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Ato nº 14.223, de 27 de novembro de 2017

Publicado: Terça, 06 Fevereiro 2018 14:59 | Última atualização: Quarta, 10 Julho 2019 12:29 | Acessos: 242
 

 

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no Boletim de Serviço Eletrônico em 6/2/2018.

 

O SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e

CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do Art. 19 da Lei n.º 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

CONSIDERANDO o Inciso II do Art. 9º do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000;

CONSIDERANDO o Art. 1º da Portaria nº 419 de 24 de maio de 2013;

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.082424/2017-66;

RESOLVE:

Art. 1º  Aprovar os requisitos técnicos para avaliação da conformidade do produto "Multiplex PDH 139.264 kbps", conforme o Anexo I deste Ato.

Art. 2º  Este Ato entra em vigor na data de sua publicação no Boletim de Serviço Eletrônico da Anatel. 

VITOR ELISIO GOES DE OLIVEIRA MENEZES

 Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação

 

ANEXO I

REQUISITOS TÉCNICOS PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DO PRODUTO MULTIPLEX PDH 139.264 KBPS 

1. OBJETIVO

1.1. Estabelecer os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de Multiplexadores PDH 139.264 kbps junto à Agência Nacional de Telecomunicações.

2. REQUISITOS TÉCNICOS

2.1. Condições ambientais

2.1.1. Os equipamentos abrangidos por estes requisitos devem atender integralmente aos requisitos vigentes referentes a Condições e Ensaios Ambientais Aplicáveis a Produtos para Telecomunicação.

2.2. Características de alimentação

2.2.1. O equipamento deve estar apto a funcionar com alimentação em corrente contínua e tensão nominal de entrada de -48 Vcc ± 25% (terminal positivo aterrado).

2.2.2. O equipamento deve ser alimentado preferencialmente por mais de uma via de alimentação primária, caso opere com redundância de conversores de alimentação.

2.2.3. Anormalidades em uma das vias de alimentação, não deve provocar desarme/desligamento da(s) outra(s) via(s).

2.3. Características de funcionamento, proteção e alarme dos conversores de alimentação

2.3.1. Preferencialmente, o esquema de alimentação deve ser tal que permita ao equipamento operar com redundância de conversores de alimentação.

2.3.2. Quando o equipamento operar com redundância de conversores, os mesmos devem estar interligados de maneira que:

a) A ocorrência de defeito em um dos conversores não deve provocar a ocorrência de qualquer defeito no outro;

b) A  não operação de um dos conversores não deve provocar a ocorrência de qualquer defeito no outro;

c) Na ocorrência de disfunção em um dos conversores, a carga deve ser transferida automaticamente e imediatamente para o outro, sem que haja interrupção do sistema.

2.3.3. Os conversores de alimentação não devem sofrer avarias caso seus terminais de entrada sejam alimentados com polaridade invertida. A queima do fusível de proteção não deve ser considerada avaria.

2.3.4. Os conversores de alimentação devem ser providos de dispositivo automático de proteção contra sobrecarga de tensão ou corrente em suas saídas. Concomitantemente à sobrecarga, os conversores devem interromper o fornecimento de energia aos dispositivos ou unidades que eles alimentem. A esta situação de sobrecarga deve corresponder uma indicação de alarme.

2.3.5. A ocorrência de sub-tensão na entrada (> -36 VCC), não deve acarretar avaria no conversor de alimentação, independentemente do tempo de duração desta ocorrência. Quando ocorrer desarme do conversor por subtensão de entrada a volta à operação normal deve ser feita automaticamente ou através de telecomando.

2.3.6. Deve existir indicação luminosa disposta externa e frontalmente, não necessariamente no conversar de alimentação, que indique o correto funcionamento do conversor de alimentação.

2.3.7. A eficiência mínima dos conversores de alimentação nas condições de tensão nominal de entrada e corrente(s) de carga máxima, deve ser de 65%.

2.3.8. Os conversores de alimentação devem possuir isolação galvânica entre a terra de alimentação primária e a terra de alimentação secundária/terra de proteção.

2.3.8.1. A adoção de soluções de aterramento distintas ao especificado acima estará condicionada a validação das implementações circuitais do equipamento, por meio de testes adicionais (por exemplo: geração e susceptibilidade a ruído de alimentação), comprovando que a solução adotada pelo fabricante não trará prejuízos ao desempenho do equipamento e à planta instalada.

