagnética O TUP deve atender os requisitos estabelecidos no Regulamento para Certificação de Equipamentos  de Telecomunicações Quanto aos Aspectos de Compatibilidade Eletromagnética.

7.6 Requisitos de Segurança Elétrica

O TUP deve atender os requisitos estabelecidos no Regulamento para Certificação de Equipamentos de Telecomunicações Quanto aos Aspectos de Segurança Elétrica.

7.7 Requisitos Mecânicos

O teclado do TUP deve permitir, em toda a sua vida útil, pelo menos, 1 milhão de operações de acionamento em todas as suas teclas, mantendo preservadas suas características elétricas e funcionais.

8. Procedimentos de Ensaio

8.1 Disposições Gerais Devem ser utilizados os procedimentos de ensaios apresentados a seguir, sendo facultado o uso de procedimentos alternativos desde que equivalentes aos especificados nesta norma.

8.2 Condições de Ensaio As medições eletroacústicas referentes aos itens 8.3.4, 8.3.7 e 8.3.11 desta norma, relativas à recepção, devem ser realizadas em ambiente com nível de ruído inferior à NC-30 e, as demais medições referentes aos outros artigos, em ambiente com nível de ruído inferior à NC-50, com temperatura ambiente entre 20°C e 28°C e umidade relativa do ar entre 30% e 75%.

8.3 Ensaios Eletroacústicos

8.3.1 As características eletroacústicas devem ser determinadas utilizando-se a ponte de alimentação apresentada na figura 9. A linha artificial deve simular uma linha telefônica com condutor de 0,40 mm de diâmetro, com 280 Ω/km e 50 nF/km.

Ponte de Alimentação

Figura 9 – Ponte de Alimentação para ensaios eletroacústicos

 

8.3.2 Deve ser providenciada proteção adequada para que a jiga de teste não gere sobretensão nos terminais de alimentação DC e nos terminais de medidas La, Lb e Sa, Sb quando o TUP,previamente alimentado, abrir o enlace por reposição do monofone no gancho ou por marcação decádica.

8.3.3 Para a medição do índice de sonoridade de emissão, realizar montagem conforme a figura 10 e executar o seguinte procedimento:

a) utilizar um sistema objetivo de medidas de índice de sonoridade;

b) calibrar a boca artificial para uma pressão acústica de 0,58 Pa (-4,7 dBPa) no ponto de referência da boca artificial ao longo da faixa de freqüências de 100 Hz a 8 kHz;

c) montar o monofone na frente da boca artificial na posição LRGP;

d) variar o comprimento da linha para os valores de 0 km e 4,3 km e verificar se os valores obtidos atendem à especificação.

 Figura 10 – Montagem para medição do índice de sonoridade de emissão

 

8.3.4 Para a medição do índice de sonoridade de recepção, realizar montagem conforme a figura 11 e executar o seguinte procedimento:

a) utilizar um sistema objetivo de medidas de índice de sonoridade;

b) calibrar o ouvido artificial;

c) utilizar um gerador com impedância de saída menor ou igual a 6 Ω ;

d) ajustar a saída do gerador para 0,25 Vef (-12 dBV) ao longo da faixa de freqüências de 100 Hz a 8 kHz;

e) manter o monofone na posição LRGP;

f) acoplar o monofone ao ouvido artificial;

g) variar o comprimento da linha para os valores de 0 km e 4.3 km e verificar se os valores obtidos atendem à especificação;

h) posicionar a tecla de aumento do nível da recepção para ganho máximo (pelo menos 10 dB) e verificar se o índice de sonoridade de recepção é alterado na mesma proporção.

8.3.5 Para a medição do índice de sonoridade de efeito local, realizar montagem conforme a figura 12 e executar o seguinte procedimento:

a) utilizar um sistema objetivo de medidas de índice de sonoridade;

b) calibrar a boca artificial para uma pressão acústica de 0,58 Pa (-4,7 dBPa) no ponto de referência da boca artificial ao longo da faixa de freqüências de 100 Hz a 8 kHz;

c) calibrar o ouvido artificial;

d) montar o monofone na frente da boca artificial na posição LRGP;

e) acoplar o monofone ao ouvido artificial;

f) variar o comprimento da linha para os valores de 0 km e 4,3 km e verificar se os valores obtidos atendem à especificação.


