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Ato nº 14655, de 12 de dezembro de 2017

Publicado: Segunda, 05 Fevereiro 2018 16:46 | Última atualização: Terça, 09 Julho 2019 10:41 | Acessos: 212
 

 

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no Boletim de Serviço Eletrônico em 5/2/2018.

 

O SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e

CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do Art. 19 da Lei nº 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

CONSIDERANDO o Inciso II do Art. 9º do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução nº 242, de 30 de novembro de 2000;

CONSIDERANDO o Art. 1º da Portaria nº 419 de 24 de maio de 2013;

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.084641/2017-91;

RESOLVE:

Art. 1º  Aprovar os requisitos técnicos para avaliação da conformidade do produto "Plataforma Multisserviço", conforme o Anexo I deste Ato.

Art. 2º  Este Ato entra em vigor na data de sua publicação no Boletim de Serviço Eletrônico da Anatel.

VITOR ELISIO GOES DE OLIVEIRA MENEZES

Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação

 

ANEXO I

REQUISITOS TÉCNICOS PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DO PRODUTO PLATAFORMA MULTISSERVIÇO 

1. OBJETIVO

1.1. O presente documento tem por objetivo estabelecer os requisitos técnicos aplicáveis ao produto Plataforma Multisserviço.

2. REFERÊNCIAS NORMATIVAS

2.1. Resolução nº 473 (27 de julho de 2007) – Regulamento da Interface Usuário – Rede e de terminais do Serviço Telefônico Fixo Comutado;

2.2. ATM User-Network Interface (UNI) Signalling Specification Version. 3.1;

2.3. Recomendação V.35 do ITU-T (edição de 1984) - Data transmission at 48 kbit/s using 60-108 kHz group band circuits;

2.4. Recomendação V.36 do ITU-T - Modems for synchronous data transmission using 60-108 kHz group band circuits;

2.5. Recomendação G.692 do ITU-T (outubro de 1998) - Optical interfaces for multichannel systems with optical amplifiers;

2.6. Recomendação G.959.1 do ITU-T (abril de 2016) - Optical transport network physical layer interfaces;

2.7. Recomendação G.957 do ITU-T (março de 2006) - Optical interfaces for equipments and systems relating to the synchronous digital hierarchy;

2.8. Recomendação G.691 do ITU-T (março de 2006) - Optical interfaces for single channel STM-64 and other SDH systems with optical amplifiers;

2.9. Generic Requirements for Optical Fiber Amplifiers and Proprietary Dense Wavelength-Division Multiplexed Systems - GR-1312-CORE (Telcordia);

2.10. Recomendação G.664 do ITU-T (outubro de 2012) - Optical safety procedures and requirements for optical transmission systems;

2.11. Common Generic Requirements for Optical Add-Drop Multiplexers (OADMs) and Optical Terminal Multiplexers (OTMs) - GR-2979-CORE (Telcordia);

2.12. Technical Basis for Regulation 3 (novembro de 1995) - Attachment requirements for terminal equipment to connect to an ISDN using ISDN basic access;

2.13. Integrated Services Digital Network (ISDN); Basic User Network Interface (UNI); Part 4: Conformance Test Specification for Interface IA - ETS 300 012-4: 11/1998;

2.14. Transmission and Multiplexing (TM); Integrated Services Digital Network (ISDN) basic rate access; Digital transmission system on metallic local lines - ETS 102 080 V1.3.1: 11/1998;

2.15. Technical Basis for Regulation 4 (novembro de 1995) - Attachment requirements for terminal equipment to connect to an ISDN using ISDN primary rate access;

2.16. Requisitos Técnicos para a Avaliação da Conformidade de Equipamentos de Telecomunicações quanto aos Aspectos de Compatibilidade Eletromagnética.

3. REQUISITOS APLICÁVEIS

3.1. Os equipamentos abordados por estes requisitos devem atender integralmente aos requisitos vigentes referentes ao Regulamento de Numeração do STFC, com relação aos procedimentos de marcação do STFC, além do Plano de Numeração, na íntegra.

3.2. Quando houver Sinalização de Canal Associado (SCA)

3.2.1. Descrição e utilização dos sinais do grupo I

  • SINAIS I-1 A I-10:

3.2.1.1. Algarismos 1 a 9 e 0: estes sinais são destinados a:

a) envio das informações de seleção. Os sinais são transmitidos por um registrador espontaneamente, imediatamente após a ocupação do circuito de saída ou após o recebimento de um dos sinais para trás A-1, A-2, A-7, A-8, A-9 ou A-12;

b) envio das informações referentes à central internacional onde está localizado o registrador internacional do país de origem, ao código nacional da área de numeração fechada de origem e ao número do assinante chamador. Um sinal desta natureza é enviado pelo registrador como resposta a um sinal para trás A-5 ou A-13.

  • SINAL I-11:

3.2.1.2. Inserção de semi-supressor de eco na origem: este sinal indica a necessidade de inserção de semi-supressor de eco de origem, em centrais de trânsito, a saber:

a) no âmbito das centrais de trânsito interurbanas, este sinal é enviado como primeiro sinal pelo registrador da primeira central de trânsito com bilhetagem automática, se a análise mostrar a necessidade de inserção de um semi-supressor de eco de origem;

b) no âmbito das centrais de trânsito internacionais, este sinal, quando enviado em primeiro lugar, tem o significado de solicitar a inserção de semi-supressor de eco e implica que será enviado o código internacional do país de destino.

3.2.1.3. Nas chamadas em que se fizer necessária a inserção de um semi-supressor de eco de origem, o sinal I-11 será enviado pelo registrador da primeira central de trânsito com bilhetagem automática, como código de acesso ao centro regional de supressores de eco da área à qual pertence a central em questão. As centrais de trânsito intermediárias que recebem este sinal devem encaminhar a chamada ao centro regional de supressores de eco, sem enviar sinal para trás.

3.2.1.4. O centro regional de supressores de eco, ao receber o sinal I-11, insere um semi-supresssor de eco de origem e envia, como resposta, o sinal A-2.

3.2.1.5. Quando o registrador da central de trânsito de origem com bilhetagem automática recebe o sinal A-2, interrompe o envio de sinal I-11 e passa a enviar o sinal I-14 em resposta ao sinal A-2. Neste caso, o sinal I-14 é considerado como primeiro sinal enviado.

  • SINAL I-12

3.2.1.6. Pedido recusado ou indicação de trânsito internacional: este sinal caracteriza um pedido recusado ou a indicação de trânsito internacional, sendo que:

a) no serviço nacional, será usado quando não for possível atender à solicitação do sinal A-5, quando esse for utilizado para solicitar o envio da identidade do assinante chamador;

b) no caso de centrais de trânsito nacionais que encaminham tráfego internacional, este sinal tem o significado de dar indicação de trânsito internacional sem necessidade de semi-supressor de eco.

3.2.1.7. Com o significado de pedido recusado, o sinal I-12 deverá ser enviado quando não for possível ao registrador da central local de origem atender à solicitação do sinal A-5 (pedido de identificação). O registrador da central de trânsito que enviou o sinal A-5, ao receber o sinal A-12, enviará em resposta o sinal A-4. A conexão deverá então ser desfeita enviando o tom de ocupado para o assinante chamador.

3.2.1.8. No caso de centrais de trânsito nacionais que encaminham tráfego internacional, o sinal I-12, como primeiro algarismo recebido, poderá ser utilizado com o significado de indicação de trânsito internacional sem necessidade de semi-supressor de eco.

  • SINAL I-13

3.2.1.9. Acesso a equipamento de teste: no âmbito das centrais de trânsito interurbanas, este sinal é utilizado, opcionalmente, para acesso a equipamentos de teste.