2.3.9. Caso a tecnologia oferecida pelo fornecedor apresente conversor de alimentação na própria placa (alimentação "on board"), os itens 2.3.4, 2.3.6 e 2.3.7 não são aplicáveis.

2.4. Características elétricas da interface digital a 34.368 kbps (tributários)

2.4.1. Características Gerais

2.4.1.1. Velocidade dos dígitos binários: deve ser de 34.368 kbit/s (valor nominal), com um desvio máximo de ± 20 ppm.

2.4.1.2. Sinal Digital: deve ser utilizado o sinal bipolar modificado HDB-3. 

2.4.2. Características de Saída

2.4.2.1. A tabela 1 resume as características de saída.

Formato do pulso / Razão de ocupação

Retangular (conforme figura 1) / 50%

Número de pares em cada sentido de transmissão

Um par coaxial (*)

Impedância nominal

75 ohms, resistivos e desequilibrada

Tensão de pico de um pulso

1,0 V ± 0,1 V

Tensão de pico de um espaço (não pulso)

0 V ± 0,1 V

Duração nominal do pulso

14,55 ns

Relação entre as amplitudes dos pulsos positivo e negativo no ponto médio de uma largura de pulso

de 0,95 a 1,05

Relação entre as larguras dos pulsos positivo e negativo em meia amplitude nominal

de 0,95 a 1,05

(*)A malha do cabo do sinal de saída deve ser aterrada na terra de referência do equipamento, enquanto que, a malha do cabo do sinal de entrada deve ser isolada dos terras do equipamento (de referência, positivo da bateria e carcaça do bastidor). Entretanto, deve ser possível, através de estrapes ou procedimento operacional equivalente vincular a malha do cabo coaxial do sinal de entrada com o terra de referência do equipamento em seu circuito de entrada.

Tabela 1. 

Figura 1.

2.4.2.2. Geração de Flutuação de Fase (Geração de Jitter)

a) A flutuação de fase medida na saída de qualquer tributário, quando na entrada do mesmo tributário estiver aplicado um sinal pseudo-aleatório com comprimento L = 223 - 1 na taxa de 34.368 kbit/s ± 20 ppm, sem flutuação de fase, deve ser:

I - menor ou igual a 0,3 UIpp quando medida em uma faixa de frequências de até 800 kHz;

II - quando medida em faixa de frequências de 10 kHz a 800 kHz, não deve exceder 0,05 UIpp com probabilidade de 99,9% durante um período de medição de 10 segundos.

2.4.2.3. Taxa de Erro

a) A taxa de erro medida na interface de saída dos tributários (34.368 kbit/s) quando se aplica na entrada do mesmo tributário um sinal pseudo-aleatório com comprimeto L= 223 -1, na taxa de 34.368 kbit/s ± 20 ppm, deve ser ≤ 10-10.

2.4.3. Características de Entrada

2.4.3.1. O equipamento deve ser capaz de aceitar em sua entrada o sinal de 34.368 kbit/s, conforme definido no item 2.4.2.1, porém modificado devido as perdas nos cabos de interconexão. A atenuação destes cabos deve obedecer a lei √f, sendo que a atenuação na frequência de 17.184 kHz deve estar compreendida entre 0 e 12 dB. Esta atenuação leva em conta possíveis perdas devido a presença de um distribuidor intermediário digital (DID) entre os equipamentos.

2.4.3.2. Para assegurar imunidade adequada contra reflexões de sinal que possam surgir na interface devido a irregularidade de impedância no distribuidor intermediário (DID) e nas portas de saída digital, portas de entrada, é requerido:

a) Um sinal agregado nominal, codificado em HDB-3 e formato de pulso conforme figura 1, terá adicionado a ele um sinal interferente na velocidade de 34.368 kbit/s ± 20 ppm, HDB-3, conteúdo binário equivalente a uma sequência pseudo-aleatória com L = 223 - 1, formato de pulso conforme figura 1 desta Prática, porém não síncrono com o sinal requerido. Os sinais requerido e interferente devem ser combinados em um dispositivo com impedância de 75 ohms, perda total no caminho do sinal igual a zero e com uma relação sinal requerido/sinal interferente de 20 dB. Nenhum erro resultará na porta de saída quando o sinal combinado, atenuado de no máximo 12 dB, for aplicado na porta de entrada.

