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Resolução nº 470, de 4 de julho de 2007 (REVOGADA)

Publicado: Quinta, 26 Julho 2007 17:24 | Última atualização: Sexta, 10 Maio 2019 10:51 | Acessos: 9806
 Revogada pela Resolução nº 686/2017

Aprova a Norma para Certificação e Homologação de Cabos Coaxiais Flexíveis de 50 Ohms ou 75 Ohms.

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no DOU de 26/7/2007.

 

O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 22 da Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, e pelo art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, aprovado pelo Decreto nº 2.338, de 7 de outubro de 1997;

CONSIDERANDO os comentários recebidos em decorrência da Consulta Pública nº 744, de 9 de outubro de 2006, publicada no Diário Oficial da União de 10 de outubro de 2006;

CONSIDERANDO que, de acordo com o que dispõe o inciso I do art. 214, da Lei nº 9.472, de 1997, cabe à Anatel editar regulamentação em substituição aos regulamentos, normas e demais regras em vigor;

CONSIDERANDO o que consta do processo nº 53500.020745/2006;

CONSIDERANDO deliberação tomada em sua Reunião nº 441, realizada em 27 de junho de 2007,

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Norma para Certificação e Homologação de Cabos Coaxiais Flexíveis de 50 Ohms ou 75 Ohms, na forma do Anexo a esta Resolução.

Art. 2º Determinar que, após noventa dias da data de publicação desta Resolução, o cumprimento das disposições contidas na Norma para Certificação e Homologação de Cabos Coaxiais Flexíveis de 50 Ohms ou 75 Ohms tornar-se-á compulsório, quando então ficam revogadas as disposições da Resolução nº 382, de 1º de outubro de 2004.

Art.3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

 

RONALDO MOTA SARDENBERG
Presidente do Conselho

 

ANEXO À RESOLUÇÃO Nº 470, DE 4 DE JULHO DE 2007

NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE CABOS COAXIAIS FLEXÍVEIS DE 50 OHMS OU 75 OHMS.


1. Objetivo

Esta norma estabelece os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de cabos coaxiais flexíveis com impedância de 50 ohms ou 75 ohms, para efeito de certificação e homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações.

2. Abrangência

Esta norma aplica-se aos cabos coaxiais flexíveis de 50 ohms ou 75 ohms para aplicação interna predial ou em áreas externas, quando utilizados para interligação de antenas ou equipamentos para transmissão de sinais de telecomunicações. Os cabos coaxiais resultantes desta norma não se aplicam em sistemas de CATV.

Os cabos abrangidos por esta norma são indicados ao uso em sistemas radiantes de altas-freqüências, nas faixas de HF, VHF e UHF.

Tabela 1 – Faixas de RF

Faixa de RF

Freqüência (MHz)

HF

1 a 30

VHF

30 a 300

UHF

300 a 3000

 OBS.: Faixas de freqüência diferentes podem ser especificadas pelo fabricante.

3. Referências

Para fins desta norma são adotadas as seguintes referências:

I. NBR 6810:1981 – Fios e cabos elétricos – Tração à ruptura em componentes metálicos – Método de ensaio;

II. NBR 6814:1985 – Fios e cabos elétricos – Ensaio de resistência elétrica – Método de ensaio;

III. NBR 8094: 1983 – Material metálico revestido e não revestido – Corrosão por exposição à névoa salina;

IV. NBR 9141:1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos – Ensaio de tração e alongamento à ruptura – Método de ensaio;

V. NBR 9143:1999 – Fios e cabos telefônicos – Ensaio de contração – Método de ensaio;

VI. NBR 9146:1994 – Fios e cabos telefônicos – Ensaio de tensão elétrica aplicada – Método de ensaio;

VII. NBR 9148:1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos – Ensaio de envelhecimento acelerado – Método de ensaio;

VIII. NBR 9149: 1998 – Cabos telefônicos – Ensaio de escoamento de composto de enchimento – Método de ensaio;

IX. NBR 14705:2006 – Classificação de cabos internos para telecomunicações quanto ao comportamento frente à chama – Especificação;

X. NBR NM-IEC-60811-1-1 – Métodos de ensaio comuns para os materiais de isolação e de cobertura de cabos elétricos – Parte 1: Métodos para aplicação geral – Capítulo 1: Medição de espessuras e dimensões externas – Ensaios para a determinação das propriedades mecânicas;;

XI. ANSI/SCTE 48-3 2004 – Test procedure for measuring shielding effectiveness of braided coaxial drop cable using the GTEM cell;

XII. ANSI/SCTE 66 2003 – Test method for coaxial cable impedance

XIII. ANSI/SCTE 69 2002 – Test Method for Moisture Inhibitor Corrosion Resistance;

XIV. ANSI/SCTE 70 2002 – Insulation Resistance Megohmmeter Method;

XV. IEC 61196-1:1995 Radio-frequency cables – Part 1 : Generic specification – General definitions, requirements and test methods;

XVI. ASTM A 641:1998 - Specification For Zinc-Coated (Galvanized) Carbon Steel Wire;

XVII. ASTM D 3349:1999 – Standard test method for absorption coefficient of ethylene polymer material pigmented with carbon black;

XVIII. ASTM D 4565:1999 – Standard test methods for physical and environmental performance properties of insulations and jackets for telecommunications wire and cable.

