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Ato n º 14505, de 06 de dezembro de 2017

Publicado: Segunda, 05 Fevereiro 2018 11:05 | Última atualização: Quarta, 10 Julho 2019 07:36 | Acessos: 210
 

 

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no Boletim de Serviço Eletrônico em 5/2/2018.

 

O SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e

CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do Art. 19 da Lei n.º 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

CONSIDERANDO o Inciso II do Art. 9º do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000;

CONSIDERANDO o Art. 1º da Portaria nº 419 de 24 de maio de 2013;

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.083851/2017-61;

RESOLVE:

Art. 1º  Aprovar os requisitos técnicos para avaliação da conformidade do produto "Módulo Protetor (para rede externa e ambiente do cliente)", conforme o Anexo I deste Ato.

Art. 2º  Este Ato entra em vigor na data de sua publicação no Boletim de Serviço Eletrônico da Anatel. 

VITOR ELÍSIO GOES DE OLIVEIRA MENEZES

 Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação

 

ANEXO I

REQUISITOS TÉCNICOS PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DO PRODUTO MÓDULO PROTETOR (PARA REDE EXTERNA E AMBIENTE DO CLIENTE)

 

1. OBJETIVO

1.1. O presente documento tem por objetivo estabelecer os requisitos técnicos aplicáveis ao produto Módulo Protetor (para rede externa e ambiente do cliente). 

2. REQUISITOS APLICÁVEIS

2.1. A amostra deve ser composta por 150 (cento e cinquenta) módulos, sendo a contagem 01 a 100 submetidos aos ensaios conforme o mapa da Figura 1, permanecendo a contagem 101 a 150 como reserva. No mapa, os ensaios são designados com as letras das partes correspondentes deste documento, a saber:

(A) Resistência Série

(B) Resistência de Isolamento

(C) Tensão de Disparo CC

(D) Tensão de Disparo sob Impulso

(E) Capacitância

(F) Tensão de Manutenção

(G) Vida Útil

(H) Segurança

(I) Ciclo Térmico

(J) Vibração

(K) Dreno de Corrente 60Hz

(L) Disparo Primordial

(M) Tensão Aplicada

(N) Queda Livre

Figura 1. Mapa de Ensaios para os Módulos MP-RE

2.2. Resistência série

2.2.1. Aplicação - Este ensaio só se aplica aos módulos que tiverem 5 (cinco) pontos de contato.

2.2.2. Requisito - O módulo deve apresentar Resistência Série menor ou igual a 100 mΩ.

2.2.3. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. Para cada módulo, medir a resistência elétrica entre os pontos de contato de rede, para cada uma das linhas do módulo ("A" e "B"). Para a obtenção desta resistência deve-se medir a tensão entre os pontos de contato de rede, quando através deles circula uma corrente de 40 mA. A Resistência Série é obtida dividindo-se a tensão medida pela corrente de 40 mA. Nenhuma das 40 medidas obtidas pode ser superior 100 mΩ.

2.3. Resistência de Isolamento

2.3.1. Requisito - Os módulos devem apresentar uma Resistência de Isolamento igual ou superior a 100 MΩ. quando submetidos a uma tensão de 50 Vcc.

2.3.2. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. Para cada módulo medir a Resistência de Isolamento aplicando uma tensão de +50 Vcc nas configurações entre linha "A" e terra, entre linha "B" e terra e entre linhas "A" e "B". Repetir o ensaio para uma tensão de -50 Vcc. Nenhuma das medidas pode ser inferior a 100 MΩ. 

2.4. Tensão de Disparo CC

2.4.1. Requisito - Quando submetido a uma rampa de tensão com taxa de crescimento de 100V/s, o módulo deve operar dentro dos limites de tensão estabelecidos na Tabela 1.