2.4.3.3. Aceitação de Flutuação de Fase (Aceitação de Jitter): o equipamento deve operar dentro da sua especificação de taxa de erro, quando a flutuação de fase senoidal pico a pico na entrada de 34.368 kbit/s estiver nos limites da máscara da figura 2

Figura 2. 

2.4.3.4. Função de Transferência de Flutuação de Fase (Ganho de Jitter): quando na entrada de qualquer um dos tributários estiver aplicado um sinal com padrão periódico 1000, à taxa de 34.368 kbit/s ±20 ppm, modulado por um sinal de flutuação de fase senoidal, o ganho de flutuação de fase em função da frequência, medido na saída do tributário correspondente (limitado em 800 kHz), deve estar dentro dos limites da figura 3

Figura 3. 

2.4.3.5. Perda por Retorno: a perda por retorno na entrada do sinal composto (34.368 kbit/s) deve estar de acordo com os limites da máscara da figura 4

Figura 4.

2.5. Características elétricas da interface digital a 139.264 kbit/s

2.5.1. Características Gerais

2.5.1.1. Velocidade dos dígitos binários: velocidade dos dígitos binários deve ser de 139.264 kbit/s (valor nominal), com um desvio máximo de ± 15 ppm.

2.5.1.2. Sinal Digital

a) Deve ser utilizado o CMI (Inversão de Marca Codificada).

b) O CMI é um código NRZ com dois níveis, no qual o binário "0" é codificado de tal forma que ambos os níveis de amplitude, Al e A2, são obtidos consecutivamente, cada um durante um período igual a metade de um intervalo unitário (T/2). O binário" 1" é codificado de modo que os níveis de amplitude Al e A2, se obtém alternadamente cada um durante um período igual a um intervalo unitário completo (T), de maneira que o nível se alterna para sucessivos binários "1". A figura 5 ilustra o citado acima. 

Figura 5.

Nota 1 : Para o binário "0" existe sempre uma transição positiva no ponto médio do intervalo de tempo unitário binário.

Nota 2: Para o binário "1":

I - existe uma transição positiva no início do intervalo de tempo unitário binário se o nível precedente for Al.

II - existe uma transição negativa no início do intervalo de tempo unitário binário se o último binário "1" estava codificado no nível A2

2.5.2. Características de Saída

2.5.2.1. A tabela 2 resume as características de saída.

Formato nominal do pulso

Retangular (conforme figuras 6 e 7)

Número de pares em cada sentido de transmissão

Um par coaxial (*)

Impedância nominal

75 ohms, resistivos e desequilibrada

Tensão de pico de um pulso

1,0 V ± 0,1 V

Sobreoscilação (overshoot)

≤ 5% da tensão medida pico a pico

Tempo de subida entre 10% e 90% da amplitude medida

≤ 2 ns

Tolerância para temporização das transições (referida no valor médio dos pontos de 50% de amplitude das transições negativas)

Transição negativa: ±0,1ns transição positiva nos extremos do intervalo unitário: ± 0,5 ns.

Transição positiva no ponto médio do intervalo unitário: ± 0,35 ns

Perda de retorno

15 dB na faixa de 7 MHz a 210 Mhz

(*)A malha do cabo do sinal de saída deve ser aterrada na terra de referência do equipamento, enquanto que, a malha do cabo do sinal de entrada deve ser isolada dos terras do equipamento (de referência, positivo da bateria e carcaça do bastidor). Entretanto, deve ser possível, através de estrapes ou procedimento operacional equivalente vincular a malha do cabo coaxial do sinal de entrada com o terra de referência do equipamento em seu circuito de entrada.

Tabela 2 

Nota 1: Se considera que um método baseado na medição dos níveis da componente fundamental e de segundo (e possivelmente terceiro) harmônico de um sinal correspondente a todos os binários "0" e todos os binários "1" é adequado para se verificar o cumprimento dos requisitos especificados na Tabela 2. Os valores pertinentes estão em estudo. 

Figura 6. 

Nota 1: A amplitude máxima em regime nào deve exceder o limite de 0,55V. As amplitudes dos overshoots e outros transientes devem se situar nos limites de 0,55V e 0,6V, desde que não excedam o nível em regime por mais que 0,05V. A possibilidade de alterar esta faixa pela qual o overshoot pode exceder o nível em regime esta em estudo.

