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Resolução nº 467, de 8 de junho de 2007

Publicado: Quinta, 21 Junho 2007 01:00 | Última atualização: Sexta, 12 Maio 2017 14:26 | Acessos: 4097
 

Aprova a Norma para Certificação e Homologação de Cabos Coaxiais Flexíveis de 75 Ohms com trança de Fios de Alumínio.

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no DOU de 21/06/2007.

 

O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 22 da Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, e pelo art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, aprovado pelo Decreto nº 2.338, de 7 de outubro de 1997;

CONSIDERANDO os comentários recebidos em decorrência da Consulta Pública no 746, de 9 de outubro de 2006, publicada no Diário Oficial da União de 10 de outubro de 2006;

CONSIDERANDO que, de acordo com o que dispõe o inciso I do art. 214, da Lei no 9.472, de 1997, cabe à Anatel editar regulamentação em substituição aos regulamentos, normas e demais regras em vigor;

CONSIDERANDO o constante dos autos do Processo no 53500.021684/2006;

CONSIDERANDO deliberação tomada em sua Reunião no 437, realizada em 30 de maio de 2007;

RESOLVE:

Art.1º Aprovar a Norma para Certificação e Homologação de Cabos Coaxiais Flexíveis de 75 Ohms com trança de Fios de Alumínio.

Art.2º Determinar que, após 90 (noventa) dias da data de publicação desta Resolução, o cumprimento das disposições contidas na Norma para Certificação e Homologação de Cabos Coaxiais Flexíveis de 75 Ohms com trança de Fios de Alumínio tornar-se-á compulsório, quando então ficam revogadas as disposições da Resolução nº 381, de 1º de outubro de 2004.

Art.3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

PLÍNIO DE AGUIAR JÚNIOR
Presidente do Conselho

ANEXO À RESOLUÇÃO Nº 467, DE 08 DE JUNHO DE 2007

NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE CABOS COAXIAIS FLEXÍVEIS DE 75 OHMS COM TRANÇA DE FIOS DE ALUMÍNIO

1. Objetivo
Esta norma estabelece os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de cabos coaxiais flexíveis de 75 ohms com trança de fios de alumínio, para efeito de certificação e homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações.

2. Abrangência
I - Esta norma aplica-se aos cabos de coaxiais flexíveis de 75 ohms com trança de fios de alumínio, com aplicação em redes externas e internas para transmissão de sinais de banda larga e outros sinais de telecomunicações;
II - Os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de cabos coaxiais não contemplados nesta norma, para efeito de certificação e homologação, deverão ser estabelecidos em normas específicas.

