Ir direto para menu de acessibilidade.


Ato nº 418, de 22 de janeiro de 2018

Publicado: Terça, 06 Fevereiro 2018 09:30 | Última atualização: Segunda, 08 Julho 2019 15:50 | Acessos: 445
 

 

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no Boletim de Serviço Eletrônico em 6/2/2018.

 

O SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e

CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do Art. 19 da Lei n.º 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

CONSIDERANDO o Inciso II do Art. 9º do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000;

CONSIDERANDO o Art. 1º da Portaria nº 419 de 24 de maio de 2013;

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.078023/2017-10 ;

RESOLVE:

Art. 1º  Aprovar os requisitos técnicos para avaliação da conformidade dos produtos Bloco Terminal de Rede Externa - (BT-RE), Bloco Terminal de Rede Interna - (BT-RI) e Bloco Terminal de Distribuidor Geral - (BT-DG), conforme o Anexo I deste Ato.

Art. 2º  Este Ato entra em vigor na data de sua publicação no Boletim de Serviço Eletrônico da Anatel. 

VITOR ELISIO GOES DE OLIVEIRA MENEZES

Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação

 

ANEXO I

REQUISITOS TÉCNICOS PARA CERTIFICAÇÃO DE BLOCO TERMINAL DE REDE EXTERNA - (BT-RE), BLOCO TERMINAL DE REDE INTERNA - (BT-RI) E BLOCO TERMINAL DE DISTRIBUIDOR GERAL - (BT-DG).

 

1. OBJETIVO

1.1. Estabelecer os requisitos mínimos e procedimentos de ensaios a serem demonstrados na avaliação da conformidade de Bloco Terminal de Rede Externa - (BT-RE), Bloco Terminal de Rede Interna - (BT-RI) e Bloco Terminal de Distribuidor Geral - (BT-DG) para efeito de homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações.

2. REFERÊNCIAS NORMATIVAS

2.1. Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução nº 242, de 30 de novembro de 2000.

2.2. Norma para Certificação de Produtos para Telecomunicações, aprovada pela Resolução nº 323, de 07 de novembro de 2002.

3. REQUISITOS APLICÁVEIS

3.1. Grupo I de ensaios

3.1.1. Resistência de Isolamento (RI): a Resistência de Isolamento entre os terminais de uma mesma linha do bloco terminal e cada terminal de uma linha contra todos os outros terminais curto-circuitados, inclusive o elemento de aterramento, se houver campo de proteção, deve ser maior que 20.000 MΩ, quando medida com 500 Vcc.

3.1.2. Resistência de Isolamento com Umidade (RIU): a resistência de isolamento entre terminais de uma mesma linha do bloco terminal e cada terminal de uma linha contra todos os outros terminais curto-circuitados, inclusive o elemento de aterramento, se houver campo de proteção, deve ser maior que 1.000 MΩ, quando medida com 250 Vcc, em ambiente com temperatura (40 ± 2)°C e umidade relativa (90 ± 3)%.

3.1.3. Tensão Aplicada: a mínima tensão elétrica suportável entre os terminais de uma mesma linha de bloco terminal e cada terminal de uma linha contra todos os outros terminais curto-circuitados, inclusive o elemento de aterramento, se houver campo de proteção, deve ser de 2100 Vca em 60 Hz, por 1 minuto. Durante a realização do ensaio, o produto não deve apresentar faiscamentos, danos mecânicos ou ruptura do dielétrico. 

3.1.4. Quantidade de amostras: 3 blocos completos.

3.2. Grupo II de ensaios

3.2.1. Segurança:

3.2.1.1. O bloco terminal com campo de proteção deve suportar uma corrente de 15 A por linha, de frequência 60 Hz, durante 15 minutos, sem apresentar sinais de fogo.

3.2.1.2. O ensaio é aplicado a todos os tipos de blocos, desde que tenham campo de proteção.

3.2.2. Quantidade de amostras: 3 blocos completos.

3.3. Grupo III de ensaios

3.3.1. Variação Rápida de Temperatura (VRT): o bloco terminal deverá atender a um dos seguintes requisitos:

3.3.1.1. Requisito I:  o bloco terminal, quando submetido a 300 ciclos de temperatura, variando de -25 °C e +75 °C, com duração de 60 minutos cada ciclo, não deve apresentar:

a) Variação na resistência elétrica de conexão (REC) maior do que 2 mΩ em relação ao valor inicial medido da resistência elétrica de conexão;

b) Qualquer dano na integridade física ou estrutural dos seus componentes.

3.3.1.2. Requisito II: o bloco terminal, quando submetido a 300 ciclos de temperatura, variando de -25 °C a 75 °C, com duração de 150 minutos de cada ciclo, não deve apresentar:

a) Variação na resistência elétrica de conexão superior a 1 mΩ, multiplicado pelo número de conexões do sistema de conexão;

b) Qualquer dano na integridade física ou estrutural dos seus componentes;

c) Escoamento do elemento impregnante, quando houver.

3.3.2. Vibração: o bloco terminal, quando submetido a ciclos de vibração, com frequência variando de 10 Hz a 55 Hz, em 1 minuto, por um período de 2 horas em cada um dos seus três eixos mutuamente perpendiculares, e amplitude de 0,76 mm, não deve apresentar:

a) variação na resistência elétrica de conexão maior que 1 mΩ, multiplicado pelo número de conexões do sistema de conexão;

b) distorção no sinal senoidal;

c) qualquer dano na integridade física ou estrutural dos seus componentes, inclusive desconexão dos dispositivos de continuidade, se for o caso; 

d) variação máxima de 20% na força de arrancamento dos elementos de contato (pinos) do campo de interligação, quando o sistema de conexão for por enrolamento.

3.3.3 Quantidade de amostras: 3 blocos completos.

3.4. Grupo IV de ensaios

3.4.1. Calor Úmido Acelerado: o bloco terminal, quando submetido aos ciclos de calor úmido acelerado, com 24 horas de duração por ciclo e temperatura variando de 25 °C a 55 °C, não deve apresentar:

a) resistência de isolamento menor que 100 MΩ, medida com umidade, após 20 ciclos, com terminais energizados;

b) variação na resistência elétrica de conexão maior que 1 mΩ, multiplicado pelo número de conexões do sistema de conexão, após 84 ciclos;

c) qualquer dano na integridade física ou estrutural dos seus componentes; 

3.4.2. Quantidade de amostras: 3 blocos completos para as medidas de REC e 3 blocos completos para as medidas de RIU.

3.5. Grupo V de ensaios

3.5.1. Exposição à Névoa Salina: o bloco terminal, energizado, quando submetido, de forma indireta, à exposição à névoa salina, conforme NBR 8094, com tempo de exposição estabelecido na tabela 1, não deve apresentar resistência de isolamento inferior a 100 MΩ.

TIPO

TEMPO DE EXPOSIÇÃO

A

720 horas 

B

360 horas

C

72 horas

Tabela 1

3.5.2. Quantidade de amostras: 3 blocos completos.

3.6. Grupo VI de ensaios

3.6.1. Relaxações de Tensões: o bloco terminal que possui sistema de conexão tipo “IDC”, quando submetido a (120 ± 2) °C, por 30 dias (aplicável somente às conexões “IDC” nos campos de conexão e interligação, com as conexões intermediárias do sistema de conexão soldadas), as conexões não devem apresentar variação na resistência elétrica de conexão superior a 2 mΩ e nem sofrer qualquer tipo de dano na sua integridade física ou estrutural de seus componentes.

3.6.2. Tração na Conexão: as conexões do tipo "IDC", do campo de interligação do bloco terminal, com condutor com diâmetro de 0,50 mm conectado, devem suportar uma força de tração no sentido de alinhamento do condutor em relação à conexão de no mínimo 30 N.

