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Ato nº 14592, de 08 de dezembro de 2017

Publicado: Segunda, 05 Fevereiro 2018 11:53 | Última atualização: Terça, 09 Julho 2019 14:24 | Acessos: 250
 

 

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no Boletim de Serviço em 5/2/2018.

 

O SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e

CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do Art. 19 da Lei nº 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

CONSIDERANDO o Inciso II do Art. 9º do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução nº 242, de 30 de novembro de 2000;

CONSIDERANDO o Art. 1º da Portaria nº 419 de 24 de maio de 2013;

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.084276/2017-14;

RESOLVE:

Art. 1º  Aprovar os requisitos técnicos para avaliação da conformidade do produto "Módulo Protetor para Sistemas HDSL/SHDSL", conforme o Anexo I deste Ato.

Art. 2º  Este Ato entra em vigor na data de sua publicação no Boletim de Serviço Eletrônico da Anatel. 

VITOR ELISIO GOES DE OLIVEIRA MENEZES

 Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação

 

ANEXO I

REQUISITOS TÉCNICOS PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DO PRODUTO MÓDULO PROTETOR PARA SISTEMAS HDSL/SHDSL 

1. OBJETIVO

1.1. O presente documento tem por objetivo estabelecer os requisitos técnicos aplicáveis ao produto Módulo Protetor para Sistemas HDSL/SHDSL. 

2. REQUISITOS APLICÁVEIS

2.1. A amostra pode ser composta por 60 (sessenta) ou 150 (cento e cinquenta) módulos, dependendo dos tipos de módulos a serem ensaiados. Nos mapas a seguir os ensaios serão designados com letras, sendo 17 tipos de ensaios, a saber:

(A) Resistência Série

(B) Resistência de Isolamento

(C) Tensão de Disparo CC

(D) Tensão de Disparo sob Impulso

(E) Operação da Proteção Série

(F) Capacitância

(G) Tensão de manutenção

(H) Vida Útil

(I) Segurança

(J) Ciclo Climático

(K) Tração e Flexão

(L) Vibração

(M) Dreno de Corrente 60Hz

(N) Disparo Primordial

(O) Tensão Aplicada

(P) Queda Livre

(Q) Dimensional

2.1.1. Mapa de Ensaios para os Módulos MP-S e MP-R

2.1.1.1. Usa-se 150 (cento e cinquenta) módulos para a amostra, sendo a contagem 01 a 100 submetida aos ensaios (conforme Mapa na Figura 1) e permanecendo a contagem 101 a 150 como reserva. 

Figura 1. Mapa de Ensaios para os Módulos MP-RE

 

2.1.2. Mapa de Ensaios para os Módulos MP-N e MP-E

2.1.2.1. Usa-se 150 (cento e cinquenta) módulos para a amostra, sendo a contagem 01 a 100 submetida aos ensaios (conforme Mapa na Figura 2) e permanecendo a contagem 101 a 150 como reserva.

 

Figura 2. Mapa de Ensaios para os Módulos MP-N e MP-E.

2.1.3. Mapa de Ensaios para os Módulos MC

2.1.3.1. Usa-se 60 (sessenta) módulos para a amostra, sendo a contagem 01 a 40 submetida aos ensaios (conforme Mapa na Figura 3) e permanecendo a contagem 41 a 60 como reserva.

 

Figura 3. Mapa de Ensaios para os Módulos MC. 

2.1.4. Mapa de Ensaios para os Módulos MI

2.1.4.1. Usa-se 60 (sessenta) módulos para a amostra, sendo a contagem 01 a 40 submetida aos ensaios (conforme Mapa na Figura 4) e permanecendo a contagem 41 a 60 como reserva.

 

Figura 4. Mapa de Ensaios para os Módulos MI. 

2.1.5. Mapa de Ensaios para os Módulos Ma

2.1.5.1. Usa-se 60 (sessenta) módulos para a amostra, sendo a contagem 01 a 40 submetida aos ensaios (conforme Mapa na Figura 4) e permanecendo a contagem 41 a 60 como reserva.

Figura 6. Mapa de Ensaios para os Módulos MA. 