 Figura 11 – Montagem para medição do índice de sonoridade de recepção

Figura 12 – Montagem para medição do índice de sonoridade de efeito local

8.3.6 Para a medição da resposta em freqüência de emissão, utilizar montagem conforme a figura 10, e executar o seguinte procedimento:

a) substituir o medidor de índice de sonoridade por um voltímetro (sem qualquer filtro);

b) manter um comprimento de linha de 0 km;

c) medir a resposta em freqüência de emissão na faixa de 100 Hz a 8 kHz;

d) verificar se os valores obtidos atendem à especificação.

8.3.7 Para a medição da resposta em freqüência de recepção, utilizar montagem conforme a figura 11 e executar o seguinte procedimento:

a) substituir o medidor de índice de sonoridade por um voltímetro (sem qualquer filtro);

b) manter um comprimento de linha de 0 km;

c) medir a resposta em freqüência de recepção na faixa de 100 Hz a 8 kHz;

d) verificar se os valores obtidos atendem à especificação.

 8.3.8 Para a medição da distorção harmônica de emissão, utilizar montagem conforme a figura 13 e executar o seguinte procedimento:

a) substituir o medidor de índice de sonoridade por um medidor de distorção ou analisador de espectro;

b) calibrar a boca artificial para uma pressão acústica de 0,58 Pa (-4,7 dBPa) no ponto de referência da boca (PRB);

c) manter um comprimento de linha de 0 km;

d) ajustar Rf para que a corrente de enlace circulante, If, seja 20 mA;

e) medir a distorção harmônica de emissão na faixa de 300 Hz a 3400 Hz;

f) verificar se os valores obtidos atendem à especificação.


  Figura 13 – Montagem para medição da distorção harmônica de emissão

8.3.9 Para medição da distorção harmônica de recepção, utilizar montagem conforme a figura 14 e executar o seguinte procedimento:

a) substituir o medidor de índice de sonoridade por um medidor de distorção ou analisador de espectro;

b) manter um comprimento de linha de 0 km;

c) ajustar Rf para que a corrente circulante, If, seja 20 mA;

d) medir a distorção harmônica de recepção na faixa de 300 Hz a 3400 Hz;

e) verificar se os valores obtidos atendem à especificação.

 

 Figura 14 – Montagem para medição da distorção harmônica de recepção

8.3.10 Para medição do ruído de emissão, utilizar montagem conforme a figura 15 e executar o seguinte procedimento:

a) utilizar um medidor psofométrico, com impedância de entrada maior ou igual a 50 kΩ, capaz de realizar medidas segundo a Recomendação O.41 da ITU-T;

b) montar o monofone na frente da boca artificial, na posição LRGP, desconectando todo e qualquer sinal de entrada na boca artificial;

c) medir o ruído psofométrico ajustando o valor de Rf para que a corrente de enlace, If, varie entre 20 mA e a máxima corrente de enlace possível;

d) verificar se os valores obtidos atendem à especificação.

 

 Figura 15 – Montagem para medição do ruído de emissão

8.3.11 Para medição do ruído de recepção, utilizar montagem conforme a figura 16 e executar o seguinte procedimento:

a) calibrar o ouvido artificial;

b) acoplar o monofone do equipamento TUP ao ouvido artificial e colocá-lo na posição LRGP;

c) utilizar um medidor calibrado em dBPa e com ponderação A;

d) medir o ruído de recepção ajustando o valor de Rf para que a corrente de enlace, If, varie entre 20 mA e a máxima corrente de enlace possível;

e) verificar se os resultados obtidos atendem à especificação.

