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Ato nº 14098, de 23 de novembro de 2017

Publicado: Segunda, 05 Fevereiro 2018 16:06 | Última atualização: Quarta, 10 Julho 2019 16:14 | Acessos: 445
 

 

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no Boletim de Serviço Eletrônico em 5/2/2018.

 

O SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e

CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do Art. 19 da Lei n.º 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

CONSIDERANDO o Inciso II do Art. 9º do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000;

CONSIDERANDO o Art. 1º da Portaria nº 419 de 24 de maio de 2013;

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.082174/2017-64;

RESOLVE:

Art. 1º  Aprovar os requisitos técnicos referentes às Condições e Ensaios Ambientais Aplicáveis na Avaliação da Conformidade de Produtos para Telecomunicações, conforme o Anexo I deste Ato.

Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de publicação no Boletim de Serviço Eletrônico da Anatel.

 

VITOR ELISIO GOES DE OLIVEIRA MENEZES

Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação

 

ANEXO I

REQUISITOS TÉCNICOS REFERENTES ÀS CONDIÇÕES E ENSAIOS AMBIENTAIS APLICÁVEIS NA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DE PRODUTOS PARA TELECOMUNICAÇÕES

 

 1. OBJETIVO

 1.1. Este requisito prescreve os ambientes de operação de produtos para telecomunicações, prescreve as condições de ensaios ambientais frente às quais se pretende verificar o desempenho dos produtos para telecomunicações, fixa os valores dos parâmetros das condições ambientais a serem suportadas por produtos para telecomunicações nas fases de transporte, armazenagem, instalação, ensaios e operação e também fixa os requisitos mínimos de resistência às condições especificadas para cada ambiente.

1.2. Os produtos para telecomunicações devem ser classificados pelos respectivos fabricantes relativamente ao ambiente para transporte, armazenagem, instalação, ensaios e operação, de acordo com as Tabelas 1, 2 e 3 deste documento.

2. REFERÊNCIAS NORMATIVAS

2.1. NBR 5298/85 - "Ensaios de Ambientes e de Resistência Mecânica para Componentes e Equipamentos Eletrônicos".

2.2. NBR 6401/80 - "Instalações de Centrais de Ar Condicionado para Conforto - Parâmetros Básicos de Projeto".

2.3. NBR 8094/83 - "Material Metálico Revestido e Não Revestido - Corrosão por Exposição à Névoa Salina".

2.4. NBR 8096/83 - "Especificação de Ensaios Acelerados de SO2 em Elementos Estruturais".

2.5. NBR 10579/88 - "Ensaios Básicos Climáticos e Mecânicos - Ensaio Kc - Ensaio de Dióxido de Enxofre para Contatos e Conexões".

2.6. NBR 11003/87 - "Tintas  - Determinação da Aderência - Método de Ensaio".

2.7. IEC 68-2-42 - "Basic Environmental Testing Procedures - Test Kc".

2.8. IEC 721-3-0-3 - "Environmental Conditions - Classification of Environmental Conditions".

2.9. ASTM G 26:1995 – Standard Practice for Operating Light Exposure Apparatus (Xenon Arc Type) with and without Water for Exposure of Nonmetallic Materials.

2.10. ASTM D 638M:1993 – Test Method for Tensile Properties of Plastics (Metric).

2.11. ETS 300 019-1-3:1992 – Environmental Conditions and Environmental Tests for Telecommunications Equipment - Part 1-3: Classification of Environmental Conditions Stationary Use at Weatherprotected Locations.

2.12. ETS 300 019-1-4:1992 – Environmental Conditions and Environmental Tests for Telecommunications Equipment - Part 1-4: Classification of Environmental Conditions Stationary Use at Non-Weatherprotected Locations.

2.13. ISA - S71.04:1985 – Environmental Conditions for Process Measurement and Control Systems: Airborne Contaminants.

3. DEFINIÇÕES

3.1. Para efeitos deste requisito, aplicam-se as seguintes definições:

3.1.1. Ambiente: entende-se como o meio que cerca ou envolve os produtos para telecomunicações nas fases de transporte, armazenagem, instalação, ensaios e operação. Para efeito desta Norma, é definido por uma classe e uma variante.

3.1.2. Classe: termo que identifica as características do ambiente em relação aos parâmetros climáticos e mecânicos, quais sejam: temperatura, umidade relativa, radiação solar, vento, chuva, vibrações e choques.

3.1.3. Variante: termo que classifica o ambiente em função do seu nível de agressividade (atividade química) em relação aos materiais.

3.1.4. Agentes químicos agressores: substâncias líquidas, vaporizadas ou gasosas presentes no ambiente, que podem prejudicar o desempenho dos produtos.

3.1.5. Materiais particulados: são as partículas sólidas cujas dimensões atinjam até 200 micra.

3.1.6. Ensaio: Fase em que os produtos para telecomunicações são submetidos a testes, objetivando a avaliação de seu desempenho.

3.1.7. Ensaio de Névoa Salina: é o ensaio através do qual são simulados aceleradamente os efeitos da presença de íons cloreto na atmosfera, provenientes de névoa salina de solução de cloreto de sódio, sobre os produtos.

3.1.8. Ensaio de SO2: é o ensaio através do qual são simulados, aceleradamente, os efeitos da contaminação da atmosfera por gases derivados do enxofre (normalmente provenientes de motores a explosão e de atividades fabris) sobre os produtos.

3.1.9. Ensaio de Intemperismo Acelerado: é o ensaio através do qual é simulado, aceleradamente, o efeito combinado da radiação solar e precipitação pluviométrica sobre os produtos.

3.1.10. Troca de ar eventual: o ambiente não possui aberturas específicas para circulação de ar, ocorrendo a troca apenas quando o produto passar pela instalação ou manutenção.

3.1.11. Troca de ar reduzida: fenômeno que ocorre em um ambiente que não possui aberturas específicas para circulação de ar. Se existirem aberturas, não foram projetadas para este fim.

3.1.12. Troca de ar natural: fenômeno que ocorre em um ambiente que possui aberturas específicas, projetadas para circulação de ar, através de diferença de pressão (ação dos ventos) e/ou da diferença entre as densidades do ar no ambiente interno e no ambiente externo (efeito chaminé).

