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Ato nº 931, de 08 de fevereiro de 2018

Publicado: Sexta, 09 Fevereiro 2018 14:46 | Última atualização: Quinta, 04 Julho 2019 12:31 | Acessos: 533
 

 

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no Boletim de Serviço Eletrônico em 9/2/2018, retificado em 18/1/2019.

 

O SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e

CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do Art. 19 da Lei n.º 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

CONSIDERANDO o Inciso II do Art. 9º do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000;

CONSIDERANDO o Art. 1º da Portaria nº 419 de 24 de maio de 2013;

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.000453/2018-07;

RESOLVE:

Art. 1º  Aprovar os requisitos técnicos para avaliação da conformidade de sistemas retificadores para telecomunicações, conforme o Anexo I deste Ato.

Art. 2º Este Ato entra em vigor no dia 12 de fevereiro de 2018.

 

VITOR ELISIO GOES DE OLIVEIRA MENEZES

Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação

 

ANEXO I

REQUISITOS TÉCNICOS PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DE SISTEMAS RETIFICADORES PARA TELECOMUNICAÇÕES

 

1. OBJETIVO

1.1. Estabelecer os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade dos sistemas de retificadores, aplicáveis às telecomunicações, para efeito de certificação e homologação na Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel.

1.2. Os requisitos estabelecidos neste documento aplicam-se aos sistemas de retificadores, relativos a fontes de corrente contínua que utilizem unidades retificadoras com tecnologia de chaveamento em alta frequência, empregados nos serviços de interesse coletivo.

2. REFERÊNCIA

2.1. Para fins deste documento, são adotadas as seguintes referências:

2.1.1. MIL-HDBK 217F - Military Handbook - Reliability Prediction of Electronic Equipment.

2.1.2. Norma IEC 61000-4-5 (2005) - Electromagnetic Compatibility (EMC) - Part 4: Testing and Measurement Techniques - Section 5: Surge Immunity Test.

2.1.3. Norma IEC 61000-4-2 (2001) - Electromagnetic Compatibility (EMC) - Part 4: Testing and Measurement Techniques - Section 2: Electrostatic Discharge Immunity Test.

2.1.4. CISPR 22 (2005) - Information Technology Equipment Radio Disturbance Characteristics - Limits and Methods of Measurement.

3. DEFINIÇÕES

3.1. Para os efeitos deste documento aplicam-se as seguintes definições:

I - Corrente nominal de saída (In) - valor definido para a máxima corrente de saída do SR na condição da tensão de flutuação. Para sistemas de 24V deverá ser considerado o valor de tensão de 27Vcc e para sistemas de 48V o valor de tensão deve ser de 54Vcc.

II - Desempenho anormal sem danos - é aceitável que durante a aplicação da perturbação ocorram anormalidades no funcionamento do equipamento, sem perda de nenhuma funcionalidade. Após a aplicação da perturbação o equipamento deve atender a todas as suas especificações técnicas, sem sinalização memorizada de qualquer anormalidade.

III - Desempenho normal - durante e após a aplicação da perturbação o equipamento deve apresentar funcionamento normal, sem indicação de qualquer anormalidade. Admite-se durante a aplicação da perturbação a ocorrência de falsa sinalização local, desde que a mesma não seja transmitida remotamente;

IV - Distorção harmônica total – THD - distorção não-linear caracterizada pelo aparecimento, na resposta a uma excitação senoidal, de componentes senoidais cujas frequências são múltiplos inteiros da frequência de excitação.

V - Energia aparente ou total – é a soma vetorial entre a energia ativa e a energia reativa, sendo a energia total que um equipamento elétrico consome ou produz.

VI - Energia ativa – energia efetivamente utilizada por um equipamento elétrico para realizar sua função.

VII - Energia reativa – energia elétrica que circula continuamente entre os diversos campos elétricos e magnéticos de um sistema de corrente alternada, sem produzir trabalho.

VIII - Fator de potência - razão entre a energia elétrica ativa e a raiz quadrada da soma dos quadrados das energias elétricas ativa e reativa, consumidas num mesmo período especificado (Resolução 456 – ANEEL).

IX - ESC – equipamento a ser certificado.

X - Histerese - Histerese de um Sistema de Medição é um erro de medição que ocorre quando há diferença entre a indicação de um Sistema de Medição para um dado valor do mensurando quando este foi atingido por valores crescentes e a indicação quando atingida por valores decrescentes do mensurando.

XI - Potência nominal - valor correspondente ao produto da tensão de flutuação e a corrente nominal de saída do SR.

XII - Resposta dinâmica da tensão de saída - tempo decorrido após a aplicação de um degrau de corrente na saída, para que a tensão não apresente valores fora da faixa determinada para regulação estática da tensão de saída.

XIII - Rigidez dielétrica - intensidade máxima do campo elétrico que um dielétrico pode suportar sem tornar-se um condutor de eletricidade apresentando uma ruptura dielétrica.

XIV - Sistema de retificadores (SR) - conjunto formado pela unidade de supervisão (US), unidade de distribuição (UD), constituídas por consumidores e baterias e pelas unidades retificadoras (URs) chaveadas em alta frequência associadas em paralelo.

XV - Unidade retificadora (UR) - unidade responsável pela conversão da energia CA em CC, utilizando tecnologia de chaveamento em alta frequência, podendo utilizar tanto sistema de refrigeração por convecção natural como por ventilação forçada.

XVI - Vpe - Volt por elemento.

4. CARACTERÍSTICAS GERAIS

4.1. Condições gerais.

4.1.1. Os SRs devem ter vinculação a fontes CC com tensão nominal de 48V, com polos positivos aterrados, que atendam consumidores de faixa larga, admitindo os seguintes limites de tensão de saída do SR, para temperatura ambiente de 25°C:

a) 42,0V a 57,6V, com a utilização de 24 elementos de bateria ácida do tipo ventilada;

b) 42,0V a 54,5V, com a utilização de 24 elementos de bateria ácida do tipo regulada por válvula.

4.1.2. Os SRs devem ter vinculação a fontes CC com tensão nominal de 24V, com negativo ou positivo aterrado, que atendam consumidores de faixa larga, admitindo-se os seguintes limites de tensão de saída para temperatura ambiente de 25°C:

a) 21,0V a 28,8V, com a utilização de 12 elementos de bateria ácida do tipo ventilada;

b) 21,0V a 27,3V, com a utilização de 12 elementos de bateria ácida do tipo regulado por válvula.

4.1.3. Nos limites inferiores de tensão especificados nos itens 4.1.1 e 4.1.2 foram considerados como valores de tensão final de descarga da bateria 1,75 Vpe para baterias ácidas.

4.1.4. Admite-se o emprego de baterias alcalinas ou de outra tecnologia, desde que se enquadrem nos limites de tensão especificados.

4.1.5. Todos os equipamentos componentes do SR, como URs e outros, utilizados durante os testes do ESC, deverão ser adequadamente identificados e deverão constar no certificado de homologação emitido pela ANATEL.

4.2. Terra de proteção.

4.2.1. Deve ser previsto, em cada gabinete(s) do SR, ponto(s) para conexão de terra de proteção, provido(s) de terminal adequado. Adicionalmente, deve ser garantida a continuidade elétrica de todas as estruturas metálicas do SR, incluindo os gabinetes e carcaças das URs.

4.3. Barramento 0 (zero) V.

4.3.1. Deve ser previsto barramento(s) de 0 (zero) Volt compatível com a capacidade do SR, com furação adequada para a quantidade de fusíveis/disjuntores de distribuição de consumidores e baterias do SR compatível com a bitola e quantidade de cabos/terminais de alimentação utilizados.

4.3.2. No mesmo barramento deve ser previsto um furo para conexão de cabo de aterramento.

4.4. Modularidade “hot plug-in”.

4.4.1. Todos os circuitos devem ser adequadamente protegidos de modo a permitir que qualquer Unidade Retificadora (UR) passível de manutenção possa ser conectado ou desconectado sem risco de avarias a qualquer componente do SR ou ao equipamento consumidor, considerando os demais circuitos em funcionamento.

4.5. Tempo médio entre falhas – MTBF.

4.5.1. O SR sem as URs deve atender a um MTBF mínimo de 120.000h, calculado de acordo com o item IV, das Referências, para temperatura ambiente de 25°C.

4.6. Proteção de circuitos.

4.6.1. Nenhum circuito do SR deve receber alimentação direta, sem proteção, de fonte de baixa impedância.

4.7. Integração dos circuitos de supervisão e sinalização.

4.7.1. Todas as informações de supervisão e sinalização relativas ao SR devem estar concentradas na unidade de supervisão, de modo a permitir o gerenciamento remoto de suas funcionalidades.