 

 Figura 16 – Montagem para medição do ruído de recepção

8.3.12 Para medição da linearidade de emissão, utilizar montagem conforme a figura 10 e executar o seguinte procedimento:

a) aplicar no PRB um estímulo acústico de -4,7 dBPa;

b) com uma linha de comprimento de 0 km, verificar a resposta elétrica nos terminais do TUP;

c) variar a pressão acústica no PRB de ±10 dB;

d) medir a variação da resposta elétrica nos terminais do TUP;

e) verificar se os resultados atendem à especificação.

8.3.13 Para medição da linearidade de recepção, utilizar montagem conforme a figura 11 e executar o seguinte procedimento:

a) aplicar nos terminais do TUP um estímulo elétrico de -18 dBV;

b) com uma linha de comprimento de 0 km, verificar a resposta acústica na saída do ouvido artificial;

c) variar o estímulo elétrico de ±10 dB;

d) medir a variação da resposta acústica na saída do ouvido artificial;

e) verificar se os resultados atendem à especificação.

8.3.14 Para medição do nível de intensidade sonora produzido pela campainha do TUP, utilizar montagem conforme a figura 17 e executar o seguinte procedimento:

a) posicionar o TUP a 1 m do solo e na borda do suporte;

b) posicionar o microfone a uma distância de 1 m do TUP, medida entre o centro da face frontal do telefone e o centro da superfície frontal do microfone, a um ângulo entre 10° e 45° da horizontal referente à base do TUP;

c) o TUP deve ser alimentado de acordo com o item 7.4.1, e ser alimentado com um gerador de Vg = 70 Vef (na freqüência de 25 Hz) e resistência de linha ≤ 300 Ω;

d) a medição deve ser realizada com um medidor de nível acústico, com leituras em dB(A) referido a 20 uPa (dB SPL(A));

e) verificar se os resultados obtidos atendem à especificação.

Figura 17 – Montagem para medição do nível de intensidade sonora produzido pela campainha

8.3.15 Para a avaliação acústica do sinal de advertência e da verificação do sinal audível da tecla pressionada no modo de sinalização decádica, utilizar montagem conforme a figura 18 e executar o seguinte procedimento:

a) para o sinal de advertência:

- inserir um cartão válido na leitora do TUP;

- selecionar no medidor de nível acústico a função “hold” para a captura do nível acústico máximo, deixando o gerador senoidal desligado do circuito;

- retirar o cartão e observar se o resultado apresentado no medidor sonoro atende à especificação.

b) para o sinal de reconhecimento da tecla pressionada no modo de sinalização por pulsos:

- ligar o gerador senoidal ao circuito, ajustado na freqüência de 425 Hz e na amplitude de 0,5 Vef;

- teclar o dígito 0;

- desligar o gerador senoidal;

- selecionar no medidor de nível acústico a função de “hold” no nível máximo;

-teclar novamente o dígito 0 e observar se o valor apresentado atende à especificação.

 

 Figura 18 – Montagem para avaliação acústica do sinal de advertência e da verificação do sinal audível da tecla pressionada no modo de sinalização decádica

8.4 Ensaios Elétricos

8.4.1 Para medição da resistência em corrente contínua, utilizar montagem conforme a figura 19 e executar o seguinte procedimento:

a) manter o monofone fora do gancho;

b) utilizar Vbat = 48 V;

c) medir a corrente If para R enlace igual a 1200 Ω;

d) repetir a medida de If invertendo os terminais de entrada do TUP;

e) manter o monofone no gancho;

f) utilizar Vbat = 52V ;

g) medir a corrente If para R enlace de 0 Ω e 1200 Ω e para as duas polaridades de alimentação do TUP;

h) verificar se os resultados obtidos atendem à especificação.

8.4.2 Para medição da impedância na freqüência de 25 Hz, com o enlace aberto, utilizar montagem conforme a figura 20 e executar o seguinte procedimento:

a) manter o monofone no gancho;

b) utilizar um gerador senoidal ajustado na freqüência de 25 Hz;

c) utilizar R ≤ 300 Ω;

d) ajustar Vg para que Vt = 70 Vef;

e) medir a corrente It;

f) calcular o módulo da impedância do TUP, através da seguinte equação:

g) verificar se o resultado obtido atende à especificação.