3.1.13. Ventilação mecânica: Processo que visa a troca de ar do recinto, aumento da pressão interna e manter a temperatura interna alguns graus acima da externa, com a utilização de ventiladores, aberturas específicas e filtros.

3.1.14. Contêiner: entende-se, para efeito deste documento , como o elemento transportável no interior do qual é instalado o produto para telecomunicações com o intuito de protegê-lo da radiação solar, chuva, vento, etc.

3.1.15. Climatograma: gráfico de umidade relativa versus temperatura e umidade absoluta.

3.1.16. Transporte: Fase em que os produtos para telecomunicações são movidos de um lugar para outro, por um período de até 30 (trinta) dias, sem que os mesmos estejam em operação. Inclui carga, descarga e armazenamento temporário,

3.1.17. Armazenamento: Fase em que os produtos para telecomunicações são mantidos em local adequado conforme embalagem, por um longo período, sem que os mesmos estejam em operação

3.1.18. Condições para transporte e armazenamento: o produto não pode sofrer danos ou alterações permanentes quando ocorrerem as condições definidas para a classe especificada, conforme esta Norma.

3.1.19. Instalação: Fase em que os produtos para telecomunicações estão sendo preparados e testados para entrarem em operação.

3.1.20. Condição de corte ou rejeição: é o limite de perda da propriedade do produto para telecomunicações que identifica o não atendimento aos requisitos de desempenho estabelecidos no projeto e na regulamentação vigente, considerado após os ensaios previstos neste documento.

3.1.21. Condições nominais de operação: são as condições de temperatura e de umidade relativa, de acordo com o climatograma, sob as quais os produtos para telecomunicações devem atender suas respectivas especificações de desempenho e confiabilidade, sem qualquer prejuízo de suas funções.

3.1.22. Condições permissíveis de operação: são as condições de temperatura e de umidade relativa, de acordo com o climatograma, sob as quais os produtos para telecomunicações devem continuar em serviço, não necessariamente atendendo às respectivas especificações de desempenho, porém, sem sofrer danos ou alterações permanentes, durante ensaios e operação. Estas condições podem ocorrer em até 1% (um por cento) do total do tempo de operação de forma não consecutiva, ao longo de 12 (doze) meses.

3.1.23. Refrigeração Passiva: sistema de refrigeração no qual a troca de calor ocorre por variação de massa específica, não consumindo potência de fontes externas para seu funcionamento.

3.1.24. Ambiente Totalmente Aberto (A): entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações ficam totalmente expostos à radiação solar direta, vento, chuva, agentes químicos agressores e materiais particulados.

3.1.25. Ambiente Aberto Abrigado (AB): entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações não ficam expostos à radiação solar direta e chuva, ficando, contudo, expostos ao vento, radiação solar indireta, agentes químicos agressores e materiais particulados.

3.1.26. Ambiente Abrigado com Troca de Ar Reduzida (B). entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações não ficam expostos à radiação solar direta, radiação solar indireta, vento e chuva, ficando, contudo, expostos a agentes químicos agressores e materiais particulados, possuindo uma troca de ar reduzida com o ambiente externo. O contêiner que proporciona este ambiente no seu interior possui aberturas para ventilação.

3.1.27. Ambiente Abrigado com Troca de Ar Natural (BC): entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações não ficam expostos à radiação solar direta, radiação solar indireta e chuva, possuindo proteção (parede, telhado, porta, janela e outros), ficando, contudo, expostos ao vento, agentes químicos agressores e materiais particulados, permitindo uma troca de ar natural com o ambiente externo.

3.1.28. Ambiente Abrigado com Ventilação Mecânica (C): entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações não ficam expostos à radiação solar direta, radiação solar indireta, vento e chuva, possuindo proteção (parede, telhado, porta, janela e outros), bem como ventilação mecânica por insuflamento ou exaustão de ar, com controle de materiais particulados, ficando, contudo, expostos a agentes químicos agressores.

3.1.29. Ambiente Climatizado (CD): entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações não ficam expostos à radiação solar direta, radiação solar indireta, vento e chuva, possuindo proteção (parede, telhado, porta, janela e outros), com controle de temperatura e de materiais particulados, contudo, sem controle de agentes químicos agressores e da umidade relativa.

3.1.30. Ambiente Climatizado com Controle da Umidade Relativa (D): entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações não ficam expostos à radiação solar direta, radiação solar indireta, vento e chuva, possuindo proteção (parede, telhado, porta, janela e outros), com controle da umidade relativa, da temperatura e de materiais particulados, contudo, sem controle de agentes químicos agressores.

3.1.31. Ambiente Climatizado com Controle de Agentes Químicos Agressores (DE): entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações não ficam expostos à radiação solar direta, radiação solar indireta, vento e chuva, possuindo proteção (parede, telhado, porta, janela e outros), com controle da temperatura, da umidade relativa, de materiais particulados e de agentes químicos agressores.

3.1.32. Ambiente Hermeticamente Fechado (E): entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações não ficam expostos à radiação solar direta, radiação solar indireta, vento e chuva, a agentes químicos agressores e materiais particulados. O container que proporciona este ambiente interno não permite abertura para manutenção em campo.

3.1.33. Ambiente Fechado (F): entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações não ficam expostos à radiação solar direta, radiação solar indireta, vento e chuva, sem controle da temperatura, sem controle da umidade relativa e sem troca constante de ar com o ambiente externo. O container que proporciona este ambiente no seu interior permite aberturas para testes e manutenção em campo, ficando, assim, o ambiente interno exposto a agentes químicos agressores e materiais particulados.

3.1.34. Ambiente Fechado com Proteção Adicional contra Radiação Solar e/ou com Refrigeração Passiva (G): entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações não ficam expostos à radiação solar direta, radiação solar indireta, vento e chuva, sem controle de temperatura, sem controle da umidade relativa e sem troca constante de ar com o ambiente externo, possuindo, contudo, proteção adicional contra a radiação solar direta ou isolamento térmico ou sistema de refrigeração passiva. São permitidas aberturas do container em campo para verificações e manutenção, ficando, assim, o ambiente interno exposto a agentes químicos agressores e materiais particulados.