3. Referências
Para fins desta norma, são adotadas as seguintes referências:
I - NBR 6810: 1981 –- Fios e cabos elétricos - Tração à ruptura em componentes metálicos;
II - NBR 8094: 1983 – Material metálico revestido e não revestido – Corrosão por exposição à névoa salina;
III - NBR 9141: 1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos – Ensaio de tração e alongamento à ruptura – Método de ensaio;
IV - NBR 9148: 1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos – Ensaio de envelhecimento acelerado – Método de ensaio;
V - NBR 9149: 1998 – Cabos telefônicos – Ensaio de escoamento de composto de enchimento – Método de ensaio;
VI - NBR 13977: 1997 – Cabos ópticos – Determinação do tempo de indução oxidativa (OIT) – Método de ensaio;
VII - NBR 14705: 2006 - Classificação dos cabos internos para telecomunicações quanto ao comportamento frente à chama - Especificação;
VIII - NBR NM-IEC-60811-1-1 - Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação e de cobertura de cabos elétricos - Parte 1: Métodos para aplicação geral - Capítulo 1: Medição de espessuras e dimensões externas - Ensaios para a determinação das propriedades mecânicas;
IX - NBR NM-IEC-60811-1-3 - Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação e de cobertura de cabos elétricos - Parte 1: Métodos para aplicação geral - Capítulo 3: Métodos para determinação de densidade de Massa - Ensaios de absorção de água – Ensaio de retração;
X - ASTM A 641: 1998 - Specification For Zinc-Coated (Galvanized) Carbon Steel Wire;
XI - ASTM B 557: 1994 - Standard Test Methods of Tension Testing Wrought and Cast Aluminum and Magnesium – Alloy Products;
XII - ASTM D 746: 1998 – Standard Test Method For Brittleness Temperature Of Plastics And Elastomers By Impact;
XIII - ASTM D 1505: 1998 – Standard Test Method for Density of Plastics by the Density-Gradient Technique;
XIV - ASTM D 1603: 2001 – Standard Test Method for Carbon Black In Olefin Plastics;
XV - ASTM D 3349: 1999 – Standard Test Method for Absorption Coefficient of Ethylene Polymer Material Pigmented with Carbon Black;
XVI - ASTM D 4565: 1999 – Standard Test Methods for Physical and Environmental Performance Properties of Insulations and Jackets for Telecommunications Wire and Cable;
XVII - ASTM D 4566: 1998 – Standard Test Methods for Electrical Performance Properties of Insulations and Jackets for Telecommunications Wire and Cable;
XVIII - IEC 61196-1: 1995 – Radio-Frequency cables – Part 1: Generic Specification – General definitions, requeriments and test methods;
XIX - ANSI/SCTE 03 1997 – Test Method for Coaxial Cable Structural Return Loss;
XX - ANSI/SCTE 10 2001 – Test Method for Flexible Coaxial Cable Impact Test;
XXI - ANSI/SCTE 48-3 2004 – Test Procedure for Measuring Shielding Effectiveness of Braided Coaxial Drop Cable Usinh the GTEM Cell;
XXII - ANSI/SCTE 59 2002 – Test Method for Drop Cable Center Conductor Bond to Dielectric;
XXIII - ANSI/SCTE 66 2003 – Test Method for Coaxial Cable Impedance;
XXIV - ANSI/SCTE 69 2002 – Test Method for Moisture Inhibitor Corrosion Resistance;
XXV - ANSI/SCTE 70 2002 – Insulation Resistance Megohmmeter Method;
XXVI - ANSI/SCTE 44 2005– Test Method for DC Loop Resistance;
XXVII - SCTE IPS TP 009 1993 – Test Method for Coaxial Cable Attenuation;
XXVIII - ANSI/SCTE 102 2006– Test Method for Dielectric Withstand of Cable;
XXIX - Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n° 242, de 30 de novembro de 2000.

4. Definições
Para fins desta norma, são adotadas as seguintes definições:
I - Fio elementar: fio sólido que compõe o feixe;
II - Feixe ou espula: conjunto de fios elementares;
III - Malha ou trança: blindagem constituída de feixes entrelaçados;
IV - Primeira fita: é fita laminada de blindagem aderida ao dielétrico.
V - Primeira trança: é a trança de fios de alumínio sobreposta à primeira fita.
VI - Segunda fita: é a fita laminada de blindagem sobreposta à primeira trança.
VII - Segunda trança: é a trança de fios de alumínio sobreposta à segunda fita.
VIII - Condutor externo (blindagem): conjunto formado pela combinação de fita laminada de blindagem e trança de fios de alumínio.
IX - Núcleo do cabo: conjunto formado pelo condutor central, dielétrico e a primeira fita de alumínio laminado.
X - Composto vedante (opcional): material não higroscópico aplicado entre o condutor externo e a capa externa.
XI - Capa externa: camada de material polimérico aplicada sobre o condutor externo atuando como revestimento externo.
XII - Lance: comprimento contínuo sem emendas.
XIII - Série: denominação genérica atribuída aos modelos de cabos coaxiais contemplados nesta norma, a diferenciação entre os modelos é dada por uma numeração específica.
XIV - Família de cabos: serão considerados como componentes de uma mesma família os cabos que apresentarem uma mesma característica dimensional em relação ao condutor central e ao núcleo do cabo.

5. Requisitos Gerais
I - O dielétrico deve ser constituído de material polimérico expandido aplicado concentricamente e aderido ao condutor central por um pré-revestimento de material adesivo.
II - A fita laminada de blindagem aplicada sobre o dielétrico deve ser constituída por duas folhas de alumínio laminado aderidas às faces de uma fita polimérica.
III - A fita laminada de blindagem aplicada diretamente sobre o dielétrico deve possuir material adesivo em sua face interna.
IV - A fita laminada de blindagem aplicada sobre a trança deve ser constituída por uma ou duas folhas de alumínio laminado aderidas às faces de uma fita polimérica.
V - A fita laminada de blindagem aplicada sobre a trança não deve ser aderida à mesma.
VI - O condutor central dos cabos Série 59, 6, 7 e 11 deve ser constituído de um fio sólido de liga de aço recoberto com uma camada contínua de cobre, metalurgicamente aderida, cobrindo totalmente o núcleo de aço.
VII - O condutor central do cabo Série 15 deve ser constituído de um fio sólido de alumínio recoberto com uma camada contínua de cobre, metalurgicamente aderida, cobrindo totalmente o núcleo de alumínio.
VIII - A capa externa deve ser constituída de uma camada de material termoplástico, contendo aditivos adequados, que atenda aos requisitos desta Norma e garanta o bom desempenho do cabo durante sua vida útil.
IX - A capa externa deve ser contínua, homogênea e isenta de imperfeições.