 

 Figura 19 – Montagem para medição de resistência em corrente contínua

 

 Figura 20 – Montagem para medição da impedância na freqüência de 25 Hz

 8.4.2.1 Neste ensaio devem ser utilizados medidores que indiquem o valor eficaz (rms) real, pois, as formas de onda da corrente e tensão podem não ser senoidais.

8.4.3 Para medição da impedância na faixa de freqüência de voz com o enlace aberto, utilizar montagem conforme a figura 21 e executar o seguinte procedimento:

a) manter o monofone no gancho;

b) utilizar um gerador senoidal com impedância de saída menor ou igual a 6 Ω;

c) ajustar Vg para que Vt = 0,388 Vef;

d) medir a corrente It, variando a freqüência do gerador de 300 Hz a 3400 Hz;

e) calcular o módulo da impedância do TUP, para todas as freqüências medidas, através da seguinte equação:

 

f) verificar se os resultados obtidos atendem à especificação.

8.4.4 Para medição do balanceamento longitudinal, utilizar montagem conforme a figura 22 e executar o seguinte procedimento:

a) manter o monofone fora do gancho em local com baixo ruído ambiente (≤ 40 dB SPL(A)), isolado acusticamente ou substituir a cápsula transmissora pela sua impedância equivalente. Manter a cápsula receptora acoplada ao ouvido artificial, conforme a Norma IEC-318;

b) utilizar Vbat = 48 V e Rf = 0 Ω;

c) utilizar resistores de 300 Ω casados com variação de 0,1% entre si;

d) utilizar um gerador senoidal com tensão de saída Vg = 0,775 Vef, com impedância de saída menor ou igual a 6 Ω;

e) conectar o terra do gerador ao ponto de aterramento do TUP. Caso não exista ponto para aterramento, colocar o TUP em teste sobre uma chapa metálica e conectá-la ao terra do gerador;

f) variar a freqüência do gerador de 60 Hz a 3400 Hz;

g) medir a tensão Vt utilizando um medidor seletivo balanceado de alta impedância de entrada (≥ 50 kΩ), sintonizado na mesma freqüência do gerador, com largura de banda menor ou igual a 25 Hz;

h) calcular o balanceamento longitudinal (BAL) por meio da seguinte equação, para Vg e Vt medidos em Volts (valor eficaz):

 

ou, para Vg e Vt medidos em dB:

i) repetir este procedimento invertendo os terminais de entrada do TUP;

j) verificar se os resultados obtidos atendem à especificação.

 

Figura 21 - Montagem para medição da impedância na faixa de freqüência de voz

Figura 22 – Montagem para medição do balanceamento longitudinal 

8.4.5 Para medição da perda de retorno, utilizar montagem conforme a figura 23 e executar o seguinte procedimento:

a) utilizar resistores de 600 Ω casados com variação de 0,1% entre si;

b) utilizar um gerador senoidal com tensão de saída Vg = 0,775 Vef, cuja impedância de saída seja menor ou igual a 6 Ω;

c) variar a freqüência do gerador na faixa de 300 Hz a 3400 Hz;

d) medir as tensões Vt1 e Vt2 utilizando um medidor seletivo balanceado, de alta impedância de entrada (≥ 50 kΩ), sintonizado na mesma freqüência do gerador, com largura de banda menor ou igual a 25 Hz;

e) calcular a perda de retorno através da seguinte equação, para Vt1 e Vt2 medidos em volt eficaz:

 ou, para Vt1 e Vt2 medidos em dB:

f) repetir este procedimento para toda a faixa de freqüência de voz, com a corrente de enlace If ajustada (por meio de Rf) no intervalo entre 20 mA e a máxima corrente de enlace possível;

g) manter o monofone em local com baixo ruído ambiente (≤40 dB SPL(A)) ou substituir a cápsula transmissora pela sua impedância equivalente. Manter a cápsula receptora acoplada ao ouvido artificial, conforme a Norma IEC-318;

h) repetir as medições invertendo os terminais de entrada do TUP;

i) verificar se os resultados obtidos atendem à especificação.