2.2. (A) Resistência série

2.2.1. Aplicação - Este ensaio se aplica a todos os módulos, exceto MA e MI.

2.2.2. Requisito - Os módulos devem apresentar Resistência Série menor ou igual a 10 Ω e Desequilíbrio Resistivo menor ou igual a 1Ω.

2.2.3. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. Para cada módulo, medir a resistência elétrica entre o pino de rede e o pino de equipamento, para cada uma das linhas do módulo ("A" e "B"). Para se obter esta resistência deve-se medir a tensão entre o pino de rede e o pino de equipamento, quando através deles circula uma corrente de 40 mA. A Resistência Série é obtida dividindo-se a tensão medida pela corrente de 40 mA. Nenhuma das 40 medidas obtidas pode ser superior ao valor da Resistência Série estabelecido no item anterior. Para um mesmo módulo, a diferença entre as medidas para a linha "A" e para a linha "B" deve ser inferior ao valor do Desequilíbrio Resistivo anteriormente estabelecido. 

2.3. (B) Resistência de Isolamento

2.3.1. Aplicação - Este ensaio se aplica a todos os módulos, exceto MA.

2.3.2. Requisito - Os módulos devem apresentar uma Resistência de Isolamento igual ou superior a 100 MΩ quando submetidos a uma tensão de 10 Vcc.

2.3.3. Procedimento - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. Para cada módulo medir a Resistência de Isolamento aplicando uma tensão de +10 Vcc nas configurações entre linha "A" e terra, entre linha "B" e terra e entre linhas "A" e "B".Realizar o ensaio a partir dos pinos de rede, mantendo em aberto os pinos que não estiverem envolvidos na medição. Repetir o ensaio para uma tensão de -10 Vcc. Nenhuma das medidas pode ser inferior a 100 MΩ.

2.4. (C) Tensão de Disparo CC

2.4.1. Aplicação - Este ensaio se aplica a todos os módulos, MA, MI e MC.

2.4.2. Requisito - Quando submetido a uma rampa de tensão com taxa de crescimento de 100V/s, os módulos devem operar dentro dos limites de tensão estabelecidos na Tabela 1.

Tensão CC

Configuração

Limite

20 V

AT, BT

Mínimo

30 V

AT, BT

Máximo

20 V

AB

Mínimo

Tabela 1 - Tensão de Disparo CC

2.4.3. Procedimento de ensaio: Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos, observando-se os seguintes procedimentos:

a) A Tensão de Disparo CC deve ser medida com o circuito da Figura 7 e com uma rampa de tensão de 100 V/s. As tolerâncias desta rampa são dadas na Figura 8 e Tabela  e sua tensão máxima deve ser superior a 600 V. Deve ser observado um intervalo mínimo de 15 segundos entre disparos consecutivos em um mesmo módulo. A tensão deve ser aplicada no módulo através dos pinos de rede, mantendo-se os pinos de equipamento em aberto.

b) Devem ser realizadas 5 leituras por polaridade e para cada uma das configurações "A para Terra" e "B para a Terra", totalizando 20 (vinte) leituras por módulo. Destas leituras, 19 deverão estar dentro dos limites Mínimo e Máximo estabelecidos na Tabela 1 e nenhuma leitura poderá ser inferior ao limite Mínimo da Tabela 1.

c) Deve ser realizada 1 leitura por polaridade para a configuração "A para B". As duas leituras obtidas devem ser superiores ao limite Mínimo estabelecido na Tabela 1.

 Figura 7. Circuito de Ensaio da Tensão de Disparo CC.

 

Figura 8. Definição das Rampas de Tensão. 

Taxa de Crescimento

V

T1

T2

100 V/s

500 V

1 s

5 s

1000 V/µs

1000 V

2 µs

10 µs

Tabela 2. Limites para as Rampas de Tensão.

2.5. (D) Tensão de Disparo sob Impulso

2.5.1. Aplicação - Este ensaio se aplica a todos os módulos, exceto MA, MI e MC.

2.5.2. Requisito - Quando submetidos a uma rampa de tensão com taxa de crescimento de 1000V/µs (mil volts por microssegundo), os módulos devem operar dentro dos limites de tensão Mínimo de 20 V e Máximo de 60 V.