4. Definições

Para fins desta norma são adotadas as seguintes definições:

4.1 Cabos coaxiais: são constituídos de dois condutores separados por material polimérico, tendo um eixo comum;

4.2 Condutor central: é constituído por um fio sólido, multifilar ou um tubo liso;

4.3 Dielétrico: camada de material polimérico aplicada sobre o condutor central;

4.4 Núcleo do cabo: conjunto formado pelo condutor central e o dielétrico;

4.5 Fita laminada de blindagem: fita polimérica com folha(s) de material(is) metálico(s) laminado aderida(s) a pelo menos uma de suas faces;

4.6 Trança ou malha: blindagem constituída de feixes entrelaçados;

4.7 Primeira fita: fita laminada de blindagem sobreposta ao dielétrico. Esta fita pode ser aderida ou não ao dielétrico;

4.8 Primeira trança: trança sobreposta à primeira fita, quando houver, ou ao dielétrico;

4.9 Segunda fita: fita laminada de blindagem sobreposta à primeira trança;

4.10 Segunda trança: trança sobreposta à segunda fita, quando houver, ou sobre à primeira trança;

Figura 1 – Representação dos elementos da trança

4.11 Feixe ou espula: conjunto de fios elementares;

4.12 Fio elementar: fio sólido que compõe o feixe;

4.13 Condutor externo (Blindagem): conjunto formado pela combinação de fita(s) polimérica(s) laminada(s) aluminizada(s), quando houver, e trança(s) de fios de cobre nu ou revestido;

4.14 Capa externa: camada de material polimérico aplicada sobre o condutor externo, atuando como revestimento externo do cabo coaxial singelo ou como encapamento da via no cabo multicoaxial;

4.15 Núcleo multicoaxial: conjunto formado pela reunião de cabos coaxiais (vias);

4.16 Terceira fita: fita laminada de blindagem sobreposta ao núcleo multicoaxial;

4.17 Terceira trança: trança sobreposta à terceira fita, quando houver, ou sobre o núcleo multicoaxial;

4.18 Blindagem global: conjunto formado pela combinação de fita(s) polimérica(s) laminada(s) metalizada(s), quando houver, e trança(s) de fios de cobre nu ou revestido;

4.19 Cobertura: camada de material polimérico aplicada sobre a blindagem global, quando houver, ou sobre o núcleo multicoaxial;

4.20 Lance: comprimento contínuo sem emendas;

4.21 Família de cabos: serão considerados como componentes de uma mesma família os cabos que apresentarem as mesmas características dimensionais e de materiais em relação ao núcleo do cabo. Os cabos com condutor nu ou revestido podem fazem fazer parte de uma mesma família, assim como os cabos múltiplos. Os cabos com condutor central tubular constituem uma família específica.

5. Designação

5.1 A designação dos cabos coaxiais deve ser conforme definido a seguir:

nn = número de vias (somente em cabos multicoaxiais).
RF = cabo para radiofreqüência (padrão).
II = impedância do cabo.
<espaço>
C,CC = diâmetro do condutor central em mm (pode ser adotada apenas a unidade e o décimo quando o centésimo for igual a zero).
F ou T = quando utilizado o "F" indica que o condutor central é multifilar e o "T" indica que o condutor central é tubular.

 /

D,DD = diâmetro sobre o dielétrico em mm (poderá ser adotado apenas a unidade e o décimo quando o centésimo for igual a zero).
<espaço>
X/Y/Z = material do condutor central, do revestimento quando houver e do dielétrico respectivamente. Onde X, Y e Z representam os símbolos químicos ou sigla dos materiais.
<espaço>
M = quando utilizado indica a aplicação de fita laminada de blindagem sobre o dielétrico.
DT = quando utilizado indica dupla trança.
X = quando utilizado indica que o condutor externo é revestido, onde X é o símbolo químico do material do revestimento.
<espaço>
BC = indica a existência de blindagem global constituída de fita laminada de blindagem, em cabos multicoaxiais.
T = indica a existência de blindagem global constituída de trança de fios metálicos.
X = quando utilizado indica que o condutor da blindagem global é revestido, onde X é o símbolo químico do material do revestimento.
<espaço>
XX = aplicável apenas para os cabos indicados ao uso em ambiente interno. Define a classificação do cabo quanto ao comportamento frente à chama conforme NBR 14705.
FFF ou FFFF = faixa de RF ou freqüência de operação em MHz.

Exemplo:

21RF75 0,50F/2,45 Cu/Sn/FEP MDTSn BCTSn CM HF

Cabo multicoaxial constituído por 21 vias com impedância de 75 ohms. O condutor central é multifilar estanhado com diâmetro de 0,50 mm e o dielétrico de FEP tem 2,45 mm de diâmetro. Cada via é blindada por uma fita laminada de blindagem e dupla trança de fios de cobre estanhado. O núcleo multicoaxial é blindado por fita(s) laminada(s) de blindagem aplicada(s) e por trança de fios de cobre estanhado e revestido externamente por um composto termoplástico retardante à chama, classe CM, e opera na faixa de freqüência de 1 a 30 MHz.

6. Projeto

Tabela 2 – Símbolos, descrições e unidades de medida

Símbolo

Descrição

Unidade de Medida

a

Atenuação Total

dB / 100m

ax

Atenuação em função de cada elemento significativo

dB / 100m

bx

Ângulo de aplicação do feixe

º (graus)

cx

Condutividade do condutor central

m / W mm2

d2

Ângulo de perda do material dielétrico

rad

e2

Permissividade do material dielétrico

-

%x

Percentual de cobertura da trança

%

dx

Diâmetro do fio elementar de uma componente

mm

D1t

Diâmetro interno do tubo de uma componente

mm

Dxe

Diâmetro eficaz de uma  componente

mm

Dxm

Diâmetro médio de uma componente

mm

E2

Gradiente de voltagem do dielétrico

kV / mm

F

Freqüência

MHz

G

Velocidade de propagação

%

kx , kxy

Fatores de correção para os cálculos

-

fcx

Fator de cobertura linear da trança

-

nx

Número de fios do feixe

-

Px

Passo da trança

mm

Rx

Resistência elétrica CC

W / m

sx

Espessura de uma componente

mm

sxmin

Espessura mínima de uma componente

mm

tx

Número de feixes da trança

-

V2

Rigidez dielétrica CA

KV

wx

Largura da fita laminada de blindagem

mm

z0

Impedância Característica

W

hx

Espessura do revestimento do condutor

mm

 