Nota 2: Para todas as medidas que usam estas máscaras, o sinal deve ser acoplado através de um capacitor ≥ 0,01 micro Faraday na entrada do osciloscópio usado para medida. O "nível nominal zero" para ambas as máscaras deve ser alinhado com o traço do osciloscópio sem sinal de entrada. Com o sinal aplicado, a posição vertical do traço pode ser ajustada com o objetivo de se obter os limites das máscaras. Qualquer ajuste com este, deve ser o mesmo para ambas as máscaras e não deve exceder ± 0,05V. Isto pode ser confirmado, removendo novamente o sinal de entrada e verificando se o traço está dentro de ± 0,05V em relação ao nível nominal zero da máscara.

Nota 3: Cada pulso dentro de uma sequência codificada, deve atender os limites da máscara da figura acima, independentemente do estado anterior e posterior do pulso. Em uma verificação real, se um sinal de relógio de 139.264 kHz associada com a fonte do sinal da interface esta disponível, o seu uso como relógio de referência para o osciloscópio é preferencial. Caso contrário, a máscara poderá ser verificada através de uma sequência de sinal tudo "0" ou tudo "1" respectivamente (na prática, o sinal poderá conter os bits da palavra de alinhamento de quadro de acordo com a Rec. G751).

Nota 4: Para o caso destas máscaras, os tempos de subida e descida devem ser medidos entre -0,4V e +0,4V e não devem exceder 2ns. 

Figura 7 

Nota 1: A amplitude máxima em regime não deve exceder o limite de 0,55V. As amplitudes dos overshoots e outros transientes devem se situar nos limites de 0,55V e 0,6V, desde que não excedam o nível em regime por mais que 0,05V. A possibilidade de alterar esta faixa pela qual o overshoot pode exceder o nível em regime esta em estudo.

Nota 2: Para todas as medidas que usam estas máscaras, o sinal deve ser acoplado através de um capacitor ≥ 0,01 micro Faraday na entrada do osciloscópio usado para medida. O "nível nominal zero" para ambas as máscaras deve ser alinhado com o traço do osciloscópio sem sinal de entrada. Com o sinal aplicado, a posição vertical do traço pode ser ajustada com o objetivo de se obter os limites das máscaras. Qualquer ajuste com este, deve ser o mesmo para ambas as máscaras e não deve exceder ± 0,05V. Isto pode ser confirmado, removendo novamente o sinal de entrada e verificando se o traço está dentro de ± 0,05V em relação ao nível nominal zero da máscara.

Nota 3: Cada pulso dentro de uma sequência codificada, deve atender os limites da máscara da figura acima, independentemente do estado anterior e posterior do pulso. Em uma verificação real, se um sinal de relógio de 139.264 kHz associada com a fonte do sinal da interface esta disponível, o seu uso como relógio de referência para o osciloscópio é preferencial. Caso contrário, a máscara poderá ser verificada através de uma sequência de sinal tudo "0" ou tudo "1" respectivamente (na prática, o sinal poderá conter os bits da palavra de alinhamento de quadro de acordo com a Rec. G751).

Nota 4: Para o caso destas máscaras, os tempos de subida e descida devem ser medidos entre -0,4V e +0,4V e não devem exceder 2ns.

Nota 5: O pulso inverso terá as mesmas características observando que a tolerância de tempo no ponto de nível zero, nas transições positivas e negativas, são ± 0,1 ns e ±0,5 ns respectivamente.

2.5.2.2. Geração de Flutuação de Fase (Geração de Jitter): a flutuação de fase medida na saída do sinal digital composto (139.264 kbit/s) sem a presença de flutuação de fase na entrada e com o equipamento operando com relógio interno, deve ser ≤ 0,05 UIpp quando medida na faixa de frequências de 200 Hz até 3.500 kHz..

2.5.3. Características de Entrada

2.5.3.1. O equipamento deve ser capaz de aceitar em sua entrada o sinal de 139.264 kbit/s, conforme definido no item 2.5.2.1, porém modificado devido às perdas nos cabos de interconexão. A atenuação destes cabos deve obedecer a lei √f, sendo que a atenuação máxima na frequência de 70 MHz é de 12 dB. Esta atenuação leva em conta possíveis perdas devido a presença de um distribuidor intermediário digital (DID) entre os equipamentos.