Tipo de Módulo

Tensão CC

Configuração

Limite

MP-RE

300 V

AT, BT

Mínimo

350 V

AB

Mínimo

500 V

AT, BT

Máximo

Tabela 1 - Tensão de Disparo CC

 

2.4.2. Procedimento de ensaio: Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos, observando-se os seguintes procedimentos:

a) A Tensão de Disparo CC deve ser medida com o circuito da Figura 2 e com uma rampa de tensão de 100 V/s. As tolerâncias desta rampa são dadas na Figura 3 e Tabela 2 e sua tensão máxima deve ser superior a 600 V. Deve ser observado um intervalo mínimo de 15 segundos entre disparos consecutivos em um mesmo módulo.

b) Devem ser realizadas 5 leituras por polaridade e para cada uma das configurações "A para Terra" e "B para a Terra", totalizando 20 (vinte) leituras por módulo. Destas leituras, 19 deverão estar dentro dos limites Mínimo e Máximo estabelecidos na Tabela 1 e nenhuma leitura poderá ser inferior ao limite Mínimo da Tabela 1.

c) Deve ser realizada 1 leitura por polaridade para a configuração "A para B". As duas leituras obtidas devem ser superiores ao limite Mínimo estabelecido na Tabela 1.

 Figura 2. Circuito de Ensaio da Tensão de Disparo CC.

 

 

Figura 3. Definição das Rampas de Tensão.

 

Taxa de Crescimento

V

T1

T2

100 V/s

500 V

1 s

5 s

1000 V/µs

1200 V

0,24 µs

1,2 µs

Tabela 2. Limites para as Rampas de Tensão.

2.5. Tensão de Disparo sob Impulso

2.5.1. Requisito - Quando submetidos a uma rampa de tensão com taxa de crescimento de 1000V/µs (mil volts por microssegundo), os módulos devem operar dentro dos limites de tensão estabelecidos na Tabela 3.

Tipo de Módulo

MP-RE

Tensão Mínima

300 V

Tensão Máxima

1000 V

Tabela 3. Tensão de Disparo sob Impulso.

 

2.5.2. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos, observando-se os seguintes procedimentos:

a) A Tensão de Disparo sob Impulso deve ser medida com o circuito da Figura 4 e com uma rampa de tensão de 1000 V/µs. As tolerâncias desta rampa são dadas na Figura 3 e Tabela 2 e sua tensão máxima deve ser superior a 1200 V. Deve ser observado um intervalo mínimo de 15 segundos entre disparos consecutivos em um mesmo módulo.

b) Devem ser realizadas 5 leituras por polaridade e para cada uma das configurações "A para Terra" e "B para a Terra", totalizando 20 (vinte) leituras por módulo. Destas leituras, 19 deverão estar dentro dos limites Mínimo e Máximo estabelecidos na Tabela 3 e nenhuma leitura poderá ser superior a 1200 V.

Figura 4. Circuito para o Ensaio da Tensão de Disparo sob Impulso.

 

Nota: A tensão de circuito aberto do gerador deve permanecer dentro das margens estabelecidas na Figura 3. A tensão de circuito aberto é a tensão obtida nos terminais do gerador onde será conectado o módulo sob teste, quando o mesmo estiver fora dos circuitos das Figuras 2 e 4.

2.6. Capacitância

2.6.1. Requisito - A capacitância do módulo deve ser menor que 200 pF. Para um mesmo módulo, a diferença entre a capacitância da linha "A" para a terra e da linha "B" para a terra deve ser inferior a 20 pF.

2.6.2. Procedimento de ensaio  - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. O sinal de teste deve ser de 1 V e na frequência de 1 kHz, sem tensão contínua de polarização. Para cada módulo, medir a capacitância nas configurações entre linha "A e terra", entre linha "B e terra" e entre linhas "A e B". A medição deve ser realizada a partir dos pontos de contato de rede e os pontos de contato não envolvidos no ensaio devem permanecer em aberto. Todas as medidas devem ser inferiores a 200 pF e, para um mesmo módulo, a diferença entre as medidas das linhas para a terra deve ser inferior a 20 pF.

2.6.3. Recomenda-se que os módulos também atendam aos valores especificados neste ensaio para a frequência de 1 MHz.

2.7. Tensão de Manutenção

2.7.1. Requisito - Após entrar em condução, cada módulo deve extinguir a corrente em menos de 150 milissegundos sob as seguintes condições:

a) Tensão CC de 52 V e corrente de 260 mA.

b) Tensão CC de 135 V e corrente de 200 mA.

