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Ato nº 677, de 29 de janeiro de 2018

Publicado: Segunda, 05 Fevereiro 2018 16:50 | Última atualização: Segunda, 08 Julho 2019 10:15 | Acessos: 195
 

 

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no Boletim de Serviço Eletrônico em 5/2/2018.

 

O SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e

CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do Art. 19 da Lei n.º 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

CONSIDERANDO o Inciso II do Art. 9º do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000;

CONSIDERANDO o Art. 1º da Portaria nº 419 de 24 de maio de 2013;

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.009149/2016-55;

RESOLVE:

Art. 1º  Aprovar os requisitos técnicos referentes ao Produto "Fio Telefônico Interno (FI)", conforme o Anexo I deste Ato.

Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de publicação no Boletim de Serviço Eletrônico da Anatel.

 

VITOR ELISIO GOES DE OLIVEIRA MENEZES

Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação

 

 ANEXO I

REQUISITOS TÉCNICOS PARA A AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DO PRODUTO FIO TELEFÔNICO INTERNO (FI)

 

1. OBJETIVO

1.1. Este documento descreve os requisitos técnicos e procedimentos de ensaio para a avaliação da conformidade de Fio Telefônico Interno (FI).

2. REFERÊNCIAS NORMATIVAS

2.1. ABNT NBR - 14705/2011 - Classificação dos cabos internos para telecomunicações quanto ao comportamento frente à chama.

3. REQUISITOS TÉCNICOS E PROCEDIMENTOS DE ENSAIO

3.1. Resistência elétrica do condutor

3.1.1. Requisito:

a) A resistência elétrica máxima individual do condutor, medida em corrente contínua, referida a 20o C e a um comprimento de 1 km, deve ser de 68 Ω/km.

b) A resistência elétrica de qualquer pedaço de condutor com 150 mm de comprimento, contendo uma emenda, não deve ser superior a 105% da resistência de um pedaço adjacente de igual comprimento que não contenha emenda.

3.1.2. Procedimento de ensaio:

3.1.2.1. Para medida da resistência elétrica dos condutores, deve ser usado um equipamento com imprecisão de, no máximo, 1% do valor medido.

3.1.2.2. Para fios acondicionados em carretel, a resistência elétrica dos condutores pode ser realizada em cada veia, em uma amostra de 10 m de fio, retirada de cada carretel tomado para teste.

3.1.2.3. Para fios acondicionados em rolos, a resistência elétrica dos condutores pode ser realizada em uma amostra de 1,0m de fio ou no próprio rolo.

3.1.2.4 No caso de fios formados em ternas, quadras quíntuplos ou sêxtuplos, o teste deve ser realizado em cada veia do fio.

3.1.2.5. Para correção da temperatura e metragem, o valor medido deve ser multiplicado pelo fator:

α = [1 + f(ϴ - 20)].1000/L

onde:

L - é o comprimento em metros de cada veia ou do lance de cabo testado.

ϴ - é a temperatura ambiente em oC.

f - é o fator de correção pela temperatura, em oC-1, sendo que para:

Cobre nu, estanho ou liga de cobre = 0,00393.

Liga de alumínio = 0,00403.

 

3.2. Resistência elétrica de Isolamento

3.2.1. Requisitos:

a) O valor da resistência elétrica de isolamento do fio, referida a 20o C e a um comprimento de 1 km, não deve ser inferior a 200 MΩ/km.

3.2.2. Procedimento de ensaio:

3.2.2.1. Para medida da resistência de isolamento, deve ser usado um megômetro com imprecisão de no máximo 5% do valor medido.

3.2.2.2. A tensão de saída do megômetro deve estar compreendida entre 100 e 500 Vdc, sendo que o valor final da escala utilizada deve ser compatível com a leitura obtida.

3.2.2.3 A medida deve ser efetuada após, no máximo, um minuto de eletrificação, podendo o teste ser interrompido se o valor desejado for atingido.

3.2.2.4. No caso de condutores isolados com composto de PVC, as medidas devem ser realizadas em temperatura ambiente acima de 15C. Em caso de contestação dos valores medidos, estes devem ser repetidos a uma temperatura de 20 ± 2o C.

3.2.2.5. A resistência de isolamento deve ser medida imergindo cada rolo tomado para teste em água, por um período não inferior a 6 h.

3.2.2.6. As medidas devem ser efetuadas para cada condutor ligado ao terminal de teste do equipamento e o(s) outro(s) condutor(es) ligado(s) ao mandril ou à água e ao terminal do equipamento.

3.2.2.7. Os valores medidos devem ser corrigidos multiplicando-se pelo fator L/1000, onde L é o comprimento em metros do lance testado.

3.3. Tensão Aplicada

3.3.1. Requisitos:

a) Cada rolo de fio deve suportar, sem ruptura, por um minuto, uma tensão contínua de 1500 Vdc ou 1100 Vac (60Hz).

3.3.2. Procedimento de ensaio:

3.3.2.1. No ensaio de tensão aplicada, deve ser utilizada uma fonte de tensão com saída em corrente contínua.

3.3.2.2. A velocidade de aumento da tensão aplicada deve ser de, aproximadamente, 100 V/s.

3.3.2.3. A tensão especificada, quando atingida, deve ser mantida pelo tempo previsto, após o que deve ser diminuída até zero, sendo, então, desligado o equipamento.

3.3.2.4. Por segurança, deve-se manter os dois conjuntos em curto-circuito por um certo tempo para descarga.

3.3.2.5. Nos fios telefônicos, a verificação é feita condutor x blindagem, sendo que este ensaio deve ser realizado nas mesmas amostras e nas mesmas ligações utilizadas no teste de resistência de isolamento.

3.4. Retardância à chama (classificação CMX)

3.4.1. Com relação à retardância à chama, os fios abordados neste documento devem atender à especificação descrita na Norma ABNT NBR - 14705/2011 - Classificação dos cabos internos para telecomunicações quanto ao comportamento frente à chama.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

4.1. Os procedimentos de ensaios não discriminados serão objeto de estruturação pelos laboratórios avaliados pelos OCD.

4.2. Os procedimentos para a coleta de amostras quando não tratados nos documentos normativos, serão definidos entre os OCD, laboratórios de ensaios e fabricantes.

4.3. As amostras do produto a ser certificado deverão vir acompanhadas de uma declaração do fabricante, indicando terem sido coletadas na produção.

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