 Figura 23 - Montagem para medição da Perda de Retorno

8.4.6 Para medição das características de sinalização decádica, utilizar montagem conforme a figura 24 e executar o seguinte procedimento:

a) utilizar Rf = 1100 Ω;

b) acionar todas as teclas e verificar, no osciloscópio, se os pulsos enviados correspondem ao dígito correspondente à tecla acionada;

c) medir os tempos de abertura/fechamento;

d) calcular a freqüência dos pulsos da teclagem;

e) medir o tempo de pausa interdigital;

f) medir a tensão Va e calcular a corrente durante a abertura do enlace, através da seguinte equação:

 g) verificar se os resultados obtidos atendem à especificação.

8.4.6.1 O canal do osciloscópio que estiver medindo a tensão entre os terminais La e Lb não pode acusar tensões maiores do que 48 V, quando o enlace estiver aberto pelo envio de cada pulso da sinalização decádica.

  Figura 24 – Montagem para medição de características de sinalização decádica

 

8.4.7 Para medição das características de sinalização multifreqüencial, utilizar montagem conforme a figura 25, e executar o seguinte procedimento:

a) utilizar um analisador de espectro com impedância de entrada maior ou igual a 50 kΩ;

b) ajustar Rf para que a corrente de enlace If seja igual a 20 mA;

c) marcar os dígitos de 1 a 0 e medir para cada dígito as freqüências e os respectivos níveis de potência dos tons enviados;

d) medir os tempos de presença e pausa dos tons (utilizar um osciloscópio digital no lugar do analisador de espectro);

e) ajustar Rf para que a corrente de enlace If atinja a máxima corrente de enlace possível e repetir as medições anteriores;

f) verificar se os resultados obtidos atendem à especificação.

8.4.8 Para medição dos sinais espúrios durante o envio da sinalização multifreqüencial, utilizar montagem conforme a figura 25 e executar o seguinte procedimento:

a) utilizar um analisador de espectro com impedância de entrada maior ou igual a 50 kΩ;

b) ajustar Rf para que a corrente de enlace If seja de 20 mA;

c) manter pressionada qualquer tecla (de 1 a 0), para que a sinalização multifreqüencial seja enviada continuamente. Caso o TUP não envie sinal continuamente, o analisador de espectro deve permitir a medição do espectro apenas no intervalo de emissão do tom;

d) medir o nível de potência das freqüências espúrias individuais na faixa de 300 Hz a 3400 Hz (utilizar uma largura de faixa de 100 Hz) e calcular a potência total das freqüências espúrias, ou utilizar um instrumento que meça a potência em toda a faixa de 300 Hz a 3400 Hz e filtre as 2 freqüências fundamentais;

e) medir o nível de potência das freqüências espúrias na faixa de 3400 Hz a 150 kHz (utilizar uma largura de faixa de 100 Hz);

f) verificar se os resultados obtidos atendem à especificação.

 Figura 25 – Montagem para medição das características de sinalização multifrequencial

 

8.4.9 Para medição da atenuação do sinal de voz durante o envio da sinalização multifreqüencial, utilizar montagem conforme a figura 10 e executar o seguinte procedimento:

a) substituir o medidor de índice de sonoridade por um analisador de espectro ou voltímetro seletivo;

b) calibrar a boca artificial para uma pressão acústica de 0,58 Pa (-4,7 dBPa) no ponto de referência da boca;

c) manter um comprimento de linha de 0 km;

d) injetar um sinal acústico na cápsula transmissora com a boca artificial na freqüência de 1000 Hz;

e) medir o nível do sinal elétrico enviado para a linha com o analisador de espectro ou o voltímetro seletivo sintonizado em 1000 Hz;

f) fazer o TUP emitir a sinalização multifreqüencial correspondente à tecla “3” juntamente com o sinal proveniente da cápsula transmissora e medir novamente o nível do sinal na linha;

g) calcular a atenuação e verificar se o valor obtido atende à especificação.