4.8. Sinalizações locais.

4.8.1. O SR deve permitir, no mínimo, a identificação no painel frontal dos seguintes eventos:

a) Retificador com defeito (anormal);

b) Fusível interrompido / Disjuntor aberto;

c) Bateria em carga;

d) Bateria em descarga;

e) Tensão alta de consumidor;

f) Desconexão CC;

g) Alimentação CA anormal.

4.8.2. No caso de utilização de “display” deve ser previsto pelo menos uma indicação luminosa para sinalizar a presença de alarme.

4.8.3. A informação correspondente à bateria em carga e alimentação CA anormal deve ser indicada por sinalização de cor amarela. Os demais eventos devem ser identificados por sinalização de cor vermelha.

4.9. Sinalização remota.

4.9.1. O SR deve disponibilizar, no mínimo, as seguintes sinalizações remotas:

a) Perda da supervisão;

b) Retificador com defeito (ou anormal);

c) Desconexão CC (quando aplicável);

d) Fusível interrompido / Disjuntor aberto;

e) Alimentação CA anormal;

f) Bateria em descarga;

g) Tensão alta para o consumidor;

h) Bateria em carga (quando aplicável).

4.9.2. As sinalizações remotas podem ser feitas através de sinais de terra (0V), ou disponibilizadas através de contatos secos de relés ou outros meios de comunicação.

4.9.3. Para o caso de SR que utilize controle/supervisão com acesso remoto, admite-se alternativamente que os sinais citados no item 4.8.1 sejam agrupados em função do grau de severidade (urgente, não urgente e advertência).

4.10. Telessupervisão.

4.10.1. O SR deve estar preparado para operação e supervisão remota. As seguintes informações devem estar disponíveis para processamento pelo sistema de gerenciamento e telessupervisão:

a) Todas as sinalizações previstas no item 4.9.1;

b) Estado das URs (serviço ou defeito);

c) Valor da corrente de saída do SR para os consumidores;

d) Valor da corrente de saída do SR para as baterias;

e) Valor da tensão de saída do SR.

4.11. Comandos manuais.

4.11.1. O SR deve conter na sua parte frontal, dispositivos/chaves para a realização dos seguintes comandos manuais:

a) Chave de baterias ou dispositivo apropriado que permita a comutação de todas as URs para uma das seguintes alternativas de funcionamento:

I - Flutuação das baterias;

II - Carga das baterias.

b) Dispositivo de reposição que permita desfazer, simultaneamente, todos os eventos memorizados no SR. A atuação desse dispositivo deve independer da velocidade de operação, não permitindo que o equipamento se mantenha ligado em condição de defeito por acionamento contínuo.

4.12. Medições.

4.12.1. O SR deve permitir localmente leitura direta das seguintes grandezas:

a) Corrente de consumidor;

b) Corrente da bateria;

c) Tensão de saída do SR.

4.12.2. Os instrumentos de medidas devem, obrigatoriamente, ser do tipo digital, com mínimo de 3 dígitos e classe de exatidão de:

a) 0,5% + 1 dígito, para tensão CC;

b) 1% + 1 dígito, para tensão CA;

c) 2% + 1 dígito, para corrente CC,

medidos na potência nominal, podendo ser incluídos em "display” único.

4.12.3. SR com capacidade de saída igual ou inferior a 2700W podem conter apenas bornes para monitoração das correntes e tensão de saída.

4.13. Interconexão das unidades.

4.13.1. 5.13.1. A alimentação CA do SR deve atender a configuração da Tabela 1

4.13.1.  A alimentação CA do SR deve atender a configuração da Tabela 1: (Retificação publicada no Boletim de Serviço Eletrônico em 18/01/2019)

SR-3Φ

SR-1Φ

Fase A

Fase A

Fase B

Fase B ou neutro

Fase C

-

Neutro

-

Tabela 1 - Alimentação CA do SR.

 

4.13.2. Para SR trifásico composto por URs monofásicas, a distribuição da alimentação das URs deve ser realizada de forma a minimizar o desequilíbrio de carga entre as fases.

4.14. Características funcionais dos sensores.

4.14.1. Os sensores devem possuir a capacidade de ajuste sem riscos para os equipamentos consumidores e devem atender aos requisitos de temperatura descritos no item 6.1.

4.14.2. Os sensores de carga automática, de compensação de flutuação com a temperatura e de desconexão por tensão baixa, devem dispor de facilidades operacionais que permitam sua desativação sem requerer improvisações e/ou riscos à confiabilidade do sistema de CC.

5. CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS

5.1. Tensão de entrada

5.1.1. O SR deve atender os valores nominais de tensão de entrada conforme a Tabela 2.

 

Tensão de entrada (V)

Sistema retificador

Potencia de saída (W)

Monofásico

≤ 2880

127

Monofásico

≤ 5760

220

Trifásico*

≥ 5760

220 ou 380

* URs monofásicas são admitidas, distribuídas entre as fases.

Tabela 2 - Valores nominais de tensão de entrada.

 

5.2. Faixa de variação de tensão de entrada.

5.2.1. O SR deve operar, em regime contínuo, com variação de até ±15% da tensão nominal de entrada, mantendo inalteradas todas as suas características.

5.2.2. O SR não deve sofrer dano quando submetido às seguintes variações:

a) Tensão alternada de alimentação de 0 a 85% da tensão nominal;

b) Tensão alternada de alimentação até 25% acima da tensão nominal, até 1 hora de duração;

c) Essas proteções não devem ser sensíveis a transientes de tensão inferiores a 30ms.

5.2.3. O SR pode ser classificado como “faixa larga” ou “fullrange”, quando para a potência nominal de saída especificada puder operar com qualquer valor de tensão de alimentação dentro da faixa definida nos itens 5.1 e 5.2, sem a necessidade de ajustes ou dispositivos adicionais.

5.3. Frequência.

5.3.1. Deve ser de 60Hz ± 5%, em regime contínuo.

5.4. Emissão de perturbação eletromagnética.

5.4.1. O SR não deve emitir perturbações que excedam os limites para equipamentos classe A, medidos conforme Requisitos Técnicos para Certificação de Equipamentos de Telecomunicações Quanto aos Aspectos de Compatibilidade Eletromagnética.

5.4.2. Os limites para tensão de perturbação conduzida devem ser verificados nos terminais de entrada CA e saída CC.

5.5. Imunidade a surtos.

5.5.1. O SR deve ser imune a surtos elétricos de 4kV em modo comum, e de 2kV em modo diferencial, aplicados nos terminais de entrada da alimentação CA, de acordo com o especificado no item V, das Referências.

5.5.2. É permitido que durante a aplicação da perturbação ocorram anormalidades no funcionamento do equipamento, sem perda de nenhuma funcionalidade.

5.5.3. Após a aplicação da perturbação o equipamento deve atender a todas as suas especificações técnicas, sem sinalização memorizada de qualquer anormalidade.

5.6. Tensão de saída.

5.6.1. As faixas de ajuste garantidas da tensão de saída e a tensão de ajuste de referência, para o SR, devem atender os valores da Tabela 3:

Tipo de bateria

Tensão nominal

Faixa de ajustes (V)

Ajuste de referência (V)

Flutuação

Carga

Flutuação

Carga

Mín.

Máx.

Mín.

Máx.

Ventilada

24V

23,0

28,0

26,0

29,5

26,4

28,8

VRLA

27,0

Não aplicável

Ventilada

48V

45,0

56,0

48,0

59,0

52,8

57,6

VRLA

54,0

Não aplicável

Tabela 3 - Faixa de ajustes e valores de referência.

 

5.6.2. Os valores de ajuste em campo devem ser determinados em função do tipo da bateria (ácida ventilada ou regulada por válvula) e das tensões de flutuação e carga recomendadas pelo fabricante da bateria.

5.7. Regulação estática da tensão de saída.

5.7.1. A regulação estática da tensão de saída do SR deve ser menor ou igual a ±1% do valor da tensão de flutuação de saída (Vs), para variações da rede comercial de ±15% em relação ao valor nominal e carga na saída variando de 5% a 100% da corrente nominal (In).

5.7.2. Na condição de corrente de saída menor que 5% de In, a tensão não deve ultrapassar 2% do valor ajustado.

5.8. Tensão de ondulação ou “ripple”.

5.8.1. Devem ser atendidos, simultaneamente, nos terminais de saída do SR, sem bateria, os seguintes valores máximos:

a) 2mV psofométricos;

b) 50mV “RMS”, medido na faixa de frequência de 25Hz a 20MHz;

c) 200mV pico a pico, medido na faixa de frequência de até 20MHz.