  • SINAL I-14

3.2.1.10. Inserção de semi-supressor de eco de destino ou indicação de trânsito internacional: este sinal é utilizado para a informação de inserção de semi-supressor de eco na origem e solicitar a inserção de semi-supressor de eco de destino, ou para indicar que a central precedente é uma central de trânsito internacional, sendo que:

a) no âmbito das centrais de trânsito interurbanas, este sinal é enviado quando já foi inserido um semi-supressor de eco de origem, para indicar ao centro regional de supressores de eco de destino que deve ser inserido um semi-supressor de eco de destino;

b) no âmbito das centrais de trânsito internacionais, este sinal é enviado para indicar trânsito internacional com semi-supressor de eco.

  • SINAIS I-11, I-12 e I-14

3.2.1.11. Os sinais I-11, I-13 e I-14, no âmbito do serviço local, podem opcionalmente ser utilizados como primeiro sinal para encaminhar chamadas, em projetos específicos e com aprovação prévia da ANATEL.

  • SINAL I-15

3.2.1.12. Fim de número ou indicação de que a chamada cursou enlace via satélite: este sinal caracteriza o fim de envio do número do assinante chamador ou a indicação de enlace via satélite:

a) será enviado, como resposta ao sinal A-5, para indicar o fim das informações, quando tal se fizer necessário;

b) no âmbito do serviço interurbano, indica que a chamada cursou enlace via-satélite no trecho anterior da cadeia de comutação, desde que enviado em resposta a um sinal que não seja A-5.

3.2.2. Descrição e utilização dos sinais do grupo II

3.2.2.1. Este grupo de sinais tem a finalidade de enviar ao registrador de destino a natureza (categoria) dos equipamentos originadores de chamada.

  • SINAL II-1

3.2.2.2. Assinante comum – serviço nacional: este sinal indica que o terminal do assinante chamador não possui características especiais.

  • SINAL II-2

3.2.2.3. Assinante com tarifação especial – serviço nacional: este sinal indica que o terminal do assinante chamador está sujeito a um processo de tarifação especial.

  • SINAL II-3

3.2.2.4. Equipamento de manutenção – serviço nacional: este sinal indica que a chamada é originada em um equipamento de manutenção.

  • SINAL II-4

3.2.2.5. Telefone público local – serviço nacional: este sinal indica que a chamada é originada em um telefone público sem acesso direto à Rede Nacional de Telefonia.

Observações:

I - os TP com a categoria II-4 poderão ou não, a critério da concessionária, ter acesso à sua área de numeração fechada.

II - os TP com a categoria II-4 podem originar chamadas a cobrar para a Rede Nacional e Internacional.

  • SINAL II-5

3.2.2.6. Telefonista – serviço nacional: este sinal indica que a chamada é originada em uma posição de telefonista.

  • SINAL II-6

3.2.2.7. Equipamento de comunicação de dados: este sinal indica que o ponto de origem da chamada está ligado a um equipamento de comunicação de dados.

  • SINAL II-7

3.2.2.8. Telefone público interurbano:

a) este sinal indica que a chamada é originada por telefone público interurbano com acesso à Rede Nacional de Telefonia.

b) este sinal, com destino ao serviço internacional, indica que a chamada é originada por TP com acesso a chamadas a cobrar e automáticas, sendo necessário o envio do número de identificação do terminal do chamador.

Observação: Os TP IU com essa categoria originam chamadas, através do serviço manual ou automático, para toda a Rede Nacional de Telefonia.

  • SINAL II-8

3.2.2.9. Chamada a cobrar: sinal indicativo de chamada a cobrar.

  • SINAL II-9

3.2.2.10. Serviço entrante internacional: este sinal indica que a chamada foi originada no exterior. Este sinal deve ser gerado na Trânsito Internacional de destino, possibilitando o tratamento da mesma.

  • SINAL II-11

3.2.2.11. Indicativo de chamada transferida: este sinal indica que a chamada foi originada em um terminal  que se encontra com uma das facilidades a seguir descritas ativadas, não sendo, portanto, passível de nova transferência:

a) consulta/transferência;

b) conferência;

c) transferência temporária;

d) transferência automática em caso de ocupado ou não responde;

e) transferência para telefonista.

3.2.2.12. O sinal II-11 só deve ser enviado por centrais CPA, quando a central de destino da chamada for também uma central CPA e estiver no âmbito da mesma área local da central de origem da chamada.

3.2.2.13. Caso o assinante de destino da chamada transferida (assinante C) não possua as facilidades descritas no item 3.2.2.11, o sinal II-11 recebido deve ser interpretado como sinal II-1.

3.2.2.14. Caso o assinante de destino da chamada transferida (assinante C) não possua as facilidades descritas no item 3.2.2.11, os procedimentos a serem observados encontram-se definidos no item 3.7 dos requisitos vigentes para a Avaliação da Conformidade do produto Central de Comutação Digital.

3.2.3. A Tabela 1 mostra de maneira sucinta os sinais para frente dos Grupos I e II.

Sinal

Sinais para frente

Grupo I

Grupo II

1

Algarismo 1

Assinante comum

2

Algarismo 2

Assinante com tarifação especial

3

Algarismo 3

Equipamento de manutenção

4

Algarismo 4

Telefone público local

5

Algarismo 5

Telefonista

6

Algarismo 6

Equipamento de comunicação de dados

7

Algarismo 7

Telefone público interurbano

8

Algarismo 8

Chamada a cobrar

9

Algarismo 9

 

10

Algarismo 0

 

11

Inserção de semi-supressor de eco na origem

Reserva

12

Pedido recusado ou indicação de trânsito internacional

Reserva

13

Acesso a equipamento de teste

Reserva

14

Inserção de semi-supressor de eco de destino ou indicação de trânsito internacional

Reserva

15

Fim de número ou indicação de que a chamada cursou enlace via satélite

Reserva

Tabela 1. Sinais para frente.

3.2.4. Descrição e utilização dos sinais do grupo A:

  • SINAL A-1

3.2.4.1. Enviar o próximo algarismo: este sinal é utilizado para solicitar o envio do algarismo de ordem (N+1), após a recepção do algarismo de ordem N. Caso não tenha sido armazenado o algarismo (N+1) solicitado pelo registrador multifrequencial de destino, o registrador de origem retirará o sinal de ordem N para frente, deixando a linha permanecer em silêncio até nova troca de informações.

  • SINAL A-2

3.2.4.2. Necessidade de inserção de semi-supressor de eco no destino ou enviar o primeiro algarismo enviado:este sinal é utilizado para solicitar a indicação da necessidade de inserção de semi-supressor de eco no destino ou solicitar o envio do primeiro algarismo enviado pelo registrador multifrequencial de origem.

3.2.4.3. Um registrador multifrequencial de origem responderá a um sinal A-2 com o primeiro sinal enviado; nos casos onde se faz necessária a inserção de supressor de eco, o registrador em questão responderá ao sinal A-2 com o sinal I-14 (que será então considerado como primeiro sinal enviado).

3.2.4.4. O registrador multifrequencial de destino que faz a conversão da sinalização da variante 5C para 5B, enviará como resposta ao sinal A-2 o primeiro algarismo do número do assinante chamado.

3.2.4.5. O sinal A-2, a critério da empresa operadora do serviço telefônico, poderá ser substituído por um ou mais dos sinais A-7, A-8 ou A-9, conforme quadro do item 3.2.3.19.

  • SINAL A-3

3.2.4.6. Preparar para recepção de sinais do grupo B: este sinal é utilizado para informar ao registrador de origem que o próximo sinal a ser enviado para trás é um sinal do grupo B. Este sinal poderá também ser enviado sob a forma de um pulso, quando não houver nenhum sinal para frente na linha. Como resposta ao A-3, o registrador de origem envia a categoria do assinante chamador, através do sinal do grupo II correspondente.
Observação: A categoria enviada como resposta ao sinal A-3 deverá ser a mesma enviada como resposta ao sinal A-5.

