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Ato nº 14570, de 07 de dezembro de 2017

Publicado: Segunda, 05 Fevereiro 2018 14:59 | Última atualização: Terça, 09 Julho 2019 14:32 | Acessos: 204
 

 

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no Boletim de Serviço em Eletrônico em 5/2/2018.

 

O SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e

CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do Art. 19 da Lei n.º 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

CONSIDERANDO o Inciso II do Art. 9º do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000;

CONSIDERANDO o Art. 1º da Portaria nº 419 de 24 de maio de 2013;

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.084140/2017-12;

RESOLVE:

Art. 1º  Aprovar os requisitos técnicos para avaliação da conformidade do produto "Multiplexador de dados", conforme o Anexo I deste Ato.

Art. 2º  Este Ato entra em vigor na data de sua publicação no Boletim de Serviço Eletrônico da Anatel.

VITOR ELISIO GOES DE OLIVEIRA MENEZES

Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação

 

ANEXO I

REQUISITOS TÉCNICOS PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DO PRODUTO MULTIPLEXADOR DE DADOS 

1. OBJETIVO

1.1. O presente documento tem por objetivo estabelecer os requisitos técnicos aplicáveis ao produto Multiplexador de Dados. 

2. REFERÊNCIAS NORMATIVAS

2.1. Recomendação Q. 703 do ITU-T (julho de 1996) - Signalling link;

2.2. Recomendação V.35 do ITU-T (edição de 1984) - Data transmission at 48 kbit/s using 60-108 kHz group band circuits;

2.3. Recomendação V.36 do ITU-T - Modems for synchronous data transmission using 60-108 kHz group band circuits;

2.4. Requisitos Técnicos para a Avaliação da Conformidade de Equipamentos de Telecomunicações quanto aos Aspectos de Compatibilidade Eletromagnética;

2.5. Recomendação G.703 do ITU-T (abril de 2016) - Physical/electrical characteristics of hierarchical digital interfaces. 

3. REQUISITOS APLICÁVEIS

3.1. Características Elétricas e de Transmissão para o canal a 2 fios: aplicável quando o Multiplex possuir interface analógica

3.1.1. A unidade de canal a 2 fios deve realizar as funções de:

a) Processamento do  sinal de voz, incluindo o codificador/decodificador (CODEC);

b) Conversor de sinalização com híbrida.

3.1.2. É desejável que o equipamento possibilite a verificação da ocupação de cada canal da interface a dois fios.

3.1.3. O equipamento Multiplex equipado com canais a 2 fios deve efetuar a troca de sinalização através das vias de sinalização com as seguintes características:

a) Número de vias: duas vias de sinalização com velocidade de 500 bit/s (Ea, Ma, Eb, Mb).

b) Características do fio E do Multiplex:

I - Tensão máxima permissível entre o fio E e terra, com o fio E na condição de aberto: -60 VCC;

II - Corrente mínima que o fio E deve fornecer na condição de aterrado: 40 mA;

III - Resistência máxima admissível entre o fio E e terra na condição de aterrado: 50 ohms;

IV - Resistência mínima admissível entre o fio E e terra na condição de aberto: 100 kohms.

c) Características do fio M do Multiplex:

I - Tensão máxima permissível entre o fio M e terra, com o fio M na condição de aberto: -60 VCC;

II - Corrente máxima que o fio M, na condição de aterrado, deve drenar: 40 mA;

III - O fio M deve reconhecer obrigatoriamente a condição de M aterrado para uma resistência numa faixa mínima de 0 a 200 ohms;

IV - O fio M deve reconhecer obrigatoriamente a condição de M aberto para uma resistência a partir de 100 kohms.

Nota: Para facilitar o entendimento das especificações acima, a saída M do conversor se interliga à entrada M do multiplexador. Quando a saída M está aberta, a resistência que o multiplexador deve enxergar, do conversor mais a linha de conexão, é maior ou igual a 100 kohms. Quando o conversor está com sua saída M aterrada, o multiplexador deve enxergar para uma resistência de, no mínimo, até 200 ohms, o circuito como fechado. A saída E do multiplexador se interliga à entrada E do conversor. Na condição de aberto, a resistência que o conversor deve enxergar de ser maior ou igual a 100 kohms (multiplexador + linha). Para a condição de E aterrado, o conversor deve enxergar, para uma resistência de no mínimo até 200 ohms, o circuito como fechado.