3.6.3. Quantidade de amostras: 3 blocos completos.

3.7. Grupo VII de ensaios

3.7.1. Durabilidade:

a) O bloco terminal de conexão, que possui conexão do tipo "IDC", quando submetido à 50 reconexões no seu campo de interligação não deve apresentar variação na resistência elétrica de conexão superior a 1 mΩ.

b) O bloco terminal de corte, que possui conexão do tipo "IDC", quando submetido à 50 reconexões no seu campo de interligação e 100 inserções no seu campo de proteção, utilizando dispositivo de continuidade, não deve apresentar variação na resistência elétrica de conexão superior a 3 mΩ.

3.7.1.1. Para a realização do ensaio de durabilidade na parte do campo de proteção, caso o bloco não apresente nenhum módulo de proteção já homologado na Anatel, permite-se o uso de uma chapa de latão, com acabamento estanhado, desde que seja comprovada a similaridade da espessura desta com o módulo de proteção aplicado ao bloco, com desvio máximo de 0,15 mm. Esta medição da espessura da placa deve constar no relatório de ensaio.

3.7.2.  Quantidade de amostras: 3 blocos completos.

3.8. Grupo VIII de ensaios

3.8.1. Exame Visual: todas as partes e componentes do bloco terminal não devem apresentar rebarbar, trincas, empenamentos, quebras e descolorações visíveis a olho nu, ou quaisquer outras imperfeições capazes de comprometer a aparência do produto. Os componentes metálicos devem estar isentos de corrosão e livres de depósito de qualquer outro material. 

3.8.2. Quantidade de amostras: Todas as amostras apresentadas pelo cliente.

3.9. Grupo IX de ensaios

3.10. Tensão residual de moldagem: os materiais poliméricos que compõem o produto devem estar livres de tensões internas de moldagem que o afetem estrutural ou funcionalmente. Não devem ser evidenciadas ocorrências de trincas, fissuras ou microfissuras a olho nu.

3.10.1. Quantidade de amostras: 3 blocos, sem fios conectados e sem aplicação de geleia.

3.10.2. Observação: para a correta aplicação dos solventes pelo laboratório, o fornecedor/cliente deve informar ao laboratório de ensaios qual é o tipo de polímero usado na fabricação do bloco terminal.

3.11. Grupo X de ensaios

3.11.1. Torção do condutor: nos contatos do campo de interligação do bloco terminal, não devem ocorrer falhas na continuidade elétrica e nem ruptura do fio utilizado para o ensaio.

3.11.2. Quantidade de amostras: 3 blocos completos.

3.11.3. Observação: este ensaio é aplicado apenas a blocos com conexão do tipo IDC. Para a realização deste ensaio deve ser feito um dispositivo de teste conforme as figuras 1a e 1b a seguir: 

Figura 1a

figura1b

3.12. Grupo XI de ensaios

3.12.1. Dobramento do condutor: Nos contatos do campo de interligação do bloco terminal, não devem ocorrer falhas na continuidade elétrica e nem ruptura do fio utilizado para o ensaio.

3.12.2. Quantidade de amostras: 3 blocos completos.

3.12.3. Observação: Este ensaio é aplicado apenas a blocos com conexão do tipo IDC. Deve ser utilizado o mesmo dispositivo do teste de torção do condutor.

3.13. Grupo XII de ensaios

3.13.1. Envelhecimento térmico: O composto impregnante, quando houver, após o bloco ser submetido ao ensaio de envelhecimento térmico, deve apresentar um valor mínimo de 20 minutos para o tempo de indução oxidativa (OIT).

3.13.2. Quantidade de amostras: 1 bloco com composto impregnante.

3.14. Grupo XIII de ensaios

3.14.1. Diafonia (Next): A diafonia entre qualquer dos pares, que constituem o bloco, deve ser maior ou igual aos valores da Tabela 2

Frequência

Diafonia (Cat. 3)

Diafonia (Cat.5e)

[MHz]

[dB]

[dB]

01

58,1

65,0

04

46,0

65,0

08

40,0

64,9

10

38,1

63,0

16

34,0

58,9

20

-

57,0

25

-

55,0

30

-

53,5

Tabela 2 – Valores especificados de diafonia 

3.14.2. Quantidade de amostras: 3 blocos completos.

3.14.3. Observação: O bloco é categorizado em Categoria 3 e Categoria 5e, baseado exclusivamente no ensaio de diafonia (NEXT), conforme a norma ANSI/EIA/TIA-568-B.2.

4. PROCEDIMENTOS DE ENSAIOS

4.1. Grupo I de ensaios:

4.1.1. Resistência de Isolamento: medir de acordo com a Norma NBR 7866, observando o seguinte:

4.1.1.1. O corpo de prova, em função da aplicação do bloco terminal de 8 ou 10 pares, é definido com base em um bloco terminal de 8 ou 10 pares, conforme o caso.                 

4.1.1.2. Se o terminal tiver menos de 8 pares, deve ser utilizado o número suficiente de blocos terminais, de modo a completar 8 pares.

4.1.1.3. No caso de bloco terminal de 10 ou mais pares, deve ser utilizado, no mínimo 1 bloco terminal para a preparação de cada corpo de prova, devendo ser conectados 10 pares ou 20% da capacidade do bloco, o que for maior. A conexão deve ser efetuada em pares adjacentes.

4.1.2. Resistência de Isolamento com Umidade

4.1.2.1. Aparelhagem:

a) câmara climática com variação máxima de ± 2 °C em relação à temperatura nominal e ± 3% em relação à umidade relativa;

b) medidor de alta resistências (megohmetro).

4.1.2.2. Procedimento

a) fixar os corpos de prova na câmara climática na posição normal de trabalho do bloco terminal e passar os condutores para fora da câmara, conforme ilustrado na Figura 2;

Figura 2 - Resistência de Isolamento com Umidade 

b) proceder o condicionamento à temperatura de (40 ± 2)°C e umidade relativa de (90 ± 3)%, com período de estabilização de, no mínimo, 2 horas;

c) aplicar, após a estabilização nestas condições, 250 Vcc, durante 1 minuto, entre terminais de uma mesma linha e cada terminal de uma linha contra todos os outros curto-circuitados, inclusive o elemento de aterramento, quando houver campo de proteção, e medir a resistência de isolamento.

4.1.3. Tensão Aplicada

4.1.3.1. Aparelhagem:

a) fonte de tensão regulável de 01 a 2.500 V (60 Hz), com amperímetro;

4.1.3.2. Procedimento:

a) cortar os condutores, reduzindo o comprimento para aproximadamente 20 cm;

b) aplicar uma tensão de 2.100 V (60 Hz) de forma gradativa entre os terminais de uma mesma linha e cada terminal de uma linha contra todos os outros curto-circuitados, inclusive o elemento de aterramento, quando houver campo de proteção;

c) limitar a corrente no circuito a 10 mA (RMS), no máximo;

d) manter a tensão durante 1 minuto;

e) acompanhar visualmente a ocorrência de faiscamentos ou ruptura do dielétrico;

4.2. Grupo II de ensaios

4.2.1. Segurança

4.2.1.1. Aparelhagem:

a) fonte de corrente alternada.

4.2.1.2. Procedimento:

a) aplicar 15 A eficazes em 60 Hz da linha "a" para terra, e 15 A da linha "b" para terra, simultaneamente, durante 15 minutos.

b) aplicar a corrente em 3 pares, não adjacentes, por corpo de prova, preparados conforme item 10.17.

4.2.1.3. O corpo de prova, para o ensaio do Grupo VII, é definido como sendo o bloco terminal com 2 condutores de 0,50 mm ou 1 de 0,90 mm, o que for conveniente, ligado(s) ao campo de interligação, com dispositivos de aterramento conectados ao campo de proteção, inclusive com o elemento de aterramento e sistema de fixação, se for o caso.