6. Requisitos e Métodos de Ensaio


6.1 Requisitos e métodos de ensaio para o condutor central


6.1.1 O diâmetro do condutor central deve ser conforme estabelecido na tabela 1 e medido conforme o seguinte procedimento:
a) Utilizar instrumento com resolução metrologicamente adequada;
b) Devem ser tomadas duas medidas perpendiculares de uma mesma seção transversal e anotada a média aritmética dos valores obtidos.

Tabela 1 - Diâmetro do condutor central

Série

Diâmetro do condutor central (mm)

Tolerância
(%)

59

0,81

± 1

6

1,02

± 1

7

1,30

± 1

11

1,63

± 1

15

2,77

± 1,1

6.1.2 O alongamento à ruptura do condutor central deve ser de, no mínimo, 1%, devendo ser verificado através do método estabelecido na NBR 6810. O ensaio deve ser realizado em 3 corpos-de-prova de 250 mm de comprimento, entre marcas, com velocidade de afastamento das garras de 50 mm/min.


6.2 Requisitos e métodos de ensaio para o dielétrico


6.2.1 A força de aderência mínima requerida para a retirada dos resíduos entre o dielétrico expandido e o condutor central deve ser conforme tabela 2, e deve ser verificada em tres corpos-de-prova, através do método estabelecido na ANSI/SCTE-59-2002.

Tabela 2 – Força de aderência mínima

Série

Força mínima (N)

59

22

6

22

7

36

11

67

15

267

6.3 Requisitos e métodos de ensaio para o núcleo do cabo


6.3.1 O diâmetro médio do núcleo do cabo deve estar de acordo com a tabela 3, devendo ser determinado pela média das medições sobre a fita de alumínio laminado aderida, conforme o método descrito a seguir:
a) Utilizar instrumento com resolução metrologicamente adequada;
b) Devem ser tomadas quatro medidas, defasadas em aproximadamente 45° uma da outra, de uma mesma seção transversal e anotada a média aritmética dos valores obtidos.

Tabela 3 - Diâmetro médio do núcleo dos cabos

Série

Diâmetro sobre a primeira fita (mm)

Tolerância
(mm)

59

3,86

± 0,13

6

4,78

± 0,13

7

5,92

± 0,15

11

7,32

± 0,15

15

 11,76

± 0,20

 6.3.2 A ovalização do núcleo do cabo não deve ser superior ao estabelecido na tabela 4, devendo ser determinada pela diferença entre o diâmetro máximo e o diâmetro mínimo, medidos sobre a primeira fita, obtidos no ensaio do item 6.3.1 desta norma.

Tabela 4 - Ovalização máxima do núcleo

Série

Ovalização máxima (mm)

59

0,28

6

0,33

7

0,38

11

0,38

15

 0,46

 6.4 Requisitos e métodos de ensaio para o condutor externo

6.4.1 O condutor externo (blindagem) deve ser conforme um dos tipos descritos a seguir:

6.4.1.1. Blindagem padrão – composta por uma fita laminada de blindagem, com material adesivo somente em sua face interna, aplicada longitudinalmente sobre o dielétrico com sobreposição mínima de 18%, sobre a circunferencia do dielétrico, e por uma trança de fios de alumínio, aplicada em torno da fita de tal forma que a cobertura da trança resulte em um valor mínimo de 53 %, calculado conforme o item 6.4.5 desta norma.

6.4.1.2. Blindagem tripla ou "trishield" – trata-se da "blindagem padrão", sobre a qual é aplicada longitudinalmente, com sobreposição mínima de 18%, mais uma fita laminada de blindagem não aderida a trança.