3.1.35. Ambiente Especial (H): entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações, instalados e/ou a serem instalados, subterrâneos ou não, ficam em situações ditas "especiais", que não se enquadram nas classes definidas, de A a G, na Tabela 1. Devem ser tratados separadamente e conforme cada caso.

4. CARACTERIZAÇÃO DOS AMBIENTES

4.1. Generalidades

4.1.1. A classificação dos ambientes deve levar em consideração os parâmetros climáticos e o nível de agressividade ambiental observado nos locais onde devem operar os produtos para telecomunicações.

4.1.2. Para caracterizar os ambientes, devem ser considerados: classe e variante, conforme determinam as Tabelas 1 e 2 deste documento.

4.1.3. As características construtivas dos contêiners devem assegurar a classe/variante especificadas para os produtos que irão operar em seu interior.

4.1.4. As características construtivas dos contêiners que proporcionam ambiente especial "H" devem assegurar as condições de temperatura/umidade relativa especificadas pelo fabricante para os produtos que irão operar em seu interior.

4.1.5. Os produtos classificados nas classes/variantes definidas nas Tabelas 1 e 2 deste documento, exceto para ambiente especial "H", devem ser ensaiados conforme os limites estabelecidos na Tabela 3 deste documento, ressalvado o disposto no item 4.1.7.

4.1.6. Os produtos classificados na classe ambiente especial "H" devem ser ensaiados conforme os limites estabelecidos pelo fabricante,  ressalvado o disposto no item 4.1.7.

4.1.7. Os produtos especificados para as classes ambientais A, AB, B, F, G e H podem ter o seus limites máximos de temperatura previamente comprovados conforme procedimento descrito no item 28 deste documento.

4.2. Classes

4.2.1. São estabelecidas 12 (doze) classes de ambientes, conforme a Tabela 1.

4.2.2. Os ambientes cujas condições excedam aos valores especificados na Tabela 3 devem ser classificados e tratados como ambientes especiais.

CLASSES

DESCRIÇÃO DO AMBIENTE

A

Ambiente Totalmente Aberto

AB

Ambiente Aberto Abrigado

B

Ambiente Abrigado com Troca de Ar Reduzida

BC

Ambiente Abrigado com Troca de Ar Natural

C

Ambiente Abrigado com Ventilação Mecânica

CD

Ambiente Climatizado

D

Ambiente Climatizado com Controle da Umidade Relativa

DE

Ambiente Climatizado com Controle de Agentes Químicos Agressores

E

Ambiente Hermeticamente Fechado

F

Ambiente Fechado

G

Ambiente Fechado com Proteção Adicional contra Radiação Solar e/ou com Refrigeração Passiva

H

Ambiente Especial

Tabela 1 — Classes de Ambientes

 

4.3. Variantes

4.3.1. São estabelecidas 4 (quatro) variantes, conforme a Tabela 2.

VARIANTE

ESPESSURA DOS PRODUTOS DE CORROSÃO
FORMADOS SOBRE O COBRE (ÅNGSTROM)

1

> 2000 Å

2

1000 Å - 2000 Å

3

300 Å - 1000 Å

4

< 300 Å

Tabela 2 - Definição de Limites para Variantes

Nota:

- A variante 1 caracteriza a situação mais crítica do ponto de vista de corrosão, que afeta o desempenho e a funcionalidade dos produtos. No sentido de 1 para 4, o grau de agressividade decresce.

- Ambiente com Variante 4 é considerado isento de agentes químicos agressores.

4.3.2. A variante característica de um determinado ambiente é definida com base na espessura dos produtos de corrosão formados sobre corpos-de-prova padrão de cobre quando expostos à ação desse ambiente, conforme o método descrito na Norma citada no item 2.13 deste documento.

4.4. Classificação dos Ambientes

4.4.1. A classificação do ambiente está definida na Tabela 3.

Nota:

- As classes de ambiente de armazenagem, instalação, ensaios e operação podem ser diferentes para um mesmo produto.

CLASSE

CONDIÇÕES NOMINAIS

CONDIÇÕES PERMISSÍVEIS

NÍVEL

DE
FILTRA-
GEM

TEMPERA-
TURA
(°C)

UMIDADE
RELATIVA
(%)

CLIMA-
TOGRA-
MA

TEMPERA-
TURA
(°C)

UMIDADE
RELATIVA
(%)

CLIMA-
TOGRA-
MA

MIN.  

MAX.

MIN.

MAX.

MIN.   

MAX.

MIN.

MÁX.

A

-10

+55

10

100

1

-

-

 

-

-

SC

AB

-10

+50

10

100

2

-

 

-

-

-

SC

E

-10

+70

10

95

3

 

-

-

-

-

SC

BC

+5

+45

10

95

5

O

+50

10

95

4

SC

C

+5

+45

10

95

5

O

+50

10

95

4

G2

CD

+10

+35

10

80

6

+5

+45

10

95

5

G2

D

+22

+28

50

70

7

+10

+35

10

80

6

02

DE

+22

+28

50

70

7

+10

+35

10

80

6

A3

E

-10

+70

10

95

3

 

-

-

-

 

SC

F

-10

+70

10

95

3

-

-

-

 

-

SC

G

-10

+65

10

95

8

-

 

 

-

-

SC

H

AMBIENTE ESPECIAL - DEFINIDO CASO A CASO

Tabela 3 - Classificação dos Ambientes

 

LEGENDA:

-    =    NÃO APLICÁVEL

SC = SEM CONTROLE

G2 FILTRO CLASSE G2 ABNT NBR 6401

A3   FILTRO CLASSE A3 ABNT NBR 6401

Nota:

- As classes descritas na Tabela 3 estão sujeitas aos níveis de agressividade ambiental referidos através das variantes, conforme disposto na Tabela 2.

- Os climatogramas mencionados na Tabela 3 encontram-se nos itens 12, 13, 14 e 15.

- Os limites superiores de temperatura dos ambientes classificados nas classes A, AB, BC, E, F e G foram especificados levando-se em consideração uma temperatura ao ar livre, externa e à sombra de 45 °C, acrescida de um diferencial correspondente ao efeito de aquecimento decorrente da radiação solar de 1120 W/m2.