4.2.1.4. Notas:

a) Aplicar a corrente em 1 par por vez, sendo que, para aplicação da corrente em outro par, a temperatura do corpo de prova deve estar estabilizada de acordo com a do laboratório. Quando não especificado diferentemente, os ensaios devem ser realizados à temperatura ambiente de (23 ± 3) °C e umidade relativa de (60 ± 10)%.

b) No caso de o sistema de fixação ser parte integrante do elemento de aterramento, este deve ser considerado como terra.

4.2.1.5. Observação: Os corpos de prova devem ser ensaiados montados nos suportes de bastidores. A corrente de 15 A aplicada deve ser monitorada em todo o ensaio.

4.3. Grupo III de ensaios

4.3.1. Método 1 - Variação Rápida de Temperatura

4.3.1.1. Aparelhagem:

a) câmara climática.

4.3.1.2. Procedimento:

a) Realizar a medição de corrente elétrica de conexão nos corpos de prova e fixá-los na câmara na posição que teria o bloco quando em operação;

b) Medição da corrente elétrica de conexão: medir conforme a Norma ASTM B-539, método C ("Dry Circuit Testing"), com as seguintes considerações:

I - utilizar miliohmímetro;

II - limitar a tensão máxima de circuito aberto a 20 mV e corrente de curto-circuitado a 100 mA;

c) Submeter os corpos de prova a 300 ciclos de temperatura de 150 minutos de duração cada ciclo, com temperatura variando de -25 °C a 75 °C, conforme ilustrado na Figura 3.

Figura 3 - Ciclo Térmico do Ensaio de Variação Rápida de Temperatura


d) completados os 300 ciclos, retirar os corpos de prova da câmara climática, deixá-los estabilizar nas condições normais de laboratório e verificar a sua integridade física e estrutural;

e) medir a resistência elétrica de conexão conforme letra b)

4.3.2. Método 2 - Variação Rápida de Temperatura

4.3.2.1. Realizar a medição de resistência elétrica de conexão (REC) nos corpos-de-prova e fixá-los na câmara na posição que teria o bloco quando em operação; O bloco deve ser submetido a 300 (trezentos) ciclos térmicos de 60 (sessenta) minutos cada um, conforme mostrado no gráfico da figura 4;

Figura 4 - Variação rápida de temperatura 

4.3.2.2. Após este condicionamento, retirar os corpos de prova da câmara climática,deixá-los estabilizar nas condições normais de laboratório;

4.3.2.3. Realizar a medição de resistência elétrica de conexão, e verificar a integridade física e estrutural dos corpos de prova.

4.3.3. Vibração

4.3.3.1. Aparelhagem:

a) sistema de vibração.

b) equipamento para monitoração do sinal senoidal.

4.3.3.2. Procedimento:

a) Medir a força de arrancamento dos elementos de contato (pinos) do campo de interligação, se o sistema de conexão for por enrolamento;

b) Fixar os corpos de prova no sistema de vibração;

c) Conectar os terminais dos corpos de prova, em série, através das extremidades dos condutores;

d) Interligar os corpos de prova ao circuito de monitoração, conforme ilustrado na figura 5;

Figura 5 - Monitoração do Ensaio de Vibração 

e) Submeter os corpos de prova a 120 ciclos de vibração em cada um dos seus 3 eixos mutuamente perpendiculares, com frequência variando de 10 Hz a 55 Hz e retornando a 10 Hz em aproximadamente 1 minuto e amplitude de 0,76 mm (1,52 mm pico a pico);

f) Monitorar a distorção do sinal senoidal durante os últimos cinco ciclos;

g) Após o condicionamento, verificar a integridade física e estrutural dos corpos de prova;

h) Realizar a medição de resistência elétrica de conexão conforme item 4.3.1.2 b);

i) Avaliar a variação da força de arrancamento dos elementos de contato, se for o caso.

4.4. Grupo IV de ensaios

4.4.1. Calor Úmido Acelerado

4.4.1.1. Aparelhagem:

a) Câmara climática;

b) Fonte de tensão de corrente contínua.

4.4.1.2. Procedimento:

a) Realizar a medição de resistência elétrica de conexão, conforme item 4.3.1.2 b), nos corpos de prova preparados para monitorar este parâmetro e fixá-los na câmara na posição que teria o bloco quando em operação;

b) Identificar as extremidades dos condutores, par a par, inclusive terminais "a" e "b" e passá-los para fora da câmara;

c) Fixar os corpos de prova destinados à medição de resistência de isolamento, na câmara, na posição que teria o bloco quando em operação;

d) Nas extremidades dos condutores, fora da câmara, ligar em série um resistor de 2,4 kΩ em cada par, de forma a limitar a corrente em 20 mA, conforme ilustrado na Figura 6;

e) A polarização dos terminais deve ser padronizada, ou seja, ligar sempre o positivo dos terminais "a" ou sempre nos terminais "b", conforme conveniência;

Figura 6 - Circuito de Energização

f) Ligar a fonte e ajustar a tensão em 48 Vcc. O ajuste de corrente de curto-circuitado da fonte deve ser feito considerando curto-circuitado em todos os pares, ou seja, 20 mA multiplicado pelo número de pares energizados;

g) Submeter os corpos de prova a ciclos de calor úmido, conforme ilustrado na Figura 7, nas seguintes condições:

I - Corpos de prova para resistência de isolamento: 20 ciclos com os terminais energizados com 48 Vcc, com corrente limitada a 20 mA, aplicada entre terminais "a" e "b";

II - Corpos de prova para resistência elétrica de conexão: 84 ciclos sem energização.

h) Após o 20º ciclo, retirar a tensão dos corpos de prova destinados à medição de resistência de isolamento, desconectar os resistores e realizar a medição de resistência de isolamento com umidade, conforme item 4.1.2;

Figura 7 - Ciclo Térmico do Ensaio de Calor Úmido Acelerado

i) Dar continuidade ao condicionamento até o 84° ciclo;

j) Completados os 84 ciclos, retirar os copos de prova da câmara climática, deixá-los estabilizar nas condições normais de Laboratório e realizar a medição de resistência elétrica de conexão;

k) Verificar a integridade física e estrutural dos corpos de prova.

4.5. Grupo V de ensaios

4.5.1. Exposição à Névoa Salina (indiretamente)

4.5.1.1. Aparelhagem:

a) Câmara de névoa salina de acordo com a Norma NBR 8094;

b) Fonte de tensão de corrente contínua;

c) Dispositivo de cobertura conforme a Figura 8.

4.5.1.2. Procedimento:

a) Verificar o acabamento superficial dos materiais metálicos que compõem o bloco terminal e certificar-se da não existência de corrosão de qualquer natureza;

b) Identificar as extremidades dos condutores par a par, inclusive terminais "a" e "b", dos corpos de prova, preparados conforme a seguir:

I - Os corpos-de-prova devem ser preparados utilizando-se condutores de cobre estanhado com diâmetro de 0.50 mm;

II - Quando forem realizadas medições de Resistência de Isolamento com Umidade (RIU). devem ser ligados aos campos de interligação e de conexão, condutores com comprimento suficiente para permitir monitorar as medições fora das câmaras, climática e de névoa salina, com dispositivos de continuidade conectados ao campo de proteção, no caso de blocos terminais de corte.