Tabela 3 – Índices

Índice

Componente

1

Condutor central

2

Dielétrico

3

Primeira fita

4

Primeira trança

5

Segunda fita

6

Segunda trança

7

Capa externa

8

Núcleo multicoaxial

9

Terceira fita

10

Terceira trança

11

Cobertura

 

6.1 Parâmetros definidos pelo fabricante:

Para fins desta norma o interessado deve fornecer, ao OCD e ao laboratório, a planilha de cálculo devidamente preenchida contendo as informações solicitadas.

A planilha de cálculo encontra-se anexa ao final desta norma e é composta por sete páginas. 

Tabela 4 – Constantes dos materiais dielétricos 

Material

Permissividade do Dielétrico (e2)

Ângulo de Perda do Dielétrico (tg d2)

Gradiente de Voltagem do Dielétrico (kV/mm) (E2)

PE Sólido

2,28

2,5 x 10-4

11

PE Celular

1,3

1,4 x 10-4

2

PE Celular

1,5

1,6 x 10-4

2

PE Celular

1,7

1,6 x 10-4

2

PTFE

2,1

4.A

11

FEP

2,1

4.B

 

FEP Celular

1,5

1,2 x 10-3

2

ETFE

2,6

 

 

PFA

2,1

 

 

PVC  = Policloreto de vinila
PE    = Polietileno
PTFE = Politetrafluoretileno
FEP   = Etileno-polipropileno fluoretizado
ETFE  = Etileno-tetrafluoretileno
PFA   = Perfluoroalcoxi

Tabela 4.A

Freqüência (MHz)

tg d2

1

1 x 10-4

10

1,5 x 10-4

100

2,5 x 10-4

1.000

4,3 x 10-4

10.000

2 x 10-4

Tabela 4.B

Freqüência (MHz)

tg d2

1

4 x 10-4

10

4 x 10-4

100

8 x 10-4

1.000

10 x 10-4

2.000

10 x 10-4

10.000

7 x 10-4

6.2 Condutor externo

6.2.1 Primeira fita

Diâmetro eficaz (D3e)

 

onde:
D2 é o diâmetro externo do dielétrico;
S3 é a espessura da primeira fita.

6.2.2 Primeira trança

Tabela 5 – Diâmetros recomendados para as tranças

Diâmetro sob a Trança (mm)

Diâmetro nominal recomendado para o fio da trança (mm)

Trança Simples

Trança Dupla

De1,5 a2,5

0,10

0,10

>2,5 a3,5

0,12

0,12

>3,5 a7,0

0,14

0,14

>7,0 a8,0

0,16

0,16

>8,0 a10,5

0,18

0,16

>10,5 a12,5

0,20

0,18

>12,5 a14,5

0,22

0,20

>14,5 a17,0

0,24

0,22

>17,0 a25,0

0,26

0,24

Observação: Outros diâmetros podem ser utilizados, desde que atendam ao percentual de cobertura.

 

Diâmetro eficaz (D4e)
- quando houver a aplicação conjunta da primeira fita laminada de blindagem, sobreposta ao dielétrico, e da primeira trança:

 

- quando houver a aplicação somente da primeira trança sobreposta ao dielétrico:

 

onde:
d4 é o diâmetro do fio elementar da primeira trança.

Diâmetro médio (D4m)

 

Percentual de cobertura (%4)

 

onde:
P  é o passo do feixe;
? é o ângulo formado entre o eixo do cabo e a trança;
t  é o número de feixes da trança;
n  é o número de fios por feixe;
d  é o diâmetro do fio elementar da trança;
fc  é o fator de cobertura linear da trança.

6.2.3 Segunda fita

Diâmetro eficaz (D5e)

 

onde:
S5 é a espessura da segunda fita.

6.2.4 Segunda trança

Diâmetro eficaz (D6e)

 

onde:
d6 é o diâmetro do fio elementar da segunda trança.

Diâmetro médio (D6m)

Percentual de cobertura (%6)

6.3 Condutor central

 

Diâmetro eficaz (D1e)

 

onde:
e é a constante de Neper, com valor aproximado de 2,71828182;
e2 é a constante dielétrica.

Tabela 6 – Constantes para condutor central

Símbolo

Designação

Valor pelo número de elementos (N1)

1

7

12

19

k1r

Fator de trança para resistência cc e peso

1,00

1,03

1,03

1,03

k1a

Fator trança para atenuação

1,00

1,25

1,25

1,25

k1z

Fator de diâmetro eficaz

1,00

0,94

0,96

0,98

k1d

Taxa entre diâmetro externo e o diâmetro do fio elementar

1,00

3,02

4,16

5,00

k2

Fator de gradiente de voltagem

1,00

0,90

0,90

0,90

 

Diâmetro do condutor sólido ou monofilar (D1s)

 

Diâmetro do condutor flexível ou multifilar (D1f)

 

Diâmetro do fio elementar do condutor flexível ou multifilar (d1)

 

6.4 Capa externa

Diâmetro médio (D7m)

 

onde:
s7 é a espessura da capa externa.