8.4.10 Para verificação do acionamento da campainha, utilizar montagem conforme a figura 20 e executar o seguinte procedimento:

a) utilizar R ≤ 300 Ω;

b) ajustar Vg para que Vt = 70 Vef;

c) variar a freqüência do gerador de 15 Hz a 30 Hz;

d) verificar se a campainha é acionada;

e) utilizar R = 10 kΩ;

f) manter a freqüência do gerador em 25 Hz;

g) ajustar Vg para que Vt = 70 Vef;

h) verificar se a campainha é acionada.

8.4.11 Para a avaliação da cobrança por tom de 12 kHz ou inversão de polaridade, do período de tempo permitido para a troca de cartão, do intervalo de tempo em que o TUP impõe o enlace aberto após uma cobrança não realizada, e da corrente circulante no enlace nessa situação, utilizar montagem conforme a figura 26 e executar o seguinte procedimento:

a) ajustar a linha artificial para 4,3 km com o TUP em operação (fone fora do gancho) e com cartão inserido na leitora;

b) ajustar o gerador senoidal para a freqüência de 425 Hz com amplitude de 0,22 Vef e ligá-lo ao circuito;

c) teclar um dígito;

d) desligar o gerador senoidal do circuito;

e) teclar pelo menos mais dois dígitos para definir uma chamada tarifada pela central;

f) inverter a polaridade da linha e observar se ocorre a coleta de um crédito do cartão;

g) ajustar o gerador senoidal para a freqüência de 11,4 kHz, com amplitude de 3,2 Vef e tempo de permanência do pulso de 100 ms;

h) conectar o gerador senoidal ao circuito e liberar o envio de um pulso, observando se ocorre a cobrança de um crédito do cartão;

i) desconectar o gerador senoidal do circuito e ajustá-lo na freqüência de 12,6 kHz, com amplitude de 3,2 Vef, pulso de 100 ms e intervalo de tempo entre pulsos de 800 ms;

j) conectar o gerador senoidal ao circuito e observar a ocorrência de cobrança de, pelo menos, 30 créditos do cartão indutivo, sem que o TUP saia de operação ou interrompa o enlace. Utilizar o osciloscópio para observar se o enlace é aberto.

k) começar outra chamada repetindo os procedimentos descritos nos incisos b ao e;

l) repetir o procedimento descrito no inciso i, alterando o intervalo de tempo entre pulsos para 900 ms;

m) inserir um cartão carregado com 1 crédito na leitora do TUP, conectar o gerador senoidal ao circuito e observar, com o uso do osciloscópio, quantos pulsos de tarifação não são considerados após a coleta do crédito do cartão. Neste momento, deve estar presente no visor a mensagem “troque o cartão”. A contagem do número de pulsos recebidos menos 1, até o momento em que o TUP interrompe o enlace, é o período de tempo destinado à troca do cartão;

n) desligar o gerador senoidal do circuito e retirar o cartão da leitora;

o) iniciar uma nova chamada repetindo os procedimentos descritos nos incisos b a e;

p) inverter a polaridade da linha avaliando, através do osciloscópio, o tempo decorrido desde a inversão de polaridade até o momento em que o TUP abre a linha, o período de tempo em que o enlace permanece aberto e a intensidade da corrente no enlace na condição de enlace aberto.

q) verificar se os valores atendem à especificação.

Figura 26 – Montagem para avaliação da cobrança por tom de 12 kHz ou por inversão de polaridade

 

8.5 Ensaios de Compatibilidade Eletromagnética

8.5.1 O TUP deve ser ensaiado de acordo com o Regulamento para a Certificação de Equipamentos de Telecomunicações Quanto aos Aspectos de Compatibilidade Eletromagnética, nas seguintes condições:

8.5.1.1 Utilizar a montagem de teste conforme a figura 27:

8.5.1.2 Nos ensaios de imunidade seguir os seguintes passos:

1) inserir, em paralelo com o voltímetro seletivo, um gerador de sinais e com o monofone fora do gancho enviar um sinal de discar (425 Hz), verificando se o TUP identifica o sinal;