II - Para blocos de corte NA, os condutores dos campos de interligação e de conexão devem ser interligados em paralelo.

c) Fixar os corpos de prova no interior do dispositivo, conforme Figura 8, passar os condutores para fora do dispositivo e proceder a vedação da abertura. Os corpos de prova devem ficar posicionados como se os blocos estivessem em sua posição de operação, sem que um corpo de prova fique posicionado sobre o outro;

Nota: O dispositivo de cobertura deve ser confeccionado com material resistente à corrosão, não havendo a necessidade de serem vedados os encontros de suas paredes. Nele estão previstas quatro barras longitudinais destinadas à fixação de corpos de prova, posicionadas de tal forma que permitam a instalação dos corpos de prova à altura mínima de 1,80 cm abaixo das aberturas laterais, duas aberturas laterais com área útil total de 40,0 cm² ± 10% e uma abertura inferior para a passagem dos condutores, que, após a passagem dos mesmos, deverá ser vedada. As dimensões apresentadas na Figura 8 constituem uma referência, cabendo pequenas alterações em função de características dimensionais específicas da câmara a ser utilizada.

d) Colocar o dispositivo com os corpos de prova no interior da câmara de névoa salina, de acordo com a Figura 9 e passar os condutores para fora da câmara, através do flange de passagem de condutores;

Figura 8 - Dispositivo de cobertura

Figura 9 - Acomodação do dispositivo de cobertura. 

e) ligar em série, nas extremidades dos condutores, fora da câmara, um resistor de 2,4 kΩ em cada par, de forma a limitar a corrente. A polarização dos terminais deve ser padronizada, ou seja, ligar sempre o positivo nos terminais "a" ou sempre nos terminais "b", conforme conveniência. Dispor o circuito conforme ilustrado na Figura 6.

f) Ligar a fonte e ajustar a tensão em 48 Vcc. O ajuste de corrente de curto-circuitado deve ser feito considerando curto-circuito em todos os pares, ou seja, 20 mA multiplicado pelo número de pares energizados;

g) Submeter os corpos de prova ao condicionamento de névoa salina, conforme a NBR 8094, pelo período estabelecido na tabela 1;

h) Terminado o condicionamento, ainda com a câmara ligada, retirar a tensão, desconectar os resistores e medir a resistência de isolamento aplicando 250 Vcc, durante 1 minuto, entre os terminais de uma mesma linha e cada terminal contra todos os outros terminais curto-circuitados, inclusive o elemento de aterramento, se houver campo de proteção.

4.6. Grupo VI de ensaios

4.6.1. Relaxação de Tensões:

a) Realizar a medição de resistência elétrica de conexão, conforme a Norma ASTM B-539, método C ("Dry Circuit Testing"), com as seguintes considerações:

I - utilizar miliohmímetro;

II - limitar a tensão máxima de circuito aberto a 20 mV e corrente de curto-circuito a 100 mA.

b) Submeter as amostras, durante 30 dias, à temperatura de (120 ± 2)°C.

c) Realizar, após o condicionamento, a medição de resistência elétrica de conexão, conforme letra a) e calcular a variação da resistência em relação ao valor inicial medido;

d) Verificar se a amostra sofreu qualquer tipo de dano na sua integridade física ou estrutural de seus componentes.

4.7. Grupo VII de ensaios

4.7.1. Durabilidade:

a) Realizar a medição de resistência conforme a Norma ASTM B-539, método C ("Dry Circuit Testing"), com as seguintes considerações:

I - utilizar miliohmímetro;

II - limitar a tensão máxima de circuito aberto a 20 mV e corrente de curto-circuito a 100 mA.

b) Submeter os corpos-de-prova a 50 reconexões no seu campo de interligação, para bloco terminal de conexão, ou 50 reconexões no seu campo de interligação e 50 inserções no seu campo de proteção, para bloco terminal de corte, utilizando os procedimentos indicados pelo interessado e ferramental fornecido e calibrado por ele;

c) Após a 20ª, 30ª, 40ª e 50ª reconexão ou reconexão e inserção, conforme o caso, realizar a medição de resistência elétrica de conexão conforme letra a).

d) Realizar medições de resistência elétrica de conexão intermediárias da seguinte forma:

I - medir a REC antes do condicionamento, com o fio e modulo de proteção inseridos;

II -retirar o fio e o modulo de proteção e inserir fio novo e o modulo de proteção, realizar mais 19 reconexões e medir a REC;

III - retirar o fio e o modulo de proteção e inserir fio novo e modulo de proteção, realizar mais 9 reconexões e medir a REC;

IV - retirar o fio e o modulo de proteção e inserir fio novo e modulo de proteção, realizar mais 9 reconexões e medir a REC;

V - retirar o fio e o modulo de proteção e inserir fio novo e modulo de proteção, realizar mais 9 reconexões e medir a REC;

e) Retirar o fio e o módulo de proteção e inserir fio novo e modulo de proteção, realizar mais 49 reconexões e medir a REC.

Observação: quando o bloco não tiver campo de proteção as reinserções deverão ser realizadas apenas com fio e sem o módulo de proteção.

4.8. Grupo VIII de ensaios

4.8.1. Método: análise visual a olho nu.

4.9. Grupo IX de ensaios

4.9.1. Tensão Residual de Moldagem

a) Para polímeros em Policarbonato (PC), devem ser ensaiados com o revelador de tensão Tolueno n-Propanol (TnP), na proporção de 1:1, por 3 minutos de submersão, seguido de verificação visual.

b) Para polímeros em Acrilonitrila-Butadieno-Estireno (ABS), as amostras devem ser submersas em Oleato de Butila ou Ácido Acético Glacial, por 2 minutos, seguido de verificação visual.

c) Para polímeros em Noryl, as amostras devem ser submersas em Acetona, Metiletilcetona, na proporção de 1:1, por 2 minutos, seguido de verificação visual.

d) Para os 3 métodos, deve ser ensaiada uma amostra de cada vez, e ao término de cada submersão, a amostra deve ser seca com ar comprimido, sem umidade, e realizado a verificação visual.

NOTA: Para os demais polímeros não descritos aqui, devem ser identificados pelo fornecedor o tipo de polímero e o laboratório definirá o seu respectivo revelador de tensões e o tempo de submersão. Caso não haja revelador de tensão para o produto, o laboratório deverá fazer uma justificativa técnica.

4.10. Grupo X de ensaios

4.10.1. Torção do Condutor

4.10.1.1. Deve ser aplicado fios jumper de 0,50 mm de diâmetro do condutor, em 3 pares das amostras a serem ensaiadas, no campo de interligação do bloco (totalizando 6 contatos). Com o bloco terminal num plano horizontal, cada fio deve ser dobrado 90° para cima num plano vertical o mais perto da conexão. Cada fio então deve ser girado neste plano, 90° para cada lado da vertical, utilizando o dispositivo, dez vezes em cada direção, como mostram as Figuras 8 e 9. O tempo máximo necessário para o percurso de 180° da manivela do dispositivo, não deve ser menor que 3 segundos. Após serem realizadas 10 rotações, deve-se verificar a continuidade elétrica do circuito, utilizando um equipamento que contenha bip. As figuras 10 e 11, a seguir, são orientativas para a realização do ensaio.

Figura 10

Figura 11

4.11. Grupo XI de ensaios

4.11.1. Dobramento do Condutor

4.11.1.1. Deve ser aplicado fios jumper de 0,50 mm de diâmetro do condutor, em 3 pares das amostras a serem ensaiadas, no campo de interligação do bloco (totalizando 6 contatos). Com o bloco terminal num plano horizontal, cada fio deve ser colocado no eixo da linha de ingresso dos fios no plano paralelo à superfície superior do bloco. Cada fio então deve ser girado neste plano, 90° para cada lado do eixo, utilizando o dispositivo, dez vezes em cada direção, como mostram as figuras 10 e 11. O tempo máximo necessário para o percurso de 180° da manivela do dispositivo, não deve ser maior a 2 segundos. Após serem realizadas 10 rotações, deve-se verificar a continuidade elétrica do circuito, utilizando um equipamento que contenha bip. As figuras 12 e 13, a seguir, são orientativas para a realização do ensaio.

Figura 12

Figura 13

4.12. Grupo XII de ensaios

4.12.1. Envelhecimento Térmico

4.12.1.1. Na verificação do requisito de envelhecimento térmico devem ser observadas as seguintes condições:

a) Submeter uma amostra de bloco com composto impregnante a 70°C durante 14 dias em uma estufa com circulação de ar;

b) Após o condicionamento, o composto impregnante deve ser retirado do bloco;

c) Medir o tempo de indução oxidativa (OIT) do composto impregnante de acordo com o procedimento a seguir:

4.12.1.2. Aparelhagem utilizada:

a) Termo analisador com módulo de DSC (calorimetria de varredura diferencial);

b) Registrador gráfico;

c) Seletor e regulador de fluxo de gás;

d) Balança analítica com incerteza máxima de 0,1 mg;

e) Cilindro de gases ultrapuros: oxigênio (pureza mínima: 99,99%) e nitrogênio (pureza mínima: 99,998%).