2.5.3.2. A característica de perda de retorno na entrada de 139.264 Kbit/s deve ser a mesma que a especificada para a saída (tabela 2).

2.5.3.3. Aceitação de Flutuação de Fase (Aceitação de Jitter): o equipamento deve operar dentro da sua especificação de taxa de erro, quando a flutuação de fase senoidal pico a pico na entrada de 139.264 kbit/s estiver nos limites da máscara da figura 8

Figura 8. 

2.6. Características de funcionamento do equipamento multiplex operando a 139.264 kbit/s

2.6.1. Sincronismo

2.6.1.1. Deve ser possível operar o equipamento multiplex com, no mínimo, as seguintes configurações de relógio:

a) Transmissão: Relógio Interno;

b) Recepção: Relógio Recuperado do Sinal Composto de Recepção.

2.6.1.2. Na impossibilidade de recuperação do relógio do sinal composto de recepção, o equipamento deve enviar SIA para os tributários.

2.6.2. Velocidade dos Dígitos Binários: o valor nominal da velocidade dos dígitos binários deve ser de 139.264 kbit/s, com um desvio máximo de ± 15 ppm.

2.6.3. Estrutura de Quadro: a estrutura de quadro deve ser a indicada na Tabela 3 e ilustrada na figura 9.

2.6.4. Método de Multiplexação

2.6.4.1. A multiplexação deve ser feita por intercalação cíclica de bits, segundo a ordem de numeração dos tributários e justificação positiva. O sinal de controle de justificação deve ser distribuído no quadro e empregar os bits CJi (i = 1, 2, 3, 4 e 5) de acordo com a tabela 3 e figura 9.

Taxa de bits dos tributários

34.368 kbit/s ± 20 ppm

Número de tributários

4

 

Estrutura do quadro

Esquema de numeração de bits

a) Sinal de alinhamento de quadro (111110100000)

b) Bit para indicação de alarme para o equipamento multiplex digital remoto

c) Bit reservado para uso nacional

d) Bits dos tributários

Grupo 1

a) 1 a 12

b) 13

c) 14 a 16

d) 17 a 488

 a) Bits de controle de justificação CJi (i=1 a 4)

b) Bits dos tributários

Grupos II a V

a) 1 a 4

b) 5 a 488

 a) Bits de controle de justificação CJ5

b) Bits disponíveis para justificação

c) Bits dos tributários

Grupo VI

a) 1 a 4

b) 5 a 8

c) 9 a 488

 

Comprimento do Quadro

2.928 bits

Bits por Tributário

723 bits

Taxa de Justificação Máxima por Tributário

47.560 bits/s

Relação de Justificação Nominal

0,419

Tabela 3: Estrutura de Quadro do Sinal de 139.264 kbit/s 

Nota: CJi indica o i-ésimo bit de controle de justificação do J-ésimo tributário. 

Figura 9. 

2.6.4.2. A ocorrência de justificação positiva no tributário J deve ser indicada pela transmissão do sinal de controle 11111, ou seja, CJi no nível lógico "1" para i = 1, 2, 3, 4 e 5 e a não justificação indicada pelo sinal 00000, ou seja, CJi no nível lógico "0" para i = 1, 2, 3, 4 e 5. A decisão da ocorrência ou não de justificação em um determinado quadro, em um tributário J, será indicada pela recepção majoritária do número de bits no estado lógico "0" ou "1" do sinal de controle de justificação, ou seja, haverá justificação quando forem recebidos 3, 4 ou 5 bits no estado lógico "1" e não haverá justificação quando forem recebidos 3, 4 ou 5 bits no estado lógico "0". A Tabela 3 indica a velocidade máxima de justificação por tributário e a relação nominal de justificação.

2.6.5. Bits de Serviço

2.6.5.1. O 13° bit do grupo I da tabela 3, denominado B13 na figura 9, é utilizado para transmissão de um sinal de supervisão de estação local para a estação distante, indicando ao terminal da estação distante que uma falha foi detetada pelo equipamento da estação local (envio de ALR). É fixado em "0" em condição normal.

2.6.5.2. O 14°, 15° e 16° bits do grupo I da tabela 3, denominados B14, B15 e B16 na figura 9, são utilizados para a transmissão de um sinal de serviço da estação local para a estação distante de maneira análoga ao sinal de supervisão para o alarme remoto. São fixados em "1" em condição normal.