6.5 Núcleo multicoaxial

Diâmetro médio (D8m)

 

Tabela 7 – Fator de cálculo para o núcleo multicoaxial

Número de vias

k8

Número de vias

k8

Número de vias

k8

Número de vias

k8

2

2,00

12

4,16

24

6,00

38

7,33

3

2,16

121

5,00

25

6,00

39

7,33

4

2,41

13

4,41

26

6,00

40

7,33

5

2,70

14

4,41

27

6,15

41

7,67

6

3,00

15

4,70

28

6,41

42

7,67

7

3,00

16

4,70

29

6,41

43

7,67

71

3,35

17

5,00

30

6,41

44

8,00

8

3,45

18

5,00

31

6,70

45

8,00

81

3,66

181

7,00

32

6,70

46

8,00

9

3,80

19

5,00

33

6,70

47

8,00

91

4,00

20

5,33

34

7,00

48

8,15

10

4,00

21

5,33

35

7,00

52

8,41

101

4,40

22

5,67

36

7,00

61

9,00

11

4,00

23

5,67

37

7,00

64

9,18

Observação: 1 Vias reunidas em uma única coroa.

6.6 Blindagem Global

6.6.1 Terceira fita

Diâmetro Médio (D9m)

 

onde:
s9 é a espessura da terceira fita.

6.6.2 Terceira trança

Diâmetro médio (D10m)

 

onde:
d10 é o diâmetro do fio elementar da terceira trança.

Percentual de cobertura (%10)

 

onde:
P é o passo do feixe;
? é o ângulo formado entre o eixo do cabo e a trança;
t é o número de feixes da trança;
n é o número de fios por feixe;
d é o diâmetro do fio elementar da trança;
fc é o fator de cobertura linear da trança.

6.7 Cobertura

Espessura nominal (s11)

 

Espessura mínima (s11min)

 

6.8 Resistência Elétrica

Tabela 8 – Condutividade dos materiais condutores

Condutor

Símbolos

Unidade

Valor

Cobre

Cx

m/Wmm2

58

Alumínio

35

Estanho

8,3

Prata

61

Aço Cobreado 21%

12,2

Aço Cobreado 30%

17,4

Aço Cobreado 40%

23,2

Observações:

1)      No caso de materiais compostos (exemplo: cobre sobre alumínio), o cálculo deverá ser feito respeitando a proporcionalidade da área da seção de cada material.

2)      Para o cálculo da resistência elétrica máxima deve ser considerado o diâmetro mínimo do condutor. Entende-se como diâmetro mínimo o valor nominal menos a variação tolerada, conforme definido no item 8.9.1.

Resistência elétrica do condutor central sólido ou monofilar (R1s)

 

Resistência elétrica do condutor central flexível ou multifilar (R1f)

 

Resistência elétrica do condutor central tubular (R1t)

 

6.9 Atenuação

Atenuação (a)

Atenuação inerente ao condutor central (a1)

 

Atenuação inerente ao dielétrico (a2)

Atenuação inerente ao condutor externo (a3)

  

 

Tabela 9 – Constantes construtivas para o cálculo da atenuação

Símbolo

Designação

Característica

Valor

k1a

Atenuação característica do condutor central

Condutor monofilar

Condutor multifilar

1,0

1,25

k1c

Cobre estanhado

Aço/Alumínio cobreado

Ver Tabela 10.A

Ver Tabela 10.B

k4a

Atenuação característica do condutor externo

Condutor Trançado

2,0

fita polimérica com face(s) metálica(s) laminada(s) aplicada diretamente sobre o dielétrico

1,0

k4c

Cobre estanhado

Ver Tabela 10.A

Tabela 10 – Constantes de material para o cálculo da atenuação

Condutor

Símbolo

Valor

Cobre

k1c e k4c

1

Cobre prateado

1

Cobre estanhado

Ver Tabela 10.A

Aço/Alumínio cobreado

Ver Tabela 10.B

Tabela 10.A – Cobre estanhado

k1c ou k4c

0,01

1,01

0,02

1,03

0,03

1,06

0,04

1,11

0,06

1,25

0,08

1,44

0,10

1,67

0,12

1,91

0,15

2,24

0,18

2,46

0,20

2,60

³ 0,25

2,70

Tabela 10.B – Aço/Alumínio cobreado

k1c ou k4c

0,005

11,04

0,010

6,06

0,015

4,16

0,020

3,17

0,025

2,57

0,030

2,16

0,035

1,87

0,040

1,65

0,050

1,35

0,060

1,16

0,070

1,04

³ 0,080

1,00

6.10          Impedância

Impedância (z0)

6.11          Rigidez dielétrica

Rigidez dielétrica (V2)

 

6.12     Velocidade de propagação

Velocidade de propagação (G)

 

7.      Requisitos Gerais

7.1              O condutor externo ou blindagem dos cabos coaxiais deve ser constituído de trança(s) de fios em combinação ou não com fita(s) laminada(s) de blindagem;

7.2              O condutor externo deve ser protegido por uma capa externa que apresente o desempenho previsto nesta norma;

7.3              Os cabos multicoaxiais devem ser constituídos pela reunião de mais de um cabo coaxial, neste caso denominado vias, reunidos entre si, opcionalmente envoltos por uma ou mais camadas de material não higroscópico;

7.4              O cabo multicoaxial paralelo é constituído pela reunião de duas ou mais vias, em paralelo, sem cordão de rasgamento e sem cobertura;

7.5              Cada via do cabo multicoaxial deve ser identificada por uma marcação indelével, em intervalos adequados, de tal forma que com a abertura de 50 cm de cobertura seja possível a identificação de todas as vias. Em cabos de 2 (duas) vias é suficiente a marcação de apenas uma delas;