5.9. Rendimento.

5.9.1. Considerando a tensão de saída na condição de flutuação, a corrente nominal de saída e a tensão nominal de entrada, devem ser atendidos os valores estabelecidos na Tabela 4.

Tensão nominal

Rendimento (%)

Composto por UR com corrente de saída < 25A

Composto por UR com corrente de saída > 25A

SR 24V

≥ 80

≥ 82

SR 48V

≥ 85

≥ 87

Tabela 4 - Rendimento.

5.9.2. Nas dissipações internas máximas, computáveis nos valores de rendimentos anteriores, estão incluídos os consumos de todos os circuitos e subsistemas da UR/SR, e eventual corrente de “bleeder” para estabilização em vazio.

5.10. Imunidade a descargas eletrostáticas - ESD.

5.10.1. O SR deve ter características que assegurem sua imunidade frente a descargas eletrostáticas, de acordo com o especificado na Tabela 5.

Nível

Descarga pelo ar

Descarga por contato

Características de desempenho

3

8kV

6kV

Desempenho normal

4

15kV

8kV

Desempenho anormal sem danos

Tabela 5 - Desempenho a descargas eletrostáticas.

5.10.2. As características da perturbação e metodologia de ensaio devem ser conforme estabelecido no documento vigente;

5.10.3. Os ensaios de imunidade podem ser realizados com corrente de saída reduzida.

5.11. Rigidez dielétrica.

5.11.1. O SR deve suportar a aplicação das seguintes tensões, durante 1 minuto, sem a ocorrência de efeitos anormais (exemplo: efeito corona perceptível):

a) 1500Vca ou 2100Vcc entre as entradas CA interligadas entre si e à massa (carcaça do gabinete);

b) 1000Vca ou 1500Vcc entre as entradas CA interligadas entre si e saídas (+) e (-) interligadas entre si.

5.11.2. Admite-se retirar os varistores de modo comum e os capacitores supressores de EMI durante a realização deste teste.

5.12. Resistência de isolamento.

5.12.1. O SR deve atender aos valores definidos, medidos por meio de megohmetro, com tensão igual ou superior a 500Vcc. Observar para que os valores medidos sejam iguais ou maior a 20MΩ:

a) Entre entradas CA interligadas entre si e saídas (+) e (-) interligadas entre si;

b) Entre entradas CA interligadas entre si e à massa (carcaça do gabinete);

c) Entre saídas (+) e (-) interligadas entre si e à massa (carcaça do gabinete).

5.12.2. Admite-se retirar os varistores de modo comum e os capacitores supressores de EMI durante a realização deste teste.

5.13. Sensor de bateria em descarga.

5.13.1. O sensor deve detectar quando a tensão das baterias atingir o valor correspondente a 2,05V/elemento de bateria ácida.

5.13.2. A histerese entre os níveis inferior (“operação”) e superior (“desoperação”) de detecção do sensor deve ser 1,0V ± 0,2V para SR com tensão nominal de 48V e 0,5V ± 0,1V para SR com tensão nominal de 24V.

5.13.3. O sensor deve comandar o acionamento da sinalização local e remota de bateria em descarga.

5.13.4. Para ajuste do sensor de bateria em descarga devem ser atendidas as seguintes faixas:

a) 46,0V a 49,5V para SR com tensão nominal de 48V;

b) 23,0V a 24,8V para SR com tensão nominal de 24V.

5.13.5. Para cada faixa de ajuste é admitida uma tolerância de até +5% em relação ao limite superior de ajuste e de até –5% em relação ao limite inferior de ajuste.

5.13.6. O ponto de ajuste do sensor deve ser feito conforme os seguintes valores:

a) 49,2V para 24 elementos de bateria ácida;

b) 24,6V para 12 elementos de bateria ácida.

5.14. Sensor de alimentação CA anormal.

5.14.1. O sensor deve detectar os seguintes eventos:

a) Falha de uma ou mais fases da alimentação geral de corrente alternada do SR;

b) Sobretensão de entrada CA do SR, com atuação a partir de um valor entre +15% a +20% da tensão nominal;

c) Subtensão de entrada CA do SR, com atuação a partir de um valor entre -15% a -20% da tensão nominal.

5.14.2. Caso o SR admita uma faixa de tensão de alimentação mais larga que a definida no item 5.2, mantendo os demais requisitos deste documento, admite-se que os pontos de atuação deste sensor excedam os limites definidos no item anterior, podendo ser individualizados nas URs.

5.14.3. Deve ter ação imediata para início de atuação (“operação”) e retardada em 60 ± 10 segundos para término de atuação (“desoperação”), aplicável à detecção de qualquer tipo de anormalidade na alimentação CA (sobre ou subtensão, falha total ou parcial das fases).

5.14.4. A atuação desse sensor deve implicar:

a) Bloqueio dos retificadores, exceto na ocorrência de falha de fase em SR composto de URs monofásicas;

b) Sinalização local e remota de alimentação CA anormal.

5.14.5. Admite-se a operação do SR dentro de faixas ampliadas, desde que as condições de segurança sejam obedecidas, ou seja, é possível que as URs continuem em operação com tensão abaixo do limite especificado neste documento, desde que mantidas todas as outras características e proteções garantidas pelo SR.

5.15. Dispositivo detector de fusível interrompido / disjuntor aberto.

5.15.1. O dispositivo deve provocar o acionamento da sinalização local e remota de “fusível interrompido / disjuntor aberto” após a detecção da interrupção de qualquer fusível e/ou abertura de qualquer disjuntor da unidade de supervisão e/ou distribuição do SR (baterias e consumidores).

5.15.2. Admite-se, para o caso específico de abertura da proteção de alimentação da supervisão, que a sinalização seja conforme o item 4.9.

5.16. Sensor de carga automática das baterias.

5.16.1. O sensor deve detectar quando a corrente que flui para as baterias exceder ou se tornar inferior a determinado valor, designado por corrente crítica (Ic) e expresso em mA/Ah da capacidade nominal total das baterias instaladas. Pode ser empregado outro método equivalente de detecção e comando desde que comprove sua eficiência.

5.16.2. O sensor deve comandar, automaticamente, o processamento de carga das baterias e o envio das sinalizações correspondentes (local e remota) sempre que for ultrapassado o valor da corrente crítica (Ic).

5.16.3. Deve ser previsto retardo compreendido entre 5 a 30 minutos, que evite o comando desnecessário deste sensor após curto período de descarga das baterias, quando as mesmas podem se recuperar somente em flutuação.

5.16.4. O comando de desligamento do sistema de carga das baterias (“desoperação do sensor”) deve ser emitido sempre que o valor da corrente que flui para as baterias se tornar inferior ao valor da corrente crítica (Ic). Adicionalmente, deve ser previsto um circuito de temporização prefixado num valor entre 10 a 50 horas, que permita cancelar este comando caso a corrente não atinja o valor da corrente crítica (Ic), sendo desejável a existência de sinalização local e remota deste evento.

5.16.5. A histerese entre os pontos de atuação do sensor (“operação e desoperação”) deve ter um valor compreendido na faixa de 3% a 7% do valor da corrente crítica (Ic).

5.16.6. Para ajuste do sensor de carga automática das baterias deve ser atendida a seguinte faixa garantida de corrente crítica (Ic):

a) 2mA/Ah até 22mA/Ah da capacidade nominal total das baterias instaladas, admitindo-se uma tolerância de até +10% em relação ao limite superior de ajuste garantido;

b) Não há restrições quanto ao limite inferior de ajuste garantido de corrente crítica (Ic).

5.16.7. Exclusivamente, para efeito de dimensionamento do sensor, considerar a Tabela 6.

Capacidade do SR

Faixa garantida para ajuste de IC

Mínima

Máxima

20A

80mA

4,4A

30A

120mA

6,6A

40A

160mA

8,8A

50A

200mA

11A

60A

240mA

13,2A

100A

400mA

22A

200A

800mA

44A

400A

1,6A

88A

600A

2,4A

132A

800A

3,2A

176A

1200A

4,8A

264A

2400A

9,6A

528A

Tabela 6 - Dimensionamento do sensor de carga automática.

 

5.17. Sensor de compensação da tensão de flutuação com a temperatura.

5.17.1. O sensor deve promover a variação da tensão de saída das URs, de modo inversamente proporcional à temperatura.

5.17.2. A informação de temperatura deve ser obtida através de dispositivos localizados junto às baterias ou conforme recomendação do fabricante das mesmas.

