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Inovação

Anatel realiza workshop de 5G em preparação à consulta do edital de 3,5 GHz

Publicado: Segunda, 02 de Setembro de 2019, 18h06 | Última atualização em Terça, 03 de Setembro de 2019, 16h43 | Acessos: 1719

Os conselheiros da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Vicente Aquino e Aníbal Diniz abriram o Workshop 5G: Visão das Prestadoras de Telecomunicações e de Radiodifusão. O evento ocorreu quinta-feira (29/8), na sede da Agência em Brasília. “Queremos levar para a consulta pública uma ideia maturada com as contribuições do workshop”, disse Aquino que também é relator da proposta de edital do leilão de 5G. Será um edital que engloba Internet das Coisas e cidades inteligentes, indicou. “É um momento histórico. O leilão da quinta geração avança infinitamente na comunicação entre máquinas, o foco principal é esse.”

Para o conselheiro Aníbal Diniz, o 5G vai exigir grandes investimentos em infraestrutura e muito espectro para o atendimento dos anseios da sociedade.  “O cenário mundial demanda promoção da competitividade e da inclusão digital. Se queremos ser competitivos, temos que simplificar para aqueles que promovem a conectividade”. Aníbal destacou que as Prestadoras de Pequeno Porte (PPP) “estão dando uma contribuição excepcional à atual infraestrutura da banda larga fixa". Ele defendeu a inclusão de blocos regionais e municipais no edital do 5G que será lançado em 2020. As PPPs, que querem blocos regionais a valores reduzidos em troca de levar o 5G a pequenos municípios e áreas rurais, têm essa mesma visão.

Participaram do Workshop 5G representantes da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), da Associação Brasileira de Internet (Abranet), da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel). Também estiveram no evento as operadoras Claro, Oi, Telefônica e TIM e as PPPs Neotv, Telcomp, Algar, Sercomtel, Brisanet, Datora, Sumicity e Americanet.

A Abranet propôs descontos às PPPs nas aquisições dos futuros lotes de 3,5 GHz, 40% para frequências nas áreas urbanas e de 50% para rurais. A Associação defendeu a admissão de consórcios no edital e o incentivo a estados e municípios para oferta de benefícios, como a redução do ICMS. A Abrint, por sua vez, apresentou a ideia do “Lote PPP”, bloco de 60 MHz de abrangência regional com 90% do valor de aquisição convertido em compromissos de abrangência e, também, propôs o estabelecimento de ofertas de atacado e de compartilhamento de rede em cidades com menos de 50 mil habitantes.

Convivência do 5G

A Abratel sugeriu que os recursos da licitação de 5G sejam destinados à aquisição de filtros para mitigar interferências na Banda C ou na distribuição de kits em Banda Ku para a população de baixa renda usuária de TVRO na banda C. A Banda Ku, também utilizada para transmissão da TV Aberta, não apresentou interferências na convivência com o 5G nos estudos acompanhados pela Agência.

 O superintendente de Outorgas da Anatel, Vinicius Caram, ressaltou a importância de manter o acesso aos canais de TV aos usuários da TVRO. Para ele, a solução também seria utilizar filtros e a banda Ku. “Existem mais de três ou quatro opções de satélite com 500 Mhz ou 300 MHz disponíveis para fazer essa possível migração, é uma solução viável”, afirmou.  Caram mencionou a possibilidade de aumentar a potência na banda C para evitar a saturação, permitindo a convivência das TVROs com o 5G. Segundo ele, mais de 60 países realizam transmissões na faixa de 3,5 GHz.

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