2.7.2. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos, conforme o procedimento descrito a seguir:

a) Os módulos devem entrar em condução através de um surto de corrente de 25A de pico com forma de onda de 10x1000 us. Dez módulos devem ser testados com uma corrente de 260 mA e tensão de 52 V. Outros dez módulos devem ser testados com uma corrente de 200 mA e tensão de 135 V. Para ambos os casos, utilizar o circuito da Figura 5, observando-se a correspondência de polaridades entre o gerador de surtos, a fonte CC e os diodos. O capacitor Cl e o resistor RI só devem ser utilizados para a condição de tensão CC de 135 V e corrente de 200 mA.

Figura 5. Circuito para o Ensaio de Tensão de Manutenção. 

b) Aplicar o surto no módulo através dos pontos de contato de rede e os pontos de contato não envolvidos no ensaio devem permanecer em circuito aberto. Realizar o ensaio para as seguintes configurações: linha "A para a terra" com a linha "13" em aberto e linha "B para a terra" com a linha "A" em aberto.

c) Realizar o ensaio nas polaridades positiva e negativa, sendo que a polaridade da fonte CC deve ser a mesma do gerador de impulsos. Todos os módulos devem extinguir a corrente contínua em menos de 150 milissegundos.

2.8. Vida Útil

2.8.1. Requisito - Os módulos devem ser submetidos às aplicações constantes da Tabela 4. Após o ensaio, o número de módulos que permaneceram no seu modo de operação normal deve se enquadrar em uma das três condições previstas na Tabela 4 e nenhum módulo poderá ter falhado em modo inseguro.

Aplicações

Corrente

Condição 1 *

Condição 2 *

Condição 3 *

120

50 A

20

20

20

30

100 A

20

20

20

10

200 A

20

19

18

1

500 A

04

10

16

1

5000 A

0

0

0

* Número Mínimo de Módulos em Operação Normal

Tabela 4 - Desempenho dos Módulos no Ensaio de Vida Útil 

2.8.2. Avaliação - Antes deste ensaio, o módulo deve estar em seu modo de operação normal e atender ao ensaio de Tensão de Disparo sob Impulso.

2.8.3. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. Cada surto de corrente deve ter forma de onda dupla-exponencial de 10x1000 ias, (Figura 6), com exceção da corrente de 5000 A, que deve ter forma de onda de 8x20 µs. Devem ser ensaiados 10 módulos na polaridade positiva e os outros 10 módulos na polaridade negativa. O gerador de surtos deve possuir uma tensão de circuito aberto com uma taxa de crescimento inferior a 1 kV/µs e com um valor de pico suficiente para drenar as correntes especificadas através do módulo. Deve ser observado um intervalo de no mínimo 1 minuto entre aplicações consecutivas no mesmo módulo. Caso ao longo do ensaio algum módulo falhe em modo inseguro ou o número de módulos em operação normal seja inferior aos limites previstos na Tabela 4, o ensaio deve ser encerrado. Constitui falha do módulo a falha na linha "A", falha na linha "B" ou em ambas as linhas.

a) Submeter cada módulo a 120 (cento e vinte) aplicações. Cada aplicação deve ser constituída por dois surtos de corrente de 50 A de pico aplicados da linha "A para a terra" e da linha "B para a terra", simultaneamente (SOA por linha). Após as aplicações, nenhum módulo pode falhar em modo inseguro e todos os módulos devem permanecer no seu modo de operação normal.

b) Submeter cada módulo a 30 (trinta) aplicações. Cada aplicação deve ser constituída por dois surtos de corrente de 100 A de pico aplicados da linha "A para a terra" e da linha "B para a terra", simultaneamente (100A por linha). Após as aplicações, nenhum módulo pode falhar em modo inseguro e todos os módulos devem permanecer no seu modo de operação normal.

c) Submeter cada módulo a 10 (dez) aplicações. Cada aplicação deve ser constituída por dois surtos de corrente de 200 A de pico aplicados da linha "A para a terra" e da "linha B para a terra", simultaneamente (200A por linha). Após as aplicações, nenhum módulo pode falhar em modo inseguro e no mínimo 18 módulos devem permanecer no seu modo de operação normal.

d) Submeter cada módulo a 1 (uma) aplicação. Esta aplicação consiste em dois surtos de corrente de 500 A de pico aplicados da linha "A para a terra" e da linha "B para a terra", não simultaneamente (um surto de cada vez). Nenhum módulo pode falhar em modo inseguro.