5.17.3. Este sensor deve ter faixa garantida de ajuste de 1 a 5mV/Δ°C x nº de elementos da bateria para variação de temperatura na faixa de 5°C a 45°C, admitindo-se um desvio de ±10% para cada valor ajustado.

Onde: Δ°C = corresponde a uma variação de ±20°C em relação à temperatura de referência de 25°C.

5.17.4. O valor a ser ajustado em campo deve obedecer à recomendação do fabricante das baterias.

5.18. Sensor para desconexão CC.

5.18.1. O sensor deve comandar a desconexão das baterias, pela abertura de contator ou equivalente, após a detecção de tensão na saída do SR inferior ao valor de tensão final de descarga das baterias.

5.18. O sensor deve comandar o acionamento das sinalizações local e remota relativas à desconexão.

5.18.3. Para ajuste do sensor de desconexão devem ser atendidas as faixas garantidas a seguir:

a) 38,0V a 44,0V para SR com tensão nominal de 48V;

b) 18,0V a 22,0V para SR com tensão nominal de 24V.

5.18.4. Para cada faixa de ajuste é admitida uma tolerância de até +5% em relação ao limite superior de ajuste e de até -5% em relação ao limite inferior de ajuste.

5.18.5. O sensor deve comandar a reconexão das baterias após o restabelecimento da tensão de saída das URs.

5.18.6. Alternativamente, a desconexão pode ser feita seletivamente no ramal de consumidor, de forma escalonada, porém mantendo o desligamento final de todos os estágios dentro das faixas.

5.18.7. Deve ser previsto dispositivo manual que permita o “by-pass” do contator ou equivalente, em caso de manutenção neste componente ou no sensor.

5.19. Sensor de tensão alta de consumidor.

5.19.1. Deve detectar tensão de saída para consumidor acima do limite superior especificado.

5.19.2. Deve comandar o acionamento das sinalizações local (memorizada) e remota (sem memorização).

5.19.3. O sensor deve comandar o bloqueio (com memorização) de todas as unidades retificadoras.

5.19.4. Para ajuste do sensor de tensão alta para consumidor devem ser atendidas as seguintes faixas:

a) 52,0V a 60,0V para SR com tensão nominal de 48V;

b) 26,0V a 30,0V para SR com tensão nominal de 24V.

5.19.5. Para cada faixa de ajuste é admitida uma tolerância de até +5% em relação ao limite superior de ajuste e de até -5% em relação ao limite inferior de ajuste.

5.20. Distribuição.

5.20.1. Nas unidades de distribuição para consumidores devem ser previstos fusíveis ou disjuntores para consumidores, vinculados ao barramento não aterrado de saída do SR, em quantidades de posições e capacidades, de acordo com a Tabela 7.

Capacidade do SR

Quantidade mínima de posições

Capacidade do dispositivo de proteção

20A

02

5A a 20A

30A

02

5A a 20A

40A

02

5A a 40A

50A

02

5A a 40A

60A

03

5A a 60A

100A

05

10A a 100A

200A

10

10A a 100A

400A

16

10A a 100A

600A

20

10A a 100A

800A

10

02

01

10A a 100A

100A a 250A

250A a 400A

1200A

14

03

02

10A a 100A

100A a 250A

250A a 630A

2400A

10

250A a 630A

Tabela 7 - Distribuição para consumidores.

 

5.20.2. Nas unidades de distribuição para baterias devem ser previstos fusíveis ou disjuntores no barramento não aterrado de saída para baterias, de acordo com a Tabela 8.

Capacidade do SR

Quantidade de baterias

Capacidade dos dispositivos de proteção

20A

01

20A a 32A

30A

01

20A a 32A

40A

01

32A a 63A

50A

02

32A a 63A

60A

02

40A a 100A

100A

02

80A a 160A

200A

02

125A a 250A

400A

02

250A a 400A

600A

02

250A a 400A

800A

04

250A a 400A

1200A

04

400A a 630A

2400A

05

400A a 630A

Tabela 8 - Distribuição para baterias.

 

5.20.3. Os dispositivos de proteção a serem utilizados, tanto nas unidades de distribuição para consumidores, como nas unidades de distribuição para baterias, devem proporcionar plena flexibilidade de utilização de elementos de proteção incluídos na faixa de capacidade especificada.

5.20.4. O tipo de dispositivo de proteção utilizado deve comprovar a facilidade de sua substituição por outro equivalente de diferente capacidade, bastando a simples retirada e recolocação do elemento de proteção, sem a necessidade de montagem/desmontagem de outras peças que não as de sua própria estrutura.

5.20.5. Soluções diferentes das alternativas de distribuição para consumidores e baterias, em casos onde as quantidades de posições e capacidades dos dispositivos de proteção não atendam, efetivamente, as necessidades particulares do usuário, podem ser implementadas, desde que considerado os parâmetros definidos neste documento.

6. CARACTERÍSTICAS AMBIENTAIS

6.1. Temperatura e umidade

6.1.1. O SR deve manter todas as suas características quando submetido à faixa de temperatura de 5°C a 45°C e umidade relativa inferior a 95% sem condensação. Deve suportar condição de 0°C/SCU e 50°C/30% de umidade relativa sem sofrer danos ou alterações permanentes, continuando em serviço/operação, atendendo às respectivas garantias de desempenho.

Figura 1 - Climatograma.

Onde:

- * - Condição em que devem ser realizados os testes necessários à verificação de que o SR continua em operação /serviço, atendendo às respectivas garantias de desempenho, sem sofrer danos ou alterações permanentes; 

6.1.2. Coeficiente de variação de valores ajustados com a temperatura.

6.1.2.1. Não deve exceder os valores a seguir, dentro das condições nominais de operação do equipamento, em relação aos valores ajustados a 25°C:

a) Ajustes de tensão de saída/sensor de sobre tensão intrínseca/outros sensores de tensão CC: ±100mV para SR +24Vcc e ±200mV para SR –48V;

b) Ajustes de limitação de corrente de saída: coeficiente de variação de 0,10%/°C;

c) Ajustes da limitação de potência de saída: coeficiente de variação de 0,15%/°C;

d) Ajustes dos sensores ligados à rede CA: coeficiente de variação de 0,10%/°C.

6.2. Ruído acústico

6.2.1. Os limites máximos para emissão de ruído acústico pelo SR, medido a 1,2m acima do piso e a 1m da unidade, devem ser os estabelecidos na Tabela 9.

SR ≤ 100A

100A < SR ≤ 1200A

SR > 1200A

65dBA

70dBA

75dBA

Tabela 9 - Limites máximos de ruído acústico.

 

7. CODIFICAÇÃO

7.1. De acordo com a alimentação CA de entrada (monofásica ou trifásica), a tensão de saída e a corrente nominal de saída, deve ser estabelecida a seguinte codificação para o SR:

SR (x) A / (y) V/ (p) W / z.k.m

Onde:

(x) indica a corrente nominal de saída do SR.

(y) indica a tensão nominal de saída do SR.

(p) indica a potência nominal de saída do SR.

z

SR

k

UR utilizada

m

Tensão de alimentação

1

Com circuito de desconexão

3

Ventilação natural

1

1Φ-127V

2

Sem circuito de desconexão

4

Ventilação forçada

2

1Φ-220V

 

 

 

 

3

3Φ-220V

 

 

 

 

4

3Φ-380V

 

 

 

 

5

1Φ-Faixa larga (“fullrange”)

 

 

 

 

6

3Φ-Faixa larga (“fullrange”)

Tabela 10 – Codificação para SR.

Exemplos:

- SR 40A/-48V/2160W/1.3.2 - SR de 40A, tensão nominal de saída de -48V com positivo aterrado, potência nominal de saída de 2160W, com circuito de desconexão, utilizando UR com ventilação natural e tensão nominal de alimentação monofásica de 220Vca.

- SR 600A/+24V/16200W/1.4.3 - SR de 600A, tensão nominal de saída de +24V com negativo aterrado, potência nominal de saída de 16200W, com circuito de desconexão, utilizando UR com ventilação forçada e tensão nominal de alimentação trifásica de 220Vca.

- SR 1333A/-48V/72000W/2.3.4 - SR de 1333A, tensão nominal de saída de -48V com positivo aterrado, potência nominal de saída de 72000W, sem circuito de desconexão, utilizando UR com ventilação natural e tensão nominal de alimentação trifásica de 380Vca.