4.12.1.3. Procedimento:

a) a temperatura ambiente do laboratório de termoanálise deve ser de 25°C ± 5°C;

b) pesar 2 corpos de provas com 8 mg a 10 mg do composto impregnante retirado do bloco, após condicionamento;

c) calibrar o aparelho de acordo com as instruções do fabricante, antes do início da análise;

d) colocar o corpo de prova num recipiente de alumínio sem tampa e sem tela;

e) colocar o recipiente, com o corpo de prova, na posição do equipamento a ele destinado e um recipiente vazio na posição destinada à referência dentro do forno de aquecimento;

f) com o forno fechado, purgar nitrogênio por 5 minutos, com fluxo de 50 ± 5 ml/min;

g) ajustar o zero e a sensibilidade do aparelho;

h) iniciar o aquecimento a partir da temperatura ambiente, com taxa de incremento de 20°C/min, ou maior, até 190,0°C ± 0,5°C;

i) após atingida a temperatura de isoterma, esperar 5 minutos, mudar rapidamente o gás de purga para oxigênio, com fluxo de 30 ml/min a 50 ml/min, e iniciar o registro gráfico (fluxo de calor ou variação de energia x tempo). Este tempo é considerado o instante zero do experimento;

j) continuar a operação por 10 minutos, pelo menos, após o início da exoterma oxidativa, ou no máximo, por 30 minutos, caso esta não ocorra, e medir o tempo de indução oxidativa (OIT);

k) repetir os passos descritos nas alíneas “e” até “l” para o segundo corpo de prova. O OIT (tempo de indução oxidativa) a ser considerado é o menor encontrado depois de realizados os procedimentos nos dois corpos de prova.

4.13. Grupo XIII de ensaios:

4.13.1. Diafonia (Next)

a) Este ensaio deve ser realizado com dispositivos de continuidade, quando necessário.

b) A diafonia deve ser medida entre os pares adjacentes do bloco terminal, obedecendo as combinações de pares do bloco conforme a tabela 3 (para blocos com até 10 pares) e a tabela 4 (para blocos acima de 10 pares). As medições devem ser feitas tomando-se alguns pares como interferentes um de cada vez, e determinando-se a diafonia contra outros pares, um de cada vez, tomado como interferido. Os blocos terminais que possuem conexão para aterramento devem ter o seu aterramento conectado ao terra do equipamento de medição.

c) Os blocos terminais que possuem conexão para aterramento devem ter o seu aterramento conectado ao terra do equipamento de medição.

d) Para verificação da curva de diafonia devem ser medidos, no mínimo, 100 pontos por década, conforme as fórmulas a seguir:

I - Diafonia (Cat3) = ≥ 34 - 20 log (f/16) dB

II - Diafonia (Cat5e) = ≥ 43 - 20 log (f/100) dB.

e) Deve ser utilizado um conjunto gerador medidor de nível seletivo com portas balanceadas, equipamentos automáticos, semiautomáticos ou analisador de rede com canais de referência e de teste, kit de calibração, carga de terminação, adaptadores e computador ou analisador de funções para processar os dados coletados.

f) O equipamento utilizado deve ter as portas balanceadas, com a impedância de saída e entrada casadas com uma impedância característica de 100 ohms.

g) Deve ser gerado um sinal no par interferente com potência de 10 dBm.

h) As extremidades dos pares sob teste conectados ao equipamento de medição devem ser terminadas com resistores, cujos valores de resistência elétrica sejam iguais ao módulo da impedância característica de 100 ohms ± 5 %, na frequência de ensaio.

i) As extremidades dos pares não conectados ao equipamento de medição devem ser terminadas com resistores, cujos valores de resistência elétrica sejam iguais ao módulo da impedância característica de 100 ohms ± 10 %, na frequência de ensaio.

j) Para conexão dos pares do bloco ao equipamento de medição e dos resistores ao bloco deve ser utilizado um par trançado, de um cabo de transmissão de dados, da mesma categoria ou de categoria superior a do bloco sob teste.

k) O par trançado não deve estar enrolado e deve ser mantido o passo de torcimento do mesmo.

l) O par trançado utilizado na conexão do bloco ao equipamento de medição deve ter o menor comprimento possível.

m) A Figura 14 mostra o esquema de montagem do ensaio.

Figura 14 - Esquema de montagem

n) Conexão nos blocos com conexão do tipo Wire-up: É permitido soldar os terminais dos resistores (leads) diretamente nos soquetes do bloco (na parte traseira do bloco). O comprimento dos terminais dos resistores devem ser o menor possível. A conexão do equipamento de medição deve ser feita através dos pinos jumper (na parte frontal do bloco).

Par Interferente

Combinação

1

1x2

2

2x1

2x3

3

3x2

3x4

4

4x3

4x5

5

5x4

5x6

6

6x5

6x7

7

7x6

7x8

8

8x7

8x9

9

9x8

9x10

10

10x9

Tabela 3 

Par intereferente

Combinação

Par interferente

Combinação

Par interferente

Combinação

Par interferente

Combinação

Par interferente

Combinação

1

1x2

8

8x3

44

44x39

50

50x45

96

96x91

1x3

8x6

44x42

50x48

96x94

1x6

8x7

44x43

50x49

96x95

2

2x1

8x9

44x45

50x52

96x97

2x3

8x10

45

45x40

50x55

96x98

2x4

8x13

45x43

91

91x86

97

97x92

2x7

9

9x4

45x44

91x89

97x95

3

3x1

9x7

45x46

91x92

97x96

3x2

9x8

45x47

91x93

97x98

3x4

9x10

45x50

91x96

97x99

3x5

9x11

46

46x41

92

92x87

98

98x93

3x8

9x14

46x44

92x90

98x96

4

4x2

10

10x5

46x45

92x91

98x97

4x3

10x8

46x47

92x93

98x99

4x5

10x9

46x48

92x94

98x100

4x6

10x12

46x51

92x97

99

99x94

4x9

10x15

47

47x42

93

93x88

99x97

5

5x3

41

41x36

47x45

93x91

99x98

5x4

41x39

47x46

93x92

99x100

5x6

41x42

47x48

93x94

100

100x95

5x7

41x43

47x49

93x95

100x98

5x10

41x46

47x52

93x98

100x99

6

6x1

42

42x37

48

48x43

94

94x89

 

 

6x4

42x40

48x46

94x92

 

6x5

42x41

48x47

94x93

 

6x7

42x43

48x49

94x95

 

6x8

42x44

48x50

94x95

 

6x11

42x47

48x53

94x96

 

7

7x2

43

43x38

49

49x44

95

95x90

 

7x5

43x41

49x47

95x93

 

7x6

43x42

49x48

95x94

 

7x8

43x44

49x50

95x96

 

7x9

43x45

49x51

 

 

 

7x12

43x48

49x54

 

 

Tabela 4 

5. REQUISITOS GERAIS

5.1. Quanto as suas dimensões, capacidade, interfaces, instalação, operação, manutenção e construção, o produto deve atender ao seguinte:

a) O produto deve ter suas dimensões compatíveis com o componente onde será aplicado, respeitando a capacidade de ocupação deste.

b) Os elementos de contato do produto devem permitir a conexão de condutores com diâmetro variando de 0,40 mm a 0,65 mm.

c) O produto deve ser compatível com os outros componentes da rede telefônica.

d) O produto deve ter sistema de fixação compatível com o componente onde será aplicado; caso não seja compatível, o sistema adaptador deve ser fornecido como acessório do mesmo.

e) O sistema de fixação do produto não deve acrescentar qualquer operação adicional no sistema de fixação do componente onde será aplicado.

f) As dimensões e as formas construtivas do produto não devem interferir nos procedimentos de operação do componente onde estiver aplicado.

g) O produto deve permitir sua fácil substituição.