6.4.1.3. Blindagem quádrupla ou "quadshield" – trata-se da "blindagem tripla", sobre a qual é aplicada uma segunda trança constituída do mesmo material da primeira trança, aplicada em torno da fita laminada de blindagem de tal forma que a cobertura da trança resulte em um valor mínimo de 32%, calculada conforme item 6.4.5 desta norma.

6.4.2 O diâmetro dos fios das tranças deve ser de 0,160 mm ± 0,01 mm, e deve ser verificado através do seguinte procedimento:

a) Utilizar instrumento com resolução metrologicamente adequada;
b) Devem ser tomadas duas medidas perpendiculares de uma mesma seção transversal e anotada a média aritmética dos valores obtidos.

6.4.3 A resistência à tração dos fios das tranças deve ser de no mínimo 300 MPa e o alongamento à ruptura deve ser de no mínimo 3%, e devem ser verificados conforme o método estabelecido na ASTM B 557.

6.4.4 A superfície dos fios das tranças deve ser contínua, brilhante e livre de lascas, fissuras e rachaduras, e deve ser visualmente verificada com ampliação de sete vezes.

6.4.5 O percentual de cobertura das tranças deve ser calculado pelas equações a seguir:

Percentual de cobertura = (2.f - f2).100

tg? = (?.dm)/P

cos ? = (1/(tg2? + 1))½

f = (e.n.df)/(2?.dm.cos ?)

dm = [diâmetro sob a trança + (2 vezes o diâmetro do fio elementar)]

onde:

f é o fator de cobertura linear;
df é o diâmetro do fio elementar do feixe, em milímetros;
dm é o diâmetro médio da trança, em milímetros;
e é o número de feixes;
n é o número de fios por feixe;
P é o passo da trança, em milímetros;
? é o ângulo formado entre o eixo do cabo e a trança.

Figura 1 – Representação dos elementos da trança

6.5 Requisitos e método de ensaio para capa externa

6.5.1 O material da capa externa deverá atender aos requisitos especificados na tabela 5.

Tabela 5 - Requisitos e métodos de ensaios do material da capa externa

Propriedade

Método de ensaio

PE

PVC

Densidade (g/cm3)

ASTM D 1505

ou

 NBR NM IEC 60811-1-3

0,900 a 0,955

1,45 (máximo)

Tração à ruptura mínima (MPa)

NBR 9141

ou

NBRNM-IEC 60811-1-3

8,2

12,40

Alongamento mínimo (%)

NBR 9141

400

250

Retenção do alongamento

NBR 9141 e NBR 9148

Mínimo de 75 % do original após acondicionamento a 100 °C por 48 h

Mínimo de 50% do original após acondicionamento a 100 °C por 168 h

Resistência à baixa temperatura (ºC)

ASTM D 746, método A

 

-20

-5

 6.5.2 A capa externa dos cabos coaxiais para aplicação em redes externas deverá ser de cor preta e atender aos requisitos das tabelas 5 e 6.

Tabela 6 – Requisitos e métodos de ensaios adicionais da capa externa de cor preta

Propriedade

Método de ensaio

PE

PVC

Teor de negro de fumo (%) mínimo

ASTM D 1603

2,35

1,00

Coeficiente de Absorção mínimo em 375nm (ABS/cm)

ASTM D 3349

4000

2800

 6.5.3 O cabo coaxial para aplicação em redes internas, mesmo que parcial, deve possuir capa externa de material retardante à chama, sendo que sua classificação deverá ser informada pelo fabricante e comprovada através do método de ensaio correspondente, conforme estabelecido na NBR 14705.

6.5.4 O diâmetro sobre a capa externa do cabo coaxial deve ser conforme a tabela 7, e deve ser verificado através do seguinte procedimento:
a) Utilizar instrumento com resolução metrologicamente adequada;
b) Devem ser tomadas quatro medidas, defasadas em aproximadamente 45° uma da outra, de uma mesma seção transversal e anotada a média aritmética dos valores obtidos.