- Os limites de temperatura dos ambientes classificados nas classes C, CD, D, e DE foram especificados levando-se em consideração as condições externas definidas na norma citada no item 2.2 deste documento.

- O limite superior de temperatura dos ambientes na classe BC foi especificado levando-se em consideração uma temperatura ao ar livre, externa e à sombra de 45 °C.

5. CLASSIFICAÇÃO DOS PRODUTOS PARA TELECOMUNICAÇÕES E CONDIÇÕES DE CORTE

5.1. Classificação dos produtos para telecomunicações segundo sua aplicação:

5.1.1. Tipo 1: São aqueles que exercem funções eletrônicas ativas, não contidos em containers (rádio, multiplex, comutação etc).

5.1.2. Tipo 2: São aqueles que exercem funções eletrônicas ativas, contidos em containers (regeneradores de linha PCM, unidade "outdoor" de rádio, estação rádio base etc).

5.1.3. Tipo 3: São aqueles que exercem funções eletrônicas passivas (sistemas irradiantes, guias de onda etc).

5.1.4. Tipo 4: São aqueles que executam funções elétricas de conexão e de proteção (blocos terminais, conectores etc).

5.1.5. Tipo 5: São aqueles que exercem funções estruturais de sustentação e de proteção (braçadeiras, cordoalhas, parafusos, armários, containers etc).

5.2. Condições de Corte segundo a aplicação do produto para telecomunicações: 

5.2.1. Tipo 1: Deve ser considerada condição de corte o não atendimento aos requisitos de desempenho especificados nos requisitos técnicos pertinentes. Não são condições de corte: degradações que afetem apenas a estética, não afetem a funcionalidade nem os requisitos de desempenho especificados do produto para telecomunicações.

5.2.2. Tipo 2: Deve ser considerada condição de corte a verificação de que o ambiente interno do container não atende aos requisitos da classe e variante especificadas para utilização do produto para telecomunicações e o não atendimento aos requisitos de desempenho especificados nos requisitos técnicos pertinentes. Não deve ser considerada condição de corte a degradação externa do container que não comprometa o ambiente interno medido nem o produto para telecomunicações nele contido. 

5.2.3. Tipo 3: Deve ser considerada condição de corte a atenuação de sinal ou o não atendimento às especificações ou aos requisitos de desempenho especificados nos requisitos técnicos pertinentes. Não deve ser considerada condição de corte a degradação externa do produto para telecomunicações se esta não afetar as medições das propriedades funcionais ou os requisitos de desempenho especificados. Corrosão por "pitting" é condição de corte em dispositivos ocos e chapas.

5.2.4. Tipo 4: Deve ser considerada condição de corte a corrosão que afete a funcionalidade do produto para telecomunicações ou seus parâmetros de desempenho especificados. Não devem ser consideradas condição de corte, processos degradativos que não afetem a funcionalidade e os requisitos de desempenho do produto para telecomunicações. Corrosão branca em parafusos de aço zincado, utilizados como contatos, deve ser considerada condição de corte.

5.2.5. Tipo 5: Deve ser considerada condição de corte a degradação estrutural de parte e/ou peças que apresentem processos que afetem as funções de projeto, como por exemplo: corrosão localizada em elementos de fixação, parafusos, pinos; corrosão vermelha em aço, zincado ou não; corrosão por "pitting" em aço inox e alumínio (que comprometa mais que 20% da área superficial); corrosão verde em cobre, latão ou bronze etc.

6. CONDIÇÕES NOMINAIS DE OPERAÇÃO

6.1. As condições nominais de operação estão caracterizadas nos climatogramas indicados na Tabela 3 deste documento.

7. CONDIÇÕES PERMISSÍVEIS DE OPERAÇÃO 

7.1. As condições permissíveis de operação estão caracterizadas nos climatogramas indicados na Tabela 3 deste documento.

7.2. Após haverem operado nas condições permissíveis de operação, e tendo os parâmetros ambientais retornado aos valores conforme os correspondentes limites definidos nas Condições Nominais de Operação, os produtos devem recuperar integralmente o cumprimento de suas especificações.

8. CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE REFERÊNCIA

8.1. São as condições ambientais de laboratório nas quais devem ser avaliados os produtos para telecomunicações, nas etapas inicial e final dos ensaios.

8.1.1. Temperatura: + 23 °C ± 3 °C ( vinte e três graus Célsius mais ou menos três graus Célsius);

8.1.2. Umidade Relativa: 60 % ±10 % (sessenta por cento mais ou menos dez por cento).

9. ENSAIOS AMBIENTAIS

9.1. Ensaios de Condições Climáticas e de Contaminantes Ambientais 

9.1.1. Os ensaios descritos neste documento têm por objetivo avaliar o desempenho dos produtos para telecomunicações de acordo com o ambiente classificado pelas condições climáticas e de agentes químicos agressores ambientais.

9.1.2. As medições elétricas, quando aplicáveis, devem ser realizadas antes de iniciar o ensaio, durante o ensaio e ao término do mesmo, conforme o requisito técnico específico do produto.

9.1.3. Os ensaios citados no item 9.1.4 deste documento devem ser executados em amostras distintas.

9.1.4. Devem ser aplicados os seguintes ensaios, nas condições e com os critérios estabelecidos pelas normas ABNT e ASTM referenciadas neste documento:

9.1.4.1. Ensaio de Variação de Temperatura/Umidade Relativa (Ciclo Climático).

9.1.4.2. Ensaio de Névoa Salina.

9.1.4.3. Ensaio de SO2.

9.1.4.4. Ensaio de Intemperismo Acelerado (weather-o-meter). 

9.2. Severidade dos Ensaios

9.2.1. Quanto á severidade dos ensaios, as Tabelas 4 e 5 indicam as recomendações para cada ambiente classificado e a variante identificada.