- SR 20A/-48V/1080W/1.4.5 - SR de 20A, tensão nominal de saída de -48V com positivo aterrado, potência nominal de saída de 1080W, com circuito de desconexão, utilizando UR com ventilação forçada e entrada CA monofásica com faixa larga “fullrange” (entre 127V –15% e 220V +15% no mínimo).

- SR 200A/-48V/10800W/1.4.6 - SR de 200A, tensão nominal de saída de -48V com positivo aterrado, potência nominal de saída de 10800W, com circuito de desconexão, utilizando UR com ventilação forçada e entrada CA trifásica com faixa larga “fullrange” (entre 220V –15% e 380V +15% no mínimo).

8. OBJETIVOS, REQUISITOS E PROCEDIMENTOS

8.1. Condições gerais.

8.1.1. Toda a instrumentação deve estar devidamente aferida e com os certificados de aferição dentro de seu prazo de validade;

8.1.2. No ajuste de sensores ou parâmetros é admitido uma faixa de ajuste de -5% em relação ao limite inferior e +5% em relação ao limite superior;

8.1.3. Verificar o atendimento do item 4.1.

8.2. Terra de proteção.

8.2.1. Objetivo.

a) Verificar se existe pelo menos um ponto para conexão de terra de proteção, provido de terminal adequado e se este ponto tem continuidade elétrica com todas as estruturas metálicas do SR, incluindo os gabinetes/carcaças das URs.

8.2.2. Requisito.

a) SR desligado equipado com no mínimo uma UR.

8.2.3. Procedimentos.

a) Verificar visualmente se o terminal de terra de proteção é adequado, devendo ter capacidade de condução de corrente compatível com a bitola do cabo a ele ser conectado;

b) Com um medidor adequado verificar se este ponto tem continuidade elétrica com todas as estruturas metálicas do SR, incluindo os gabinetes/carcaças das URs.

8.3. Barramento 0 (zero)V.

8.3.1. Objetivo.

a) Verificar se o barramento de 0 (zero) V é adequado.

8.3.2. Requisito.

a) SR desligado equipado com no mínimo uma UR.

8.3.3. Procedimento.

a) Inspeção visual.

8.4. Modularidade “hot plug-in”.

8.4.1. Objetivo.

a) Verificar se qualquer UR passível de manutenção pode ser conectada ou desconectada não provocando avarias em qualquer componente do SR ou ao consumidor.

8.4.2. Requisitos.

a) SR ligado na condição de flutuação equipado com no mínimo 2 URs;

b) Tensão de entrada nominal;

c) Carga nominal de 1 UR;

d) Bateria desconectada;

e) Circuito de compensação da tensão de flutuação por temperatura, desligado;

f) Osciloscópio de memória.

8.4.3. Procedimento.

a) Com um osciloscópio monitorando o consumidor verificar se a tensão de saída, não ultrapassa a faixa de regulação estática, e não provoca avarias em qualquer componente do SR quando os módulos “plug-in” são desconectados e reconectados.

8.5. Tempo médio entre falhas - MTBF.

8.5.1. Objetivo.

a) Verificar se a predição do MTBF do SR sem as URs é superior a 120.000h de acordo com o especificado no documento vigente.

8.5.2. Requisitos.

a) Especificação técnica do produto.

8.5.3. Procedimento.

a) Verificação visual.

8.6. Proteção de circuitos.

8.6.1. Objetivo.

a) Verificar se cada circuito do SR que recebe alimentação direta de fonte de baixa impedância possui proteção.

8.6.2. Requisito.

a) SR desligado equipado com no mínimo uma UR.

8.6.3. Procedimento.

a) Verificação visual.

8.7. Integração dos circuitos de supervisão e sinalização.

8.7.1. Objetivo.

a) Verificar se todas as informações de supervisão e sinalização relativas ao SR estão concentradas na unidade de supervisão.

8.7.2. Requisito.

a) SR desligado equipado com no mínimo uma UR.

8.7.3. Procedimento.

a) Verificação visual.

8.8. Sinalizações locais.

8.8.1. Objetivos.

8.8.1.1. Verificar a identificação no painel frontal dos seguintes eventos:

a) Retificador com defeito (anormal);

b) Fusível interrompido;

c) Bateria em carga;

d) Bateria em descarga;

e) Tensão alta de consumidor;

f) Desconexão CC;

g) Alimentação CA anormal.

8.8.2. Requisitos.

a) Retificador com defeito (anormal):

b) SR em flutuação com no mínimo duas URs;

c) Entrada nominal;

d) Carga de saída nula.

8.8.3. Procedimentos.

a) Simular falha em uma das URs e verificar o atendimento às especificações dos itens 4.8.2 e 4.8.3 para o item “retificador com defeito (anormal)”.

b) Os requisitos e os procedimentos para os demais itens estão contemplados conforme a Tabela 11, abaixo:

Sinalização

Ver item do procedimento

Fusível interrompido/disjuntor aberto

8.28

Bateria em carga

8.29

Bateria em descarga

8.26

Tensão alta de consumidor

8.32

Desconexão CC

8.31

Alimentação CA anormal

8.27

Tabela 11 – Procedimentos para verificação.

 

8.9. Sinalização remota.

8.9.1. Objetivos.

8.9.1.1. Verificar se o SR disponibiliza, no mínimo, as seguintes sinalizações remotas:

a) Perda de supervisão;

b) Retificador com defeito (anormal);

c) Desconexão CC (quando aplicável);

d) Fusível interrompido/disjuntor aberto;

e) Alimentação CA anormal;

f) Bateria em descarga;

g) Tensão alta de consumidor;

h) Bateria em carga (quando aplicável).

8.9.2. Requisitos.

8.9.2.1. Perda de supervisão e retificador com defeito (anormal):

a) SR em flutuação com no mínimo duas URs;

b) Entrada nominal;

c) Carga de saída nula.

8.9.3. Procedimentos.

8.9.3.1. Perda de supervisão.

a) Simular falha na US e verificar a emissão deste alarme.

8.9.3.2. Retificador com defeito (anormal).

a) Simular falha em uma das URs e verificar a emissão de alarme.

8.9.3.3. Demais itens verificar a Tabela 10.

8.9.3.4. As sinalizações remotas devem ser feitas através de sinais de terra (0V) ou disponibilizadas através de contatos secos de relés.

8.9.3.5. Para o caso de SRs que utilizem controle/supervisão com acesso remoto, admite-se alternativamente que os sinais citados no item 4.8.1 sejam agrupados em função da sua severidade (urgente, não urgente e advertência).

8.10. Telessupervisão.

8.10.1. Objetivos.

8.10.1.1. Verificar se o SR disponibiliza, no mínimo, as seguintes telessupervisões:

a) Todas as sinalizações previstas no item 4.9.1;

b) Estado das URs (serviço ou defeito);

c) Valor da corrente de saída do SR para os consumidores;

d) Valor da corrente de saída do SR para as baterias;

e) Valor da tensão de saída do SR.

8.10.2. Requisitos.

a) SR em flutuação com no mínimo duas URs;

b) Entrada nominal;

c) Carga de saída nula.

8.10.3. Procedimento.

a) Utilizando instrumento adequado, multímetro ou equivalente, verificar o atendimento as telessupervisões. No caso de SR em que as informações sejam fornecidas via software, verificar o atendimento das telesupervisões utilizando um laptop ou computador.

8.11. Comandos manuais.

 8.11.1. Objetivo.

a) Verificar se por comando manual (dispositivo/chave) o SR pode ser configurado no modo flutuação, carga ou admitir reposição.

8.11.2.  Requisitos.

a) SR em flutuação com no mínimo duas URs;

b) Entrada nominal;

c) Carga de saída nula.

8.11.3.  Procedimentos.

a) Através de dispositivo/chave executar os comandos de flutuação, carga e verificar com um voltímetro o comportamento da tensão de saída;

b) Simular uma falha de sobretensão intrínseca ou tensão alta de consumidor e verificar se o comando de reposição restabelece o SR.

8.12. Medições.

8.12.1. Objetivos.

8.12.1.1. Verificar se o SR permite localmente a leitura direta das seguintes grandezas:

a) Corrente de consumidor;

b) Corrente de bateria;

c) Tensão de saída do SR.

8.12.2. Requisitos.

a) Tensão/frequência de entrada nominal;

b) SR na condição de flutuação;

c) Carga nominal de saída.