  • SINAL A-4

3.2.4.7. Congestionamento: este sinal é enviado pelo registrador multifrequencial de destino para indicar uma das seguintes condições:

a) congestionamento no feixe de circuitos de saída;

b) congestionamento nos estágios de seleção;

c) temporização nos órgãos ou funções de controle comum;

d) em resposta ao sinal I-12, quando este tem o significado de pedido recusado.

3.2.4.8. Este sinal pode ser enviado após o recebimento de qualquer sinal para frente e provoca, a partir do registrador multifrequencial de origem, o desligamento da cadeia de comutação estabelecida. O assinante recebe, neste caso, o tom de ocupado. Este sinal pode também ser enviado sob a forma de um pulso.

  • SINAIS A-3 e A-4 PULSADOS

3.2.4.9. Sob determinadas condições, quando o receptor multifrequencial não detectar ou não interpretar o sinal para frente na linha, torna-se necessário o envio do sinal A-3 ou A-4 sob a forma de pulso de duração limitada. No caso específico do sinal A-4, sua emissão não está condicionada a uma troca de sinalização anterior, além disso, as seguintes condições devem ser satisfeitas:

a) O intervalo mínimo entre o fim do envio do último sinal e o início do pulso deverá ser de 100 milissegundos;

b) A duração do pulso deverá ser de 150 ± 50 milissegundos;

c) O registrador que emite o pulso não deverá reconhecer qualquer sinal para frente durante e após a transmissão do sinal A-4 sob a forma de pulso;

d) O registrador que emite o pulso não deverá reconhecer qualquer sinal para frente durante 300±100 milissegundos, a partir do início de transmissão do sinal A-3 sob a forma de pulso;

e) Com a recepção do sinal A-3 sob a forma de pulso, o registrador de origem responderá com um sinal do grupo II que, por sua vez, será respondido por um sinal do grupo B;

f) Com a recepção do sinal A-4 sob a forma de pulso, o registrador de origem não deverá enviar qualquer sinal multifrequencial para frente. Com o reconhecimento do sinal, o registrador de origem inicia sua liberação e a da cadeia. O registrador de destino libera-se automaticamente após enviar o sinal. O assinante deverá, neste caso, receber tom de ocupado.

  • SINAL A-5

3.2.4.10. Enviar categoria e identidade do assinante chamador: este sinal, quando não for precedido por outro igual, é utilizado para solicitar a categoria do assinante chamador. Nos envios subsequentes, tem o significado de solicitar o envio do próximo algarismo do número do assinante chamador.

3.2.4.11. O registrador de origem, quando recebe o primeiro sinal A-5, envia o sinal do grupo II correspondente à categoria do assinante chamador, voltando em seguida para o grupo I.

3.2.4.12. A cada repetição do sinal A-5, o registrador de origem envia sinais I-1 a I-10, indicativos dos algarismos do número do assinante chamador.

3.2.4.13. Caso o registrador de destino possa reconhecer a quantidade de algarismos do número de assinante chamador, um outro sinal, que não o A-5, será enviado após a recepção do último algarismo do número do assinante chamador.

3.2.4.14. Quando não for possível enviar parte ou toda a identificação do número do assinante chamador, o registrador de origem responderá ao sinal A-5 com o sinal I-12.

3.2.4.15. Quando não for necessária a identificação do número do assinante chamador, o sinal do grupo II será respondido por outro sinal para trás, que não o A-5.

  • SINAL A-7

3.2.4.16. Enviar o algarismo (N-2): é utilizado para solicitar o envio do antepenúltimo algarismo, após a recepção do algarismo de ordem N.

  • SINAL A-8

3.2.4.17. Enviar o algarismo (N-3): este sinal é utilizado para solicitar o envio do algarismo anterior ao antepenúltimo, após a recepção do algarismo de ordem N.

  • SINAL A-9

3.2.4.18. Enviar o algarismo (N-1): este sinal é utilizado é utilizado para solicitar o envio do penúltimo algarismo, após a recepção do algarismo de ordem N.

  • SINAIS A-7, A-8 e A-9

3.2.4.19. Toda vez que houver necessidade de solicitar o envio de um algarismo já anteriormente recebido, deverão ser enviados, para trás, em sequência compelida (vide Figura1), um ou mais sinais, conforme Tabela 2.

Algarismos necessários

1º Sinal

2º Sinal

N - 1

A - 9

-

N - 2

A - 7

-

N - 3

A - 8

-

N - 4

A - 8 ou A - 9

A - 9 ou A - 8

N - 5

A - 8 ou A - 7

A - 7 ou A - 8

N - 6

A - 8

A - 8

Tabela 2. Sinais enviados para solicitação de algarismo já recebido.

 

Figura 1. Sinalização Compelida.

3.2.5. Descrição e utilização dos sinais do grupo B

3.2.5.1. Este grupo de sinais tem a finalidade de enviar, ao registrador multifrequencial de origem, a condição de linha do assinante chamado.

  • SINAL B-1

 3.2.5.2. Linha de assinante livre com tarifação: com a recepção deste sinal, o registrador de origem provoca passagem dos circuitos para a condição de conversação. Com o sinal de atendimento do assinante chamado, é iniciado o processo de tarifação da chamada.

  • SINAL B-2

3.2.5.3. Linha de assinante ocupada: com a recepção deste sinal, o registrador de origem libera a cadeia de comutação e provoca o envio de tom de ocupado ao assinante chamador.

  • SINAL B-3

3.2.5.4. Linha de assinante com número mudado: após a recepção deste sinal, o registrador reencaminha a chamada a uma máquina anunciadora ou a mesa de interceptação,ou comanda o envio do tom de número inacessível ao assinante chamador.

  • SINAL B-4

3.2.5.5. Congestionamento: quando, após a passagem para o grupo B, a chamada não pode ser completada, por razões independentes da condição de linha do assinante chamado, o sinal B-4 é enviado. O registrador de origem, ao receber este sinal, comanda a liberação da cadeia de comutação e o envio do tom de ocupado ao assinante chamador.

  • SINAL B-5

3.2.5.6. Linha de assinante livre sem tarifação: com a recepção deste sinal, o registrador de origem comanda a passagem dos circuitos para a condição de conversação. Neste caso, a chamada não será tarifada.

  • SINAL B-6

3.2.5.7. Linha de assinante livre com tarifação e colocar retenção sob controle do assinante chamado: este sinal poderá ser utilizado, a critério da Empresa Operadora, no sistema local, quando se tornar necessário colocar retenção das chamadas sob controle do assinante chamado. No sistema interurbano, deverá ser interpretado como sinal B-1, sendo enviado para a central local de origem o sinal B-1.

  • SINAL B-7

3.2.5.8. Nível ou número vago: após a recepção deste sinal, o registrador de origem reencaminha a chamada a uma máquina anunciadora ou a uma mesa de interceptação, ou comanda o envio do tom de número inacessível ao assinante chamador. Não recebe chamadas a cobrar.

  • SINAL B-8

3.2.5.9. Linha de assinante fora de serviço para tráfego terminado: após a recepção deste sinal, o registrador de origem reencaminha a chamada a uma máquina anunciadora ou a uma mesa de interceptação, ou comanda o envio do tom de número inacessível ao assinante chamador.

3.2.5.10. Em redes locais de destino que utilizem a sinalização 5C, a condição referente ao sinal B-7 ou B-8 é reconhecida e este é enviado para trás. O registrador multifrequencial de origem, ao receber o sinal B-7 ou B-8, comanda o reencaminhamento da chamada a uma mesa ou a uma máquina anunciadora ou ainda comanda o envio do tom de número inacessível ao assinante chamador. Quando o trecho anterior da cadeia utilizar sinalização MFC, esse registrador se libera, enviando para trás o sinal B-5.