  • Condição 1 (ver Tabela 4) : caso todos os 20 (vinte) módulos tenham permanecido em seu modo de operação normal para a corrente de 200A, é necessário que no mínimo 4 (quatro) módulos permaneçam em seu modo de operação normal para a corrente de 500 A.

  • Condição 2 (ver Tabela 4): caso apenas 19 (dezenove) módulos tenham permanecido em seu modo de operação normal para a corrente de 200 A, é necessário que no mínimo 10 (dez) módulos permaneçam em seu modo de operação normal para a corrente de 500A.

  • Condição 3 (ver Tabela 4) : caso apenas 18 (dezoito) módulos tenham permanecido em seu modo de operação normal para a corrente de 200 A, é necessário que no mínimo 16 (dezesseis) módulos permaneçam em seu modo de operação normal para a corrente de 500A.

e) Submeter cada módulo a 1 (uma) aplicação. Esta aplicação consiste em dois surtos de corrente de 5000 A de pico aplicados da linha "A para a terra" e da linha "B para a terra", não simultaneamente (um surto de cada vez). Nenhum módulo pode falhar em modo inseguro.

Uma onda de corrente dupla-exponencial é definida por A/B µs (microssegundos), onde:

A: Tempo de frente = 1,25(T2-T1)

B: Tempo de cauda = (T3-T1) + 0,125 (T2-T1), sendo T1, T2 e T3 indicados na Figura 6.

 

Tolerâncias:
Valor de Pico: (+/-) 5% (cinco por cento)
Valor de Frente: (+/-) 20% (vinte por cento)
Tempo de Cauda: (+/-) 10% (dez por cento)

Figura 6. Forma de onda Dupla-Exponencial. 

2.9. Segurança

2.9.1. Requisito - O módulo deve ser submetido a uma corrente de 23A eficazes em 60 Hz da linha "A para a terra" e 23A da linha "B para terra" simultaneamente, durante 15 minutos. Durante o ensaio o módulo não deve emitir chama nem expor parte metálica do seu interior. Após o ensaio, o módulo deve poder ser retirados do bloco terminal normalmente e nenhum módulo pode falhar em modo inseguro.

2.9.2. Avaliação - Antes deste ensaio, os módulos devem estar em seu modo de operação normal.

2.9.3. Procedimento de ensaio- Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. Durante o ensaio, o módulo deve permanecer na sua posição normal de utilização. Para cada módulo deve ser aplicada uma corrente de 23 A em 60 Hz por linha, simultaneamente, durante 15 minutos. A fonte de tensão deve ter um valor suficiente para drenar a corrente de 23 A através de cada linha do módulo. Após o ensaio, esperar o resfriamento do módulo, retirá-lo do bloco terminal e verificar seu modo de falha. 

2.10. Ciclo Climático

2.10.1. Requisitos - O módulo deve ser submetido ao ciclo climático descrito a seguir. Após o ensaio o módulo deve estar em seu modo de operação normal e apresentar integridade física.

2.10.2. Avaliação - Antes deste ensaio, os módulos devem estar em seu modo de operação normal.

2.10.3. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos de acordo com as seguintes etapas:

a) Colocar os módulos em uma câmara climática.

b) Reduzir a temperatura até -10 °C (menos dez graus Celsius), permanecendo nesta temperatura por um período de 3 (três) horas.

c) Elevar a temperatura até +60 °C (mais sessenta graus Celsius) em um período de no mínimo 15 (quinze) minutos e no máximo 60 (sessenta) minutos.

d) Elevar a umidade relativa até (94±4)% (noventa e quatro mais ou menos quatro) e permanecer nestas condições por um período de 3 (três) horas.

e) Retornar os módulos à condição ambiental padrão.

f) Após um período de no mínimo 3 (três) horas, verificar se os módulos se encontram no seu modo de operação normal e se apresentam integridade física.

2.11. Vibração

2.11.1. Requisito - Após ser submetido ao ciclo de vibração, o módulo deve apresentar integridade física e permanecer no seu modo de operação normal.