7.6              Quando houver blindagem global, esta poderá ser constituída de trança(s) de fios metálicos em combinação ou não com fita(s) laminada(s) de blindagem;

7.7              O cabo multicoaxial deve ser protegido por uma cobertura que apresente o desempenho previsto nesta norma;

7.8              Os cabos multicoaxiais devem possuir sob a cobertura um cordão de rasgamento. Este, deve ser dielétrico, não higroscópico e contínuo em todo o comprimento do cabo, devendo permitir, sem o seu rompimento, uma abertura de pelo menos 1 (um) metro da cobertura;

7.9              O condutor central deve ser constituído por um fio sólido, multifilar ou um tubo liso de cobre, alumínio, estanho, prata ou aço cobreado

7.10          A superfície do condutor central não deve apresentar fissuras, escamas, estrias, rebarbas, asperezas ou inclusões;

7.11          O dielétrico deve ser constituído por uma camada de material polimérico que satisfaça os requisitos desta norma.

8.      Requisitos Específicos e Métodos de Ensaio

8.1              Resistência elétrica

8.1.1        A resistência elétrica do condutor central não deve ser superior ao valor calculado, expresso em ?/100m, e deve ser medida em corrente contínua a 20 ºC ou corrigida para esta temperatura, devendo ser verificada conforme o método estabelecido na NBR 6814. 

8.1.2        Para os cabos multicoaxiais o valor de resistência máxima pode ser acrescido em 2 % em relação ao calculado para o cabo singelo, sendo esse fator multiplicado pelo número de coroas constituintes do cabo. Este percentual não se aplica aos cabos multicoaxiais paralelos.

8.2              Resistência de isolamento

8.2.1        A resistência de isolamento deve ser de, no mínimo, 5.000 MW.km, devendo ser verificada através do método estabelecido na ANSI/SCTE 70 2002.

8.3              Rigidez dielétrica

8.3.1        Quando o valor calculado de rigidez dielétrica for inferior a 5 kV, este deverá ser arredondado para um valor superior múltiplo de 0,2 kV. Por exemplo, se o valor calculado for de 2,15 kV, este deverá ser arredondado para 2,2 kV.

8.3.2        Quando o valor calculado de rigidez dielétrica for igual ou superior a 5 kV, , este deverá ser arredondado para um valor superior múltiplo de 0,5 kV. Por exemplo, se o valor calculado for de 5,35 kV, este deverá ser arredondado para 5,5 kV.

8.3.3        O ensaio deve ser realizado por 2 (dois) minutos em tensão alternada (CA) ou com o valor corrigido para tensão contínua (CC), sendo esta correção feita multiplicando-se o valor eficaz CA por 1,41.

8.3.4        O valor máximo da tensão aplicada no cabo deve ser limitado a 7kVca ou 10kVcc.

8.3.5        A rigidez dielétrica entre os condutores de um cabo deve ser verificada conforme o método estabelecido na NBR 9146.

8.4              Atenuação

8.4.1        Para os cabos singelos a tolerância máxima de atenuação é de 15 % em relação ao nominal calculado.

8.4.2        Para os cabos multicoaxiais a atenuação máxima pode ser acrescida em 2 % em relação à atenuação máxima permitida ao cabo singelo, sendo esse fator multiplicado pelo número de coroas constituintes do cabo. Este percentual não se aplica aos cabos multicoaxiais paralelos.

8.4.3        A atenuação deve ser verificada conforme o método estabelecido na IEC  61196-1:1995. Outro método que apresente a mesma exatidão pode ser utilizado.

8.4.4        Para a verificação da curva de atenuação devem ser calculados e apresentados pelo interessado, no mínimo, 91 (noventa e um) pontos por década distribuídos linearmente. Por exemplo, de 1 a 10 MHz são 91 pontos, de 10 a 100 MHz são  mais 91 pontos, e assim, sucessivamente.

8.4.5        O cabo deve ser classificado quanto à sua atenuação de acordo com a atenuação máxima calculada na freqüência de 200 MHz à temperatura de 20 ºC, sendo a atenuação expressa em dB/100 m. Caso o valor fique fora do especificado na tabela 11, este poderá ser calculado em outras freqüências, tendo como preferência 30 MHz para os cabos que operam em HF e 800 MHz para os cabos que operam em UHF.

Tabela 11 – Classe de atenuação

Atenuação (dB/100m)

Classe de atenuação

a £ 2,0

2

2,0 < a £ 2,5

2,5

2,5 < a £ 3,0

3

3,0 < a £ 4,0

4

4,0 < a £ 5,0

5

5,0 < a £ 6,0

6

6,0 < a £ 8,0

8

8,0 < a £ 10,0

10

10,0 < a £ 13,0

13

13,0 < a £ 16,0

16

16,0 < a £ 20,0

20

8.5              Impedância

8.5.1        A impedância média deve atender ao valor calculado pelo fabricante e deve ser verificada conforme o método estabelecido na ANSI SCTE 66 2003 na faixa de freqüência de operação do cabo, limitando-se a 210 MHz. Outro método que apresente a mesma exatidão pode ser utilizado.

8.5.2        A tolerância de impedância é dada em função da classe de atenuação que o cabo se enquadra. Na tabela 12 é apresentada a correspondência entre classe de atenuação e tolerância de impedância.

Tabela 12 – Tolerância de impedância

Classe de

atenuação

Tolerância de

impedância (?)

2 a 4

± 2,0

5 a 8

± 2,5

10 a 13

± 3,0

16 a 20

± 5,0

8.6              Velocidade de propagação

8.6.1        A velocidade de propagação relativa do cabo coaxial não deve ser inferior a 95 % do valor calculado, devendo ser verificada conforme o método de ensaio estabelecido na IEC 61196-1:1995, na faixa de freqüência de operação do cabo, limitada a 210 MHz. Outro método que apresente a mesma exatidão pode ser utilizado.