Tabela 7 - Diâmetro sobre a capa externa

Série

59

6

7

11

15

Blindagem padrão (mm)

6,10 ± 0,20

6,93 ± 0,20

8,10 ± 0,20

10,16 ± 0,25

15,00± 0,25

Blindagem tripla (mm)

6,20 ± 0,20

7,06 ± 0,20

8,20 ± 0,20

10,16 ± 0,25

15,11 ± 0,25

Blindagem quádrupla  (mm)

6,73 ± 0,20

7,54 ± 0,20

8,64 ± 0,20

10,34 ± 0,25

15,82 ± 0,25

6.5.5 A espessura em qualquer ponto da capa externa não deve ser inferior a 0,51 mm, e deve ser verificada através do método estabelecido na NBRNM-IEC-60811-1-1.

6.5.6 A razão entre a maior e a menor espessura da capa externa medidas em uma mesma seção transversal não deve ser maior que 1,55 e deve ser ser verificada conforme o método estabelecido na NBRNM-IEC-60811-1-1.

6.6 Requisitos e métodos de ensaio para mensageiro integrado (opcional)

6.6.1 Quando o cabo possuir mensageiro integrado, este deverá ser constituído por fio ou cordoalha de aço galvanizado.

6.6.2 A verificação deve ser feita no fio singelo ou fio elementar da cordoalha e atender aos requisitos da ASTM A 641/98, Class 1, Hard Temper:

  • Carga de Ruptura Mínima;
  • Camada de Zinco;
  • Aderência da Camada de Zinco;
  • Diâmetro do Mensageiro.

6.6.3 Para a medição do diâmetro deverá ser utilizado instrumento com resolução metrologicamente adequada e serem tomadas duas medidas perpendiculares de uma mesma seção transversal, sendo anotada a média aritmética dos valores obtidos.

6.7 Requisitos e método de ensaio para resistência elétrica

6.7.1 A resistência elétrica de laço do cabo coaxial com a blindagem completa, não deve ser superior ao valor indicado na tabela 8, e deve ser verificada através do método estabelecido na ANSI/SCTE 44 2005, em corrente contínua e a 20ºC.

Tabela 8 - Resistência elétrica de laço em corrente contínua (W/km a 20ºC)

Tipo de Blindagem

Série 59

Série 6

Série 7

Série 11

Série 15

Blindagem padrão

199,7

135,0

91,2

65,6

19,88

Blindagem tripla

190,3

126,1

81,4

57,1

13,29

Blindagem quádrupla

184,1

121,1

80,0

54,8

12,96

 
6.7.2 O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método de ensaio especificado em 6.7.1, podendo ser utilizado um equipamento com precisão equivalente.
 
6.8 Requisito e método de ensaio para impedância característica
 
6.8.1 A impedância característica para os cabos coaxiais flexíveis deve ser de 75 ohms ‡ 3 ohms na faixa de freqüência de 5 MHz a 1000 MHz, e deve ser verificada conforme o método estabelecido na ANSI/SCTE-66-2003.
 
6.8.2 O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método de ensaio especificado em 6.8.1, podendo ser utilizado um equipamento com precisão equivalente.
 
6.9 Requisito e método de ensaio para eficiência de blindagem
 
6.9.1 A eficiência da blindagem para os cabos coaxiais flexíveis não deve ser de inferior aos valores indicados na tabela 9, na faixa de freqüência de 5 MHz a 1000 MHz, e deve ser verificada através do método estabelecido na ANSI/SCTE-48-3 2004.

Tabela 9 – Eficiência da blindagem (dB)

Tipo de Blindagem

dB

Blindagem padrão

65

Blindagem tripla

75

Blindagem quádrupla

95

 6.9.2 Para fins de avaliação da eficiência de blindagem em uma mesma família o interessado deve informar todas as construções de blindagem e percentuais de cobertura de trança pertencentes a esta família e devem ser apresentadas duas amostras: uma da blindagem com construção mais complexa e a segunda da construção mais simples, conforme a tabela 9. As amostras devem possuir o menor percentual da trança na família apresentada.

6.9.3 As amostras devem ser montadas conforme o especificado em 7.7.

6.9.4 O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método de ensaio especificado em 6.9.1, podendo ser utilizado um equipamento com precisão equivalente.

6.10 Requisito e método de ensaio para perda de retorno estrutural

6.10.1 A perda de retorno estrutural para os cabos coaxiais flexíveis deve ser de, no mínimo, 20 dB na faixa de freqüência de 5 MHz a 1000 MHz, e deve ser verificada conforme o método estabelecido na ANSI/SCTE-03-1997.

6.10.2 O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método de ensaio especificado em 6.10.1, podendo ser utilizado um equipamento com precisão equivalente.