5.2. Quanto à preparação dos corpos de prova, devem ser atendidos os seguintes itens:

5.2.1. A preparação das amostras deve ocorrer no laboratório onde o ensaio será realizado, pelo fabricante / requisitante, ou pelo Laboratório, se assim for acordado por ambas as partes, conforme instruções próprias e de aplicação do mesmo. Os materiais, insumos e ferramentas que forem necessários para a realização dos ensaios, devem ser fornecidos para o laboratório.

5.2.2. O corpo de prova é definido com base em um bloco terminal completo e com fiação, quando a fiação fizer parte integrante do bloco.

5.2.3. O corpo de prova, específico para o ensaio de Tensão residual de moldagem, deve ser um bloco terminal, de preferência, sem geleia e sem fiação.

5.2.4. O corpo de prova deve ser preparado utilizando-se condutores de cobre estanhado, com diâmetro de 0,50 mm.

5.2.5. O corpo de prova é definido com base em um bloco terminal  de 8 ou 10 pares, de acordo a classificação do bloco (conforme tabela 5):

a) Bloco Terminal - Rede Externa:

O corpo de prova, em função da aplicação do bloco terminal de 8 ou 10 pares, é definido com base em um bloco terminal de 8 ou 10 pares, conforme o caso. Se o terminal tiver menos de 8 pares, deve ser utilizado o número suficiente de blocos terminais, de modo a completar 8 pares. No caso de bloco terminal de 10 ou mais pares, deve ser utilizado, no mínimo 1 (um) bloco terminal para a preparação de cada corpo-de-prova, devendo ser conectados 10 pares ou 20% da capacidade do bloco, o que for maior. A conexão deve ser efetuada em pares adjacentes.

b) Bloco Terminal - Rede Interna:

O corpo de prova é definido com base em um bloco terminal de 8 pares. Se o terminal tiver menos de 8 pares, deve ser utilizado o número suficiente de blocos terminais, de modo a completar 8 pares. No caso de bloco terminal de 10 ou mais pares, deve ser utilizado, no mínimo 1 (um) bloco terminal para a preparação de cada corpo-de-prova, devendo ser conectados 10 pares ou 20% da capacidade do bloco, o que for maior. A conexão deve ser efetuada em pares adjacentes.

c) Bloco Terminal - Distribuidor Geral:

O corpo de prova é definido com base em um bloco terminal de 10 pares. Se o terminal tiver menos de 10 pares, deve ser utilizado o número suficiente de blocos terminais, de modo a completar 10 pares. No caso de bloco terminal com mais de 10 pares, deve ser utilizado, no mínimo 1 (um) bloco terminal para a preparação de cada corpo-de-prova, devendo ser conectados 10 pares ou 20% da capacidade do bloco, o que for maior.

5.2.6. Quando não especificado dentro do método do ensaio, para blocos terminais com até 10 pares devem ser tomados 100% dos pares para a realização de cada ensaio/condicionamento. Caso o produto tenha mais de 10 pares, devem ser tomados no mínimo 10 pares ou 10% da capacidade do bloco em pares, o que for maior, para serem tomados para testes.

5.2.7. Quando forem realizadas medições de Resistência de Isolamento com Umidade (RIU), devem ser ligados, aos campos de interligação e de conexão, condutores conforme 5.2.5, com comprimento suficiente para permitir monitorar as medições fora das câmaras, climática e de névoa salina, com dispositivos de continuidade conectados ao campo de proteção, no caso de blocos terminais de corte.

Nota: Para blocos de corte NA, os condutores dos campos de interligação e de conexão devem ser interligados em paralelo.

5.2.8. Quando forem realizadas medições de Resistência Elétrica de Conexão (REC), devem ser ligados, nos campos de conexão e de interligação, condutores conforme 5.2.5, sendo que, no ponto mais próximo possível do ponto de contato, o isolamento do condutor deve ser retirado para a execução das medições, com dispositivos de continuidade conectados ao campo de proteção, no caso de blocos terminais de corte.

5.2.9. O corpo de prova para os ensaios de cada Grupo (I a VII) é definido de acordo com a classificação do bloco (conforme tabela 5):

a) Bloco Terminal - Rede Externa:

  • O corpo de prova, para o ensaio do Grupo I, é definido como sendo o bloco terminal na sua condição de fornecimento.

  • O corpo de prova, para os ensaios do Grupo II, é definido como sendo a bloco terminal, preparado conforme 5.2.8, inclusive com o elemento de aterramento e sistema de fixação, se for o caso.

  • O corpo de prova, para os ensaios do Grupo III, é definido como sendo o bloco terminal, preparado conforme 5.2.9, inclusive com o elemento de aterramento e sistema de fixação, se for o caso.

  • Os corpos de prova, para o ensaio do Grupo IV, são definidos como sendo os blocos terminais preparados conforme itens 5.2.8 e 5.2.9, inclusive com o elemento de aterramento e sistema de fixação, se for o caso. Devem ser preparados 6 corpos de prova, sendo 3 para medição de RIU e as outros 3, para medição de REC.

  • O corpo de prova, para os ensaios do Grupo V, é definido como sendo o bloco terminal com condutores, conforme item 5.2.5, ligados aos campos de conexão e de interligação, com comprimento de aproximadamente 20 cm. Para o ensaio de Relaxação de Tensões, os corpos de prova  devem ser novamente preparados, obedecendo as instruções do item 5.2.9.

  • O corpo de prova, para o ensaio do Grupo VI, é definido como sendo o bloco terminal preparado conforme item 5.2.9.

  • O corpo de prova, para o ensaio do Grupo VII, é definido como sendo o bloco terminal, preparado conforme o item 5.2.8, inclusive com o elemento de aterramento e sistema de fixação, se for o caso.

  • O corpo de prova, para o ensaio do Grupo VIII, é definido como sendo o bloco terminal, com 2 condutores de 0,50 mm ou 1 (um) de 0,90 mm, o que for conveniente, ligado(s) ao campo de interligação e, com dispositivos de aterramento conectados ao campo de proteção, inclusive com elemento de aterramento e sistema de fixação, se for o caso.

b) Bloco Terminal - Rede Interna:

  • O corpo de prova, para o ensaio do Grupo I, é definido como sendo o bloco terminal na sua condição de fornecimento.

  • O corpo de prova, para os ensaios do Grupo II, é definido como sendo a bloco terminal, preparado conforme 5.2.8, inclusive com o elemento de aterramento, quando houver.

  • O corpo de prova, para os ensaios do Grupo III, é definido como sendo o bloco terminal, preparado conforme 5.2.9, inclusive com o elemento de aterramento e sistema de fixação, se for o caso.

  • Os corpos de prova, para o ensaio do Grupo IV, são definidos como sendo os blocos terminais preparados conforme itens 5.2.8 e 5.2.9, inclusive com o elemento de aterramento e sistema de fixação, se for o caso. Devem ser preparados 6 corpos de prova, sendo 3 para medição de RIU e as outros 3, para medição de REC.

  • O corpo de prova, para os ensaios do Grupo V, é definido como sendo o bloco terminal com condutores, conforme item 5.2.5, ligados aos campos de conexão e de interligação, com comprimento de aproximadamente 20 cm. Para o ensaio de Relaxação de Tensões, os corpos de prova  devem ser novamente preparados, obedecendo as instruções do item 5.2.9.

  • O corpo de prova, para o ensaio do Grupo VI, é definido como sendo o bloco terminal, com condutores ligados aos campos de conexão e de interligação, obedecendo as instruções do item 5.2.9.