8.7              Perda por retorno (SRL)

8.7.1        A perda de retorno não deve ser inferior aos valores estabelecidos na tabela 13 para as faixas de freqüência especificadas. 

Tabela 13 – SRL

Faixa de freqüência (MHz) SRL (dB)
 30 MHz ? f ? 300 MHz 15
300 MHz < f ? 460 MHz
460 MHz < f ? 585 MHz
585 MHz < f ? 960 MHz

8.7.2        Em cada uma das faixas de freqüência são permitidos até 3 picos de SRL, desde que não ultrapassem 4 dB abaixo do valor mínimo admitido.

8.7.3        A perda por retorno estrutural deve ser verificada conforme o método estabelecido na norma IEC 61196-1:1995, seção 11.12. Outro método que apresente a mesma exatidão pode ser utilizado.

8.8              Eficiência de blindagem

8.8.1        A eficiência da blindagem para os cabos coaxiais flexíveis não deve ser inferior aos valores estabelecidos na tabela 14 e deve ser verificada através do método estabelecido na ANSI/SCTE-48-3 2004 na faixa de freqüência de 5 MHz a 1.000 MHz respeitando a freqüência máxima de operação do cabo, informada na planilha de cálculo.

Tabela 14 – Eficiência da blindagem (dB)

Tipo de blindagem

dB

Blindagem dupla + fita(s)

95

Blindagem simples + fita(s)

65

Blindagem dupla (2 tranças)

59

Blindagem simples (1 trança)

35

8.8.2        Para fins de avaliação da eficiência de blindagem em uma mesma família o interessado deve informar todas as construções de blindagem e percentuais de cobertura de trança pertencentes a esta família e devem ser apresentadas duas amostras: uma da blindagem com construção mais complexa e a segunda da construção mais simples, conforme a tabela 19 (Grau de Complexidade). As amostras devem possuir o menor percentual da trança na família apresentada.

8.8.3        As amostras devem ser montadas conforme o especificado em 9.11.

8.8.4        O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método de ensaio especificado em 8.8.1, podendo ser utilizado um equipamento com precisão equivalente.

8.9              Condutor central

8.9.1        Para o condutor central com diâmetro calculado inferior a 0,25 mm é aceita uma variação de 0,003 mm. Nos demais casos a variação pode ser de até 1 % em relação ao calculado.

8.9.2        Para a verificação do diâmetro deve ser utilizado um instrumento com resolução metrologicamente adequada. O ensaio deve ser realizado efetuando-se duas leituras perpendiculares de uma mesma seção transversal, anotando-se a média aritmética dos valores obtidos.

8.9.3        O alongamento à ruptura do condutor de cobre nu ou revestido após a aplicação do dielétrico de ser de, no mínimo, 10 % e deve ser verificado conforme o método de ensaio estabelecido na NBR 6810.

8.9.4        O alongamento à ruptura do condutor de aço cobreado após a aplicação do dielétrico deve ser de, no mínimo, 1 % e deve ser verificado conforme o método de ensaio estabelecido na NBR 6810.

8.9.5        O alongamento à ruptura do condutor de alumínio nu ou revestido após a aplicação do dielétrico deve ser de, no mínimo, 3 % e deve ser verificado conforme o método de ensaio estabelecido na NBR 6810.

8.10          Dielétrico

8.10.1    A tolerância do diâmetro externo do dielétrico é dada na tabela 15:

Tabela 15 – Variação do diâmetro do dielétrico

Diâmetro nominal (mm)

Variação (mm)

D2 £ 0,9

± 0,08

0,9 < D2 £ 2,4

± 0,10

2,4 < D2 £ 3,4

± 0,13

3,4 < D2 £ 4,4

± 0,15

4,4 < D2 £ 6,4

± 0,20

6,4 < D2 £ 7,4

± 0,25

7,4 < D2 £ 9,9

± 0,30

9,9 < D2 £ 14,9

± 0,40

14,9 < D2 £ 20,0

± 0,50

8.10.2    Deve-se medir o diâmetro em quatro pontos de uma mesma seção transversal, defasados em aproximadamente 45º e, anotada a média aritmética dos valores.

8.10.3    A contração do dielétrico constituído de material polimérico sólido deve ser inferior a 9,5 mm e deve ser verificada conforme o método de ensaio estabelecido na NBR 9143.

8.11          Condutor externo

8.11.1    Para o(s) fio(s) elementar(es) da trança(s) com diâmetro calculado inferior a 0,25 mm é aceita uma variação de 0,003 mm. Nos demais casos a variação pode ser de até 1 % em relação ao calculado.

8.11.2    Na verificação do diâmetro do fio elementar deve-se utilizar um instrumento com resolução metrologicamente adequada. Para a execução do ensaio deve-se obter duas leituras perpendiculares de uma mesma seção transversal e ser anotada a média aritmética.

8.11.3    O percentual de cobertura da(s) trança(s) do condutor externo deve ser de, no mínimo, 60 % quando aplicada sobre fita laminada de blindagem ou de 85 % onde não houver fita.

8.11.4    O percentual de cobertura da trança deve ser verificado utilizando-se as fórmulas de projeto da trança.

8.12          Capa externa e Cobertura

8.12.1    Os cabos destinados a instalações em áreas externas não podem utilizar os materiais EVA, ETFE, PTFE e FEP.

8.12.2    A espessura mínima absoluta em qualquer ponto da capa externa deve atender aos valores estabelecidos na tabela 16 e deve ser verificada conforme o método estabelecido na NBR NM-IEC-60811-1-1.