2.5.3. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos, observando-se os seguintes procedimentos:

a) A Tensão de Disparo sob Impulso deve ser medida com o circuito da Figura 9 e com uma rampa de tensão de 100 V/µs. As tolerâncias desta rampa são dadas na Figura 8 e Tabela 2 e sua tensão máxima deve ser superior a 1000 V. Deve ser observado um intervalo mínimo de 15 segundos entre disparos consecutivos em um mesmo módulo. A tensão deve ser aplicada ao módulo através dos pinos de rede, mantendo-se os pinos de equipamento em aberto.

b) Devem ser realizadas 5 leituras por polaridade e para cada uma das configurações "A para Terra" e "B para a Terra", totalizando 20 (vinte) leituras por módulo. Destas leituras, 19 deverão estar dentro dos limites Mínimo e Máximo estabelecidos no item 2.5.2 e nenhuma leitura poderá ser superior a 1000 V.

 

Figura 9. Circuito para o Ensaio da Tensão de Disparo sob Impulso. 

2.6. (E) Operação da Proteção Série

2.6.1. Aplicação - Este ensaio se aplica aos módulos MP-S e MP-R.

2.6.2. Requisito - Os módulos devem atender aos requisitos de corrente e característica de atuação constantes da Tabela 3. Após o ensaio, os módulos MP-R devem também atender ao ensaio de Resistência Série.

Corrente

Tempo Máximo

120 mA

3600 s

250 mA

210 s

1000 mA

5 s

Tabela 3 - Operação da Proteção Série 

2.6.3. Avaliação - Antes deste ensaio, os módulos MP-R deverão atender ao ensaio de Resistência Série.

2.6.4. Procedimento - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos, conforme o procedimento descrito a seguir. Para efeito deste ensaio, a operação da proteção série ocorre quando o nível de corrente do lado do equipamento cair abaixo de 80 mA, conforme estabelecido no circuito da Figura 10. Para o resfriamento dos módulos, deve-se deixá-los em repouso, na condição ambiental padrão, por um período de no mínimo 15 minutos.

a) A fonte de tensão utilizada deve ser de 20 Vcc. Aplicar simultaneamente nas linhas "A" e "B" de cada módulo uma corrente de 120 mA, por um período de 1 hora. Durante este ensaio nenhuma proteção série poderá operar.

b) Após o resfriamento da amostra, submeter 10 módulos a uma corrente de 250 mA em cada linha, "A" e "B", alternadamente. Após testar uma linha de um módulo, aguardar o seu resfriamento antes de testar a outra linha do mesmo módulo. Todas as proteções série devem operar em um tempo inferior a 210 segundos.

c) Submeter os outros 10 módulos a uma corrente de 1 A em cada linha, "A" e "B", alternadamente. Após testar uma linha de um módulo, aguardar o seu resfriamento antes de testar a °tura linha do mesmo módulo. Todas as proteções série devem operar em um tempo inferior a 5 segundos.

d) Para os módulos MP-R, deve-se aguardar o resfriamento da amostra e realizar o ensaio de Resistência Série nos 20 (vinte) módulos. Todos eles devem atender a este ensaio.

 

Figura 10. Circuito do Ensaio da Proteção Série. 

2.7. (F) Capacitância

2.7.1. Aplicação - Este ensaio se aplica a a todos os módulos, com exceção de MA, MI e MC.

2.7.2. Para todos os módulos a capacitância deve ser menor que 200 pF. Para um mesmo módulo, a diferença entre a capacitância da linha "A" para a terra e a linha "B" para a terra deve ser inferior a 20 pF.

2.7.3. Procedimento - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. O sinal de teste deve ser de 1V e na frequência de 1 kHz, sem tensão contínua de polarização. Para cada módulo, medir a capacitância nas configurações entre linha "A e terra", entre linha "B e terra" e entre linhas "A e B". A medição deve ser realizada a partir dos pinos de rede e os pinos não envolvidos no ensaio devem permanecer em aberto. Todas as medidas devem ser inferiores a 200 pF e, para um mesmo módulo, a diferença entre as medidas das linhas para a terra deve ser inferior a 20 pF.