2.6.5.3. Caso o acesso aos bits B14, B15 e B16 esteja disponível através de contatos desacoplado (alta impedância e terra), os mesmos devem ter as seguintes características:

a) Entrada:

  • bits 14,15 e 16: 0 - terra - R < 500 ohms;

  • bits 14,15 e 16: 1 - aberto (alta impedância) - R > 100 kohms.

b) Saída:

  • bits 14,15 e 16: 0 - terra - R < 200 ohms

  • bits 14,15 e 16: 1 - aberto (alta impedância) R > 100 kohms.

2.6.6. Perda e Recuperação de Alinhamento de Quadro

2.6.6.1. A perda de alinhamento de quadro deve ocorrer quando quatro sinais de alinhamento de quadro consecutivos forem incorretamente recebidos nas suas posições previstas.

2.6.6.2. A recuperação do sinal de alinhamento de quadro deve ocorrer quando da detecção de três sinais de alinhamento de quadro corretos consecutivos.

2.6.6.3. Durante o processo de busca de alinhamento, ao ser detetado um sinal de alinhamento de quadro correto, seguido da ausência deste em um dos dois quadros seguintes, o processo de busca de alinhamento deve ser reiniciado.

2.6.7. Alarmes

2.6.7.1. As funções básicas aos módulos funcionais devem ser monitoradas de tal forma que suas falhas sejam detetadas e exteriorizadas na forma de alarmes. o equipamento deve detectar as condições de falhas especificadas no item 2.6.7.7 e prover uma indicação visual. A exteriorização visual deve ocorrer de forma única, indicando explicitamente o módulo/unidade em falha, bem como o sistema em que se localiza a mesma.

2.6.7.2. Alarme Não Urgente: indica que o equipamento necessita da tomada de ações corretivas, embora a sua qualidade operacional não tenha sofrido degradação. A este alarme deve estar associada uma extensão de alarme através de contatos de alta impedância (R > 100 kohms) e terra (R < 200 ohms), que deve estar disponível no sub­bastidor(es)/módulo(s) de terminações. A este alarme deve corresponder o acendimento de uma indicação luminosa no bastidor, preferencialmente de cor amarela.

2.6.7.3. Alarme Urgente: indica que o equipamento necessita da tomada de ações corretivas. A este alarme deve estar associada uma extensão de alarme através de contatos de alta impedância (R > 100 kohms) e terra (R < 200 ohms), que deve estar disponível no sub-bastidor(es)/ módulo(s) de terminações. A este alarme deve corresponder o acendimento de uma indicação luminosa vermelha no bastidor.

2.6.7.4. Admite-se que as exteriorizações visuais de alarmes não urgente e urgente sejam concentradas em uma única indicação luminosa vermelha. Cada equipamento que compõe o bastidor deve ter suas respectivas extensões de alarme urgente disponíveis no sub-bastidor(es)/módulo(s) de terminações. Para condição de alarme não urgente, pode existir uma única extensão por bastidor.

2.6.7.5. O bastidor/ equipamento deve ser provido do dispositivo que, em caso de manutenção, iniba as indicações de alarme urgente e não urgente e suas respectivas extensões. O acionamento deste dispositivo deve liberar as vias de alarmes urgente e não urgente para quaisquer outros alarmes do bastidor, bem como ativar extensão de indicação de manutenção. Esta extensão deve estar disponível no sub-bastidor (es)/módulo(s) de terminações através do contato de alta impedância (R>100 kohms) e terra (R<200 ohms). A tabela 4 exemplifica as especificações acima. O acionamento do dispositivo deve ser manual e sua desativação preferencialmente automática, quando cessada a última falha do bastidor. É desejável que o acionamento deste dispositivo acarrete em acendimento de uma indicação luminosa, preferencialmente de cor verde.

2.6.7.6. Para condição de indicação de manutenção pode existir uma extensão por equipamento ou uma única extensão por bastidor.

Ação consequente (→)

Sequência de Ocorrências (↓)

Indicação de alarme urgente

do sistema 1

Indicação de alarme urgente

do sistema 2

Extensão de alarme urgente do bastidor

Extensão de alarme de manutenção

(1) Normal

0

0

0

0

(2) Falha urgente no sistema 1

1

0

1

0

(3) Acionamento do dispositivo de manutenção

1 ou 0

0

0

1

(4) Nova falha urgente no sistema 1 ou

1 (*)

0

1 (*)

1

     falha urgente no sistema 2

1 ou 0

1

Tabela 4. 