2.11.2. Avaliação - Antes deste ensaio, os módulos devem estar em seu modo de operação normal.

2.11.3. Procedimento de ensaio - Devem ser utilizados 20 módulos para o ensaio. Os módulos devem ser fixados em uma mesa vibratória aplicando-se um movimento senoidal com deslocamento de 0,15 mm da frequência de 10 a 58 Hz. Continuar o ensaio para uma aceleração de duas vezes a aceleração da gravidade (19,5 m/s2) da frequência de 58 Hz a 500 Hz. O ensaio deve ser realizado nos três eixos principais do módulo (vertical, longitudinal e transversal). O tempo de duração do ensaio deve ser de 30 minutos por eixo. Após o ensaio, verificar a integridade física do módulo. Deve ser também verificado se o módulo se encontra em seu modo de operação normal.

2.12. Dreno de Corrente de 60 Hz

2.12.1. Requisito - O módulo deve drenar as correntes de 60 Hz estabelecidas na Tabela 5. Após o ensaio, todos os módulos devem permanecer no seu modo de operação normal.

2.12.2. Avaliação - Antes deste ensaio, os módulos devem estar em seu modo de operação normal.

Aplicações

Corrente

Duração

10

1 A

1 s

1

10 A

0,33 s

Tabela 5 - Dreno de Corrente de 60 Hz (valores eficazes)

2.12.3. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. Aplicar nos pontos de contato de rede uma tensão suficiente para drenar através do módulo a corrente do ensaio durante o tempo especificado. A corrente é especificada por linha, devendo ser ensaiadas ambas as linhas simultaneamente. Os pontos de contato não envolvidos no ensaio devem permanecer em circuito aberto. Devem ser realizadas 10 (dez) aplicações de 1 A durante 1 segundo e 1 (uma) aplicação de 10 A durante 0,33 segundos (20 ciclos de 60 Hz). Observar um intervalo de tempo entre aplicações sucessivas suficientes para o resfriamento do módulo. Após o ensaio, esperar o resfriamento dos módulos e verificar se os mesmos permanecem no seu modo de operação normal.

2.13. Disparo Primordial

2.13.1. Requisito - Após ficar em um ambiente escuro por um período mínimo de 24 (vinte e quatro) horas, o módulo deve estar com a Tensão de Disparo CC dentro dos limites estabelecidos na Tabela 1.

2.13.2. Avaliação - Antes deste ensaio, os módulos devem atender ao ensaio de Tensão de Disparo CC.

2.13.3. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. Os módulos devem ser colocados em uma câmara escura que permita o acesso elétrico aos pontos de contato de rede (linhas A e B) e terra. Após decorrido um período de 24 horas, mantendo-se os módulos dentro da câmara, verificar a Tensão de Disparo CC. Todos os módulos devem atender os limites da Tabela 1.

2.14. Tensão Aplicada

2.14.1. Requisito - O módulo deve suportar uma tensão de 1 (um) kV eficaz em 60 Hz, durante o período de 1 (um) minuto, sem provocar centelhamentos. A corrente de fuga deve ser inferior a 5 (cinco) mA.

2.14.2. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. A capa do módulo deve ser firmemente envolvida com papel alumínio. Curto-circuitar todos os pontos de contato do módulo e aplicar a tensão de 1 kV eficaz entre os pontos de contato e o papel alumínio. Durante o período de ensaio não deve ocorrer centelhamentos e a corrente de fuga deve ficar limitada a 5 mA.

2.15. Queda Livre

2.15.1. Requisito - O módulo deve manter o seu modo de operação normal e sua integridade física após sofrer uma queda livre de uma altura de 1,5 m (um metro e meio), sobre um piso de concreto.

2.15.2. Avaliação - Antes deste ensaio, os módulos devem estar em seu modo de operação normal.

2.15.3. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. Os módulos devem ser deixados cair livremente, de maneira aleatória, de uma altura de 1,5 metros contra uma superfície de concreto ou similar. Após o ensaio, todos os módulos devem permanecer em seu modo de operação normal e apresentar integridade física.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

3.1. Os procedimentos de ensaio não discriminados serão objeto de estruturação pelos laboratórios avaliados pelos OCD. Além disso, os procedimentos para a coleta de amostras quando não tratados nos documentos normativos, serão definidos entre os OCD, laboratórios de ensaios e fabricantes. As amostras dos produtos a serem certificados deverão estar acompanhadas de uma declaração do fabricante, indicando terem sido coletadas na produção.