3.2.5.11. Em rede de destino que utilizam a sinalização 5B (vide Tabela 3), onde não é possível distinguir as condições referentes aos sinais B-3, B-7 e B-8, o sinal B-3 será utilizado para indicar as condições.

Sinal

Sinais para trás

Grupo A

Grupo B

1

Enviar o próximo algarismo

Linha de assinante livre com tarifação

2

Necessidade de semi-supressor de eco e enviar o primeiro algarismo enviado

Linha de assinante ocupada

3

Preparar para a recepção de sinais do grupo B

Linha de assinante com número mudado, com defeito ou inexistente

4

Congestionamento

Congestionamento

5

Enviar categoria e identidade do assinante chamador

Linha de assinante livre, sem tarifação

6

Reserva

Reserva

Tabela 3. Sinais para trás - Grupo A e Grupo B.

3.2.5.12. No caso de número mudado, a chamada será preferivelmente reencaminhada no destino a uma mesa de interceptação, e será enviado para trás o sinal B-3, que terá tratamento equivalente ao sinal B-7.

  • Sinais B-1 e B-5

3.2.5.13. Nas chamadas para mesas interurbanas e mesas de informações localizadas em outras áreas de numeração fechadas, exceto aquelas encaminhadas ao serviço DDO, o registrador multifrequencial de destino envia o sinal B-5. O sinal de atendimento é enviado quando a telefonista atender a chamada.

3.2.5.14. Nas chamadas para serviço DDO (código 16S), o registrador multifrequencial de destino envia o sinal B-1 e o sinal de atendimento só é enviado quando a chamada se completa, isto é, o assinante chamado atende e a telefonista se desliga do circuito de conversação.

3.2.5.15. Nas chamadas reencaminhadas para mesas de interceptação, o registrador envia o sinal B-5, sendo enviado o sinal de atendimento quando a telefonista atende.

3.2.5.16. Para mesas de interceptação interligadas a equipamentos que não são capazes de gerar o sinal B-5, excepcionalmente poderá ser enviado o sinal B-1, não sendo, neste caso, enviado o sinal de atendimento.

3.2.5.17. Nas chamadas reencaminhadas a máquinas anunciadoras, o registrador envia o sinal B-5. O sinal de atendimento não é enviado.

3.2.5.18. Nas chamadas destinadas a juntores de  nível vago, deve ser enviado o sinal B-5. O sinal de atendimento não é enviado.

3.2.5.19. Nas chamadas destinadas a serviços especiais tarifáveis, são sempre enviados o sinal B-1 e o sinal de atendimento.

3.2.6. A Tabela 4 mostra de maneira sucinta os sinais para trás de variante 5C dos Grupos A e B, em que entre os sinais 1 e 10 trata-se de chamada nacional e entre 11 e 15 de chamada internacional.

Sinal

Sinais para frente

Grupo A

Grupo  B

1

Enviar o próximo algarismo

Linha de assinante livre com tarifação

2

Necessidade de semi-supressor de eco e enviar o primeiro algarismo enviado

Linha de assinante ocupada

3

Preparar para a recepção de sinais do grupo B

Linha de assinante com número mudado

4

Congestionamento

Congestionamento

5

Enviar categoria e identidade do assinante chamador

Linha de assinante livre sem tarifação

6

Reserva

Linha de assinante livre com tarifação e colocar retenção sob controle do assinante chamado

7

Enviar o algarismo N-2

Nível ou número vago

8

Enviar o algarismo N-3

Reserva

9

Enviar o algarismo N-1

Reserva

10

Reserva

Reserva

11

Enviar a indicação de trânsito internacional

Reserva

12

Reserva

Reserva

13

Enviar a indicação do local do registrador internacional de origem

Reserva

14

Solicitar informação da necessidade de inserção de semi-supressor de eco no destino

Reserva

15

Congestionamento na central Internacional

Reserva

Tabela 4. Sinais para frente.

3.2.7. Características de Transmissão

3.2.7.1. Os sinais para frente são constituídos pela combinação de duas frequências dentre as seguintes (vide Tabela 5):

a) F0 = 1380 hertz;

b) F1 = 1500 hertz;

c) F2 = 1620 hertz;

d) F3 = 1740 hertz;

e) F4 = 1860 hertz;

f) F5 = 1980 hertz.

3.2.7.2. Os sinais para trás são constituídos pela combinação de duas frequências dentre as seguintes (vide Tabela 5):

a) F0 = 1140 hertz;

b) F1 = 1020 hertz;

c) F2 = 900 hertz;

d) F3 = 780 hertz;

e) F4 = 660 hertz;

f) F5 = 540 hertz.

 

Tabela 5. Índice e peso das frequências.

3.2.7.3. O desvio máximo admissível para uma frequência é de ±4 hertz, em relação ao valor nominal.

3.2.7.4. O nível absoluto de potência, medido em regime permanente, para cada uma das duas frequências constituintes do sinal multifrequencial, é de (-8 ±1) dBm medido na interface digital de saída da Central Telefônica.

3.2.7.5. O nível global de potência de todas as frequências emitidas, na faixa de 300 hertz a 3400 hertz, resultante da distorção harmônica e da intermodulação, será, no mínimo, 37dB inferior ao nível de cada frequência de sinalização.

3.2.7.6. Com a aplicação de um sinal multifrequencial na interface digital de entrada da Central Telefônica, cada um dos detectores de sinalização deverá funcionar dentro dos seguintes limites:

a) cada frequência aplicada deve ter seu valor nominal com uma tolerância de ±10 Hz ;

b) o nível absoluto de potência de cada sinal aplicado deve estar entre -5dBm e -35dBm.

3.2.7.7. Os detectores não deverão funcionar sob o efeito de qualquer sinal dentro da faixa de 300 hertz a 3400 hertz, que se apresente nos pontos acima definidos, com nível absoluto de potência igual ou menor que -42 dBm.

3.3. Sinalização de Linha para a Rede Nacional de Telefonia via Terrestre

3.3.1. Características da sinalização de linha - Sinalização R2 Digital:

3.3.1.1. O sistema utiliza dois canais de sinalização para frente (af e bf) e dois canais de sinalização para trás (ae bb). Estes canais são utilizados na troca de informações entre os juntores que utilizam enlaces PCM.

3.3.1.2. O canal af indica as condições de operação do equipamento de comutação de saída; como estas condições estão sob controle do assinante chamador, este canal também reflete as condições de enlace do assinante chamador (enlace aberto ou fechado).

3.3.1.3. O canal bf fornece ao equipamento de comutação de entrada indicação de falhas ocorridas no equipamento de comutação de saída.

3.3.1.4. O canal areflete as condições do enlace do assinante chamado (enlace aberto ou fechado).

3.3.1.5. O canal bb reflete as condições de ocupação do equipamento de comutação de entrada.

3.3.1.6. O tempo de reconhecimento de uma transição do estado 0 para 1 ou vice-versa é de (20 ± 10) milissegundos; o tempo de reconhecimento é definido como a duração mínima que os sinais, representando 0 e 1, devem ter na saída do equipamento terminal de sinalização, para possibilitar seu reconhecimento pelo equipamento de comutação.

3.3.1.7. A diferença entre duas transições, aplicadas simultaneamente nos 2 (dois) canais de sinalização da mesma direção, não deve ultrapassar 2 milissegundos.

