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Ato nº 14033, de 22 de novembro de 2017

Publicado: Terça, 06 Fevereiro 2018 14:10 | Última atualização: Quarta, 10 Julho 2019 16:57 | Acessos: 228
 

 

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no Boletim de Serviço Eletrônico em 6/2/2018.

 

O SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e

CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do Art. 19 da Lei n.º 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

CONSIDERANDO o Inciso II do Art. 9º do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000;

CONSIDERANDO o Art. 1º da Portaria nº 419 de 24 de maio de 2013;

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.081830/2017-10;

RESOLVE:

Art. 1º  Aprovar os requisitos técnicos para avaliação da conformidade do produto "Multiplex PDH 2/8/34 Mbit/s", conforme o Anexo I deste Ato.

Art. 2º  Este Ato entra em vigor na data de sua publicação no Boletim de Serviço Eletrônico da Anatel. 

VITOR ELÍSIO GOES DE OLIVEIRA MENEZES

 Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação

 

ANEXO I

REQUISITOS TÉCNICOS PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DO PRODUTO MULTIPLEX PDH 2/8/34 Mbps 

1. OBJETIVO

1.1. Estabelecer os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de Multiplexadores PDH de 2, 8 e 34 Mbps junto à Agência Nacional de Telecomunicações. 

2. REFERÊNCIAS NORMATIVAS

2.1. Recomendação G.703 do ITU-T - Physical/electrical characteristics of hierarchical digital interfaces.

2.2. Recomendação V.35 do ITU-T (edição de 1984) - Data transmission at 48 kbit/s using 60-108 kHz group band circuits  .

2.3. Recomendação V.36 do ITU-T - Modems for synchronous data transmission using 60-108 kHz group band circuits.

2.4. ETS 102 080 V1.3.1:11/1998 – Transmission and Multiplexing (TM); Integrated Services Digital Network (ISDN) Basic Access; Digital Transmission System on Metallic Local Lines.

2.5. ETS 300 012-4:11/1998 – Integrated Services Digital Network (ISDN); Basic User Network Interface (UNI); Part 4: Conformance Test Specification for Interface IA.

2.6. ETS 300 011-2:11/1998 – Integrated Services Digital Network (ISDN); Primary Rate User Network Interface (UNI); Part 2: Conformance Test Specification for Interface IA and IB.

2.7. NBR 13415/1995 - Circuito de interconexão balanceado para velocidades de transmissão do sinal de dados de até 100 kbit/s.

2.8. NBR 13416/1995 - Circuito de interconexão balanceado para velocidades de transmissão do sinal de dados de até 10 Mbit/s.

2.9. NBR 13417/1995 - Circuito de interconexão desbalanceado para velocidades de transmissão de sinal de dados de até 20000 bit/s.

3. REQUISITOS TÉCNICOS

3.1. Características elétricas para Interfaces E1 e E3:

3.1.1. Atender aos requisitos técnicos vigentes para avaliação da conformidade de Interfaces E1 e E3.

3.2. Características elétricas e de transmissão para o canal a dois fios

3.2.1. Quando o multiplexador possuir interface analógica, aplicar os requisitos e procedimentos de ensaio contidos no item 3.1 dos Requisitos Técnicos para Avaliação da Conformidade do Produto Multiplexador de Dados

3.3. Características de saída para interface com par simétrico (120 Ohms) do Multiplex PDH (2Mbit/s)

3.3.1. É desejável que o equipamento possua interface simétrica, distinta da interface coaxial, nas especificações a seguir:

a) Número de pares: um par simétrico;

b) Impedância nominal: 120 ohms;

c) Tensão nominal: 3 V;

d) Tensão de pico: 0V ± 0,3 V.

3.4. Requisitos aplicáveis quando o Multiplex possuir interface de linha com sinal 2B1Q ou com modulação CAP

3.4.1. Potência média do sinal transmitido

3.4.1.1. A potência média do sinal é obtida com a transmissão da palavra de alinhamento de quadro e símbolos de igual ocorrência nas demais posições. O valor da potência média deve ser inferior a 14,0 dBm medida na faixa de frequências de 0 Hz a 1168 kHz.

3.4.1.2. Procedimento de ensaio

a) Aplicar os procedimentos de ensaio do item 2.1.2 dos Requisitos Técnicos para Avaliação da Conformidade do Produto Regenerador de sinais SHDSL.

3.4.2. Características do sinal na recepção (desempenho)

3.4.2.1. Aplicar os requisitos e procedimentos de ensaio do item 2.4 dos Requisitos Técnicos para Avaliação da Conformidade do Produto Regenerador de sinais SHDSL.

