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TV totalmente digital até 2018

TV aberta brasileira será totalmente digital até 2018

Publicado: Quarta, 11 de Março de 2015, 10h28 | Última atualização em Quinta, 04 de Agosto de 2016, 13h41 | Acessos: 31628

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A digitalização da TV aberta permitirá que os telespectadores assistam aos seus programas com maior qualidade de som e imagem, além de trazer outras vantagens, como suporte à recepção móvel, multiprogramação e interatividade. Com o desligamento do sinal analógico, haverá a liberação da Subfaixa de 700 MHz, atualmente ocupada por canais de TV aberta em tecnologia analógica. Essa radiofrequência será utilizada para ampliar a disponibilidade do serviço de telefonia e internet de quarta geração (4G LTE) no Brasil, que desde 2013 é prestado na radiofrequência de 2,5 GHz. A subfaixa de radiofrequência mais baixa possibilita a cobertura de grandes áreas com o uso de menos estações, o que permite levar os serviços de telecomunicações para lugares de menor densidade populacional (como as áreas rurais), a um custo menor. 

O processo de digitalização das transmissões e desligamento do sinal analógico da TV aberta e a subsequente implantação do 4G LTE na Subfaixa de 700 MHz, é coordenado pelo Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (GIRED). O Grupo é presidido por um Conselheiro Diretor da Anatel e conta com representantes do Ministério das Comunicações, das empresas de telecomunicações que adquiriram a subfaixa na licitação e dos radiodifusores. Cabe a ele acompanhar, disciplinar e fiscalizar o trabalho da Entidade Administradora do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (EAD), criada pelas empresas de telecomunicações vencedoras e incumbida de operacionalizar e divulgar o processo de transição. 

A EAD deverá tomar as medidas necessárias para o remanejamento dos canais de televisão e a solução das eventuais interferências prejudiciais que ocorram com a transição. Também entre suas atribuições estão a responsabilidade de divulgar o processo à população e de disponibilizar uma central de atendimento telefônica gratuita e uma página na internet para orientar e esclarecer dúvidas. Cabe-lhe ainda distribuir Conversores de TV Digital e antenas de recepção às famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família do Governo Federal – uma medida de grande atenção social e importante para garantir acesso de todos à nova tecnologia. 

De acordo com cronograma oficial (vide quadro/tabela), o desligamento das transmissões analógicas começa em novembro de 2015 e estende-se até o final de 2018. Para 2016, por exemplo, estão previstas as regiões metropolitanas de Brasília (abril), São Paulo (maio), Belo Horizonte (junho), Goiânia (agosto) e Rio de Janeiro (novembro). Para que o desligamento realmente ocorra, no entanto, é preciso antes que seja atingida uma condição: pelo menos 93% dos domicílios do Município que recebem TV aberta devem estar aptos à recepção do sinal digital. 

Um ano antes da data prevista para o desligamento das transmissões analógicas na localidade, começarão a surgir, durante a programação da emissora de TV aberta e na parte superior da tela, o logotipo da televisão analógica (uma letra “A”, que se abre para formar a palavra “Analógico”), indicando ao telespectador que ele está assistindo a uma transmissão analógica. Na parte inferior da tela, uma tarja de texto informativo indicará a data de desligamento e o canal digital no qual o mesmo programa pode ser assistido, além de indicar a central de atendimento telefônica e o endereço eletrônico da página na internet nas quais poderá esclarecer suas dúvidas.  Dois meses antes da transição definitiva para o sinal digital, aparecerá uma contagem regressiva para o desligamento, no alto da tela. Depois dessa data, somente será possível assistir à TV aberta em formato digital. 

Os telespectadores que visualizarem o logotipo e a tarja em suas telas muito provavelmente precisarão tomar algumas providências para continuar assistindo à TV aberta após a transição. Os modelos de televisor mais antigos – como aqueles aparelhos grandes, de tubo – precisarão de um Conversor de TV Digital. A grande maioria dos modelos mais novos, ditos de tela fina (plasma, LCD, LED etc.), já possui um Conversor de TV Digital integrado. Quanto à antena de recepção, para um melhor resultado, recomenda-se que ela seja externa. 

Atas das Reuniões do GIRED

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