3.3.1.8. Os sinais de linha do sistema R2 digital são codificados conforme mostrado na Tabela 6.

Fase da Chamada

Designação do sinal

Sentido do sinal

Canais de Sinalização

Observação

af

bf

ab

bb

Tronco Livre

 

--------->

1

0

1

0

 

Ocupação do tronco

Sinal de ocupado

<---------

0

0

1

0

 

Sinal de confirmação de ocupação

<---------

0

0

1

1

 

Chamada em Progresso

 

<---------

0

0

1

1

 

Atendimento da Chamada

Sinal de Atendimento

<---------

0

0

0

1

 

Conversação

 

 

0

0

0

1

 

Tarifação

Sinal de tarifação

<---------

0

0

1

1

Pulso de 150+/- 30ms EM ab, que passa de "0" para "1"

Desligamento da chamada

Sinal de desligar para trás

<---------

0

0

1

1

 

Sinal de desligar para frente

--------->

1

0

X

1

X - 0 A DESLIGA 10.

X - 1 B DESLIGA 10.

Sinal de confirmação de desconexão

<---------

1

0

1

0

 

Sinal de desconexão forçada

<---------

0

0

0

0

 

Situações Especiais

Sinal de confirmação de desconexão forçada

--------->

1

0

0

0

 

Sinal de bloqueio

<---------

1

0

1

1

 

Sinal de falha

<---------

1

1

1

0

 

Tabela 6. Codificação digital para sinalização de linha do sistema R-2 digital.

3.3.1.9. A  sinalização R2 digital foi especificada para ser utilizada principalmente com juntores unidirecionais. Entretanto, poderá também ser utilizada em circuitos bidirecionais. Neste caso, as seguintes especificações devem ser observadas:

a) ocupação dupla - é assumida se o terminal de saida está na condição de ocupado e os sinais ab = 0 e bb = 0 são recebidos ao invés de ab = 1 e bb = 1 (confirmação de ocupação). Neste caso, ou as conexões devem ser desfeitas em ambos os terminais e uma informação de congestionamento (tom de ocupado) deve ser enviada ao assinante chamador, ou deve ser feita resseleção, quando possível. Após o reconhecimento da situação de ocupação dupla, ambos os terminais devem manter a condição de ocupação por, pelo menos 100 milissegundos, após o que é enviado o sinal de desligar para frente. Após o envio deste sinal, os terminais dos dois lados podem retomar à condição de livre, com o reconhecimento de ab = 1 e bb = O. O sinal de desligar para frente deve ser mantido por, pelo menos 100 milissegundos, mesmo se o circuito for ocupado imediatamente por outra chamada na direção oposta, para garantir que este sinal seja reconhecido pelo outro lado. Nota: Para minimizar a incidência de ocupações duplas, é conveniente que a prioridade de ocupação de um lado seja oposta à do outro lado.

b) quando um circuito bidirecional é bloqueado manualmente na condição de livre, no lado B, a condição de bloqueio deve ser estabelecida de tal forma que o outro lado (lado A) reconheça ab = 1 e bb = 1. O circuito deve permanecer bloqueado para todas as chamadas na direção A para B, enquanto permanecer o bloqueio na direção B para A; o lado A, nestas circunstâncias, deve manter a sinalização de livre, na direção A para B. Quando o sinal de bloqueio é retirado, o lado B deve emitir o sinal de desligar para frente, por, pelo menos 100 milissegundos, mesmo se for imediatamente ocupado por uma nova chamada, na direção oposta, para garantir que este sinal seja reconhecido pelo outro lado;

c) quando um circuito bidirecional é desocupado, o lado que atuou como lado de entrada deve manter o sinal de confirmação de desconexão, por, pelo menos 100 milissegundos, mesmo se ocupado imediatamente por uma chamada na direção oposta, para assegurar o reconhecimento deste sinal pelo outro lado;

d_ quando o circuito está livre e uma mudança de bf= 0 para bf= 1 é detectada, por exemplo, no lado B, ou por falha, ou por estabelecimento de bloqueio no lado A, o lado B não deve mudar de bb = 0 para bb = 1. A observância a esta condição assegura que o circuito não fique permanentemente bloqueado. Se a construção do equipamento de sinalização permite a remoção do equipamento de comutação de saída (no lado A), sem causar o bloqueio de tráfego na outra direção (B para A), é necessário bloquear o circuito somente o lado A Nestas condições, o sinal de bloqueio não deve ser enviado ao lado B.

Nota: O equipamento PCM deve ser protegido com um controle de falha de transmissão em ambos os lados. Em caso de falha de transmissão, este controle deverá fazer com que os fios de recepção de sinalização, nas interfaces entre o PCM e o equipamento de comutação, passem ao estado 1.

3.3.1.10. Os diagramas de protocolo apresentados nas Figuras 2, 3 e 4 são ilustrativos e pretendem exemplificar casos de operação normal ocorridos num trecho da cadeia.

Figura 2. Chamada normal - Desligamento pelo assinante A.

 

Figura 3. Chamada normal - Desligamento pelo assinante B.

 

Figura 4. Chamada normal - Desligamento por desconexão forçada.

3.3.1.11. Na condição de circuito livre, bf = 0 deve ser estabelecido permanentemente, provocando, no outro lado, o estado bb = 0, desde que o equipamento de comutação de entrada correspondente se encontre também em estado livre.

3.3.1.12. A ocupação do equipamento de comutação de saída deverá ocorrer somente enquanto o mesmo estiver recebendo os sinais ab = 1 e bb = 0 do equipamento de comutação de entrada. A ocupação é caracterizada pela transição de af de 1 para 0, devendo este estado ser mantido até que o sinal de confirmação de ocupação seja recebido.

3.3.1.13. O sinal de confirmação de ocupação é caracterizado pela transição de bb de 0 para 1 .

3.3.1.14. O atendimento pelo assinante B provoca a transição de ab de 1 para 0.

3.3.1.15. O sinal de tarifação é retransmitido pelo canal ab com a passagem de 0 para 1, durante (150 ± 30) ms, de acordo com o degrau tarifário.

3.3.1.16. O sinal de desligar para trás é caracterizado pela transição de ab, de 0 para 1.

3.3.1.17. O sinal de desconexão forçada é retransmitido pelo canal bb com a passagem de 1 para 0.

3.3.1.18. O sinal de desligar para frente é caracterizado pela passagem de af de 0 para 1, permanecendo o equipamento de comutação de saída bloqueado até a recepção do sinal de confirmação de desconexão.

3.3.1.19. A recepção do sinal de desligar para frente no equipamento de entrada inicia o processo de desligamento nos enlaces posteriores. Após desligar-se completamente, o equipamento de comutação de entrada faz bb mudar de 1 para O. Este estado, correspondente á condição de livre, é entendido como sinal de confirmação de desconexão, pelo equipamento de comutação de saída, o qual poderá ser ocupado novamente.

3.3.1.20. O sinal de bloqueio é caracterizado pela permanência dos canais ab e bb no estado 1.

3.3.1.21. O sinal de falha é caracterizado pela permanência dos canais af e bf no estado 1.

3.3.1.22. Os diagramas de protocolo apresentados nas Figuras 5 a 9 são ilustrativos e pretendem exemplificar casos de falhas de transmissão ocorridas num trecho de cadeia.

Figura 5. Chamadas com falhas - Bloqueio na condição de livre.

 

Figura 6. Chamadas com falhas - Bloqueio durante a conversação.

 

Figura 7. Chamadas com falhas - Falha na condição de livre (enlace unidirecional).

 

Figura 8. Chamadas com falhas - Falha na condição de livre (enlace bidirecional).

 

Figura 9. Chamadas com falhas - Falha durante a conversação.

3.3.1.23. Os equipamentos de comutação de entrada e saída devem ser projetados de tal forma que, para a condição bf= 0, resulte bb = 0, na condição de livre. Se, devido à falha, bf passa a 1, bb deve também mudar para 1. A condição bb = 1 deve bloquear o lado de saída contra novas ocupações.