3.4.3. Tensão longitudinal de saída

3.4.3.1. Aplicar os requisitos e procedimentos de ensaio do item 2.2 dos Requisitos Técnicos para Avaliação da Conformidade do Produto Regenerador de sinais SHDSL.

3.4.4. Grau de desequilíbrio

3.4.4.1. Aplicar os requisitos e procedimentos de ensaio do item 2.3 dos Requisitos Técnicos para Avaliação da Conformidade do Produto Regenerador de sinais SHDSL.

3.5. Características elétricas da interface a 64 kbit/s

3.5.1. Quando o multiplexador possuir interface G.703 a 64 kbit/s, deverá atender ao item 4.2 (Características elétricas da interface à 64 kbit/s) da Recomendação G.703 do ITU-T - Physical/electrical characteristics of hierarchical digital interfaces.

3.6. Requisitos para interface V.35

3.6.1. Recomendação V.35 da ITU-T (edição de 1984):

3.6.1.1. Ensaios aplicáveis aos sinais CT-103 e CT-104, e aos sinais CT-114 e CT-115, quando implementados:

a) Gerador: item II.3 do anexo II.

b) Receptor (carga): item II.4 do anexo II.

3.6.2. NBR 13415/1995:

3.6.2.1. Itens aplicáveis quando o produto opera com taxas de transmissão de dados até 100 kbps e possui na interface V.35 os sinais CT-105, CT-106, CT-107 e CT-109 implementados como circuitos não balanceados:

a) Gerador: item 5.2.1 e item 5.3.

b) Carga: item 5.2.2 e item 5.4.

3.6.3. NBR 13416/1995:

3.6.3.1. Itens aplicáveis quando o produto opera com taxas de transmissão de dados até 10 Mbps e possui na interface V.35 os sinais CT-105, CT-106, CT-107 e CT-109 implementados como circuitos balanceados:

a) Gerador: item 5.2.1, e item 5.3.

b) Carga: item 5.2.2 e item 5.4.

NBR 13417/1995:

3.6.4.1. Itens aplicáveis quando o produto opera com taxas de transmissão de dados até 20 kbps e possui na interface V.35 os sinais CT-105, CT-106, CT-107 e CT-109 implementados como circuitos não balanceados:

a) Carga: item 4.1.4. Com relação ao item 4.1.4.1, deve-se medir a resistência em corrente contínua, e verificar se está entre 3000 ohms e 7000 ohms.

b) Gerador: item 4.1.5.

c) Para carga e gerador: item 4.1.6.3.

3.7. Requisitos para interface V.36

3.7.1. Recomendação V.36 do ITU-T:

3.7.1.1. Quando o multiplexador possuir interface V.36, aplicar o item 10 - Características elétricas da interface V.36.

3.8. Requisitos aplicáveis quando o multiplexador possuir interface U - acesso básico

3.8.1. Aplicar os seguintes itens da norma ETS 102 080 V1.3.1:11/1998 – Transmission and Multiplexing (TM); Integrated Services Digital Network (ISDN) Basic Access; Digital Transmission System on Metallic Local Lines.

a) 6.3 - Desbalanceamento em relação ao terra;

b) 10.6.1 - Requisitos de alimentação do TR1: apenas o sub-item 10.6.1.1;

c) 10.6.3 Tensão de alimentação do TR1;

d) Anexo A:

  • A.1 Código de linha;

  • A.12.4 Densidade espectral de potência;

  • A.13 Terminação de transmissão/recepção.

3.9. Desempenho

3.9.1. Quando o multiplexador possuir interface U - acesso básico, o equipamento deverá operar com taxa de erro de bit menor ou igual a 1x10-7 nas linhas do tipo A, B, C e D a seguir exemplificadas:

a) Linha tipo A:

 

b) Linha tipo B:

 

c) Linha tipo C:

 

d) Linha tipo D: 

3.9.2. As características de resistência/km, e capacitância/km dos cabos que compõem as linhas especificadas acima, estão definidas nos requisitos técnicos relativos a cabos telefônicos.