CLASSE DE
AMBIENTE

CICLO
CLIMÁTICO

INTEMPERISMO
ACELERADO
(períodos de 8 dias)

N°

ITEM

A

1

17

10

AB

2

18

05

B

3 ou 4

19 ou 20

-

BC

5

21

-

C

5

21

-

CD

6

22

-

D

7

23

-

DE

7

23

-

E

3

19

-

F

3 ou 4

19 ou 20

-

G

8 ou 9

24 ou 25

-

 Tabela 4 - Severidade dos ensaios de condicionamento climático por ambiente

 

 

VARIANTE

NÉVOA SALINA (h)

SO2 (ciclos)

1

720

8

2

360

4

3

72

2

4

-

-

 Tabela 5 - Severidade dos ensaios de contaminantes ambientais por variante

 9.3. Ensaios Acelerados

9.3.1. Os ensaios acelerados devem ser aplicados segundo o tipo e a função do produto para telecomunicações, conforme descrito no item 5.1 deste documento.

9.3.2. Quando os ensaios forem aplicados para avaliar funções eletro-eletrônicas de produtos dos Tipos 1, 3 e 4, conforme item 5.1 deste documento, destinados a operar fora de container, ainda que em ambiente abrigado, deve-se proceder como segue:

9.3.2.1. Variação da Temperatura e Umidade Relativa: para este caso, as verificações devem envolver todas as funções do produto, com a realização de testes elétricos no início, durante e ao término do ensaio, seguindo o climatograma e o ciclo climático indicados para cada Classe, devendo ser atendidos os requisitos mínimos especificados.

9.3.2.2. Névoa Salina, SO2 e Intemperismo Acelerado:

  • O nível de corrosividade do ambiente de operação do produto deve ser verificado por meio de sensores de cobre padronizados, instalados nesse ambiente pelo período de 30 dias.

  • Caso não sejam ultrapassados os limites definidos para Variante 4 (Tabela 2), não é necessário efetuar os ensaios de névoa salina e de SO2 no produto. Caso contrário, o produto ou unidades representativas do mesmo devem ser ensaiados com a severidade correspondente à variante identificada através dos sensores.

  • Os sensores de cobre padronizados e o método de determinação do nível de corrosividade ambiental (variante) estão definidos no item 29.

  • O ensaio de intemperismo acelerado é aplicável apenas para aqueles produtos ou parte dos mesmos que apresentem materiais poliméricos ou revestimentos protetores orgânicos, destinados a funcionar em ambientes Classes A e AB.

9.3.3. Quando os ensaios forem aplicados para avaliar funções eletro-eletrônicas de produtos dos Tipos 2 e 4, conforme item 5.1 deste documento, destinados a operar dentro de containers, deve-se proceder como segue:

9.3.3.1. Variação da Temperatura e Umidade Relativa: para este caso, as verificações devem envolver todas as funções do produto, com a realização de testes elétricos no produto instalado dentro do container fechado, no início, durante e ao término dos ciclos, seguindo o climatograma e o ciclo climático indicados para cada Classe, devendo ser atendidos os requisitos mínimos especificados.

9.3.3.2. Névoa Salina e SO2:

  • O nível de corrosividade do ambiente interno ao container deve ser verificado por meio de sensores de cobre padronizados, instalados nesse ambiente pelo período de 30 dias.

  • Caso não sejam ultrapassados os limites permitidos para Variante 4 (Tabela 2), não é necessário efetuar os ensaios de névoa salina e SO2 no produto a ser utilizado dentro do container. Caso contrário, o produto ou suas unidades representativas devem ser ensaiados fora do container, com a severidade correspondente à variante identificada através dos sensores.

  • Os sensores de cobre padronizados e o método de determinação do nível de corrosividade ambiental (variante) estão definidos no item 29.

9.3.3. Intemperismo Acelerado: quando o container for parte integrante do equipamento, deve ser submetido ao ensaio de intemperismo acelerado (aplicável apenas para aqueles produtos ou parte dos mesmos que apresentem materiais poliméricos ou revestimentos protetores orgânicos, destinados a funcionar em ambientes Classes A e AB).

9.3.4. Quando os ensaios forem aplicados para avaliar funções estruturais de sustentação ou de proteção de produtos Tipo 5, conforme item 5.1 deste documento, deve-se proceder da seguinte forma:

9.3.4.1. Névoa Salina, SO2 e Intemperismo Acelerado:

  • O nível de corrosividade do ambiente de operação do produto deve ser verificado por meio de sensores de cobre padronizados, instalados nesse ambiente, pelo período de 30 dias.

  • Caso não sejam ultrapassados os limites permitidos para Variante 4 (Tabela 2), não é necessário efetuar os ensaios de névoa salina e de SO2 no produto ou em suas unidades representativas. Caso contrário, devem ser ensaiados, com a severidade correspondente à variante detectada através dos sensores.

  • Antes da execução dos ensaios, devem ser realizadas medições para avaliar as propriedades mecânicas, estruturais ou de estanqueidade do container, requeridas nos requisitos específicos, os quais servirão de referência para aquelas medições realizadas após os ensaios de névoa salina, SO2 e intemperismo acelerado.

  • O ensaio de intemperismo acelerado é aplicável apenas para aqueles produtos ou parte dos mesmos que apresentem materiais poliméricos ou revestimentos protetores orgânicos, destinados a funcionar em ambientes Classes A e AB.

9.4. Ensaio de Variação de Temperatura e Umidade Relativa

9.4.1. Os procedimentos específicos de desempenho dos produtos para telecomunicações bem como a sequência da realização de avaliações dentro das variações das condições ambientais são objeto do requisito específico de cada produto.

9.4.2. Quando aplicável, e na falta de requisito específico, a seguinte sequência deve ser considerada como padrão para a realização de avaliação de desempenho em função da variação das condições ambientais, de produto para qualquer Classe.

9.4.2.1. Primeira Etapa:

  • ajustar as condições ambientais às Condições Ambientais de Referência;

  • a temperatura e a umidade relativa devem ser controladas até o ponto possível de não ocorrência de condensação;

  • após a estabilização da temperatura e umidade relativa, efetuar o registro dos dados.

9.4.2.2. Segunda Etapa:

  • Temperatura: reduzir para o nível mínimo da Condição Nominal de Operação;

  • Umidade Relativa: ajustar para o nível mínimo estabelecido pelo Climatograma;

  • as condições máximas e mínimas do nível nominal de operação são definidas pelo Climatograma citado na Tabela 3 deste documento;

  • a temperatura e a umidade relativa devem ser controladas até o ponto possível da não ocorrência de condensação;

  • após a estabilização da temperatura e umidade relativa, efetuar o registro dos dados.