3.3.1.24. Como toda a supervisão é feita pelos canais b, esta supervisão só poderá ser plenamente assegurada se toda interrupção no canal de voz e/ou nos canais a de sinalização (p. ex.: a retirada de serviço dos equipamentos de comutação de saída ou de entrada) sempre resultar na interrupção do canal b correspondente. Desta forma, os equipamentos de comutação de entrada e saída e os equipamentos PCM devem ser projetados de tal forma que, em situação de falha, sejam enviados os sinais a = 1 e b = 1. Consequentemente, uma falha no lado de saída faz com que o lado de entrada, se este estiver ocupado, interprete a recepção de af= 1, como desligar para frente; se estiver livre, bf= 1 faz com que este lado da entrada seja bloqueado. Uma falha no lado de entrada resulta em bloqueio no lado de saída, pois bb = 1, se este estiver livre. Se estiver ocupado ab = 1 é b interpretado como "assinante B repõe", iniciando-se o processo de desconexão por temporização.

3.4. Sistema de Sinalização por Canal Comum nº 7 - Descrição do subsistema de usuário RDSI

3.4.1. A especificação nacional da ISUP tem como base a Recomendação Q.767 da ITU-T.

3.4.2. Esta Recomendação Q.767 é a mesma da especificação do European Telecommunications Standards Institute (ETSI) - ISUP versão 1 - T/S 43-14 de setembro de 1990.

3.4.3. Abaixo são relacionadas as diferenças com relação à Recomendação Q.767. Estas diferenças trazem apenas os macro-itens, sendo que os complementos a cada um dos procedimentos devem ter como base o texto das Recomendações Q.761 a Q.764 do Livro Azul da ITU-T, quando não especificado outro documento como referência.

  • Mensagem Inicial de Endereçamento (IAM)

3.4.3.1. Para o envio da IAM, os seguintes pontos devem ser observados:

a) O número de A será sempre incluído na IAM em chamadas originadas ou chamadas trânsito (desde que disponível).

b) Em chamadas de trânsito com bilhetagem a frente, o número de A, caso indisponível, será sempre solicitado e enviado por rotas de saída com ISUP.

c) Caso a categoria seja indisponível, deverá ser enviada a categoria "fonte desconhecida" (0000 0000) e no ponto de tarifação deverá ser convertida na categoria "assinante comum".

  • Chamadas Transferidas 

3.4.3.2. Para indicar chamadas transferidas deverá ser utilizado o campo “Redirection counter (Re)” do parâmetro “Redirection Information” conforme definido no livro azul, que deverá estar presente na IAM em ocorrendo transferências.

3.4.3.3. A IAM ao ser enviada em uma chamada transferida deve conter no campo “Número do chamado”, o endereço de destino da transferência e Re=1.

3.4.3.4. Nas centrais trânsito, o campo Re recebido deve ser retransmitido na IAM a ser enviada.

3.4.3.5. Nas centrais com interfuncionamento MFC-ISUP, caso a entrada seja MFC e a saída ISUP, a categoria II-11 deve ser convertida em Re=1 e categoria “assinante comum”. Caso a entrada seja ISUP e a saída MFC, o campo Re=1 deve ser convertido na categoria II-11.

3.4.3.6. Nas centrais com interfuncionamento ISUP-TUP, o Re=1 da IAM (ISUP) deve ser convertido para bit I=1 do MI da IAI (TUP) e vice-versa.

3.4.3.7. Nas centrais de destino, a recepção de IAM com o campo Re=1 deve impedir que a chamada seja novamente transferida.

3.4.3.8. Os seguintes procedimentos devem ser utilizados para os serviços suplementares de transferência de chamadas:

Nota: nas figuras abaixo, X significa envio de mensagem audível e Y significa o envio de tom de controle de chamada.

  • Transferência temporária e transferência em caso de ocupado

A central B recebendo uma IAM destinada a um assinante com facilidade ativada, deve enviar ACM e enviar mensagem audível informando ao assinante que a chamada será transferida. No término da mensagem audível, deve enviar uma IAM para o novo destino com Re=1, com o novo endereço do assinante chamado (C) e com a identidade do assinante originalmente chamado (B) como endereço chamador. Na central C poderão ocorrer duas situações:

Chamada bem sucedida: A central C deve enviar ACM e a central B ao recebê-la não deve retransmiti-la à central A. A Figura 18 ilustra o procedimento descrito.

Figura 18. Chamada bem sucedida. Transferência temporária e Caso de Ocupado

Chamada mal sucedida: A central C deve enviar a mensagem REL com a causa apropriada e a central B deve retransmiti-la à central A. A figura 19 ilustra o procedimento descrito.

Figura 19. Chamada mal sucedida. Transferência Temporária e Caso de Ocupado.

  • Transferência em caso de não responde

A central B recebendo uma IAM destinada a um assinante com a facilidade ativada, deve enviar ACM e iniciar o período de supervisão conforme o que segue:

I - Faixa: 0 a 60s;

II - Valor nominal: 90s;

III - Início: com  envio da corrente de toque;

IV - Interrupção: com a detecção do evento fechamento do enlace do terminal chamado ou com a recepção da informação de desligar para frente;

V - Após o término da supervisão de tempo, deve ser interrompido o envio da corrente de toque e a chamada deve prosseguir conforme item 3.7 dos requisitos vigentes para a Avaliação da Conformidade do produto Central de Comutação Digital.

Vencida a temporização, a central B deve enviar mensagem audível informando ao assinante A que a chamada será transferida. No término dessa mensagem, deve enviar uma IAM para o novo destino com Re=1 e o novo endereço do assinante originalmente chamado (B)  como endereço chamador. Na central C poderão ocorrer duas situações:

Chamada bem sucedida: A central C deve enviar uma ACM para a central B. A figura 20 ilustra o procedimento descrito.

Figura 20. Chamada bem sucedida. Transferência em caso de não responde.

Chamada mal sucedida: A central C deve enviar a mensagem REL com a causa apropriada e a central B deve retransmiti-la à central A. A figura 21 ilustra o procedimento descrito.

Figura 21. Chamada mal sucedida. Transferência em caso de não responde.

  • Consulta / Transferência e Conferência

No caso de consulta, é possível que a mesma possa resultar em transferência ou conferência. A central que desejar utilizar a facilidade deve enviar uma IAM com Re=1 e a central em consulta deve enviar uma ACM e em caso de chamada mal sucedida, uma REL com causa apropriada.

  • Mensagens de Informação (INR / INF)

3.4.3.9. Os procedimentos de sinalização relacionados a mensagens de informação são os descritos no item 2.1.6 da recomendação Q.764 do livro azul da ITU-T. Também deverão ser utilizados os formatos e códigos descritos nos itens 3.21 e 3.22 da recomendação Q.763 do livro azul com solicitação e informação do endereço do chamador e categoria do chamador exceto os bits C, G e H da INF e bits B, E e H da INR e as definições constantes dos itens 1.27, 1.28, 2.12, 2.13, 2.16 e 2.17 da recomendação Q.762 do livro azul. O procedimento descrito no item 2.1.6.3 não é aplicável à rede nacional.

3.4.3.10. Quando não for possível enviar o número do chamador, a chamada deve poder ser completada ou não, ficando a critério da Empresa Operadora.

  • Endereço Incompleto

3.4.3.11. O item D.2.2.5 da Q.764 deve ter sua redação alterada para:

3.4.3.12. O sinal de endereço incompleto (REL com causa #28) deve ser enviado:

I - pela central local de destino, após esgotada uma temporização de 15 a 20 segundos (T35), no caso em que a última informação de endereço recebida não seja suficiente para identificar o assinante chamado. Esta temporização é reiniciada após a recepção de cada informação de endereço, exceto aquela identificada como suficiente para determinação do assinante chamado.