6.11 Requisito e método de ensaio para atenuação do sinal de transmissão

6.11.1 Os valores de atenuação do sinal de transmissão no cabo coaxial não devem ser maiores que os indicados na tabela 10, e devem ser verificados conforme o método estabelecido na SCTE-IPS-TP-009.

Tabela 10 - Atenuação máxima (dB/100 m a 20ºC)

Freqüência
(MHz)

Série 59

Série 6

Série 7

Série 11

Série 15

5

2,82

1,90

1,54

1,25

0,69

55

6,73

5,25

4,10

3,15

1,97

211

12,47

10,00

7,74

6,23

3,81

270

13,85

11,04

8,78

7,00

4,30

300

14,60

11,64

9,25

7,38

4,56

330

15,29

12,26

9,72

7,71

4,76

400

16,73

13,61

10,73

8,53

5,28

450

17,72

14,43

11,35

9,02

5,61

550

19,52

16,08

12,63

9,97

6,23

750

22,87

18,57

14,99

11,97

7,32

870

24,85

20,04

16,28

13,31

7,91

1000

26,64

21,49

17,45

14,27

8,50

 6.11.2 O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método de ensaio especificado em 6.11.1, podendo ser utilizado um equipamento com precisão equivalente.

6.12 Requisito e método de ensaio para rigidez dielétrica

6.12.1 O dielétrico entre os condutores central e externo deve suportar por 1 minuto, sem ruptura, uma tensão de 1000 Vc.a. ou de 1500 Vc.c., e deve ser ensaiado à temperatura ambiente, conforme o método estabelecido na ANSI/SCTE 102 2006.

6.13 Requisito e método de ensaio para resistência de isolamento

6.13.1 A resistência de isolamento do cabo coaxial não deve ser inferior a 1.500 M?.km e deve ser verificada conforme o método estabelecido na ANSI/SCTE-70-2002.

6.14 Requisito e método de ensaio para vazamento na capa externa

6.14.1 Uma amostra de cabo completo com 300 mm de comprimento, deve ser firmemente revestida com papel-alumínio ou outro material condutor adequado, de tal forma que os dois trechos de 75 mm a partir das extremidades fiquem livres, restando revestida sua porção central de 150 mm.

6.14.2 Entre a folha e a blindagem, deve ser aplicada gradativamente, uma diferença de potencial que atinja 1500 Vca em 30 s, permanecendo nesse potencial por mais 60 s. Durante o período de ensaio de 90 s, a corrente de fuga deve ser monitorada e não deve exceder 10mA.

6.14.3 Para análise do método de ensaio pode ser também consultada a ASTM D 4566, seção 31.

6.15 Requisito e método de ensaio para velocidade de propagação relativa

6.15.1 A velocidade de propagação relativa deve ser de, no mínimo, 82% da velocidade da luz no vácuo, quando obtido através da equação apresentada na IEC 61196-1, seção 11.9.

6.16 Requisito e método de ensaio para dobramento

6.16.1 O cabo completo, após ser submetido ao ensaio de dobramento, conforme o método estabelecido na ASTM D 4565, Seção 34, não deve apresentar danos visíveis a olho nu e deve atender ao requisito de impedância do item 6.8 desta norma.

6.17 Requisito e método de ensaio para resistência à corrosão

6.17.1 O cabo coaxial flexível que possui composto vedante não deve apresentar sinais de corrosão após ser submetido ao ensaio de resistência à corrosão conforme o método estabelecido na NBR 8094 e ANSI/SCTE-69-2002.

6.18 Requisito e método de ensaio para tempo de indução oxidativa (OIT)

6.18.1 O tempo de indução oxidativa a 180,0 ºC ± 0,3 ºC do dielétrico expandido, deve ser no mínimo de 20 minutos, e deve ser verificado conforme o método estabelecido na NBR 13977. O valor de OIT obtido neste ensaio deverá ser referência para o ensaio de estabilidade térmica descrito no item 6.19 desta norma

6.19 Requisito e método de ensaio para estabilidade térmica

6.19.1 Após envelhecimento de 14 dias a 90 oC, o dielétrico expandido deve ser submetido ao ensaio de tempo de indução oxidativa a 180,0 °C ± 0,3 ºC de acordo com o método estabelecido na NBR 13977. O valor de OIT obtido neste ensaio não deve ser inferior a 70% do valor de OIT de referência, obtido no ensaio do item 6.18 desta norma.