9.4.2.3. Terceira Etapa:

  • Temperatura: reduzir para o nível mínimo da Condição Permissível de Operação;

  • Umidade Relativa: ajustar para o nível mínimo estabelecido pelo Climatograma;

  • as condições máximas e mínimas do nível permissível de operação são definidas pelo Climatograma citado na Tabela 3 deste documento;

  • a temperatura e a umidade relativa devem ser controladas até o ponto possível da não ocorrência de condensação;

  • após a estabilização da temperatura e umidade, efetuar o registro dos dados.

9.4.2.4. Quarta Etapa:

  • Temperatura: elevar para o nível máximo da Condição Nominal de Operação;

  • Umidade Relativa: ajustar para o nível máximo estabelecido pelo Climatograma;

  • as condições máximas e mínimas do nível nominal de operação são definidas pelo Climatograma citado na Tabela 3 deste documento;

  • a temperatura e a umidade relativa devem ser controladas até o ponto possível da não ocorrência de condensação;

  • após a estabilização da temperatura e umidade, efetuar o registro dos dados.

9.4.2.5.Quinta Etapa:

  • Temperatura: elevar para o nível máximo da Condição Permissível de Operação;

  • Umidade Relativa: ajustar para o nível máximo estabelecido pelo Climatograma;

  • as condições máximas e mínimas do nível permissível de operação são definidas pelo Climatograma citado na Tabela 3 deste documento;

  • a temperatura e a umidade relativa devem ser controladas até o ponto possível da não ocorrência de condensação;

  • após a estabilização da temperatura e umidade, efetuar o registro dos dados.

9.4.2.6.Sexta Etapa:

  • Umidade Relativa. elevar para o nível máximo da Condição Nominal de Operação;

  • Temperatura: ajustar para o nível máximo estabelecido pelo Climatograma;

  • as condições máximas e mínimas do nível nominal de operação são definidas pelo Climatograma citado na Tabela 3 deste documento;

  • a temperatura e a umidade relativa devem ser controladas até o ponto possível da não ocorrência de condensação;

  • após a estabilização da temperatura e umidade, efetuar o registro dos dados.

9.4.2.7.Sétima Etapa (somente aplicável às classes CD, D, e DE ):

  • Umidade Relativa: elevar para o nível máximo da Condição Permissível de Operação;

  • Temperatura: ajustar para o nível máximo estabelecido pelo Climatograma;

  • as condições máximas e mínimas do nível permissível de operação são definidas pelo Climatograma citado na Tabela 3 deste documento;

  • a temperatura e a umidade relativa devem ser controladas até o ponto possível da não ocorrência de condensação;

  • após a estabilização da temperatura e umidade, efetuar o registro dos dados.

9.4.2.8.Oitava Etapa

  • a temperatura e a umidade relativa devem retornar às Condições Ambientais de Referência, citadas no item 8 deste documento;

  • a temperatura e a umidade relativa devem ser controladas até o ponto possível da não ocorrência de condensação;

  • após a estabilização da temperatura e umidade relativa, efetuar o registro dos dados.

9.4.3. Em caso de produtos que possuam parte instalada internamente "indoor" e parte instalada externamente "outdoor", o ensaio de variação de temperatura e umidade relativa deverá ser realizado da seguinte forma:

9.4.3.1. Preferencialmente com a utilização de duas câmaras climáticas, com as partes "indoor" e "outdoor" interligadas, seguindo simultaneamente os ciclos correspondentes às respectivas classes de ambiente.

9.4.3.2. Caso a situação do item 9.4.3.1 não seja viável, por indisponibilidade de duas câmaras, deverá ser executado o ciclo climático unificado, conforme exemplificado nos itens 26 e 27, correspondente às respectivas classes, também com as partes "indoor" e "outdoor" interligadas.

9.4.3.3. Para ambas as alternativas, a temperatura da câmara climática correspondente ao nível máximo da Condição Nominal de Operação a ser utilizada no ciclo climático da parte "outdoor" do produto pode ser previamente comprovada conforme o procedimento constante do item 28 deste documento.

9.5. Ensaio de Névoa Salina

9.5.1. O ensaio de névoa salina deve ser realizado conforme descrito na Norma NBR 8094, sendo destinado a:

9.5.1.1. Caso 1 - avaliar a resistência à corrosão de materiais metálicos estruturais de sustentação e de proteção.

9.5.1.2. Caso 2 - avaliar o efeito da névoa salina (íon cloreto) sobre a resistência de isolamento entre pinos de contatos de qualquer tipo, entre trilhas de placa de circuito impresso etc.

9.5.2. Nos dois casos descritos no item anterior, o material/produto deve ser ensaiado de acordo com o tempo definido para a VARIANTE identificada, conforme é indicado na Tabela 5 deste documento.

9.5.3. Instruções para realização do ensaio:

9.5.3.1. Caso 1 - deve obedecer a Norma NBR-8094, sem qualquer modificação:

  • o processo corrosivo desenvolvido em materiais metálicos estruturais de sustentação não deve ter área superior a 20 % da superfície total ensaiada;

  • a aderência de revestimento protetor de pintura deve manter-se no mínimo GR2, medida conforme a Norma NBR 11003;

  • o corpo-de-prova é o próprio produto ou parte dele, selecionado em função de sua maior influencia na funcionalidade do produto, respeitadas as limitações de tamanho das câmaras de ensaio.

9.5.3.2. Caso 2 - deve obedecer a Norma NBR-8094, incluindo a seguinte modificação:

  • utilizar o dispositivo de cobertura mostrado no item 30 deste documento, destinado a evitar a incidência direta do "spray" de nevoa salina sobre o material/produto sob ensaio (dispositivos elétricos, eletrônicos, placas de circuito impresso, blocos terminais etc.) que e inserido no interior da câmara de nevoa salina;

  • o ensaio deve ser aplicado com os corpos-de-prova energizados e posicionados conforme estariam quando em operação;

  • deve ser avaliada a variação da função eletroeletrônica através da comparação entre os valores iniciais e finais (antes e depois do condicionamento);

  • o corpo-de-prova e o próprio produto ou parte dele, selecionado em função de sua maior influencia na funcionalidade do produto, respeitadas as limitações de tamanho das câmaras de ensaio.