Tabela 16 – Espessura da capa externa

Material

Diâmetro sob a capa externa (mm)

Espessura nominal

(mm)

Espessura mínima

(mm)

FEP 
ETFE
PTFE

< 2,5

0,25

0,15

2,5 a 5,9

0,38

0,25

> 5,9

0,30

PE
 PVC
 EVA

< 2,5

0,07 D + 0,3

0,9 s – 0,1

³ 2,5

0,07 D + 0,5

Observações:

  1. “D” é o diâmetro sob a capa externa.
  2. “s” é  a espessura nominal.
  3. As designações PE e PVC abrangem as suas variantes.

8.12.3    A espessura mínima absoluta em qualquer ponto da cobertura deve atender ao valor calculado e deve ser verificada conforme o método estabelecido na NBR NM-IEC-60811-1-1.

8.12.4    Os materiais empregados na capa externa e na cobertura devem atender aos valores de alongamento e resistência à tração estabelecidos nas tabelas 17 e 18 e devem ser verificados conforme os métodos estabelecidos nas normas NBR 9141 e na NBR 9148.

Tabela 17 – Alongamento e resistência à tração-original

Material Alongamento Mínimo ( % ) Resistência à Tração Mínima ( Mpa )
FEP
FRPE
PEAD
PEBD
ETFE
PVC
SRPVC
PTFE
EVA
200
100
300
350
100
125
100
175
100
17,2
8,3
16,5
9,7
34,5
12,0
20,7
27,6
8,3
FEP       = Etileno-polipropileno fluoretizado
FRPE    = PE retardante à chama
PEAD   = PE de alta densidade
PEBD   = PE de baixa densidade
ETFE    = Etileno-tetrafluoretileno
PVC      = Policloreto de vinila
SRPVC = PVC semi-rígido
PTFE   = Politetrafluoretileno
EVA     =  Etileno vinil acetato
PE       = Polietileno

Tabela 18 – Alongamento e resistência à tração-envelhecido

Classe (°C) Material Tempo (h) Temperatura (ºC) Retenção do Original (%)
Alongamento
 
Resistência à tração
75 FRPE
PEAD
PEBD
EVA
48 100 75 75
75 PVC
SRPVC
168
168
100
113
60
70
80
70
90 PVC
SRPVC
168
168
121
121
50
70
85
70
90 EVA 168 100 75 80
105 PVC
SRPVC
168
168
136
136
50
70
85
70
150 ETFE 168 180 75 85
200 FEP 168 232 75 75
250 PTFE 1440 260 85 85

8.13          Blindagem global

8.13.1    Para o fio elementar da trança com diâmetro calculado inferior a 0,25 mm é aceita uma variação de 0,003 mm. Nos demais casos a variação pode ser de até 1 % em relação ao calculado.

8.13.2    Na verificação do diâmetro do fio elementar deve-se utilizar um instrumento com resolução metrologicamente adequada. Para a execução do ensaio deve-se obter duas leituras perpendiculares de uma mesma seção transversal e ser anotada a média aritmética.

8.13.3    O percentual de cobertura da trança da blindagem global deve ser de, no mínimo, 60 % quando aplicada sobre fita laminada de blindagem ou de 85 % onde não houver fita.

8.13.4    O percentual de cobertura da trança deve ser verificado utilizando-se as fórmulas de projeto da trança.

8.14          Dobramento

8.14.1    O cabo completo deve ser submetido ao ensaio de dobramento à temperatura ambiente conforme estabelecido na ASTM D 4565, seção 34. Após o ensaio o cabo não deve apresentar danos visíveis a olho nu e deve atender ao requisito de impedância presente nesta norma.

8.15          Coeficiente de absorção

8.15.1    Os cabos destinados à instalações em área externa devem apresentar um coeficiente de absorção, quando expostos à radiação ultravioleta, acima de 4000 ABS/cm para a capa de PE ou de 2800 ABS/cm para capa de PVC, conforme o método estabelecido na ASTM D 3349.

8.15.2    Para cabos com capa de EVA, ETFE, PTFE e FEP este ensaio não é aplicável. 

8.16          Comportamento Frente à Chama

8.16.1    O cabo coaxial para aplicação em redes internas, mesmo que parcial, deve possuir a capa externa e a cobertura de material retardante à chama, sendo que sua classificação deverá ser comprovada através do método de ensaio correspondente, conforme estabelecido na NBR 14705.

8.17          Mensageiro Integrado

8.17.1    Quando o cabo coaxial rígido possuir mensageiro integrado, este deverá ser constituído por um fio ou cordoalha de aço galvanizado.

8.17.2    A verificação dos requisitos deve ser feita no fio singelo ou fio elementar da cordoalha e atender aos requisitos da ASTM A 641/98, Class 1, Hard Temper:

§  Carga de Ruptura Mínima;

§  Camada de Zinco;

§  Aderência da Camada de Zinco;

§   Diâmetro do Mensageiro

8.17.3    Para a medição do diâmetro do mensageiro deverá ser utilizado instrumento com resolução metrologicamente adequada e serem tomadas duas medidas perpendiculares de uma mesma seção transversal, sendo anotada a média aritmética dos valores obtidos.

8.18          Requisito e método de ensaio para resistência à corrosão

8.18.1    O cabo coaxial flexível que possui composto vedante não deve apresentar sinais de corrosão após ser submetido ao ensaio de resistência à corrosão conforme o método estabelecido na NBR 8094 e ANSI/SCTE-69-2002.