6.20 Requisito e método de ensaio para escoamento do composto vedante

6.20.1 O cabo coaxial flexível que possui composto vedante deve ser submetido ao ensaio de escoamento do composto, conforme o método estabelecido na NBR 9149 e não deve apresentar sinais de escoamento ou gotejamento.

6.21 Requisito e método de ensaio para impacto

6.21.1 O ensaio de impacto deve ser realizado em câmara fria à temperatura de –15°C, conforme o método estabelecido na ANSI/SCTE 10 2001. Após o impacto o corpo de prova deve ser retirado da câmara fria e examinado, com visão normal ou corrigida, à temperatura ambiente. A capa externa e o dielétrico do cabo coaxial não deverão apresentar danos como trincas, rachaduras ou rasgamentos. O impacto pode ser realizado fora da câmara, imediatamente após o período de condicionamento da amostra, do peso e da superfície de impacto.

7. Amostragem do Cabo Coaxial

7.1 Deve ser apresentada para ensaios completos pelo menos uma amostra de cada família de cabos a serem certificados, sendo que os ensaios efetuados em uma amostra de cabo de maior diâmetro externo de uma família, serão válidos para os demais cabos de menor diâmetro externo dentro da mesma família.

7.2 Caso uma família de cabos inclua cabos com características opcionais ou especiais, deverão ser fornecidas amostras adicionais, suficientes para a realização dos ensaios específicos correspondentes.

7.3 Caso uma família de cabos possua cabos para aplicação em áreas internas e externas, com revestimentos distintos, deverá ser apresentada uma amostra para cada aplicação e seus respectivos materiais do revestimento externo devem ser submetidos aos seguintes ensaios:

  • Requisitos e método de ensaio para capa externa (item 6.5);
  • Requisito e método de ensaio para vazamento na capa externa (item 6.14);
  • Requisito e método de ensaio para resistência à corrosão,quando aplicável (item 6.17);
  • Requisito e método de ensaio para escoamento do composto, quando aplicável (item 6.20);
  • Requisito e método de ensaio para impacto (item 6.21).

7.4 Caso um determinado cabo possua capa externa de cores distintas, para aplicação em área interna, o interessado deve declarar formalmente que o material base, sem corante, utilizado na fabricação da amostra submetida a ensaio será mantido assim como suas características frente à chama.

7.5 Os ensaios do mensageiro integrado devem ser realizados em todos os diâmetros utilizados na família. Caso um determinado diâmetro seja utilizado em uma ou mais famílias de cabos não é necessário repetir os ensaios do mensageiro para cada família.

7.6 A amostra de cabo apresentada para ensaios deve ter lance de, no mínimo, 100 m e ter suas extremidades preparadas com conectores.

7.7 Para o ensaio especifico de eficiencia de blindagem as amostras devem ter os corpos-de-prova preparados conforme as instruções abaixo:
• Três amostras do cabo completo (núcleo do cabo, condutor externo e capa externa), com as suas extremidades preparadas com conectores, montadas conforme a figura 2;
• Uma amostra do conjunto formado pelo condutor central e dielétrico, com as suas extremidades preparadas com conectores, montada conforme a figura 3.

Figura 2

Figura 3

8. Identificação da Homologação

8.1 A marcação do selo Anatel e a identificação do código de homologação e do código de barras deverão ser apresentadas na embalagem externa do produto, em conformidade com o disposto no artigo 39 e Anexo III do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução 242, de 30.11.2000. Também poderão ser utilizados, opcionalmente, meios de impressão gráfica nos catálogos dos produtos ou na documentação técnica pertinente.

8.2 Adicionalmente, deverá ser impressa de forma legível na capa externa do cabo, ao longo de seu comprimento, a identificação alfanumérica da homologação do produto, da seguinte forma:

ANATEL HHHH-AA-FFFF

Onde : HHHH – identifica a homologação do produto por meio de numeração seqüencial com 4
caracteres;.
AA – identifica o ano de emissão da Homologação com 2 caracteres numéricos;
FFFF – identifica o fabricante do produto com 4 caracteres numéricos

8.3 Sobre a capa externa do cabo deverá ser impressa ao longo do seu eixo, em intervalos não superiores a 5 m, uma marcação com, no mínimo, a identificação da série do cabo.

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