2.7.4. Recomenda-se que os módulos também atendam aos valores especificados neste ensaio para a frequência de 1 MHz.

2.8. (G) Tensão de Manutenção

2.8.1. Aplicação - Este ensaio se aplica a a todos os módulos, com exceção de MA, MI e MC.

2.8.2. Requisito - Após entrar em condução, cada módulo deve extinguir a corrente em menos de 150 milissegundos sob as seguintes condições:

a) Tensão CC de 20 V e corrente de 260 mA.

2.8.3. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos, conforme o procedimento descrito a seguir:

a) Os módulos devem entrar em condução através de um surto de corrente de 25A de pico com forma de onda de 10x1000 μs. Vinte módulos devem ser testados com uma corrente de 260 mA e tensão de 20 V. Para isto, utilizar o circuito da Figura 11, observando-se a correspondência de polaridades entre o gerador de surtos, a fonte CC e os diodos. 

Figura 11. Circuito para o Ensaio de Tensão de Manutenção.

b) Aplicar o surto no módulo através dos pontos de contato de rede e os pontos de contato não envolvidos no ensaio devem permanecer em circuito aberto. Realizar o ensaio para as seguintes configurações: linha "A para a terra" com a linha "13" em aberto e linha "B para a terra" com a linha "A" em aberto.

c) Realizar o ensaio nas polaridades positiva e negativa, sendo que a polaridade da fonte CC deve ser a mesma do gerador de impulsos. Todos os módulos devem extinguir a corrente contínua em menos de 150 milissegundos.

2.9. (H) Vida Útil

2.9.1. Aplicação - Este ensaio se aplica a todos os módulos, exceto MA, MC e MI.

2.9.2. Requisito - Os módulos devem ser submetidos às aplicações constantes da Tabela 4. Após o ensaio, o número de módulos que permaneceram no seu modo de operação normal deve se enquadrar em uma das três condições previstas na Tabela 4 e nenhum módulo poderá ter falhado em modo inseguro.

Aplicações

Corrente

Condição 1 *

Condição 2 *

Condição 3 *

120

25 A

20

20

20

20

50 A

20

20

20

6

100 A

20

19

18

1

200 A

04

10

16

1

1000 A

0

0

0

* Número Mínimo de Módulos em Operação Normal

Tabela 4 - Desempenho dos Módulos no Ensaio de Vida Útil

2.9.3. Avaliação - Antes deste ensaio, o módulo deve estar em seu modo de operação normal e atender ao ensaio de Tensão de Disparo sob Impulso.

2.9.4. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. Cada surto de corrente deve ter forma de onda dupla-exponencial de 10x1000μs (Figura 6). Devem ser ensaiados 10 módulos na polaridade positiva e os outros 10 módulos na polaridade negativa. O gerador de surtos deve possuir uma tensão de circuito aberto com uma taxa de crescimento inferior a 1 kV/0 e com um valor de pico suficiente para drenar as correntes especificadas através do módulo. Deve ser observado um intervalo de no mínimo 1 minuto entre aplicações consecutivas no mesmo módulo. Caso ao longo do ensaio algum módulo falhe em modo inseguro ou o número de módulos em operação normal seja inferior aos limites previstos na Tabela 4, o ensaio deve ser encerrado. Constitui falha do módulo a falha na linha "A", falha na linha "B" ou em ambas as linhas.

a) Submeter cada módulo a 120 (cento e vinte) aplicações. Cada aplicação deve ser constituída por dois surtos de corrente de 25 A de pico aplicados da linha "A para a terra" e da linha "B para a terra", simultaneamente (25A por linha). Os surtos devem ser aplicados a partir dos pinos de rede, estando os pinos de equipamento em aberto. Após as aplicações, nenhum módulo pode falhar em modo inseguro e todos os módulos devem permanecer no seu modo de operação normal.

b) Submeter módulo a 20 (vinte) aplicações. Cada aplicação deve ser constituida por dois surtos de corrente de 50 A de pico aplicados da linha "A para a terra" e da linha "B para a terra", simultâneamente (50A por linha). Os surtos devem ser aplicados a partir dos pinos de rede, estando os pinos de equipamento terminados para a terra com resistências de 20 Ω, (vinte ohms) cada. Após as aplicações, nenhum módulo pode falhar em modo inseguro e todos os módulos devem permanecer no seu modo de operação normal.