8.12.3. Procedimento.

8.12.3.1. Verificar se as leituras de corrente de consumidor, corrente de bateria e tensão de saída mostradas no SR através de display (vide exceção no item 8.12.3.3) respeitam a tolerância estabelecida no item 9.12.3.2, quando comparadas com a leitura registrada por instrumentos de referência e tolerâncias apropriadas.

8.12.3.2. Os instrumentos de medidas devem, obrigatoriamente, ser do tipo digital com mínimo de 3 dígitos e classe de exatidão de 0,5% +1 dígito, medidos na potência nominal, podendo ser incluídos em "display” único.

8.12.3.3. SR com capacidade de saída menor do que 2880W podem conter apenas bornes para monitoração das correntes e tensão 

8.13. Interconexão das unidades.

8.13.1. Objetivos.

a) Verificar se a alimentação CA do SR atende a configuração da Tabela 1;

b) Verificar se o SR trifásico composto por URs monofásicas, a distribuição da alimentação das URs é realizada de forma a minimizar o desequilíbrio de carga entre as fases.

8.13.2. Requisito.

a) SR desligado.

8.13.3.  Procedimento.

a) Inspeção visual.

8.14. Características funcionais dos sensores.

8.14.1. Objetivos.

a) Verificar se:

I - Os sensores podem ser ajustados sem riscos para os consumidores;

II - Os sensores de carga automática, compensação de flutuação com a temperatura e de desconexão por tensão baixa, permitem suas desativações sem requerer improvisações e/ou riscos à confiabilidade do sistema de CC.

8.14.2. Requisito.

a) SR desligado.

8.14.3. Procedimento.

a) Inspeção visual através de dispositivo apropriado no painel frontal da unidade.

8.14.3.1. O comportamento dos sensores em função da temperatura é contemplado no item 8.34.

8.15. Tensão de entrada.

8.15.1. Objetivos.

a) Verificar se o SR atende aos valores nominais de tensão de entrada estabelecidos como se segue:

 I - SR monofásico:

- 127Vca para potência nominal de até 2880W;

- 220Vca para potência nominal de até 5760W.

II - SR trifásico:

- 220Vca preferencial ou 380Vca; admitem-se emprego de URs monofásicas distribuídas entre as fases.

8.15.2. Requisito.

a) SR desligado.

8.15.3. Procedimento.

a) Verificação dos dados técnicos do SR.

8.16. Faixa de variação de tensão de entrada.

8.16.1. Objetivo.  

a) Verificar o comportamento do SR diante da variação de rede CA.

8.16.2. Requisitos.  

a) SR alimentado através de fonte CA programável apropriada;

b) SR na condição de flutuação;

c) Corrente de saída nominal.

8.16.3. Procedimentos.  

a) Variar a tensão de entrada em 15% do seu valor nominal e verificar se as características de regulação estática da tensão de saída permanecem dentro de suas especificações;

b) Variar a tensão de entrada entre 0 e 85% do seu valor nominal e verificar se o SR não se danifica, podendo prejudicar o seu desempenho;

c) Aplicar uma tensão de entrada de +25% do seu valor nominal durante uma hora e verificar se o SR não se danifica, podendo prejudicar o seu desempenho;

d) Provocar transientes inferiores a 30ms e verificar a sua imunidade;

e) Para ser classificada como SR de faixa larga de operação (“fullrange”) a potência de saída deve permanecer constante para toda faixa de operação declarada. Esta faixa de tensão de entrada deve estar compreendida, no mínimo, entre os valores extremos dos itens 5.2.1 e 5.2.2.

8.17. Emissão de perturbação eletromagnética

8.17.1. Objetivo.  

a) Verificar se o SR opera sem interferir em sistemas de radiocomunicação e radiodifusão.

8.17.2. Requisitos.  

a) O SR não deve emitir perturbações que excedam aos limites especificados para equipamentos classe A, conforme documento vigente;

b) Os limites para tensão de perturbação conduzida devem ser verificados nos terminais de entrada CA e saída CC;

c) O ensaio de emissão de perturbações eletromagnéticas do SR deve ser realizado com o equipamento na configuração máxima de sua ocupação, verificando-se o efeito das ocupações, média e mínima, que sejam consistentes com sua aplicação normal;

d) A configuração do SR sob ensaio deve incorporar todas as possíveis funcionalidades (UR, supervisão, distribuição, comunicações, cablagem, etc.), de maneira consistente com sua aplicação normal;

e) Caso o sistema possa ser composto por vários gabinetes, então pelo menos dois gabinetes devem ser ensaiados. Se forem necessários mais gabinetes para permitir a inclusão de todas as funcionalidades, então o número de gabinetes deve ser tal que comporte todas as funcionalidades;

f) O ensaio do SR configurado incorporando todas as possíveis funcionalidades deve ser realizado nas condições de carga e população máximas e investigado para outras condições de carga e população para garantir a premissa do requisito vigente, de busca das maiores emissões;

g) Caso não seja possível o ensaio nesta configuração, isto é, população máxima e na condição de máxima corrente ou potência de saída, o ensaio deve ser realizado estando o SR equipado com todos os tipos de unidades funcionais possíveis (inclusive cablagens) e com um número de URs, em plena carga, maior ou igual a 50% da população máxima do SR na configuração de ensaio;

h) Se mesmo esta condição não for possível de ser atendida, o ensaio deve ser realizado com o maior número possível de URs em plena carga e um fator, em decibéis, de “10 log Nm/Nr” deve ser subtraído dos limites estabelecidos pelo respectivo documento, onde:

I - Nm - número máximo de URs que o SR na configuração de ensaio poderia conter;

II - Nr - número de URs (a plena carga) efetivamente sob ensaio;

i) Devem-se utilizar cargas resistivas (sem bateria em paralelo com a saída);

j) Para correntes de alimentação de até 25A por fase, as medições de perturbações conduzidas devem ser realizadas com a rede fictícia;

k) Para correntes superiores, na falta de uma rede fictícia com a capacidade de corrente adequada ao ensaio, deve-se utilizar a ponta de tensão especificada no documento vigente.

8.17.3. Procedimento.

a) O ensaio deve ser realizado seguindo os procedimentos estabelecidos no documento vigente.

8.18. Imunidade a surtos.

8.18.1. Objetivo.

a) Comprovar a imunidade do SR a surtos elétricos em seus terminais.

8.18.2. Requisitos.

a) Tensão/frequência de entrada nominal;

b) SR na condição de flutuação;

c) Corrente de saída em 10% do seu valor nominal;

d) Gerador de impulsos devidamente configurado, conforme documento vigente.

8.18.3. Procedimento.

a) As definições, configurações e procedimentos adotados neste ensaio devem estar conforme as prescrições estabelecidas no documento vigente.

8.19. Tensão de saída.

8.19.1. Objetivo.

a) Verificar se a tensão de saída e sua faixa de ajuste estão de acordo com a Tabela 3.

8.19.2. Requisitos.

a) Tensão/frequência de entrada nominal;

b) Carga nominal de saída;

c) SR com circuito de compensação da tensão de flutuação por temperatura, desligado.

8.19.3. Procedimentos.

a) Posicionar a tensão de saída no modo flutuação e verificar se os limites, inferior e superior atendem a Tabela 3;

b) Posicionar a tensão de saída no modo equalização e verificar se os limites, inferior e superior atendem a Tabela 3.

8.20. Regulação estática da tensão de saída.

8.20.1. Objetivo.

a) Verificar se a regulação estática da tensão de saída, tem uma variação máxima de ±1% do valor da tensão de flutuação de saída, para variações da rede comercial de ±15% em relação ao valor nominal e carga na saída variando de 5% a 100% da corrente nominal (In).

b) Na condição de corrente de saída menor que 5% In, a tensão não deve ultrapassar 2% do valor ajustado.

8.20.2. Requisitos.

a) SR alimentado através de autotransformador variador de tensão apropriado ou fonte CA programável;

b) Carga de saída ajustável entre 0 e 100% do valor nominal;

c) SR na condição de flutuação.

8.20.3. Procedimentos.

a) Alimentar o SR com tensão CA nominal e aplicar carga variável de 5% até 100% da corrente nominal de saída;

b) Verificar se a tensão CC de saída está dentro de ±1% do seu valor nominal;

c) Alimentar o SR com tensão CA nominal e aplicar carga variável de 0% até 5% da corrente nominal de saída;

d) Verificar se a tensão CC de saída está dentro de ±2% do seu valor nominal;

e) Repetir os ensaios acima, para tensões CA de entrada ajustadas em +15% e –15% em relação ao seu valor nominal.