II - pela central trânsito, após esgotada uma temporização de 15 a 20 segundos (T35), nos casos em que a última informação de endereço não for suficiente para identificar a rota de saída. Esta temporização é reiniciada após a recepção de cada informação de endereço exceto aquela identificada como para determinar a rota de saída. Cada central com canal comum que recebe uma mensagem REL (causa #28), deve retransmiti-la à central precedente e liberar a conexão à frente. A primeira central com sinalização no. 7 enviará um sinal adequado para o circuito precedente caso o sistema de sinalização naquele trecho o permita. Caso contrário, um tom ou mensagem gravada deverá ser enviado para a parte chamadora.

  • Categorias

3.4.3.13. As seguintes categorias serão utilizadas:

I - 0000 1001 telefonista

II - 0000 1010 assinante comum

III - 0000 1100 chamada de dados (dados na faixa de voz)

IV - 0000 1101 chamada de testes

V - 0000 1111 telefone público

VI - 0000 0000 categoria do chamador desconhecida

VII - 1110 0000 assinante com tarifação especial

VIII - 1110 0010 telefone público interurbano

3.4.3.14. A categoria assinante com prioridade (calling subscriber with priority - 0000 1011) deve ser excluída.

3.4.3.15. Qualquer codificação reserva recebida deve ser convertida em assinante comum (0000 1010).

  • Chamadas DIC / DLC - Indicador de Chamadas a Cobrar

3.4.3.16. Indicador de chamada a cobrar: este indicador, utilizado para informar que se trata de uma chamada a cobrar, é o bit M do parâmetro “Indicadores de Chamada para Frente” presente na IAM e codificado da seguinte forma:

Bit M: Indicador de chamada a cobrar

       0  chamada normal

       1  chamada a cobrar

3.4.3.17. Em centrais ponto de bilhetagem automática de chamadas a cobrar, ao receber uma IAM com o número do chamado na forma 90AB XYZ MCDU e bit M=0, a central deve enviar o número de B sem o prefixo DIC / DLC de acordo com os dados de encaminhamento e bit M=1. Na recepção da sequência imediata ANM / SUS, a chamada deve ser liberada com envio de REL (causa 102). Quando a entrada for MFC, os procedimentos atuais são mantidos.

3.4.3.18. Em centrais trânsito que não são pontos de tarifação e sem tratamento de chamadas a cobrar, o valor do bit M recebido deve ser retransmitido na IAM a ser enviada.

3.4.3.19. Nas centrais locais de destino, as chamadas recebidas com bit M=0 devem ser completadas e caso o assinante seja restrito a DIC /DLC deve ser enviada a sequência ANM / SUS / RES. As chamadas recebidas com bit M=1 devem ser completadas caso o assinante chamado não seja restrito, caso contrário liberar a chamada com REL (causa=21). Caso a central local de destino seja ponto de tarifação, a análise deve ser feita sobre o prefixo DIC / DLC recebido.

  • Parâmetro "Número Chamado"

3.4.3.20. Incluir no indicador de natureza do endereço a codificação:

I - 000 0001 número de assinante

3.4.3.21. O código de acesso deve ser incluído no endereço, sendo que o indicador de natureza do endereço deve ser adequadamente setado, ou seja:

I -  Chamada local à 000 0001

II - Chamada interurbana à 000 0011

III - Chamada internacional à 000 0100

  • Parâmetro "Número do Chamador"

3.4.3.22. Incluir no indicador de natureza do endereço as codificações:

I - 000 0001 número de assinante

II - 000 0011 número nacional

  • Parâmetro "Indicadores de Chamada para Trás"

3.4.3.23. Incluir o indicador de retenção de chamada pelo assinante B (bit L) e a definição constante no item 2.41 da recomendação Q.762.

  • Parâmetro "Indicadores de Causa"

3.4.3.24. Reincluir no indicador “localização” a codificação:

I - 0010 public network serving the local user

3.4.3.25. As definições constantes na Recomendação Q.767 devem ser complementadas com os esclarecimentos presentes na Tabela 17:

Valor de Causa

Complementação

01

Número de lista inexistente

03

Caso de nível vago encontrado na árvore de análise

21

Caso de restrição de chamada ao assinante de destino, por exemplo, assinante negado a DIC / DLC

27

Quando o assinante estiver no estado diferente de livre ou ocupado

31

Caso de vencimento de temporização durante o estabelecimento de chamada ou ocorrer falhas de sinalização

34

Congestionamento na rede a frente

42

Congestionamento na central de destino

63

Caso de restrição de chamada devido a restrição de categoria do assinante chamador ou de tráfego terminado

111

Recepção de mensagem válida na fase de chamada em que ela não é esperada

Tabela 17.  Complementação por valor de causa.

  • Definição de Falha de Hardware

3.4.3.26. Ao final do segundo sub-item (- hardware failure ...) no item D.2.9.2.2 da Q.764 acrescentar: "Entende-se por falha de hardware com o mau funcionamento de componente eletrônico, mau contato ou ausência de alimentação no equipamento de interface de tronco digital."

  • Definição de Mutilação de Memória

3.4.3.27. No item D.2.10.3 da Q.764 acrescentar: "A mutilação de memória se caracteriza pela perda local das informações referentes aos estados dos circuitos de voz."

  • Mensagens, parâmetros e códigos reservados para reserva nacional

3.4.3.28. Todas as referências a codificações de uso nacional devem ser mantidas para uso futuro. O item 1.11 da Q.763 deve ser reincluído.

  • Dupla Ocupação

3.4.3.29. No procedimento de dupla ocupação, poderão ser utilizados os métodos preventivos 1 ou 2.

  • Encaminhamento de Chamadas

3.4.3.30. O método de envio do número chamado deverá sempre ser programado em bloco ou em overlap por comando homem-máquina, conforme o tipo de tráfego em questão.

  • Circuito Satélite na Conexão

3.4.3.31. A indicação de circuito satélite na conexão, bits AB do parâmetro Indicadores da Natureza da Conexão, deve ser feita de acordo com a rota de saída selecionada.

  • Estabelecimento do Caminho de Voz

3.4.3.32. O estabelecimento do caminho de voz deve ser completado com a recepção das mensagens ACM/CON.

  • O procedimento descrito para "Charging" no item 2.3.1 letra d) do Livro Azul deve ser utilizado.

  •  Controle de Disponibilidade de ISUP

3.4.3.33. Devem ser seguidos os procedimentos descritos no item 2.13 da Recomendação Q.764 do período 89-92 da ITU-T.

  • Itens não aplicáveis a Rede Nacional

3.4.3.34. Todas as referências a estes itens constantes do texto da Q.767 devem ser desconsideradas:

I - Forward transfer message (FOT);

II - Sinal ST (fim de número);

III - Internal network number indicator;

IV - Item 2.1.9.2 letra b);

V - Campo Location com codificação "international network";

VI - Referências ao termo Gateway.

3.4.4. Os procedimentos de ensaio devem seguir as Recomendações ITU-T Q.784.

3.5. Descrição do subsistema de transferência de mensagens

3.5.1. A especificação nacional do MTP tem como base as Recomendações Q.701 a Q.706 do livro azul da ITU-T.

3.5.2. Deve ser utilizada apenas a taxa de transmissão de 64 kbit/s.

3.5.3. No item 3.8.2 da Recomendação Q.704, Estado de congestionamento de enlaces de sinalização, apenas a opção internacional deve ser utilizada. Consequentemente, os itens 3.8.2.2 e 3.8.2.3 não serão utilizados na rede nacional.