c) Submeter módulo a 6 (seis) aplicações. Cada aplicação deve ser constituida por dois surtos de corrente de 100 A de pico aplicados da linha "A para a terra" e da "linha B para a terra", simultâneamente (100A por linha). Os surtos devem ser aplicados a partir dos pinos de rede, estando os pinos de equipamento terminados para a terra com resistências de 20Ω (vinte ohms) cada. Após as aplicações, nenhum módulo pode falhar em modo inseguro e no mínimo 18 módulos devem permanecer no seu modo de operação normal.

d) Submeter cada módulo a 1 (uma) aplicação. Esta aplicação deve ser constituida por dois surtos de corrente de 200 A de pico aplicados da linha "A para a terra" e da linha "B para a terra", não simultâneamente (um surto de cada vez). Os surtos devem ser aplicados a partir dos pinos de rede, estando os pinos de equipamento terminados para a terra com resistências de 20Ω (vinte ohms) cada. Nenhum módulo pode falhar em modo inseguro.

  • Condição 1 (ver Tabela 4) : caso todos os 20 (vinte) módulos tenham permanecido em seu modo de operação normal para a corrente de 100A, é necessário que no mínimo 4 (quatro) módulos permaneçam em seu modo de operação normal para a corrente de 200 A.

  • Condição 2 (ver Tabela 4): caso apenas 19 (dezenove) módulos tenham permanecido em seu modo de operação normal para a corrente de 100 A, é necessário que no mínimo 10 (dez) módulos permaneçam em seu modo de operação normal para a corrente de 200 A.

  • Condição 3 (ver Tabela 4) : caso apenas 18 (dezoito) módulos tenham permanecido em seu modo de operação normal para a corrente de 100 A, é necessário que no mínimo 16 (dezesseis) módulos permaneçam em seu modo de operação normal para a corrente de 200A.

e) Submeter cada módulo a 1 (uma) aplicação. Esta aplicação consiste em dois surtos de corrente de 5000 A de pico aplicados da linha "A para a terra" e da linha "B para a terra", não simultaneamente (um surto de cada vez). Os surtos devem ser aplicados a partir dos pinos de rede, estando os pinos de equipamento terminados para a terra com resistências de 20Ω (vinte ohms) cada. Nenhum módulo pode falhar em modo inseguro.

Uma onda de corrente dupla-exponencial é definida por A/B µs (microssegundos), onde:

A: Tempo de frente = 1,25(T2-T1)

B: Tempo de cauda = (T3-T1) + 0,125 (T2-T1), sendo T1, T2 e T3 indicados na Figura 6.

Tolerâncias:
Valor de Pico: (+/-) 5% (cinco por cento)
Valor de Frente: (+/-) 20% (vinte por cento)
Tempo de Cauda: (+/-) 10% (dez por cento) 

Figura 6. Forma de onda Dupla-Exponencial.

2.10. (I) Segurança

2.10.1. Aplicações - Este ensaio se aplica a todos, exceto MI e MC.

2.10.2. Requisito - O módulo deve ser submetido a uma corrente de 15A eficazes em 60 Hz da linha "A para a terra" e 15A da linha "B para terra" simultaneamente, durante 15 minutos. Durante o ensaio o módulo não deve emitir chama nem expor parte metálica do seu interior. Após o ensaio, o módulo deve poder ser retirados do bloco terminal normalmente e nenhum módulo pode falhar em modo inseguro.

2.10.3. Avaliação - Antes deste ensaio, os módulos devem estar em seu modo de operação normal (exceto MA).

2.10.4. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. Durante o ensaio, o módulo deve permanecer na sua posição normal de utilização. Para cada módulo deve ser aplicada uma corrente de 15A em 60 Hz por linha, simultaneamente, durante 15 minutos. A fonte de tensão deve ter um valor suficiente para drenar a corrente de 15A através de cada linha do módulo. Após o ensaio, esperar o resfriamento do módulo, retirá-lo do bloco terminal e verificar seu modo de falha.