Legenda:

0 - desativado

1 - ativado

1) Bastidor composto somente de 2 sistemas (o raciocínio é válido para bastidor com N sistemas).

(*) Admite-se para sistemas monoplacas na condição 4 - nova falha urgente no sistema 1, nas colunas "indicação de alarme urgente do sistema 1 " e "extensão de alarme urgente do bastidor " os estados 1 ou 0.

2.6.7.7. Condições de Falhas: as condições de falhas descritas abaixo devem ser exteriorizadas visualmente na forma de alarmes. Somente para efeito desta lista de requisitos, estas indicações visuais estão associadas às designações alfa numéricas especificadas a seguir:

a) ALR - recepção de alarme remoto (mudança do bit 13 de "0" para "1");

b) FAQ - falta de alinhamento de quadro;

c) SIA - recepção de SIA no sinal composto;

d) FSC - falta de sinal   composto recebido. Quando forem utilizados circuitos separados para o sinal digital e o sinal de relógio, a perda de uma ou de ambos caracteriza a perda do sinal composto recebido;

e) CEi - falta de canal tributário "i" (1, 2, 3 e 4) de entrada, devendo ser possível sua inibição sem afetar os demais tributários.Quando forem utilizados circuitos separados para o sinal digital e o sinal de relógio, a perda de um ou de ambos caracteriza a perda de um sinal de entrada;

f) FAi - Falha no Conversar i (i= 1, 2,...);

g) Adicionalmente, é recomendável que o equipamento possua o alarme FRM (falta de relógio de transmissão) e o alarme FTR (falha de tributário na recepção detectada através da presença de SIA em um ou mais tributários), sendo possível a sua inibição a nível de tributário sem afetar os demais tributários.

2.6.7.8. É desejável que o equipamento disponha de uma indicação de alarme, no caso de anormalidade/desarme de uma das vias de alimentação primária.

2.6.7.9. Cessada a causa da disfunção devem desaparecer a indicação de alarme urgente/não urgente, e respectivas extensões, sem que seja necessário intervir no equipamento.

2.6.7.10. Prioridade: o sistema de alarmes deve priorizar as condições de falhas de modo que dada uma determinada disfunção, sejam inibidas as exteriorizações visuais e ações consequentes das condições de falhas correlatas, conforme tabela 5.

2.6.7.11. A tabela 5 resume as condições de falhas, indicações visuais, alarmes urgentes/não urgentes, extensões de alarmes, prioridade e ações consequentes.

 

ESTAÇÃO LOCAL

AÇÕES CONSEQUENTES

CONDIÇÕES

FALHAS

Alarme não

urgente

Alarme

urgente

Indicação

visual

Extensão

alarme

urgente

Extensão

alarme não

urgente

Alarmes

locais

inibidos

Envio

de ALR

SIA

TRIB

CORRESP

IT

FTR 1

 

X**

X**

X**

 

 

 

 

 

ALR

 

X*

X

X*

 

 

 

 

 

FAQ

 

X

X

X

 

ALR e FTR

X

X

 

SIA

 

 

X

 

 

 

X****

X

 

FSC

 

X

X

X

 

 

X

X

 

FRM 1

 

X

X

X

 

 

 

 

 

CEI

 

X**

X**

X**

 

 

 

 

X

FAI

X***

X

X

X

X***

 

 

 

 

Tabela 5.

Notas:

1 - Quando existir.

2- Caso o fabricante implemente o alarme de TE, este deverá ser inibido na na presença de FAQ. A existência de taxa de erro de 10-3 deverá corresponder ao acendimento de alarme urgente.

X* - Preferencialmente deve ser possível sua ativação/desativação através de estrapes ou procedimento operacional equivalente que não envolva soldagem

X** - Deve ser possível a sua inibição a nível de tributário, sem afetar os demais tributários

X*** - Quando o equipamento operar com redundância de conversor de alimentação.

X**** - Admite-se o envio de ALR quando ocoerrer detecção de SIA.