8.21. Tensão de ondulação ou “ripple”.

8.21.1. Objetivo.

a) Verificar se a tensão de ondulação medida nos terminais de saída do SR não excede aos valores máximos especificados abaixo:

I - 2mV psofométrico;

II - 50mV RMS, medido na faixa de frequência de 25Hz a 20MHz;

III - 200mV pico a pico, medido na faixa de frequência até 20MHz.

8.21.2. Requisitos.

a) SR alimentado através de autotransformador, variador de tensão apropriado ou fonte CA programável;

b) Carga de saída ajustável entre 0 e 100% do valor nominal;

c) SR na condição de flutuação.

8.21.3. Procedimentos.

a) Alimentar o SR com 85% do valor nominal de tensão CA de entrada;

b) Aplicar 5% da carga nominal à saída do SR;

c) Verificar para que a tensão de ondulação ou “ripple” não exceda os valores máximos citados ;

d) Repetir os procedimentos com 50% e 100% da carga nominal de saída;

e) Repetir os procedimentos com 100% e 115% do valor nominal de tensão CA de entrada.

8.22. Rendimento.

8.22.1. Objetivo.

a) Verificar o atendimento aos requisitos da Tabela 4.

8.22.2. Requisitos.

a) Tensão/frequência de entrada nominal;

b) Carga nominal de saída;

c) SR na condição de flutuação.

8.22.3. Procedimentos.

a) Com o SR nas condições de ensaio indicadas, registrar:

I - Potência ativa (W) na saída;

II - Potência ativa (W) na entrada.

b) Calcular o rendimento do SR, efetuando a razão entre as duas potências ativas, a saber:

c) Verificar se o valor obtido atende os valores constantes na Tabela 4;

d) Nas dissipações internas máximas, computáveis nos valores de rendimentos anteriores, estão incluídos os consumos de todos os circuitos e subsistemas da UR e eventual corrente de “bleeder” para estabilização em vazio.

8.23. Imunidade a descargas eletrostáticas - ESD.

8.23.1 Objetivo.

a) Assegurar a imunidade do SR frente a descargas eletrostáticas, de acordo com os níveis especificados na Tabela 5.

8.23.2. Requisitos.

a) Tensão/frequência de entrada nominal;

b) SR na condição de flutuação.

8.23.3. Procedimentos.

a) Características da perturbação e metodologia de ensaio conforme especificado no documento vigente;

b) Verificar se o SR apresenta um desempenho normal para descargas de nível 3, isto é, durante e após a aplicação da perturbação o equipamento deve apresentar funcionamento normal, sem indicação de qualquer anormalidade. Admite-se durante a aplicação da perturbação a ocorrência de falsa sinalização local, desde que não seja transmitida remotamente;

c) Verificar se o SR apresenta no mínimo um desempenho anormal sem danos para descargas de nível 4, isto é, durante a aplicação da perturbação é permitido que ocorram anormalidades no funcionamento do equipamento, sem perda de nenhuma funcionalidade. Após a aplicação da perturbação o equipamento deve continuar atendendo a todas suas especificações técnicas, sem sinalização memorizada de qualquer anormalidade;

d) Os ensaios de imunidade podem ser realizados com corrente de saída reduzida. As condições utilizadas devem obrigatoriamente constar do relatório de ensaio.

8.24. Rigidez dielétrica.

8.24.1. Objetivo.

a) Verificar as condições de isolamento elétrico.

8.24.2. Requisitos.

a) Retirar os varistores e capacitores de filtro ou equivalentes, quando necessário;

b) Interligar as entradas CA;

c) Interligar as saídas (+) e (-).

8.24.3. Procedimentos.

a) Aplicar por 1 (um) minuto as tensões conforme indicado abaixo:

I -  1500Vca ou 2100Vcc entre as entradas CA interligadas entre si e a massa (carcaça do gabinete);

II - 1000Vca ou 1500Vcc entre as entradas CA interligadas entre si e saídas (+) e (-) interligadas entre si.

b) Verificar/registrar as ocorrências de efeitos anormais (exemplo: efeito corona perceptível);

c) Ligar o SR e verificar se ele entra em funcionamento normal.

8.25. Resistência de isolamento.

8.25.1. Objetivo.

a) Verificar a resistência de isolação entre os pontos de interligação.

8.25.2. Requisitos.

a) Retirar os varistores e capacitores de filtro ou equivalentes, quando necessário;

b) Interligar as entradas CA;

c) Interligar as saídas (+) e (-);

d) Utilizar megohmetro com tensão igual ou superior a 500Vcc.

8.25.3. Procedimentos.

a) Medir a resistência de isolamento entre os pontos indicados abaixo:

I - Entre entradas CA interligadas entre si e saídas (+) e (-) interligadas entre si;

II -  Entre entradas CA interligadas entre si e a massa (carcaça do gabinete);

III - Entre saídas (+) e (-) interligadas entre si e a massa (carcaça do gabinete) ≥ 20MΩ.

b) Verificar se os valores obtidos são ≥ 20MΩ;

c) Ligar a UR e verificar se ele entra em funcionamento normal.

8.26. Sensor de bateria em descarga.

8.26.1. Objetivo.

a) Verificar se a faixa mínima garantida de atuação do sensor e a histerese se encontram dentro dos padrões definidos no item 5.13.

8.26.2. Requisitos.

a) SR sem bateria conectada;

b) SR sem carga conectada.

8.26.3. Procedimentos.

a) Ajustar o sensor no ponto mínimo de atuação;

b) Variar a tensão do barramento CC e verificar se a atuação do sensor atende a faixa mínima garantida e a histerese especificada;

c) Verificar também a emissão da sinalização local e remota de bateria em descarga no sistema;

d) Ajustar o sensor no ponto máximo de atuação e repetir o procedimento do ensaio anterior.

8.27. Sensor de alimentação CA anormal.

8.27.1. Objetivo.

a) Verificar o comportamento do SR em caso de falha de fase ou tensão de entrada fora da faixa.

8.27.2. Requisitos.

a) SR alimentado pela rede CA através de equipamento apropriado às características de entrada, de acordo com os valores especificados;

b) SR com URs instaladas;

c) SR com bateria conectada;

d) SR sem carga conectada.

8.27.3. Procedimentos.

a) Variar a tensão de entrada até os limites especificados (superior e inferior) verificando a perfeita atuação do sensor para cada caso, observando o bloqueio das URs e as emissões de alarmes locais e remotos em cada situação conforme especificado;

b) Para cada caso acima, retornar a tensão de entrada CA ao valor nominal, observando o tempo de religamento das URs, observando o cancelamento dos alarmes local e remoto;

c) Simular a falta de uma das fases de alimentação CA e verificar a atuação do sensor, o desligamento das URs alimentadas por essa fase (URs monofásicas) ou bloqueio das URs por comando da unidade de supervisão (URs trifásicas) e acionamento da sinalização local e remota no sistema;

d) Retornar a fase e observar o retorno temporizado das URs e o cancelamento das sinalizações;

e) Repetir esse procedimento para as demais fases do sistema.

8.27.3.1. Caso o SR admita faixa de tensão de alimentação mais larga que a especificada, os pontos de atuação deste sensor deverão ser verificados nos valores informados pelo fabricante.

8.28. Dispositivo detector de fusível interrompido/disjuntor aberto.

8.28.1. Objetivo.

a) Verificar a funcionalidade do dispositivo detector de fusível interrompido/disjuntor aberto.

8.28.2. Requisitos.

a) Características de entrada do SR em condições nominais;

b) Bateria conectada;

 c) SR sem carga conectada.

8.28.3. Procedimento.

a) Simular a abertura dos fusíveis/disjuntores de baterias e consumidores do SR e verificar a sinalização local e remota de fusível interrompido/disjuntor aberto no sistema.

8.29 Sensor de carga automática das baterias.

8.29.1. Objetivo.

a) Verificar a funcionalidade do processo automático de carga e o envio de sinalizações correspondentes (local e remota), através da corrente que flui para as baterias.

8.29.2. Requisitos.

a) Características de entrada do SR em condições nominais;

b) SR sem bateria conectada;

c) SR com carga variável conectada nos terminais de saída para baterias;

d) SR ajustado para operar com baterias chumbo-ácidas ventiladas.