2) acionar uma tecla qualquer, suspender o envio do sinal de discar, e acionar as teclas correspondentes a um número de assinante aleatório, verificando se o TUP libera para uso as cápsulas transmissoras e receptoras;

3) em seguida, configurar o gerador para gerar um pulso de cobrança de 12 kHz e nível de 3,2 Vef, enviar o pulso de cobrança e verificar se é decrementado 1 crédito no cartão inserido na leitora do TUP;

4) programar o gerador para gerar um pulso de cobrança de 12 kHz a cada 2 minutos;

5) no ensaio de imunidade à interferência conduzida, o sinal interferente deve ser introduzido entre a ponte de alimentação e o telefone sob teste;

6) no ensaio de imunidade à interferência (radiada ou conduzida), a potência do sinal de 1 kHz demodulado, medido em V1 (com uma largura de banda menor ou igual a 100 Hz), deve ser menor ou igual a -40 dBm.

7) tanto no ensaio de imunidade à interferência radiada, quanto nos ensaios de imunidade à interferência conduzida, verificar se há cobrança indevida de créditos, e se ocorre interrupção da chamada;

8.5.1.3 No ensaio de emissão, realizar o ensaio seguindo o procedimento do item b acima, do passo 1 até o passo 4;

8.5.1.4 Após a realização dos ensaios de resistibilidade a pertubações eletromagnéticas, o funcionamento do TUP deve ser avaliado da seguinte maneira:

a) realizar testes funcionais de sinalização de linha (decádica e multifreqüencial), conversação, cobrança e recebimento de chamada;

b) realizar medições de resistência em corrente contínua (item 8.4.1), balanceamento longitudinal (item 8.4.4) e ruído de emissão (item 8.3.10).

 Figura 27 – Montagem para avaliação dos aspectos de compatibilidade eletromagnética

 

 8.6 Ensaios de Segurança Elétrica

8.6.1 O TUP deve ser ensaiado de acordo com o Regulamento para a Certificação de Equipamentos de Telecomunicações Quanto aos Aspectos de Segurança Elétrica.

8.7 Ensaios Climáticos

8.7.1 O TUP deve ser submetido ao ciclo climático apresentado na figura 2, com as seguintes considerações:

a) durante a realização do ciclo climático, manter o TUP na condição de monofone no gancho e alimentado por uma linha de assinante conectada a uma central telefônica;

b) a duração dos intervalos de tempo T3 do ciclo climático deve ser o período de tempo necessário para realizar testes funcionais de sinalização de linha (decádica e multifreqüencial), conversação e recebimento de chamada;

c) realizar os ensaios eletroacústicos 2 (duas) horas após o término do ensaio de ciclo climático, conforme o item 8.3 desta norma.

8.7.2 O TUP deve ser submetido ao ensaio de Névoa Salina, conforme a NBR 8094, com período de exposição de 96 horas, solução de 5% de NaCl e temperatura de 35°C. Após o ensaio, o TUP não deve apresentar evidências de oxidação.

8.8 Ensaios Mecânicos

O teclado do TUP deve ser submetido ao ensaio de “Vida Mecânica” no qual todas as suas teclas devem suportar 1 milhão de operações, numa taxa de 2 operações por segundo, sem apresentar defeitos mecânicos e elétricos. Após o ensaio o teclado deve manter suas características operacionais conforme especificado nos itens 7.4.6 e 7.4.7 desta norma.

8.9 Ensaios Funcionais

O TUP deve ser submetido a ensaios funcionais que permitam verificar todas as funcionalidades dispostas no Regulamento para Uso do Telefone de Uso Público.

9. Identificação da Homologação

Os telefones de uso público deverão portar o selo Anatel de identificação legível, incluindo a logomarca Anatel, o número da homologação e a identificação da homologação por código de barras, conforme modelo e instruções descritas no art. 39 e Anexo III do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, anexo à Resolução n° 242, de 30.11.2000, ou outra que venha substituí-la.

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