  • O corpo de prova, para o ensaio do Grupo VII, é definido como sendo o bloco terminal, preparado conforme itens 5.2.8 e 5.2.9, inclusive com o elemento de aterramento e sistema de fixação, se for o caso.

  • O corpo de prova, para o ensaio do Grupo VIII, é definido como sendo o bloco terminal, com 2 condutores de 0,50 mm ou 1 (um) de 0,90 mm, o que for conveniente, ligado(s) ao campo de interligação e, com dispositivos de aterramento conectados ao campo de proteção, inclusive com elemento de aterramento e sistema de fixação, se for o caso.

c) Bloco Terminal - Distribuidor Geral

  • O corpo de prova, para o ensaio do Grupo I, é definido como sendo o bloco terminal na sua condição de fornecimento.

  • O corpo de prova, para os ensaios do Grupo II, é definido como sendo a bloco terminal, preparado conforme 5.2.8, inclusive com o elemento de aterramento, quando houver.

  • O corpo de prova, para os ensaios do Grupo III, é definido como sendo:

I - o bloco terminal, inclusive sistema de fixação e elemento de aterramento, quando houver, preparado conforme 5.2.9, para medição de resistência elétrica de conexão.

II - o bloco terminal, para medição de força de arrancamento dos elementos de contato.

  • Os corpos de prova, para o ensaio do Grupo IV, são definidos como sendo os blocos terminais preparados conforme itens 5.2.8 e 5.2.9, inclusive com o elemento de aterramento e sistema de fixação, se for o caso. Devem ser preparados 6 corpos de prova, sendo 3 para medição de RIU e as outros 3, para medição de REC.

  • O corpo de prova, para os ensaios do Grupo V, é definido como sendo o bloco terminal com condutores, conforme item 5.2.5, ligados aos campos de conexão e de interligação, com comprimento de aproximadamente 20 cm. Para o ensaio de Relaxação de Tensões, os corpos de prova  devem ser novamente preparados, obedecendo as instruções do item 5.2.9.

  • O corpo de prova, para o ensaio do Grupo VI, é definido como sendo o bloco terminal, obedecendo as instruções do item 5.2.9.

  • O corpo de prova, para o ensaio do Grupo VII, é definido como sendo o bloco terminal, preparado conforme itens 5.2.8 e 5.2.9, inclusive com o elemento de aterramento e sistema de fixação, se for o caso.

  • O corpo de prova, para o ensaio do Grupo VIII, é definido como sendo o bloco terminal, com 2 condutores de 0,50 mm ou 1 (um) de 0,90 mm, o que for conveniente, ligado(s) ao campo de interligação e, com dispositivos de aterramento conectados ao campo de proteção, inclusive com elemento de aterramento e sistema de fixação, se for o caso.

5.2.10. Com exceção do ensaio de diafonia, os corpos de prova devem ser preparados utilizando-se condutores de cobre estanhado (fios internos), com diâmetro de 0,50 mm, com os comprimentos para cada ensaio, conforme a seguir:

I - Para os condicionamentos com medidas de RI, RIU e Tensão aplicada - o fio utilizado na montagem deverá conter no mínimo 2 metros;

II - Para os condicionamentos com medidas de REC - o fio utilizado na montagem deverá conter no mínimo 5 cm;

III - Tração - o fio utilizado na montagem deverá conter no mínimo 50 cm;

IV - Para o ensaio de diafonia - O par trançado utilizado na montagem deve ser da categoria 5e e não deve estar enrolado. Deve ser mantido o passo de torcimento do par.

V - Para os ensaios de torção e dobramento do condutor - o fio utilizado na montagem deverá conter no mínimo 10 cm.

VI - O corpo de prova, para o ensaio de segurança, é definido como sendo o bloco terminal, com dois condutores de 0,50 mm ou um de 0,90 mm, o que for conveniente, ligado(s) ao campo de interligação, com dispositivos de aterramento conectados ao campo de proteção, inclusive com o elemento de aterramento e sistema de fixação, se for o caso.

5.3. Características dos materiais Metálicos, Poliméricos e Impregnante

5.3.1. Materiais Metálicos:

a) Os materiais metálicos que compõem o produto devem ser resistentes ou protegidos contra variadas formas de corrosão, durante a vida útil do mesmo, nas condições normais de operação;

b) Os materiais metálicos que compõem o produto não devem provocar corrosão galvânica entre si e em contato com outros materiais metálicos presentes na aplicação da amostra.

5.3.2. Materiais Poliméricos:

a) Os materiais poliméricos que compõem o produto devem ser compatíveis entre si e com os outros materiais, poliméricos ou não, presentes na aplicação da amostra;

b) Os materiais poliméricos que compõem o produto devem estar livres de tensões internas de moldagem que o afetem estrutural ou funcionalmente;

c) Os materiais poliméricos que compõem o produto não devem sofrer degradação ou deformação no ambiente de aplicação da amostra que comprometa o desempenho do mesmo durante a sua vida útil;

d) Os materiais poliméricos que compõem o produto devem ser auto extinguíveis, categoria V0, de acordo com a UL 94;

5.3.3. Material Impregnante

a) O elemento impregnante utilizado na região de contato do produto, quando houver, deve atender ao item 16 dos Requisitos aplicáveis (Ensaio de Envelhecimento térmico).

b) Não deve ser utilizado qualquer material que libere produto tóxico em condições normais de operação.

5.4. Quanto da realização dos ensaios, estes devem seguir o seguinte:

a) Antes e após os condicionamentos dos itens 5.5, 5.6, 5.7, 5.10 e 5.11, deve ser medida a resistência elétrica de conexão (REC);

b) Antes e após os condicionamentos dos itens 5.7 e 5.8, devem ser medidas a resistência de isolamento com umidade (RIU);

c) Devem ser medidas a resistência elétrica de conexão (REC), antes durante e após o ensaio de Durabilidade, conforme descrito nos procedimentos de ensaios deste documento.

5.5. O bloco terminal deve ser classificado quanto à aplicação na rede, conforme descrito na tabela 5 a seguir:

Aplicação

Descrição

Classificação

Rede Externa

Bloco Terminal - Rede Externa

BT-RE

Rede Interna

Bloco Terminal – Rede Interna

BT-RI

Distribuidor Geral

Bloco Terminal – Distribuidor Geral

BT-DG

Tabela 5

5.6. Para o bloco terminal que atenda a todos os requisitos de Blocos Terminais para Rede Externa, para Rede Interna e Distribuidor Geral, o processo de Certificação poderá ser efetuado visando uma única Homologação Anatel do Produto, contemplando as aplicações atendidas (duas ou três). Neste caso, o produto deve ser classificado conforme tabela 6 abaixo:

Aplicação

Descrição

Classificação

Rede Externa / Rede Interna / Distribuidor Geral

Bloco Terminal – Rede Externa / Rede Interna / Distribuidor Geral

BT-RE/RI/DG

Rede Externa / Rede Interna

Bloco Terminal – Rede Externa / Rede Interna

BT-RE/RI

Rede Externa / Distribuidor Geral

Bloco Terminal – Rede Externa / Distribuidor Geral

BT-RE/DG

Rede Interna / Distribuidor Geral

Bloco Terminal –Rede Interna / Distribuidor Geral

BT-RI/DG

Tabela 6

5.6.1. Os ensaios a serem realizados devem ser aplicados de acordo com a classificação do bloco;

5.6.2. As demais classificações das características dos blocos devem estar de acordo com o estabelecido no item 5.8

5.7. Os blocos devem ser classificados quanto, à configuração, ao tipo de ambiente de operação e identificação, da seguinte forma:

5.7.1. Quanto ao ambiente de operação, é recomendado que seja atendido, segundo os requisitos vigentes a cerca de condições ambientais aplicáveis a produtos para telecomunicações, que o bloco terminal de rede externa (BT-RE) se enquadre no ambiente Classe B, cabendo a sua habilitação frente aos diferentes níveis de agressividade ambiental considerados, ou seja, Variantes 1, 2 ou 3. Desta forma, o bloco terminal pode ser classificado em:

a) Tipo A - aplicável em ambientes identificados com nível de agressividade ambiental Variante 1;

b) Tipo B - aplicável em ambientes identificados com nível de agressividade ambiental Variante 2;

c) Tipo C - aplicável em ambientes identificados com nível de agressividade ambiental Variante 3.