3.5.4. O item 9 da Recomendação Q.704, Restabelecimento de ponto de sinalização, não será utilizado na rede nacional.

3.5.5. Com relação ao item 12 da Recomendação Q.704, Gerência de enlace de sinalização, apenas os procedimentos de gerência básicos devem ser utilizados. Consequentemente, os itens 12.3, 12.4, 12.5 e 12.6 não serão utilizados na rede nacional.

3.5.6. O item 13.4, transferência restrita, não será utilizado nesta versão de MTP.

3.5.7. O item 13.9, Teste de congestionamento de conjunto de rotas de sinalização, não será utilizado na rede nacional.

3.5.8. A recepção de mensagens de procedimentos de versões posteriores não deve causar problemas de interoperabilidade com esta versão de MTP.

3.5.9. Reestabelecimento de MTP (MTP restart): Deverão ser seguidos os procedimentos descritos no item 9 da Recomendação Q.704 do período 89-92 da ITU-T.

3.5.10. Interrupção de processador (processor outage): Deverão ser seguidos os procedimentos descritos no item 8 da Recomendação Q.703 do período 89-92 da ITU-T.

3.5.11. Controle de indisponibilidade de usuário (user part availability control): Deverão ser seguidos os procedimentos descritos no item 11.2.7 da Recomendação Q.704 do período 89-92 da ITU-T.

3.5.12. Os procedimentos de ensaio devem seguir a Camada 2 da Recomendação ITU-T Q. 781 e a Camada 3 da Recomendação ITU-T Q.782.

3.6. Quando houver Interface ATM:

3.6.1. Os equipamentos devem atender aos requisitos vigentes no Conformance Abstract Test Suite for the UNI 3.1 ATM Layer of End SystemsConformance Abstract Test Suite for the UNI 3.1 ATM Layer of Intermediate Systems e Conformance Abstract Test Suite for the ATM Adaptation Layer Type 5 Commom Part (Part I) presentes no documento Interface ATM UNI 3.1 - ATM Forum - Technical Committee.

3.7. Quando houver interface V.35

3.7.1. Os equipamentos devem atender aos requisitos vigentes na Recomendação V.35 do ITU-T (edição de 1984). Sendo aplicáveis os ensaios aos sinais CT-103 e CT-104 e aos sinais CT-114 e CT-115, quando implementados:

I - Gerador: item II.3 do anexo II;

II - Receptor (carga): item II.4 do anexo II.

3.7.2. Os equipamentos devem atender aos requisitos vigentes na NBR 13417/1995, com itens aplicáveis quando o produto opera com taxas de transmissão de dados de até 20kbit/s e possui interface V.35 e os sinais CT-105. CT-106, CT-107 e CT-109 implementados como circuitos não balanceados:

I - Carga: item 4.1.4. Com relação ao item 4.1.4.1., medir a resistência em corrente contínua e verificar se está entre 3.000 ohms e 7.000 ohms;

II - Gerador: item 4.1.5;

III - Para carga e gerador: item 4.1.6.3.

3.7.3. Os equipamentos devem atender aos requisitos vigentes na NBR 13415/1995, com itens aplicáveis quando o produto opera com taxas de transmissão de dados de até 100kbit/s e possui interface V.35 e os sinais CT-105. CT-106, CT-107 e CT-109 implementados como circuitos não balanceados:

I - Gerador: item 5.2.1., e item 5.3;

II - Carga: item 5.2.2 e item 5.4.

3.7.4. Os equipamentos devem atender aos requisitos vigentes na NBR 13416/1995, com itens aplicáveis quando o produto opera com taxas de transmissão de dados de até 10Mbit/s e possui interface V.35 e os sinais CT-105. CT-106, CT-107 e CT-109 implementados como circuitos não balanceados:

I - Gerador: item 5.2.1., e item 5.3;

II - Carga: item 5.2.2 e item 5.4.

3.8. Quando houver interface V.36

3.8.1. Os equipamentos devem atender aos requisitos vigentes na Recomendação V.36 do ITU-T. Sendo aplicável quando o Multiplex possuir interface V.36. 

3.9. Quando houver Interface WDM:

3.9.0.1. Os equipamentos devem atender aos requisitos vigentes referentes às interfaces WDM.

3.10. Quando houver RDSI acesso básico:

3.10.1. Os equipamentos devem atender aos requisitos vigentes no TBR 3 (Basis for Regulation), novembro de 1995, do ETSI (European Telecommunication Standardization Institute): Integrated Services Digital Network (ISDN); Attachment requirements for terminal equipment to connect to an ISDN using ISDN basic acess.

  • Os itens aplicáveis são a seleção de testes para o nível 2 do protocolo de acesso do usuário RDSI à rede telecomunicações presente na Tabela C1 do Anexo C e a a seleção de testes para o nível 3 do protocolo de acesso do usuário RDSI à rede telecomunicações (DSS1) presente na Tabela D1 do Anexo D.

3.10.2. Os equipamentos devem atender aos requisitos vigentes no ETS 300 012-4:11/1998 - Integrated Services Digital Network (ISDN); Basic user Network Interface (UNI); Part 4: Conformance Test Specification for Interface IA.

  • Os itens aplicáveis quando o equipamento possuir interface S/T (acesso básico) são os itens 6.1.2 - Resposta de eco ao canal D, 6.2 - Ativação/desativação, 7.1 - Taxa de quadros quando transmitindo INFO 1, 7.2 - Características de jitter, 7.3.2 - Impedância de saída quando transmitido binário 0, 7.4 - Amplitude e forma do pulso, 7.6 - Tensão em outras cargas, 7.8.1.1 - Impedância de entrada (teste A), 7.8.3 - Desbalanceamento em relação ao terra, 8.1.1.2 - Potência consumida e 8.1.1.3 - Potência consumida no modo restrito.

3.10.3. Os equipamentos devem atender aos requisitos vigentes no ETS 102 080 V1.3.1:11/1998 - Transmission and Multiplexing (TM); Integrated Services Digital Network (ISDN) Basic Acess; Digital Transmission System on Metallic Local Lines.

  • Os itens aplicáveis quando o equipamento possuir interface U (acesso básico) são os itens 6.3 - Desbalanceamento em relação ao terra, 10.6.1 - Requisitos de alimentação do TR1: apenas o sub-item 10.6.11 - Requisitos estáticos; 10.6.3 - Tensão de alimentação do TR1. E por fim,  o anexo A: A.1 - Código de linha, A.12.4 - Densidade espectral de potência e A.13 - Terminação de transmissão/recepção.

3.11. Quando houver RDSI acesso primário:

3.11.1. Os equipamentos devem atender aos requisitos vigentes no TBR 4 (Basis for Regulation), novembro de 1995, do ETSI (European Telecommunication Standardization Institute): Integrated Services Digital Network (ISDN); Attachment requirements for terminal equipment to connect to an ISDN using ISDN basic acess.

  • Os itens aplicáveis são a seleção de testes para o nível 2 do protocolo de acesso do usuário RDSI à rede telecomunicações presente na Tabela C1 do Anexo C e a a seleção de testes para o nível 3 do protocolo de acesso do usuário RDSI à rede telecomunicações (DSS1) presente na Tabela D1 do Anexo D.

3.12. Compatibilidade Eletromagnética:

3.12.1. Os equipamentos abrangidos por estes requisitos devem atender integralmente, quando aplicáveis, aos requisitos vigentes para a Avaliação da Conformidade de Equipamentos de Telecomunicações quanto aos aspectos de Compatibilidade Eletromagnética.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

4.1. Os procedimentos de ensaio não discriminados serão objeto de estruturação pelos laboratórios avaliados pelos OCD. Além disso, os procedimentos para a coleta de amostras quando não tratados nos documentos normativos, serão definidos entre os OCD, laboratórios de ensaios e fabricantes. As amostras dos produtos a serem certificados deverão estar acompanhadas de uma declaração do fabricante, indicando terem sido coletadas na produção.

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