9.6. Ensaio de SO2

9.6.1. Este ensaio deve ser realizado conforme descrito nas Normas NBR 8096 e 10579.

9.6.2. O ensaio de SO2 é utilizado para avaliação de:

9.6.2.1. degradação mecânica de materiais metálicos utilizados em estruturas;

9.6.2.2. sistemas de proteção, neste caso é avaliado o processo corrosivo, sendo o limite de ate 20% da superfície total;

9.6.2.3. resistência a degradação de função específica de componentes elétricos (conectores, placas de circuito impresso, componentes ou dispositivos etc.);

Nota:

- O ensaio de SO2 é realizado, neste caso, com os componentes energizados, devendo ser comparados os valores iniciais e finais das medições elétricas. Estes valores devem atender as características especificadas no requisito técnico pertinente a cada produto.

9.6.3. Os corpos-de-prova devem ser selecionados, quando o produto a ser ensaiado for um equipamento completo. Nesse caso, os corpos-de-prova devem ser componentes (filtro, placa de circuito impresso, conector, dispositivo etc. ) cuja função possa ser avaliada durante o ensaio (atenuação, resistência de contato, resistência de isolamento etc.).

9.7. Ensaio de Intemperismo Acelerado - Weather-O-Meter

9.7.1. 12.19 Este ensaio somente deve ser aplicado a produtos destinados a utilização em ambientes Classes "A" e "AB".

9.7.1. 1. polímeros estruturais ( caixas de emendas, containers etc. );

9.7.1. 2. polímeros de proteção ( tintas, revestimento de cabos etc. ),

9.7.1. 3. polímeros de vedação ( borracha para anéis de vedação, radome de antenas etc. ).

9.7.2. Devem ser verificadas as propriedades mecânicas inerentes a função que desempenham:

9.7.2.1. quando estruturais ou de proteção mecânica, a propriedade de resistência a tração e alongamento a ruptura, conforme a Norma ASTM D-638, não deve sofrer degradação superior a 20% em relação ao valor nominal inicial;

9.7.2.2. quando de proteção contra corrosão, a aderência da tinta deve manter-se, no mínimo, GR2, medida conforme a Norma NBR 11003;

9.7.2.3. quando de vedação, a propriedade de resistência a tração e alongamento a ruptura, medida conforme a Norma ASTM D-638, não deve sofrer degradação superior a 20% em relação ao valor nominal inicial;

Nota:

- As medições das propriedades mecânicas devem ser feitas antes e ap6s a realização do ensaio de intemperismo acelerado.

9.7.3. 0 ensaio de Intemperismo Acelerado deve ser realizado segundo a Norma ASTM G-26, obedecendo aos seguintes parâmetros:

9.7.3.1. Ciclo - 102 minutos sem "spray" e 18 minutos com "spray";

9.7.3.2. Temperatura - 65 °C ± 5 °C;

9.7.3.3. Umidade Relativa - 75 ±5 %;

9.7.3.4. Radiação- lâmpada ultravioleta de 6.500 W de potencia, de arco xenônio, com filtro de borossilicato;

9.7.3.5. Tempo de ensaio - 10 períodos de 8 dias para ambiente Classe "A" e 5 períodos de 8 dias para ambiente Classe "AB", com descanso de 24 horas entre os períodos.

10. CONDIÇÕES PARA DETECÇÃO DOS PARÂMETROS DOS AMBIENTES

10.1. Os sensores (corpos-de-prova padrão de cobre), conforme item 29, devem ser posicionados de forma a estarem protegidos da radiação solar direta, saídas de ar condicionado, proximidades de portas, passagem de cabos, ou outros fatores que possam alterar o resultado da avaliação

10.2. Quando os produtos para telecomunicações estiverem sendo ensaiados em câmara climática, as condições de umidade relativa e de temperatura da mesma devem estar devidamente comprovadas através do certificado de calibração, emitido por órgão competente.

11. AVALIAÇÕES DE DESEMPENHO FUNCIONAL

11.1. As avaliações de desempenho funcional do produto para qualquer classe de ambiente devem ser realizadas nas Condições Nominais de Operação definidas neste documento.

11.2. Para as Condições Permissíveis de Operação, devem ser verificadas as características que permitam avaliar a permanência em funcionamento do produto.

12. CLIMATOGRAMAS 1 E 8

13. CLIMATOGRAMAS 2 E 3

14. CLIMATOGRAMAS 4 E 5

15. CLIMATOGRAMAS 6 E 7

16. CLIMATOGRAMA PARA TRANSPORTE - NÃO CLIMATIZADO E CLIMATOGRAMA PARA TRANSPORTE - DEMAIS CASOS

17. CICLO CLIMÁTICO 1 - CICLO PARA AMBIENTE CLASSE A

18. CICLO CLIMÁTICO 2 - CICLO PARA AMBIENTE CLASSE AB

 

19. CICLO CLIMÁTICO 3 - CICLO PARA AMBIENTE CLASSES B, E OU F

20. CICLO CLIMÁTICO 4 - CICLO ALTERNATIVO PARA AMBIENTE CLASSES B OU F

21. CICLO CLIMÁTICO 5 - CICLO PARA AMBIENTES CLASSES BC OU C 

22. CICLO CLIMÁTICO 6 - CICLO PARA AMBIENTE CLASSE CD 

 

Este ciclo climático foi elaborado com base nos climatogramas 5 (Condições Nominais) e 4 (Condições Permissíveis).

23. CICLO CLIMÁTICO 7 CICLO PARA AMBIENTE CLASSES D OU DE 

24. CICLO CLIMÁTICO 8 - CICLO PARA AMBIENTE CLASSE G 

25. CICLO CLIMÁTICO 9 - CICLO ALTERNATIVO PARA AMBIENTE CLASSE G 

26. CICLO CLIMÁTICO 10 - EXEMPLO DE CICLO UNIFICADO PARA AMBIENTE CLASSES BC OU C (PARTE "INDOOR") E CLASSES B, E OU F (PARTE "OUTDOOR") 

27. CICLO CLIMÁTICO 11 - EXEMPLO DE CICLO UNIFICADO PARA AMBIENTE CLASSES BC OU C (PARTE "INDOOR") E CLASSE G (PARTE "OUTDOOR"). 

28. PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DA TEMPERATURA CORRESPONDENTE AO NÍVEL MÁXIMO DA CONDIÇÃO NOMINAL DE OPERAÇÃO PARA ENSAIO DE CICLO CLIMÁTICO DE EQUIPAMENTOS CLASSES A, AB, B, F, G e H 

28.1. Determinação da temperatura da câmara climática que leve a temperatura interna do container fechado (com o equipamento energizado no seu interior) ao mesmo valor que seria obtido no interior do container fechado (com o equipamento energizado no seu interior) se fosse submetido a uma temperatura ao ar livre e a sombra de 45 °C, simultaneamente com radiação solar de 1120 W/m2.

28.1.1. Com uma temperatura externa qualquer e sem radiação solar, anotar, após estabilização, a temperatura media tm­no interior do container fechado (com o equipamento energizado no seu interior ), por intermédio de sensores.

28.1.2. Acrescentar radiação solar sobre o container, com intensidade de fluxo junto a sua superfície externa de 1120 W/m2 e, após estabilização, anotar a nova temperatura media tm2 no interior do container fechado (com o equipamento energizado no seu interior) através dos mesmos sensores, localizados nas mesmas posições do item 28.1.1.

28.1.3. Calcular o aumento da temperatura média, Δt = tm2 – tm1

28.1.4. Com o container fechado (com o equipamento energizado no seu interior), situado dentro de câmara climática, sem radiação, e após a temperatura da câmara ter sido estabilizada em 45 °C, anotar, após estabilização, a temperatura media tm3 no interior do container, através dos mesmos sensores, localizados nas mesmas posições dos itens 28.1.1 e 28.1.2.

28.1.5. Aumentar a temperatura da câmara climática para o valor tcc, tal que, após a estabilização, a temperatura media tm4 no interior do container fechado (com o equipamento energizado no seu interior), medida através dos mesmos sensores, localizados nas mesmas posições dos itens 28.1.1, 28.1.2 e 28.1.4, aumente do mesmo Δt do item 28.1.3, ou seja, ate que tm4 = tm3 = tm2 – tm1 = Δt.

28.1.6. A temperatura tcc determinada no item 28.1.5 acima corresponde ao valor de temperatura do patamar do ciclo climático referente ao nível máximo da condição nominal de operação. Este é o valor de temperatura da câmara climática no qual devera ser ensaiado o conjunto container fechado com o equipamento energizado no seu interior. O valor de umidade relativa a ser utilizado nesse mesmo patamar do ciclo climático devera ser o nível máximo obtido no climatograma em correspondência ao valor da temperatura tcc.

29. MÉTODO PARA DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE CORROSIVIDADE AMBIENTAL 

29.1. A corrosividade ambiental é uma medida do nível de agressividade do ambiente, que leva em conta os efeitos combinados dos componentes atmosféricos tais como temperatura, umidade relativa, agentes químicos agressores (contaminantes), na velocidade dos processos de degradação aos quais os materiais estão sujeitos. Para atender a este documento, a corrosividade ambiental é determinada segundo a Norma ISA-S71.04-"Environmental Conditions for Process Measurement and Control Systems Airbom Contaminants" que se baseia na velocidade dos processos corrosivos sobre corpos-de-prova de cobre, quando expostos ao ambiente sob avaliação.

29.2. Os corpos-de-prova para a determinação do nível de corrosividade ambiental devem ser confeccionados conforme descrito na Figura 1.

 Figura 1- Esquemático dos corpos-de-prova padrão de cobre

 

29.3. A superfície de cobre exposta deve ser polida ate alumina 1 μm e imediatamente apos o polimento o corpo-de-prova deve ser embalado a vácuo e exposto ao ambiente a ser caracterizado em, no máximo, 5 dias.

29.4. A embalagem do corpo-de-prova apenas deve ser aberta no momento do inicio do ensaio, evitando-se tocar a superfície de cobre (sob pena de inutilizar o ensaio). Corpos-de-prova que apresentarem manchas sobre a superfície do cobre, no momento do inicio do ensaio, devem ser recusados.

29.5. A determinação da corrosividade do ambiente considera corpos-de-prova em duplicata e o local que melhor represente o ambiente sob avaliação. Durante a exposição dos corpos-de-prova, a superfície de cobre não deve ser tocada (sob pena de inutilizar o ensaio).

29.6. O prazo de exposição dos corpos-de-prova é de 30 dias, podendo ser encurtado quando se tratar de ambientes extremamente agressivos.

29.7. No momento da retirada dos corpos-de-prova do local de exposição, a superfície de cobre não deve ser tocada (sob pena de inutilizar o ensaio). Embalar os corpos-de-prova em embalagem plástica com fecho hermético (do tipo utilizado para congelamento de alimentos) e encaminhá-la imediatamente para analise laboratorial.

29.8. Os corpos-de-prova devem ser avaliados segundo o método de analise química galvanostático, conforme a norma ISA-S71 04-"Environmental Conditions for Process Measurement and Control Systems: Airborne Contaminants".

30. DISPOSITIVO DE COBERTURA PARA O ENSAIO DE NEVOA SALINA 

 30.1. O dispositivo de cobertura deve ser confeccionado com material resistente a corrosão, preferencialmente material polimérico, não havendo a necessidade de serem vedados os encontros de suas paredes. Nele estão previstas quatro barras longitudinais destinadas a fixação de corpos-de-prova, posicionadas de tal forma que permitam a instalação dos corpos-de-prova a altura mínima de 18,0 cm abaixo das aberturas laterais, duas aberturas laterais com área útil total de 40,0 cm2 ± 10 % e, para atender ao ensaio com os corpos-de-prova energizados, urna abertura inferior para a passagem dos condutores, que, após serem passados, deve ser vedada. As dimensões apresentadas constituem uma referência, cabendo pequenas alterações em função das características dimensionais da câmara a ser utilizada.