2.11. (J) Ciclo Climático

2.11.1. Aplicação - Este ensaio se aplica a todos os módulos.

2.11.2. Requisitos - O módulo deve ser submetido ao ciclo climático descrito a seguir. Após o ensaio os módulos devem estar em seu modo de operação normal e apresentar integridade física.

2.11.3. Avaliação - Antes deste ensaio, os módulos devem estar em seu modo de operação normal.

2.11.4. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos de acordo com as seguintes etapas:

a) Colocar os módulos em uma câmara climática.

b) Reduzir a temperatura até -10 °C (menos dez graus Celsius), permanecendo nesta temperatura por um período de 3 (três) horas.

c) Elevar a temperatura até +60 °C (mais sessenta graus Celsius) em um período de no mínimo 15 (quinze) minutos e no máximo 60 (sessenta) minutos.

d) Elevar a umidade relativa até (94±4)% (noventa e quatro mais ou menos quatro) e permanecer nestas condições por um período de 3 (três) horas.

e) Retornar os módulos à condição ambiental padrão.

f) Após um período de no mínimo 3 (três) horas, verificar se os módulos se encontram no seu modo de operação normal e se apresentam integridade física.

2.12. (K) Flexão e Tração

2.12.1. Aplicação - Este ensaio se aplica a todos os módulos.

2.12.2. Requisitos - Os módulos devem suportar uma força de tração de 15 (quinze) kgf e uma força de flexão de 2 (dois) kgf.

2.12.3. Procedimento - Devem ser utilizados 10 módulos para o ensaio de tração e 10 módulos para o ensaio de flexão.

a) Fixar o módulo pelos pinos e tracionar gradativamente a cabeça do módulo no sentido longitudinal até atingir a força de 15 kgf, conforme a Figura 7. Após o ensaio, todos os módulos devem apresentar integridade física.

b) Fixar o módulo pelos pinos e flexionar gradativamente a cabeça do módulo no sentido perpendicular até atingir a força de 2 kgf. Realizar o ensaio nos 4 eixos perpendiculares ao módulo, conforme a Figura 7. Após o ensaio, todos os módulos devem apresentar integridade física.

Figura 7. Ensaio de Tração e Flexão.

2.13. (L) Vibração

2.13.1 Aplicação - Este ensaio se aplica a todos os módulos.

2.13.2. Requisito - Após serem submetidos ao ciclo de vibração, os módulos devem apresentar integridade física e permanecer no seu modo de operação normal.

2.13.4. Avaliação - Antes deste ensaio, os módulos devem estar em seu modo de operação normal.

2.13.5. Procedimento de ensaio - Devem ser utilizados 20 módulos para o ensaio. Os módulos devem ser fixados em uma mesa vibratória aplicando-se um movimento senoidal com deslocamento de 0,15 mm da frequência de 10 a 58 Hz. Continuar o ensaio para uma aceleração de duas vezes a aceleração da gravidade (19,5 m/s2) da frequência de 58 Hz a 500 Hz. O ensaio deve ser realizado nos três eixos principais do módulo (vertical, longitudinal e transversal). O tempo de duração do ensaio deve ser de 30 minutos por eixo. Após o ensaio, verificar a integridade física do módulo. Deve ser também verificado se o módulo se encontra em seu modo de operação normal.

2.14. (M) Dreno de Corrente de 60 Hz

2.14.1. Aplicação - Este ensaio se aplica a todos os módulos, exceto MA, MC e MI.

2.14.2. Requisito - O módulo deve drenar as correntes de 60 Hz estabelecidas na Tabela 5. Após o ensaio, todos os módulos devem permanecer no seu modo de operação normal.