3.9.3. Condições de degradação: o desempenho especificado deve ser obtido para cada uma das linhas apresentadas no item 3.9.1 deste documento, com o receptor do modem em avaliação (MTL ou MTR), sujeito a ruído de paradiafonia e ruído metálico, conforme defini a seguir:

3.9.3.1. Paradiafonia:

  • a paradiafonia simulada deve ser introduzida no receptor do modem em teste. Esta é obtida a partir de uma fonte de ruído branco aleatório, modelada por meio de um filtro gaussiano calibrado;

  • a fonte interferente é modulada em frequência e estabelecida em um determinado nível de forma a simular a paradiafonia de 49 pares interferentes, que compõem um grupo de pares de cabo;

  • a densidade espectral de potência (dep) desta interferência é maior nas altas frequências (acima de 50 kHz) do que qualquer sinal 2B1Q padrão que atenda esta especificação;

  • após a aplicação de um modelo simplificado da paradiafonia para a dep assumida de interferência, obtém-se a dep da paradiafonia que é dada pela equação El, como sendo Pnext, e que está Alotada na Figura 4-1

Figura 4-1 - DEP para Paradiafonia Simulada para Teste do Sistema 2B1Q 

  • a equação 1 a seguir e a Figura 4-1 representam a dep unilateralmente, por meio da integral de Pnext com relação a frequência que varia de 0 a infinito, fornecendo a potência em watts;

Equação 1.

Onde:

f = frequência em Hz

fo = 80 kHz

k = (5/9).Vp2/R

Vp = 2,33 V

R = 135 ohms

  • o modelo simplificado da paradiafonia é decrescente com inclinação de 15 dB/década e com atenuação de 57 dB em 80 kHz. É importante observar que Pnext tem nivel significativo na faixa de 160 kHz a 320 kHz, e ainda em frequências superiores. Todavia, um filtro limitador de faixa pode ser usado para limitar abruptamente a dep nas frequências acima de 320 kHz. O projeto deste filtro não é considerado neste documento;

  • A paradiafonia simulada deve ser aplicada com um nível de tensão apropriado para não perturbar a impedância do cabo ou do transceptor;

  • a paradiafonia simulada dada pela equação El apresenta dois termos A e B, onde:

  • "A" representa a diafonia de 49 sinais interferentes;

  • "B" é uma função de transferência de paradiafonia decrescente à 15 dB/década de frequência e com 57 dB de atenuação em 80 kHz;

  • para a linha do tipo 1 a margem de ruído injetado deve ser -6 dB, para as linhas do tipo 2 e 3 deve ser O dB e para a linha do tipo 4 deve ser +6 dB.

3.9.3.2. Ruído metálico:

a) uma simulação de ruído por indução de linhas de energia elétrica (frequência 60 Hz e suas harmônicas) deve também ser introduzida no receptor do modem. O ruído deve consistir da combinação de quaisquer duas harmônicas, listadas na Tabela 1, no nível de potência indicado na própria tabela.

Frequência

(Hz)

Potência do tom

(dBm em 135 ohms)

60

-47

180

-49

300

-59

420

-65

540

-70

660

-74

Tabela 1.

3.10. Requisitos aplicáveis quando o Multiplex possuir interface S/T – acesso básico

3.10.1. Aplicar os seguintes itens da norma ETS 300 012-4:11/1998 – Integrated Services Digital Network (ISDN); Basic User Network Interface (UNI); Part 4: Conformance Test Specification for Interface IA:

a) 6.1.2 - Resposta de eco ao canal D;

b) 6.2 - Ativação/desativação;

c) 7.1 - Taxa de quadros quando transmitindo INFO 1;

d) 7.2 - Características de jitter;

e) 7.3.2 - Impedância de saída quando transmitindo binário 0;

f) 7.4 - Amplitude e forma do pulso;

g) 7.6 - Tensão em outras cargas;

h) 7.8.1.1 - Impedância de entrada – teste A;

i) 7.8.3 - Desbalanceamento em relação ao terra;

j) 8.1.1.2 - Potência consumida;

k) 8.1.1.3 - Potência consumida no modo restrito.

3.11. Requisitos aplicáveis quando o Multiplex possuir a interface S/T – acesso primário

3.11.1. Aplicar os seguintes itens da norma ETS 300 011-2:11/1998 – Integrated Services Digital Network (ISDN); Primary Rate User Network Interface (UNI); Part 2: Conformance Test Specification for Interface IA and IB:

a) 5.3 - Características elétricas;

b) 5.4 - Jitter;

c) 5.5 - Fonte de alimentação.

3.12. Requisitos de compatibilidade eletromagnética

3.12.1. Avaliar requisitos técnicos vigentes na íntegra, no que for aplicável.

3.12.2. Os ensaios devem ser feitos com os multiplexadores operando na mesma configuração do ensaio de taxa de erro.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

4.1. Os procedimentos de ensaio não discriminados serão objeto de estruturação pelos laboratórios avaliados pelos OCD.

4.2. Além disso, os procedimentos para a coleta de amostras quando não tratados nos documentos normativos, serão definidos entre os OCD, laboratórios de ensaios e fabricantes.

4.3. As amostras dos produtos a serem certificados deverão estar acompanhadas de uma declaração do fabricante, indicando terem sido coletadas na produção