2.6.7.12. Sinal de Indicação de Alarme (SIA):

a) O conteúdo binário equivalente do SIA a 34.368 kbit/s e 139.264 kbit/s deve ser um trem contínuo de bits no estado "1". A estratégia para detetar o SIA deve ser tal que se possa detetá-lo mesmo quando a taxa de erro for de 1 x 10-3. Entretanto, não se deve confundir com o SIA um sinal em que todos os bits, com exceção do sinal de alinhamento de quadro, estejam no estado "1";

b) Na falta de canal tributário "i" (i = 1, 2, 3 ou 4) de entrada, deve se aplicado um SIA aos intervalos de tempo do sinal de 139.264 kbit/s do multiplexador, correspondentes aos tributário em questão. A transmissão do SIA na saída do multiplexador em intervalos de tempo correspondentes a um tributário de entrada defeituoso, deve ser feito de maneira que se possa controlar o estado dos dígitos de controle de justificação para assegurar que o SIA cumpra a tolerância especificada para o tributário (± 20 ppm para 34.368 kbit/s);

c) A velocidade binária do SIA na saída do multiplexador ou na saída do demultiplexador deve estar de acordo com as especificações da interface.

2.6.7.13. Demora Estipulada: após a detecção das condições de falhas, a aplicação das ações consequentes deve ocorrer num tempo inferior a 1 ms.

2.6.7.14. É desejável que a indicação visual dos alarmes urgentes e não urgentes e suas respectivas extensões só ocorra quando a falha não for intermitente. O equipamento não deve considerar como falhas intermitentes aquelas com duração superior a 5 segundos. Entretanto, deve ser possível a identificação de alarmes intermitentes, podendo esta função ser realizada através de dispositivo acoplado ao equipamento.

2.6.7.15. O equipamento deve ser capaz de memorizar as condições de alarmes, à exceção de FTR e FAi, podendo esta função ser realizada através de dispositivo a ele acoplado (impressora, terminal de programação portátil,etc).

2.6.7.16. É desejável que o equipamento possua facilidade de teste de suas indicações visuais e respectivas extensões.

2.6.8. Interface de Supervisão e Controle

2.6.8.1. O(s) equipamento(s) devem possuir interface de supervisão e controle com capacidade de monitorar e controlar as funções internas aos seus módulos funcionais.

2.6.8.2. A interface de supervisão e controle deve ser capaz de concentrar todas as condições de alarmes memorizados nos itens 2.6.7.

2.6.8.3. As informações concentradas na interface de supervisão e controle devem poder ser acessados via terminal de programação portátil e ainda através de um sistema de supervisão e controle centralizado. É ainda desejável que a Interface de Supervisão e Controle seja acessada através de qualquer PC comercial.

2.6.8.4. A Interface de Supervisão e Controle deve fornecer a identificação do alarme raiz e opcionalmente o tempo de ocorrência do evento (data e hora), tanto para ativação quanto para o término dos alarmes/indicações e telecomandos.

2.6.8.5. A Interface de Supervisão e Controle deve ter facilidade de comunicação com o Sistema de Supervisão Central que permita:

a) A troca de informações de Indicação de Manutenção, alarme urgente, não urgente com identificação explícita da unidade/módulo/sub-bastidor afetado;

b) Permita o envio das informações referentes a memorização de alarmes;

c) Informe a configuração atual do sistema/equipamentos;

d) Forneça, opcionalmente, os dados relativos a monitoração de performance, conforme recomendações ITU-T aplicáveis;

e) É desejável que processe os telecomandos que possibilitem a configuração do sistema (ativação do canal, relógio, inibição de alarme, ativação de alarme, realização do loop remoto, etc.).

2.6.8.6. No caso de desarme da fonte de alimentação por sub­tensão, caso a fonte não rearme automaticamente, a Interface de Supervisão e Controle deve ser capaz de processar o telecomando para rearme da fonte.

2.7. Requisitos de compatibilidade eletromagnética

2.7.1. Avaliar requisitos técnicos vigentes na íntegra, no que for aplicável.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

3.1. Os procedimentos de ensaio não discriminados serão objeto de estruturação pelos laboratórios avaliados pelos OCD.

3.2. Além disso, os procedimentos para a coleta de amostras quando não tratados nos documentos normativos, serão definidos entre os OCD, laboratórios de ensaios e fabricantes.

3.3. As amostras dos produtos a serem certificados deverão estar acompanhadas de uma declaração do fabricante, indicando terem sido coletadas na produção