2.14.3. Avaliação - Antes deste ensaio, os módulos devem estar em seu modo de operação normal.

Aplicações

Corrente

Duração

10

1 A

1 s

1

10 A

0,33 s

Tabela 5 - Dreno de Corrente de 60 Hz (valores eficazes)

2.14.4. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. Aplicar nos pontos de contato de rede uma tensão suficiente para drenar através do módulo a corrente do ensaio durante o tempo especificado. Os pinos do equipamento devem permanecer em circuito aberto. A corrente é especificada por linha, devendo ser ensaiadas ambas as linhas simultaneamente. Devem ser realizadas 10 (dez) aplicações de 1 A durante 1 segundo e 1 (uma) aplicação de 10 A durante 0,33 segundos (20 ciclos de 60 Hz). Observar um intervalo de tempo entre aplicações sucessivas suficiente para o resfriamento do módulo. Após o ensaio, esperar o resfriamento dos módulos e verificar se os mesmos permanecem no seu modo de operação normal.

2.15. (N) Disparo Primordial

2.15.1. Aplicação - Este ensaio se aplica a todos os módulos, exceto MA, MC e MI.

2.15.2. Requisito - Após ficarem em um ambiente escuro por um período mínimo de 24 (vinte e quatro) horas, os módulos devem estar com a Tensão de Disparo CC dentro dos limites estabelecidos na Tabela 1.

2.15.3. Avaliação - Antes deste ensaio, os módulos devem atender ao ensaio de Tensão de Disparo CC.

2.15.4. Procedimento - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. Os módulos devem ser colocados em uma câmara escura que permita o acesso elétrico aos pinos de rede (linhas A e B) e terra. Após decorrido um período de 24 horas, mantendo-se os módulos dentro da câmara, verificar a Tensão de Disparo CC. Todos os módulos devem atender os limites da Tabela 1.

2.16. (O) Tensão Aplicada

2.16.1. Aplicação - Este ensaio se aplica a todos os módulos.

2.16.2. Requisito - Os módulos devem suportar uma tensão de 1 (um) kV eficaz em 60 Hz, durante o período de 1 (um) minuto, sem provocar centelhamentos. A corrente fuga deve ser inferior 5 (cinco) mA.

2.16.3. Procedimento de ensaio - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. A capa do módulo deve ser firmemente envolvida com papel alumínio. Curto-circuitar todos os pontos de contato do módulo e aplicar a tensão de 1 kV eficaz entre os pontos de contato e o papel alumínio. Durante o período de ensaio, não deve ocorrer centelhamentos e a corrente de fuga deve ficar limitada a 5 mA.

2.17. (P) Queda Livre

2.17.1. Aplicação - Este ensaio se aplica a todos os módulos.

2.17.2. Requisito - O módulo deve manter o seu modo de operação normal e sua integridade física após sofrer uma queda livre de uma altura de 1,5 m (um metro e meio), sobre um piso de concreto.

2.17.3. Avaliação - Antes deste ensaio, os módulos devem estar em seu modo de operação normal.

2.17.4. Procedimento - Devem ser submetidos ao ensaio 20 módulos. Os módulos devem ser deixados cair livremente, de maneira aleatória, de uma altura de 1,5 metros contra uma superfície de concreto ou similar. Após o ensaio, todos os módulos devem permanecer em seu modo de operação normal e apresentar integridade física.

2.18. (Q) Dimensional

2.18.1. Aplicação - Este ensaio se aplica a todos os módulos.

2.18.2. Requisito - Os módulos devem ter as suas dimensões de acordo com as Figuras 8, 9, 10 e 11.

2.18.3. Procedimento - Devem ser submetidos ao ensaio 5 módulos. Medir as dimensões do módulo constantes do Figuras 8, 9, 10 e 11. Todos os valores medidos devem estar dentro das tolerâncias estabelecidas.

Figura 8. Dimensões para Módulos Protetores (MP-N, MP-E, MP-S, MP-R) 

Figura 9. Dimensões para Módulos de Isolamento (MI). 

Figura 10. Dimensões para Módulos de Continuidade (MC). 

Figura 11. Dimensões para Módulos de Aterramento (MA)

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

3.1. Os procedimentos de ensaio não discriminados serão objeto de estruturação pelos laboratórios avaliados pelos OCD. Além disso, os procedimentos para a coleta de amostras quando não tratados nos documentos normativos, serão definidos entre os OCD, laboratórios de ensaios e fabricantes. As amostras dos produtos a serem certificados deverão estar acompanhadas de uma declaração do fabricante, indicando terem sido coletadas na produção.