3.1.4. É desejável que o equipamento permita a utilização de qualquer uma das vias de sinalização através de programação por estrapes ou função opera­cional equivalente.

3.1.5. É desejável que o equipamento permita a seleção da função do circuito por canal (entrada ou saída), através de estrapes ou função operacional equivalente.

3.1.6. Simbologia, conforme Figura 1.

Figura 1.

 

3.1.7. Características de Interface de Voz

3.1.7.1. Número de circuitos:

a) Um circuito via par simétrico, servindo a ambos os sentidos de transmissão.

3.1.7.2. Impedância Nominal:

a) O valor nominal da impedância deve ser de 600 ohm ou 900 ohm resistivos (equilibrada).

3.1.7.3. Banda Passante:

a) A faixa de frequências passantes na entrada do canal, deve estender-se de 300 Hz a 3,400 Hz de acordo com a figura 6.

3.1.7.4. Níveis Relativos de Transmissão e Recepção:

a) A unidade deve permitir o ajuste dos níveis de canal, através de estrapes plugáveis ou função operacional equivalente que não envolva soldagem, em passos de 0,5 dB, de modo a cobrir as seguintes faixas:

  • Na recepção: de 0 dBr a -7 dBr;           

  • Na transmissão: de -3 dBr a +3 dBr.

Nota: Para efeito de teste considerar o ponto de nível relativo 0 dBr igual a 0 dBm.

3.1.8. Características da Interface de Sinalização

3.1.8.1. A qualificação da interface a dois fios será por tipo de função desempenhada pelo conversor de sinalização. Dessa forma, cabe ao fabricante definir dentre os diversos tipos de conversores de sinalização telefônica (apresentados na Tabela 1), quais as características da sua interface a dois fios. As tabelas de 2 a 12 apresentam os comportamentos dos conversores de sinalização com ou sem transformador híbrido, em diversos tipos de ligações.

TIPO DE CONVERSOR

DESCRIÇÃO

REFERÊNCIA

SINALIZAÇÃO DO LADO A 2F

SINALIZAÇÃO LADO MUX - 4/6 F

SINALIZAÇÃO DO LADO A 2F

SINALIZAÇÃO LADO MUX - 4/6 F

EC

P

Envia sinal de enlace. Recebe sinal de chamada.

Pulsos longos e pulsos curtos padronizados.

Tabela 10

C

Envia sinal de enlace. Recebe sinal de chamada.

Presença e ausência de terra nos fios E e M.

Tabela 11

CE

P

Envia sinal de chamada. Recebe sinal de enlace.

Pulsos longos e pulsos curtos padronizados.

Tabela10

C

Envia sinal de chamada. Recebe sinal de enlace.

Presença e ausência de terra nos fios E e M.

Tabela 11

CC

C

Envia sinal de chamada. Recebe sinal de chamada.

Presença de terra durante a duração do ring.

Tabela 12

CE

E

Envia sinal de chamada. Recebe sinal de enlace.

Presença e ausência de terra por 1 período de 10 a 20 segundos.

Tabela 9

EI

P

Envia sinal de enlace. Recebe inversão de polaridade

Pulsos longos e pulsos curtos padronizados.

Tabelas 2 e 5

C

Presença e ausência de terra nos fios E e M.

Tabelas 3 e 6

D

Combinação de “0” e “1” nos fios de sinalização.

Tabela 4

IE

P

Envia a inversão de polaridade. Recebe sinal de enlace.

Pulsos longos e pulsos curtos padronizados.

Tabelas 2 e 5

D

Presença e ausência de terra nos fios E e M.

Tabelas 3 e 6

C

Combinação de “0” e “1” nos fios de sinalização.

Tabela 4

EE

P

Envia sinal de enlace. Recebe sinal de enlace.

Pulsos longos e pulsos curtos padronizados.

Tabela 7

C

Presença e ausência de terra nos fios E e M.

Tabela 8

Tabela 1. Tipos de conversores de sinalização telefônica.

Tabela 2.

Tabela 3.

Tabela 4.

Tabela 5.

Tabela 6.

Tabela 7.

Tabela 8.

Tabela 9.