8.19          Requisito e método de ensaio para escoamento do composto

8.19.1    O cabo coaxial flexível que possui composto vedante deve ser submetido ao ensaio de escoamento do composto, conforme o método estabelecido na NBR 9149 e não deve apresentar sinais de escoamento ou gotejamento.

9.      Amostragem do Cabo Coaxial

9.1              Para se definir as amostras a serem apresentadas, os cabos de uma mesma família devem ser classificados segundo o grau de complexidade conforme a tabela abaixo: 

Tabela 19 – Grau de complexidade

Construção do cabo Construção do condutor externo Construção do condutor central Material do condutor externo Material do condutor central
 
5
 
4
 
3
 
2
 
1
 
 
-
 
4
 
3
 
2
 
1
 
-
 
-
 
-
 
2
 
1
-
 
-
 
-
 
2
 
1
-
 
-
 
-
 
2
 
1
Construção do cabo
5 – multicoaxial com blindagem global composta por trança(s) + fita(s)
4 – multicoaxial com blindagem global composta por trança(s)
3 – multicoaxial sem blindagem global
2 – multicoaxial paralelo
1 – singelo
 
Construção do condutor externo
4 – blindagem dupla + fita(s)
3 – blindagem simples + fita(s)
2 – blindagem dupla (2 tranças)
1 – blindagem simples (1 trança)
 
Construção do condutor central
            2 – multifilar
            1 – monofilar
0 – tubular
 
Material do condutor externo ou da blindagem global
2 – revestido
1 – nu
 
Material do condutor central
            2 – revestido
            1 – nu
 
           

9.2              Deve ser apresentado para ensaio pelo menos uma amostra de cada família dos cabos a serem certificados, sendo que os ensaios efetuados em uma amostra de cabo de maior grau de complexidade de uma família serão válidos para os demais cabos de complexidade inferior dentro da mesma família.

9.3              Caso uma família de cabos possua cabos para aplicação em áreas internas e externas, com revestimentos distintos, deverá ser apresentada uma amostra para cada tipo de aplicação e seus respectivos materiais de revestimento devem ser submetidos aos seguintes ensaios: 

    • Item 8.12.2 - Espessura mínima da capa externa;
    • Item 8.12.3 – Espessura mínima da cobertura; 
    • Item 8.12.4 - Ensaios de alongamento e resistência à tração, original e envelhecido;
    • Item 8.14 – Dobramento (aplicar somente o ensaio de Dobramento, não sendo exigido verificar o requisito de Impedância);
    • Item 8.15 - Coeficiente de absorção (para cabos destinados ao uso externo);
    • Item 8.16 - Comportamento frente à chama (para cabos destinados ao uso interno);
    • Item 8.18 - Resistência à corrosão (quando aplicável);
    • Item 8.19 - Escoamento do composto (quando aplicável). 

9.4              Caso alguma família de cabos para certificação inclua cabos multi coaxiais, uma amostra com o maior número de vias e blindagem global, quando houver, deve ser apresentada. Esta amostra pode representar todos os cabos da família se, e somente se, suas vias apresentarem o maior grau de complexidade.

9.5              Caso um determinado cabo possua capa externa e cobertura de cores distintas, para aplicação em área interna, o interessado deve declarar formalmente que o material base, sem corante, utilizado na fabricação da amostra submetida a ensaio será mantido assim como suas características frente à chama

9.6              Devem ser submetidas a todos os ensaios elétricos pelo menos 25 % das vias dos cabos multi coaxiais com um mínimo de duas vias. Os demais ensaios devem ser realizados em apenas uma via e na cobertura.

9.7              Nos cabos multi coaxiais paralelos devem ser realizados os ensaios completos em uma das vias.

9.8              Os ensaios do Mensageiro Integrado devem ser realizados em todos os diâmetros utilizados. Caso um determinado diâmetro seja utilizado em uma ou mais famílias de cabos não é necessário repetir os ensaios do mensageiro para cada família.

9.9              As amostras de cabo devem ter lance de, no mínimo, 100 (cem) metros e estar com suas extremidades preparadas com conectores.

9.10          Para os ensaios específicos das capas externas as amostras de cabos a serem apresentadas para ensaios deverão ter o lance especificado de comum acordo entre o laboratório e o interessado.

9.11          Para o ensaio específico de Eficiência de Blindagem as amostras devem ter os corpos-de-prova preparados conforme as instruções abaixo:

·         Três amostras do cabo completo (núcleo do cabo, condutor externo e capa externa), com as suas extremidades preparadas com conectores, montadas conforme a figura 2;

·         Uma amostra do núcleo do cabo (condutor central e dielétrico), com as suas extremidades preparadas com conectores,  montada conforme a figura 3. 

Figura 2

 

Figura 3

 

10.  Identificação da Homologação

10.1          A marcação do selo ANATEL e a identificação do código de homologação e do código de barras devem ser apresentados na embalagem externa do produto, em conformidade com o disposto no Artigo 39 e Anexo III do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução 242, de 30/11/2000. Também podem ser utilizados, opcionalmente, meios de impressão gráfica nos catálogos dos produtos ou na documentação técnica pertinente.

10.2          Adicionalmente, deve ser impresso de forma legível na capa externa dos cabos singelos ou na cobertura dos cabos multi coaxiais, ao longo do seu comprimento, a identificação alfanumérica da homologação do produto, da seguinte forma:

ANATEL HHHH-AA-FFFF 

Onde:

HHHH – identifica a homologação do produto por meio de numeração sequencial com 4 (quatro)  caracteres;

AA – identifica o ano de emissão da Homologação com 2 (dois) caracteres numéricos;

FFFF  identifica o fabricante do produto com 4 (quatro) caracteres alfanuméricos.