8.29.3. Procedimentos.

a) Ajustar o sensor no ponto mínimo de atuação de acordo com o item 5.16.6;

b) Aplicar uma corrente de carga para um nível levemente superior ao ponto mínimo de atuação e verificar a atuação temporizada deste sensor (tempo especificado pelo fabricante entre 5 e 30 minutos). Após a atuação, verificar se os alarmes local e remoto de bateria em carga foram emitidos e se a tensão de saída foi alterada para o nível de equalização programado;

c) Baixar a corrente de carga das baterias em 7% do ponto de atuação mínimo e verificar o término da atuação (“desoperação”) do sensor;

d) Ajustar o sensor no ponto máximo de atuação de acordo com o item 5.16.6 deste documento e repetir os procedimentos anteriores.

8.30. Sensor de compensação da tensão de flutuação com a temperatura.

8.30.1. Objetivo.

a) Verificar o comportamento do sensor de compensação da tensão de flutuação com a temperatura.

8.30.2. Requisitos.

a) SR sem bateria conectada;

b) SR ajustado para operar com baterias chumbo-ácidas do tipo regulado por válvula, com tensão CC em flutuação (sensor habilitado);

c) Equipamento que permita a variação linear e controlada da temperatura.

8.30.3. Procedimentos.

a) Ajustar o valor da tensão de flutuação do SR para o valor correspondente a 25°C recomendado pelo fabricante das baterias;

b) Ajustar o coeficiente de compensação para o valor de ajuste mínimo (1mV/°C x Nº de elementos);

c) Variar a temperatura no sensor das baterias e verificar se o SR compensa a tensão de flutuação em função do coeficiente ajustado;

d) Repetir o procedimento para o valor de ajuste máximo (5mV/°C x Nº de elementos).

8.31. Sensor para desconexão CC.

8.31.1. Objetivo.

a) Verificar o comportamento do sensor de desconexão para tensão baixa de baterias.

8.31.2. Requisitos.

a) Unidade de supervisão alimentada pelo barramento CC, de acordo com os valores nominais especificados;

b) SR sem bateria conectada;

c) SR sem carga conectada;

d) SR com fonte CC variável externa conectada no barramento CC das baterias.

8.31.3. Procedimentos.

a) Ajustar o sensor no ponto mínimo de atuação;

b) Variar a tensão do barramento CC das baterias (através da fonte CC externa) e verificar se a atuação deste sensor corresponde ao nível ajustado. Esta atuação implica no desligamento dos consumidores e acionamento da sinalização local e remota;

c) Retornar a rede CA e verificar o restabelecimento automático dos consumidores;

d) Repetir o procedimento anterior, porém com o sensor ajustado para o ponto máximo de atuação;

e) Verificar visualmente a existência de dispositivo manual que permita o “by-pass” do elemento de desconexão.

8.31.3.1 Alternativamente, a desconexão pode ser feita seletivamente no ramal de consumidor, de forma escalonada, porém mantendo o desligamento final de todos os estágios dentro das faixas.

8.32. Sensor de tensão alta de consumidor.

8.32.1. Objetivo.

a) Verificar a atuação do sensor de tensão alta de consumidor.

8.32.2. Requisitos.

a) SR alimentado pela rede CA comercial;

b) SR sem bateria conectada;

c) SR sem carga conectada;

d) SR com fonte CC variável externa conectada no barramento CC de saída.

8.32.3. Procedimentos.

a) Ajustar o sensor no ponto mínimo de atuação;

b) Variar a tensão do barramento CC e verificar se a atuação do sensor atende a faixa mínima garantida. Verificar também a emissão de sinalização local (memorizada) e remota (sem memorização) de tensão alta de consumidor, bem como, se todas as URs são bloqueadas (com memorização);

c) Ajustar o sensor no ponto máximo de atuação e repetir o procedimento anterior.

8.33. Distribuição.

8.33.1. Objetivo.

a) Verificar a distribuição de consumidores e de baterias conforme definido nas Tabelas 7 e 8, respectivamente.

8.33.2. Requisito.

a) SR desenergizado.

8.33.3. Procedimento.

8.33.3.1. Realizar verificação visual quanto ao atendimento às possibilidades de distribuição de consumidores e de baterias especificadas nas Tabelas 7 e 8, respectivamente.

8.33.3.2. Os dispositivos de proteção a serem utilizados, tanto nas unidades de distribuição para consumidores, como nas unidades de distribuição para baterias, devem proporcionar plena flexibilidade de utilização de elementos de proteção incluídos na faixa de capacidade especificada.

8.33.3.3. O tipo de dispositivo de proteção utilizado deve comprovar a facilidade de sua substituição por outro equivalente de diferente capacidade, bastando a simples retirada e recolocação do elemento de proteção, sem a necessidade de montagem/desmontagem de outras peças que não as de sua própria estrutura.

8.33.3.4. Soluções diferentes das alternativas de distribuição para consumidores e baterias, em casos onde as quantidades de posições e capacidades dos dispositivos de proteção, não atendam efetivamente as necessidades particulares da empresa concessionária de telecomunicações, podem ser implementadas, desde que considerado os parâmetros definidos neste documento.

8.34. Temperatura e umidade.

8.34.1. Objetivo.

a) Verificar se o SR suporta o regime de temperatura e umidade especificado no climatograma da Figura 1.

8.34.2. Requisitos.

a) SR alimentado através de autotransformador, variador de tensão apropriado ou fonte CA programável;

b) Carga de saída nominal;

c) SR nas condições de flutuação e carga;

d) SR operando em ambiente controlado;

e) Fonte CC ajustável/programável entre 0 e 60Vcc e capacidade apropriada para simular carga/descarga e sub/sobre tensão de bateria.

f) Identificação, condições de leitura e/ou acesso aos pontos de medida para avaliação de desvios de característica de sensores (se aplicável).

8.34.3. Procedimentos.

a) Ligar o SR em suas condições nominais dentro de uma câmara climática;

b) Controlar a temperatura e a umidade do ambiente de testes do SR, de acordo com o climatograma da Figura 1 do item 6.1.2;

c) Registrar as medições das grandezas elétricas nos patamares “T3” do climatograma;

d) Verificar se os parâmetros medidos atendem a seus respectivos coeficientes de variação com relação aos valores ajustados em 25°C (exceto para os patamares de 0°C e 50°C):

I - Ajustes de tensão de saída/sensor de sobre tensão intrínseca/outros sensores de tensão CC (±100mV para SR +24Vcc e ± 200mV para SR –48V);

II - Ajustes de limitação de corrente de saída - coeficiente de variação de 0,1%/°C;

III - Ajustes da limitação de potência de saída - coeficiente de variação de 0,15%/°C;

IV - Ajustes dos sensores ligados à rede CA - coeficiente de variação de 0,10%/°C.

e) Verificar se o SR suporta o regime citado, sem sofrer danos ou alterações permanentes, continuando em serviço após o ciclo.

8.35. Ruído acústico.

8.35.1. Objetivo.

a) Verificar se o nível de ruído acústico gerado pelo SR não ultrapassa os valores da Tabela 12:

SR ≤ 100A

100A < SR ≤ 1200A

SR > 1200A

65dBA

70dBA

75dBA

Tabela 12 

8.35.2. Requisitos.

a) SR completamente equipado;

b) Tensão/frequência de entrada nominal;

c) Carga de saída nominal;

d) Tensão de saída na condição de flutuação;

e) SR de pequeno porte instalado a uma altura de 1,2m do piso e o local de ensaio deve apresentar baixo ruído de fundo, tipicamente 10dBA abaixo do limite estabelecido para o mesmo. Entretanto, o ruído gerado pelo SR será calculado pela subtração logarítmica do ruído de fundo do nível de ruído total.

8.35.3. Procedimentos.

a) Com o SR desligado, medir o ruído de fundo (em dBA);

b) Ligar o SR de acordo com a condição de ensaio;

c) Medir o ruído total a 1m do SR (em dBA);

d) Calcular o ruído gerado pelo SR, subtraindo o ruído de fundo do ruído total medido (diferença logarítmica);

e) Verificar se o nível de ruído gerado não ultrapassa os limites estabelecidos.

8.36. Codificação.

8.36.1. Objetivo.

a) Verificar se a nomenclatura gerada está de acordo com o padrão estabelecido no item 7.

8.36.2. Requisito.

a) SR desligado.

8.36.3. Procedimento.

a) Verificar se o modelo de identificação do SR está de acordo com a codificação descrita no item 7.

9. REQUISITOS DE SEGURANÇA ELÉTRICA

9.1 Avaliar requisitos técnicos vigentes na íntegra, no que for aplicável.

10. IDENTIFICAÇÃO DA HOMOLOGAÇÃO

10.1 O ESC deve portar o selo de identificação legível, incluindo a logomarca Anatel e o número da homologação, conforme modelo e instruções descritos no Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações vigente.

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