5.7.2. Quanto ao ambiente de operação, é recomendado que seja atendido, segundo os requisitos vigentes a cerca de condições ambientais aplicáveis a produtos para telecomunicações, que o bloco terminal de rede interna (BT-RI) se enquadre no ambiente Classe BC, cabendo a sua habilitação frente aos diferentes níveis de agressividade ambiental considerados, ou seja, Variantes 2 ou 3. Desta forma, o bloco terminal pode ser classificado em:

a) Tipo B - aplicável em ambientes identificados com nível de agressividade ambiental Variante 2;

b) Tipo C - aplicável em ambientes identificados com nível de agressividade ambiental Variante 3.

5.7.3. Quanto ao ambiente de operação, é recomendado que seja atendido, segundo os requisitos vigentes a cerca de condições ambientais aplicáveis a produtos para telecomunicações, que o bloco terminal de distribuidor geral (BT-DG) se enquadre no ambiente Classe BC, cabendo a sua habilitação frente aos diferentes níveis de agressividade ambiental considerados, ou seja, Variantes 3 ou 4. Desta forma, o bloco terminal pode ser classificado em:

a) Tipo C - aplicável em ambientes identificados com nível de agressividade ambiental Variante 3;

b) Tipo D - aplicável em ambientes identificados com nível de agressividade ambiental Variante 4.

5.8. A designação do bloco terminal (BT) deve ser conforme definido na tabela 7 a seguir:

BT

Bloco terminal

Definição do produto

XX/YY/ZZ

Aplicação na rede

Conforme as tabelas 4 ou 5:

Poderá ser adotada apenas XX ou XX-YY ou XX-YY-ZZ conforme a quantidade de aplicações na rede.

SC

Sistema de conexão

CP = conexão permanente

NA = corte normalmente aberto

NF = corte normalmente fechado

T

Tipo de ambiente

Conforme o item 7:
A - aplicável em ambientes identificados com nível de agressividade ambiental Variante 1
B - aplicável em ambientes identificados com nível de agressividade ambiental Variante 2
C - aplicável em ambientes identificados com nível de agressividade ambiental Variante 3
D - aplicável em ambientes identificados com nível de agressividade ambiental Variante 4

NNN

Número de pares

Poderá ser adotada apenas a unidade e a dezena quando a centena for igual a zero.

FF

Frequência máxima de operação (MHz)

Conforme a tabela 1

CC

Categoria de operação

Conforme a tabela 1

PPP

Proteção elétrica

PE = permite proteção elétrica

NPE = não permite proteção elétrica

F

Tipo do terminal de conexão do fio

I = quando a conexão for do tipo IDC

W = quando a conexão for do tipo wire-up

Tabela 7

Exemplos:

1) BT-RE-NF-A-10-16-5e-NPE-I

- Bloco terminal de rede externa, de corte normalmente fechado, ambiente tipo A, de 10 pares, com frequência máxima de operação de 16 MHz, Categoria 5e, não permite proteção elétrica e conexão do fio tipo IDC.

2) BT-DG-NA-C-100-04-03-PE-W

- Bloco terminal de distribuidor geral, de corte normalmente aberto, ambiente tipo C, de 100 pares, com frequência máxima de operação de 4 MHz, Categoria 3, permite proteção elétrica e conexão do fio tipo Wire-up.

3) BT-RE-RI-CP-B-100-30-5e-PE-I

- Bloco terminal de rede externa e rede interna, de conexão permanente, ambiente tipo B, de 100 pares, com frequência máxima de operação de 30 MHz, Categoria 5e, com proteção elétrica e conexão do fio tipo IDC.

5.9. Identificação da designação

5.9.1. A designação, conforme o item 5.8, deverá ser impressa de forma legível e indelével no corpo do bloco e na embalagem externa do produto.

5.10. Quanto do não atendimento aos requisitos

5.10.1. Se o produto apresentar falhas nos requisitos aplicáveis em ensaios voltados ao material polimérico, todos os ensaios que verificam a eficácia do material polimérico devem ser repetidos, em uma nova amostra, são eles:

a) Todos os condicionamentos com medidas de Resistência de isolamento;

b) Todos os condicionamentos com medidas de Resistência de isolamento com umidade;

c) Tensão aplicada;

d) Diafonia.

5.10.2. Se o produto apresentar falhas nos requisitos aplicáveis em ensaios voltados ao material metálico, todos os ensaios que verificam a eficácia do material metálico devem ser repetidos, em uma nova amostra.

a) Todos os ensaios mecânicos;

b) Todos os ensaios com medidas de REC.

5.11. Identificação da Homologação

5.11.1. A marcação do selo Anatel e a identificação do código de homologação deverão ser apresentadas na embalagem externa do produto, em conformidade com o disposto no Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução 242, de 30.11.2000, ou documento que venha a substituí-lo. Adicionalmente, poderão ser utilizados meios de impressão gráfica nos catálogos dos produtos ou na documentação técnica pertinente.

5.11.2. A identificação do código de homologação deverá ser impressa de forma legível e indelével na base do bloco, da seguinte forma:

ANATEL HHHHH-AA-FFFFF

Onde:
HHHHH - identifica a homologação do produto por meio de numeração sequencial com 5 caracteres.

AA- identifica o ano da emissão da Homologação com 2 caracteres numéricos.

FFFFF- identifica o fabricante do produto com 5 caracteres numéricos.

Observação I: Os itens 5.1, 5.3, 5.5, 5.6, 5.7 e 5.8 referentes aos requisitos gerais obrigatórios, devem ser comprovados pelo fabricante ao OCD responsável pelo processo, sendo que os itens 5.5 e 5.6 devem ser informados ao laboratório de ensaios e o item 5.2 é de responsabilidade do fabricante.
Observação II: A designação do bloco terminal deve ser fornecida pelo fabricante e deve constar no relatório de ensaios do laboratório e no certificado de conformidade do OCD, conforme o item 5.8 dos requisitos gerais obrigatórios.
Observação III: No caso de blocos com terminais normalmente abertos (NA), deve ser considerado para os ensaios dos itens 5.5, 5.6, 5.7, 5.10 e 5.11 uma resistência elétrica de conexão (REC) com máxima variação de 4 mΩ.
Observação IV: Um bloco homologado no ensaio de diafonia, para Categoria 5e, em uma determinada frequência pode ser aplicado para a mesma frequência na Categoria 3, o contrário não ocorre.
Observação V: Dentro dos grupos onde existam mais de um ensaio a serem realizados, estes devem ser realizados em sequência e nas mesmas amostras.
Observação VI: Definição de variantes: termo que classifica o ambiente em função do seu nível de agressividade (atividade química) em relação aos materiais, em conformidade com os requisitos vigentes a cerca de condições ambientais aplicáveis a produtos para telecomunicações.
A tabela a seguir define os limites para as variantes:

Tipo de
ambiente

VARIANTE

ESPESSURA DOS PRODUTOS DE CORROSÃO FORMADOS SOBRE O COBRE
(ÃNGSTROM)

A

1

> 2.000 Å

B

2

1.000 Å - 2.000 Å

C

3

300 Å - 1.000 Å

D

4

< 300 Å

Tabela 8

A Variante 1 caracteriza a situação mais crítica do ponto de vista de corrosão, que afeta o desempenho e a funcionalidade dos produtos. No sentido de 1 para 4, o grau de agressividade decresce.
Ambiente com Variante 4 é considerado isento de agentes químicos agressores.